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FILHO DE CIRO GOMES PRESO POR DIRIGIR ALCOOLIZADO NO CEARÁ

Envolvido em um acidente de carro, Ciro Saboya Ferreira Júnior, 27 anos, filho do ex-ministro Ciro Gomes, foi detido na manhã de ontem (24), em Fortaleza, no Ceará.  Drogas, bebidas alcoólicas e copos foram encontrados no veículo que ele conduzia. Ciro Júnior teria agredido o condutor do outro veículo e com a chegada da primeira viatura da Polícia Militar, tentado subornar os agentes.

A colisão ocorreu no cruzamento das ruas Idelfonso Albano e Costa Barros, na capital cearense. Ele foi conduzido ao 2° Distrito Policial, no bairro de Aldeota. Ciro Júnior se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Assim que recebeu a notícia, Ciro Gomes seguiu para a delegacia, onde acompanhou o depoimento do filho. Enquanto isso, na recepção do prédio, um major da PM exigiu que a imprensa deixasse o local sob pena de prisão por desacato à autoridade.

QUANDO A PF CHEGOU, EX-CHEFE DE GABINETE DA PRESIDÊNCIA LIGOU PARA JOSÉ DIRCEU

Rosemary Novoa de Noronha (foto) ligou para o ex-ministro José Dirceu pedindo ajuda quando a Polícia Federal iniciou a operação de busca e apreensão em seu apartamento, na rua 13 de Maio, na Bela Vista, região central de São Paulo.

Dirceu foi acordado com a ligação por volta das 6h da manhã da última sexta-feira. Teria dito que não podia fazer nada por ela.

Antes de ser nomeada chefe de gabinete da Presidência em São Paulo em 2005, Rose, como é conhecida, trabalhou por quase 12 anos como secretária de Dirceu.

Foi o ex-presidente Lula quem indicou-a para a chefia de gabinete da Presidência.

Os agentes que participaram da busca no apartamento contam que, antes de ligar para Dirceu, ela tentara falar com José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça. O ministro, no entanto, não atendeu a ligação, ainda de acordo com os policiais.

Rose ficou desesperada durante o tempo em que os policiais ficaram em seu apartamento. Chegou a chorar.

Disse que perderia o emprego depois das buscas -o que, de fato, aconteceu ontem, quando a presidente Dilma Rousseff decidiu exonerar todos os indiciados.

Os policiais afirmam que ela ficou enfurecida quando eles tentaram copiar o conteúdo de um disco rígido de um laptop da filha dela.

Como a filha não estava na lista dos que eram alvo da busca autorizada pela Justiça, os policiais deixaram de lado o computador.

O imóvel em que ela vive não tem nada de luxuoso, ainda de acordo com policiais. Valeria entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão –preço de um apartamento de classe média nessa região de São Paulo.

O marido de Rose, José Cláudio de Noronha, é assessor especial da Infraero em São Paulo. Ele teria conseguido o cargo por pressão da mulher, segundo a PF. Ela tentava também arrumar obras para uma pequena construtora dele.

CAMPANHA VIVA TRIUNFO COMUNIDADES

O que começou com um simples projeto de orientação na época em que ainda era estudante de medicina, hoje toma novos rumos. O Projeto Viva Triunfo foi mais um sucesso, conseguindo ajudar os habitantes da comunidade de Águas Claras, como parte integrante das festividades do Momento da Consciência Negra.

Foram realizados mais de 50 atendimentos médicos, nutricionais e de enfermagem, tendo a participação de boa parte da comunidade.

Fico feliz em ver os frutos de atendimentos passados, de cerca de 1 ano atrás, quando conseguimos, apenas com orientaçãess mudar os rumos de doenças graves de pacientes dessas áreas. O que reforça que o acompanhamento dessas pessoas é de fundamental importância para a melhoria da qualidade de vida dos mesmos.

Tenho que agradecer a amigos como Natália Melo, Fred Melo, Carla Braz, Taciana Layse, Saulo Xavier, Daniel, Ramylle Barbosa, pessoal da fundação cultural Ambrosino Martins, o JET que sempre divulga nossos trabalhos e a todos que fazem parte dessa comunidade, pela receptividade e pelo carinho por todos nós.

Iniciativas como essa, espero eu, sejam mais frequentes e se tornem rotina nessa cidade, afinal, viver somente é viver quando se vive para o próximo.

Antonio Eduardo de Melo Filho ( Toninho Melo)
Médico

SERVIDOR PRESO PELA PF FOI APROVADO NO SENADO GRAÇAS A PRESSÃO DE LULA E MANOBRA DE SARNEY

Preso pela Polícia Federal na Operação Porto Seguro, Paulo Rodrigues Vieira, diretor de Hidrologia da ANA (Agênca Nacional de Águas), foi guindado ao cargo graças a uma forte pressão de Lula e a uma manobra patrocinada por José Sarney (PMDB-AP). Como ocorre com todos os indicados para diretorias de agências reguladoras, o nome de Paulo Vieira teve de passar pelo Senado. Uma pesquisa nos anais do Legislativo revela que, neste caso, a aprovação foi tumultuada, atípica e violou as regras regimentais.

Assinada por Lula, a mensagem presidencial que indicou Paulo Vieira para uma poltrona da agência de águas teve tramitação relâmpago. Em sabatina precária, o indicado foi aprovado pela Comissão de Meio Ambiente do Senado em 16 de dezembro de 2009. No mesmo dia, o nome seguiu para o plenário. Ali, realizaram-se duas votações. Numa, houve empate. Noutra, o nome de Paulo Vieira foi rejeitado por diferença miúda: 26 votos contra, 25 a favor e uma abstenção.

Como manda o regimento, o Senado enviou ao Planalto ofício comunicando a Lula que seu escolhido não passara pelo crivo dos senadores. Não restava ao presidente senão sugerir outro nome. Passaram-se quatro meses. E nada. De repente, quando se imaginava que o jogo estivesse jogado, Sarney valeu-se de sua autoridade de presidente do Senado para reinserir na pauta de votações o nome de Paulo Vieira.

Na tarde do dia 14 de abril de 2010, uma quarta-feira, a indicação de Paulo Veira foi votada pela terceira vez. O nome foi, então, aprovado por 28 votos a 15. Houve uma abstenção (a foto lá do alto exibe o resultado no painel). A votação foi atípica porque o Senado não poderia ter aprovado o nome que rejeitara. Foi antiregimental porque a decisão anterior jamais foi revogada. Foi tumultuada porque um parecer da Comissão de Justiça tachara a ‘revotação’ de ilegal.

Descobre-se agora que aquilo que começou errado terminou em desastre. Na operação deflagrada nesta sexta (23), a Polícia Federal indiciou 18 pessoas e prendeu seis. Entre os presos estão Paulo Vieira e um irmão dele, o diretor de Infraestrutura da Agência Nacional de Aviação Civil Rubens Carlos Vieira (também indicado por Lula e aprovado pelo Senado e 7 de julho de 2010, sem manobras). Entre os indiciados está Rosemary Novoa de Noronha, a Rose, chefe de gabinete do escritório regional da Presidência da República em São Paulo.

Descobriu-se que foi Rose, uma servidora nomeada por Lula e mantida por Dilma Rousseff, quem patrocinou as indicações dos irmãos Vieira. Mais: os três participavam de um esquema de venda de pareceres de interesse de empresas nas agências reguladoras e em outros órgãos públicos. Pior: suspeita de corrupção, tráfico de influência e falsidade ideologica, Rose é investigada por ter supostamente exigido e recebido por intermédio dos Vieira vantagens monetárias e favores que vão do custeio de uma cirurgia plástica a viagens.

PF INDICIA MULHER DE CACHOEIRA SOB ACUSAÇÃO DE CHANTAGEAR JUIZ

A Polícia Federal indiciou Andressa Mendonça, mulher de Carlinhos Cachoeira, sob acusação de corrupção ativa. É o primeiro envolvimento formal direto dela com o esquema Cachoeira.

A Folha teve acesso ao relatório do inquérito que investigou Andressa e ao despacho de indiciamento, que ocorreu em setembro.

De acordo com o documento, “o ato criminoso tinha como objetivo favorecer Carlos Augusto de Almeida Ramos mediante a sua soltura”.

Trata-se do caso de suposta chantagem feita por Andressa sobre o juiz Alderico Rocha dos Santos, o responsável pela ação penal decorrente da Operação Monte Carlo, que prendeu Cachoeira em 29 de fevereiro.

Em 26 de julho, Andressa esteve no gabinete do juiz em Goiânia. Segundo o magistrado relatou à PF e ao Ministério Público Federal, a mulher de Cachoeira tentou constrangê-lo, na tentativa de conseguir a revogação da prisão preventiva do marido.

Segundo o relatório, Andressa anotou em um pedaço de papel o nome de pessoas que estariam com um suposto dossiê montado por Cachoeira com informações contra o juiz. O documento só não seria divulgado caso o magistrado determinasse a libertação do empresário.