Press "Enter" to skip to content

Últimas publicações do quadro “Sem categoria”

ESPAÇO DO INTERNAUTA

“E agora José…”

“Você que faz versos,

Que ama, protesta?…

… E agora José?

Você marcha José, José para onde?

Marcha José, José para onde?….”

O transporte público no Brasil é uma calamidade e a partir daí as redes sociais despejaram nas ruas milhares de brasileiros e seus protestos exigindo que não aumentassem as tarifas de ônibus, trens, barcas e metrôs. Mais do que isso, que não mais cobrassem passagem alguma, que dessem conserto na saúde, na educação; um basta à corrupção e parassem de mandar a polícia militar bater em quem mais se manifestar.

Outros mais foram às ruas, a polícia recolheu-se e os governantes de Rio e São Paulo anunciaram àquela massa difusa que contestava seu poder que sim, voltavam atrás e à tarifa anterior. Até segunda ordem, não haverá aumento de passagem… Também em outras capitais e cidades.

Li notícias e análises, ouvi noticiários conversei com meus filhos – que foram à passeata – e com muitas outras pessoas. É grande a minha alegria de ver a cidadania sendo exercida. Eu me formei cidadão em ambiente semelhante, como líder estudantil, participante de manifestações contra a ditadura, pelas eleições diretas. Saúdo como um saudável suspiro democrático. Desejo que o movimento traga à tona uma série de temas, sobre a qualidade dos serviços públicos, sobre a condução da nossa economia e faça também emergir ideias e novas lideranças.

É preciso construir um espaço político para fazer política quando as instituições hoje corroídas e corrompidas, infelizmente não atendem às exigências que os cidadãos já contabilizam pela via da democracia eleitoral. É preciso irrigar e renovar as instituições aproximando-as da realidade que os cidadãos expõem nas ruas.

O que aconteceu – ilustrado pela quantidade de reivindicações postadas no bornal dessa enorme manifestação centopéica – expõe a absoluta falta de diálogo que preside a sociedade brasileira. O exercício político dos últimos tempos evidencia uma prática empobrecida do “nós contra os outros”, que soma inúmeras demandas especificas e não é capaz de colocá-las dentro de um projeto nacional. Isto pode ser profundamente danoso à democracia, cujo fundamento é o respeito às diferentes visões de mundo, à vontade da maioria e o reconhecimento das instituições.

Vejo também a ausência de lideranças e interlocutores – a prova disso é que não havia representantes do movimento ao lado dos governantes quando anunciaram a capitulação diante dos telespectadores. Da mesma forma não tem havido sensibilidade política das lideranças formais do país para se aproximar do cerne democrático do movimento. Os objetivos são dispersos e é lamentável – o que precisa ser coibida sem concessões – a ação de grupos sectários, que depredando o patrimônio público e privado, têm fraudado a índole pacífica de milhares.

A substância da massa que agora confronta políticos e governantes mais se parece com aquela dos caras pintadas que puseram fim ao governo de Fernando Collor. Está muito longe do projeto coletivo de resgate democrático das “Diretas Já”, por exemplo, quando multidões cardeais caminharam para a construção institucional brasileira arrebanhando estudantes, profissionais liberais, sindicalistas, igrejas, operários e suas representações.

As manifestações de agora ainda têm uma textura de “flashmob” – ação combinada pelas redes sociais para provocar impacto coletivo momentâneo, sem compromisso de evoluir para desenvolvimentos mais complexos, como são os da política, por exemplo. Os manifestantes não querem saber de partidos políticos, pedem que abaixem suas bandeiras, mas não os excluem. Será necessário falar de política, não partidária e eleitoral, mas de propostas globais, de prioridades, de “visões de mundo” que viabilizem transformações profundas e duradouras.

As redes sociais contribuíram para que as pessoas se organizassem e chegassem às ruas na proporção que estamos assistindo. E aí considero a importância de identificar os anseios da sociedade por meio dessas ferramentas, estabelecer com ela o diálogo democrático e responder às questões formuladas em conjunto com instituições mais modernas. Se acolherem o contraditório e a discussão plural as redes podem realmente vir a ser no Brasil um saudável berço de democratização política e de exercício da ética.

Espero, e somarei esforços para isto, que os manifestantes pretendam aprofundar e renovar o diálogo democrático, metendo fundo o dedo no conteúdo de suas reivindicações. Além de estabelecer claras lideranças, terão que discutir as contendas dentro do Congresso Nacional, com o Executivo e com o Judiciário, poderes que presidem a República Federativa do Brasil, sustentada por uma Constituição promulgada à custa de muita luta cujos 25 anos se comemoram neste ano.

O alerta é saudável e tem endereço certo. No rastro dos outros, o governo central de hoje optou claramente pelo transporte individual, e cometeu mais uma desnorteada distração ideológica da política econômica que imagina a redenção social do brasileiro pregada na cruz do consumo.

Estar atento a esse puxão de orelhas que vem das ruas, reorganizar sua pauta, refazer seu funcionamento, incorporar definitivamente a ética como valor central, é isto que as instituições e, particularmente, a Câmara dos Deputados e o Congresso Nacional teem obrigação de fazer. Que este ar fresco venha para fixar e oxigenar a nossa democracia e coloque sob condições mais justas e promissoras nosso país e seu povo!

Arnaldo Jardim – Deputado Federal

ACIDENTE GRAVE COM ÔNIBUS DEIXA MORTOS E FERIDOS NA BR-222 NO CEARÁ

Pelo menos sete pessoas morreram e 30 ficaram feridas em um acidente na madrugada deste sábado (22), em Sobral, na região norte do estado do Ceará. De acordo com o Corpo de Bombeiros de Sobral, o acidente aconteceu por volta de 1h30, no Km 182 da BR-222, no distrito de Patos.

O acidente teria acontecido quando o motorista, ao tentar fazer a curva, caiu em um barranco. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o motorista pode ter cochilado. “O motorista deve ter cochilado. No velocímetro do ônibus estava marcando 110 quilômetros”, relata o bombeiro Raimundo Nogueira Rufino, que participou do resgate das vítimas.

Três pessoas ficaram presas nas ferragens e uma mulher teve as duas pernas amputadas,  segundo o Corpo de Bombeiros de Sobral.  De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o  ônibus saiu de Belém, no Pará, com destino a Fortaleza. Os passageiros iam para a capital cearense fazer compras.  Os feridos, a maioria em estado grave, foram levados para a Santa Casa de Misericórdia de Sobral. Cerca de 50 passageiros estavam no ônibus.(G1.COM)

PREFEITO DE TUPARETAMA DIZ QUE DILMA NÃO ATENDEU AO GRITO DO NORDESTE

O Grito do Nordeste promovido em Pernambuco pela Amupe no dia 13 de maio não atingiu o seu objetivo, pelo menos até agora. Esta é a opinião do prefeito de Tuparetama Dêva Pessoa(PSD). Mesmo reconhecendo todo o empenho do Presidente da entidade e Prefeito de Afogados da Ingazeira Jose Patriota, o gestor de Tuparetama disse que o principal pleito que seria a conquista de recursos de fundo a fundo reivindicados junto ao Ministério da Integração, não foi atendido. De beneficio apenas a antecipação de dezembro para julho das maquinas do PAC 2.

 Falando a Rádio Cidade FM de Tabira ontem pela manhã, Dêva disse que a suspensão da dis tribuição do leite de Pernambuco se deu por culpa da estiagem que provocou o fechamento de três laticínios da região. A prefeitura de Tuparetama pagou ontem 50% do 13º aos servidores o que na opinião do Prefeito Dêva Pessoa serve para aquecer a economia do município.

O prefeito anunciou para o dia 28 de junho o pagamento dos salários dos servidores e mais a 2ª parcela do salário dos professores referentes ao mês de dezembro. Dêva encerrou sua participação convidando o povo de Tuparetama e região para o S. Pedro de sua cidade este ano com atrações como Limão com Mel, Maciel Melo, Gatinha Manhosa, Josildo Sá e Delmiro Barros.(Rádio Vivo – Foto: Júnior Finfa)

DILMA DIZ QUE RECEBERÁ MANIFESTANTES E ANUNCIA PACTO COM GOVERNADORES

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta sexta-feira (21), durante pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV, que vai elaborar um Plano Nacional de Mobilidade Urbana que privilegie o transporte público. Ela também disse que receberá “líderes das manifestações pacíficas” e que conversará com governadores e prefeitos das principais cidades para elaborar um pacto para a melhoria dos serviços públicos.

“Vou convidar os governadores e os prefeitos das principais cidades do país para um grande pacto em torno da melhoria dos serviços públicos. O foco será: primeiro, a elaboração do Plano Nacional de Mobilidade Urbana, que privilegie o transporte coletivo; segundo, a destinação de 100% dos recursos do petróleo para a educação; terceiro, trazer de imediato milhares de médicos do exterior para ampliar o atendimento do SUS”.

“Anuncio que vou receber os líderes das manifestações pacíficas, os representantes das organizações de jovens, das entidades sindicais, dos movimentos de trabalhadores, das associações populares. Precisamos
de suas contribuições, reflexões e experiências. De sua energia e criatividade, de sua aposta no futuro e de sua capacidade de questionar erros do passado e do presente.”

LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA DIVULGADA PELA CNBB SOBRE AS MANIFESTAÇÕES

A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta sexta-feira nota sobre as manifestações em todo o país. A entidade declarou solidariedade e apoio às manifestações, mas condenou a violência. A nota é assinada pelo cardeal Raymundo Damasceno Assis (arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB), Dom José Belisário da Silva (arcebispo de São Luís e vice-presidente da CNBB) e Dom Leonardo Ulrich Steiner (bispo Auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB)

Leia na íntegra:

Ouvir o clamor que vem das ruas

“Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunidos em Brasília de 19 a 21 de junho, declaramos nossa solidariedade e apoio às manifestações, desde que pacíficas, que têm levado às ruas gente de todas as idades, sobretudo os jovens. Trata-se de um fenômeno que envolve o povo brasileiro e o desperta para uma nova consciência. Requerem atenção e discernimento a fim de que se identifiquem seus valores e limites, sempre em vista à construção da sociedade justa e fraterna que almejamos.

Nascidas de maneira livre e espontânea a partir das redes sociais, as mobilizações questionam a todos nós e atestam que não é possível mais viver num país com tanta desigualdade. Sustentam-se na justa e necessária reivindicação de políticas públicas para todos. Gritam contra a corrupção, a impunidade e a falta de transparência na gestão pública. Denunciam a violência contra a juventude. São, ao mesmo tempo, testemunho de que a solução dos problemas por que passa o povo brasileiro só será possível com participação de todos. Fazem, assim, renascer a esperança quando gritam: “O Gigante acordou!”

Numa sociedade em que as pessoas têm o seu direito negado sobre a condução da própria vida, a presença do povo nas ruas testemunha que é na prática de valores como a solidariedade e o serviço gratuito ao outro que encontramos o sentido do existir. A indiferença e o conformismo levam as pessoas, especialmente os jovens, a desistirem da vida e se constituem em obstáculo à transformação das estruturas que ferem de morte a dignidade humana. As manifestações destes dias mostram que os brasileiros não estão dormindo em “berço esplêndido”.

O direito democrático a manifestações como estas deve ser sempre garantido pelo Estado. De todos espera-se o respeito à paz e à ordem. Nada justifica a violência, a destruição do patrimônio público e privado, o desrespeito e a agressão a pessoas e instituições, o cerceamento à liberdade de ir e vir, de pensar e agir diferente, que devem ser repudiados com veemência. Quando isso ocorre, negam-se os valores inerentes às manifestações, instalando-se uma incoerência corrosiva que leva ao descrédito.

Sejam estas manifestações fortalecimento da participação popular nos destinos de nosso país e prenúncio de novos tempos para todos. Que o clamor do povo seja ouvido!

Sobre todos invocamos a proteção de Nossa Senhora Aparecida e a bênção de Deus, que é justo e santo”.(Agência O Globo)