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O Ministério da Integração Nacional disponibilizou aporte de R$ 254 milhões para intensificar as ações do programa Água para Todos nos estados da Bahia, Ceará e Minas Gerais. Com os recursos serão implantadas mais 90 mil cisternas de polietileno em comunidades rurais com acesso precário à água.
O convênio com o governo da Bahia vai destinar R$ 146 milhões para implantação de 46.594 mil cisternas. Já no Ceará, serão R$ 58,5 milhões para a instalação de mais de 19 mil reservatórios. Para Minas Gerais serão aplicados R$ 50 milhões para a implantação de mais de 23 mil cisternas de polietileno.
“O Água para Todos está, a cada dia, ampliando o acesso à água das populações mais carentes no Brasil. Trata-se de uma ação parceira entre os diferentes entes governamentais e sociedade civil, e que trata o problema com novas tecnologias”, afirmou Miguel Ivan, diretor do programa no Ministério da Integração Nacional.
Até 2014 serão implantadas 750 mil cisternas em todo o semiárido brasileiro, bem como em outras regiões do país em que o acesso à água seja precário. Amazonas, Rondônia, Tocantins e Rio Grande do Sul são alguns dos estados atendidos pelo programa Água para Todos.
Pelo Ministério da Integração Nacional serão entregues 300 mil cisternas de polietileno e seis mil sistemas coletivos de abastecimento, ambos para o consumo humano. Em relação à produção agrícola e pecuária, serão implantadas 20 mil cisternas de produção, 20 mil pequenos sistemas de irrigação e três mil barragens para saciar a sede dos animais.
O estremecimento da relação entre PT e PMDB no Congresso reflete e contamina a formação de palanques estaduais que darão sustentação ao projeto de reeleição da presidente Dilma Rousseff. Apesar da entrada do vice-presidente Michel Temer (PMDB) e da própria petista na costura de alianças regionais para 2014, peemedebistas resistem a se aliar ao PT em estados estratégicos e ameaçam se coligar com o PSB, do governador de Pernambuco Eduardo Campos, possível candidato à Presidência.
Em estados onde a situação azedou, o PMDB já usa a aproximação com Campos como uma forma de emparedar o PT. O discurso em favor do pernambucano passou a funcionar como ferramenta de pressão contra os petistas, com um único objetivo: obter condições mais favoráveis de negociação. O principal foco de insatisfação com o PT começou no Congresso. Ficou evidente durante a aprovação da MP dos Portos na Câmara e, depois, na apresentação do pedido de abertura da CPI da Petrobras. Deputados reclamam da articulação política da presidente e defendem, nos bastidores, a candidatura de Campos. “Ele será o novo presidente da República. Há um grande desgaste com o PT”, declarou um parlamentar do PMDB.
A presidente, que não costuma entrar diretamente na costura política, começou a agir para apaziguar a aliança. Viajou a Estados em que a relação não estava boa, participou de jantares com bancadas estaduais e até interpretou o Canto Alegretense, num ato de simpatia com os peemedebistas conflagrados do Rio Grande do Sul.
O discurso peemedebista pró-Campos está mais vitaminado em Estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rondônia e Bahia. No Rio Grande do Sul, a aliança é inviável. A tendência é que o partido lance candidato próprio, com José Ivo Sartori, ex-prefeito de Caxias do Sul, ou o ex-governador Germano Rigotto. O PT tentará reeleger o governador Tarso Genro. Com um antagonismo profundo não está descartado o PMDB se aliar ao PSB ou até ao PSDB.
Em Mato Grosso do Sul, o PMDB reclama do fortalecimento político do senador Delcídio Amaral (PT), cotado para disputar o governo. Dilma foi até a capital, entregou 300 ônibus ao lado do governador André Puccinelli, mas o PMDB não descarta dar palanque a Campos. Na Bahia, os irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima lideram um movimento que deve unir o PMDB do estado aos principais partidos de oposição (PSDB, DEM e PPS) para lançar uma candidatura de oposição ao PT, do governador Jaques Wagner.
No Ceará, o PT está dividido quanto ao apoio ao PMDB. Há uma tentativa de trazer o PSB, do governador Cid Gomes, para a aliança, o que será difícil se Campos for candidato. Em Pernambuco, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)) defende a candidatura de Campos contra o PT. No Piauí, o PMDB pode ficar dividido entre Dilma e Campos. Lá se desenha um confronto entre José Filho (PMDB), com o apoio do PSB, e Wellington Dias (PT).
Na última etapa de sua visita à América Latina, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, enalteceu nesta sexta-feira (31) o papel conquistado pelo Brasil no cenário internacional e voltou a defender o desejo do governo norte-americano de intensificar as relações bilaterais com o Brasil. O vice de Barack Obama sinalizou ainda que Washington poderá vir a flexibilizar a emissão de vistos para os brasileiros que queiram viajar para os EUA.
“Já conversei com nosso embaixador [no Brasil] para encontrarmos uma maneira de passar de 12 semanas para dois ou três dias o tempo necessário para se obter um visto. Para isso, nós estamos dobrando o número de funcionários que temos à disposição em nossos consulados. Nós queremos os brasileiros viajando para os Estados Unidos, não apenas para fazer compras, mas para nos ver, para nos entender”, enfatizou Biden.
Em um pronunciamento de cerca de 13 minutos no Palácio do Itamaraty, ao lado do vice-presidente da República, Michel Temer, Biden sugeriu que os dois países podem reforçar suas parcerias nas áreas de energia, educação e inovação tecnológica.
Em meio à declaração oficial, o norte-americano ressaltou que a Casa Branca aguardará “ansiosa” a visita de Estado da presidente Dilma Rousseff ao país. Biden aproveitou a passagem por Brasília para formalizar o convite para que Dilma visite Washington, em outubro. Na ocasião, disse Biden, a presidente brasileira será recebida com distinção reservada a poucos países.
O vice de Barack Obama está em visita oficial ao Brasil desde a noite da última terça (28), quando desembarcou no Rio de Janeiro ao lado de sua mulher, Jill Biden. Antes de chegar ao Brasil, o norte-americano esteve na Colômbia e em Trinidad e Tobago.
Biden se reuniu na manhã desta sexta com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. Ao ingressar por uma porta lateral, ele se limitou a dizer “bom dia”, em inglês, às dezenas de jornalistas que o aguardavam.
Após a reunião com Dilma, escoltado por forte de esquema de segurança, se dirigiu de carro até a sede do Ministério das Relações Exteriores, a cerca de 350 metros do Planalto. No Itamaraty, ele teve encontro a portas fechadas com o vice-presidente da República, Michel Temer, e foi homenageado com um almoço na sede da chancelaria brasileira.









