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Duque celebra mudança de nome da PE-350 em Triunfo para Rodovia Deputado José Patriota

A Assembleia Legislativa de Pernambuco aprovou, nesta quarta-feira (26), a proposição do deputado Luciano Duque que denomina a PE-350, em Triunfo, como Rodovia Deputado José Patriota. Com a aprovação em plenário, o Projeto de Lei passa a valer como lei estadual.

A iniciativa presta homenagem ao ex-prefeito de Afogados da Ingazeira e ex-presidente da Amupe, José Patriota, cuja trajetória pública é marcada pela defesa dos municípios, pelo fortalecimento do Sertão do Pajeú e pelo compromisso com a gestão pública eficiente.

Duque destacou a importância da homenagem para preservar o legado do líder sertanejo. “José Patriota dedicou a vida ao municipalismo e ao desenvolvimento do Interior. Dar o nome dele a uma rodovia que liga e impulsiona o nosso Sertão é reconhecer um homem que trabalhou incansavelmente pelo bem comum”, afirmou o parlamentar.

A via, também conhecida como Estrada do Brocotó, passa agora a carregar oficialmente o nome de uma das figuras públicas mais influentes da história recente de Pernambuco.

Pesquisa CNN/Alfa: João Campos lidera com 61% dos votos válidos

Pesquisa do Instituto Alfa Inteligência, divulgada nesta quarta-feira (26) pela CNN Brasil, mostra João Campos (PSB) com 61% dos votos válidos em uma eventual disputa pelo Governo de Pernambuco. O prefeito do Recife lidera a corrida ao Palácio do Campo das Princesas com uma diferença de mais de 30 pontos em relação à performance eleitoral da governadora Raquel Lyra (PSD), que aparece com 29%. Já o vereador Eduardo Moura (Novo) tem 6%, e o ex-ministro Gilson Machado (PL), 4%.

No cenário estimulado, que também considera a posição de quem pretende anular o voto ou está indeciso, João Campos lidera de forma isolada, com 50% das intenções de voto, contra 24% de Raquel Lyra, 5% de Eduardo Moura e 3% de Gilson Machado. Ivan Moraes (PSOL) não pontuou. Brancos e nulos são 11%, e não sabem ou não responderam, 7%.

Em um segundo cenário, com apenas João Campos e Raquel Lyra sondados junto ao eleitorado, o prefeito do Recife chega a 58% das intenções de voto, e a atual governadora, a 28%. Brancos e nulos são 10%, e não sabem ou não responderam, 4%. Já quando considerados apenas os votos válidos, João tem 67%, e Raquel, 33%, o que configura uma diferença de 34 pontos percentuais.

Foram realizadas 1,2 mil entrevistas em municípios pernambucanos entre os dias 16 e 21 de novembro. O nível de confiança é de 95%, e a margem de erro é de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos.

Lula sanciona isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil

CNN – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quarta-feira (25) a lei que amplia a isenção do IR (Imposto de Renda) para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Além disso, o texto prevê a isenção parcial do imposto para aqueles que têm renda de até R$ 7.350 mensais.

A lei foi sancionada em cerimônia no Palácio do Planalto. Com a sanção, a nova faixa de isenção entra em vigor em 1º de janeiro de 2026.

Aprovada no Senado Federal ainda neste mês, a medida beneficiará 25 milhões de brasileiros. A isenção será compensada com uma taxação maior para aqueles que ganham acima de R$ 600 mil por ano (ou seja, acima de R$ 50 mil por mês).

A isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil é uma promessa de campanha de Lula. O presidente já disse que a proposta corrige uma “grande injustiça” com os trabalhadores brasileiros.

Dona Lica: O sabor que ficou na memória de Afogados da Ingazeira

*Por Rinaldo Remígio

Algumas pessoas não precisam de monumentos para serem lembradas; basta o brilho silencioso da vida que viveram. Maria Salomé Gomes — a eterna Dona Lica — pertence a esse seleto grupo de figuras que, mesmo décadas após sua partida, continuam presentes na lembrança afetiva de um povo inteiro. Se estivesse entre nós, comemoraria neste mês de outubro seus 117 anos. Partiu em 1992, aos 83, mas deixou um legado que nem o tempo, nem o silêncio, nem a saudade conseguem apagar.

Nascida em 28 de outubro de 1908, no sítio Saco dos Queiróz, era filha de Francisco Gomes da Silva e Maria Francelina da Conceição. Vinda de uma família simples de cinco irmãos, cresceu entre o cheiro da terra molhada, o batuque das tradições sertanejas e o calor de um lar que carregava, em cada gesto, o valor da simplicidade e da dignidade.

Ainda adolescente, mudou-se para Afogados da Ingazeira, cidade que, sem imaginar, ganharia ali uma de suas personagens mais emblemáticas. Trabalhou como zeladora no antigo Ginásio Pinto de Campos e dedicou anos de sua vida ao movimentado Cine Pajeú, onde foi funcionária até sua aposentadoria. Porém, se sua presença era marcante nesses espaços, foi na cozinha que ela realmente se tornou inesquecível.

A culinária de Dona Lica atravessou fronteiras simbólicas. Era admirada por visitantes, autoridades, viajantes e, sobretudo, pelos filhos de Afogados da Ingazeira, que encontravam em seus pratos um sabor impossível de replicar. Mulher de estatura mediana, tez morena, traços marcados pela forte descendência indígena, ela cozinhava não apenas com técnica, mas com alma. Cada panela era um gesto de afeto; cada prato, uma história.

Não foram poucos os convites que recebeu para trabalhar em grandes cidades. A própria primeira-dama de São Paulo, Leonor de Barros, esposa do então governador Ademar de Barros, tentou levá-la para o sudeste. Chegaram até propostas dos Estados Unidos, reconhecimento raríssimo para uma cozinheira sertaneja no início do século XX. Mas Dona Lica recusou todas as oportunidades. E recusou por amor: não deixaria seu filho Carlos para trás. Escolheu ficar. Escolheu sua terra. Escolheu sua gente.

Construiu uma família forte e afetuosa. De sua união nasceram quatro filhos: Antônio Gomes,
Neuza de Melo Tavares, José Francisco do Nascimento e Francisco Carlos Gomes.

Para eles, foi porto seguro. Para a comunidade, foi referência de dedicação, amizade e generosidade.

Mesmo sofrendo por longos anos com problemas cardíacos, manteve-se firme, trabalhando, acolhendo e repartindo sua mesa como quem distribui bênçãos. Em 27 de abril de 1992, seu coração, tão grande e tão exigido pela vida e pelos afetos, finalmente repousou. Foi sepultada no Cemitério São Judas Tadeu, deixando a cidade envolta em profunda comoção.

Mas a história de Dona Lica não terminou ali. Ela se perpetuou no imaginário coletivo de Afogados, nos relatos de quem provou seus pratos, nas conversas à sombra das calçadas, no orgulho de um povo que reconhece quem ajudou a construir sua identidade.

Dona Lica não foi apenas uma cozinheira. Foi um símbolo cultural, um patrimônio afetivo, uma mulher à frente de seu tempo que, com seu talento e sua humildade, mostrou ao mundo que grandeza não depende de títulos, e sim de legado.

E o dela permanece — vivo, forte, inesquecível — como o perfume de uma panela que acabou de ser aberta na cozinha do sertão.

*Professor universitário aposentado e memorialista!

Sentença Definitiva Confirma Nulidade da Exoneração e Determina Reintegração da Procuradora-Geral da Câmara Municipal de São José do Egito

A Justiça de São José do Egito proferiu, nesta terça-feira (25/11), sentença definitiva no Mandado de Segurança impetrado por Hérica de Kássia Nunes de Brito, então Procuradora-Geral do Poder Legislativo Municipal, confirmando integralmente a decisão liminar anteriormente concedida e declarando nula a Portaria nº 81/2025, que havia determinado sua exoneração sob a alegação de nepotismo.

A sentença, assinada pela Juíza de Direito Tayná Lima Prado, reconhece que não houve qualquer prática de nepotismo no caso concreto, afastando expressamente a justificativa usada pelo Presidente da Câmara ao exonerar a servidora comissionada.

Segundo a magistrada, os autos demonstraram que o vereador José Albérico Nunes de Brito — irmão da Impetrante — não exerce cargo de direção, chefia ou assessoramento, tampouco integra a Mesa Diretora, não possuindo poder hierárquico, de nomeação ou influência administrativa que pudesse caracterizar a vedação contida na Súmula Vinculante nº 13 do STF.

O decisum destaca ainda que:

Não houve qualquer demonstração de influência política apta a configurar nepotismo;

O cargo exercido pela Impetrante é de Procuradora-Geral, função técnica, com nomeação baseada em qualificação profissional comprovada;

A alegação de nepotismo foi usada como motivação expressa na portaria, mas sem qualquer suporte fático ou jurídico — o que atrai a aplicação da Teoria dos Motivos Determinantes, tornando o ato administrativo nulo por falta de adequação e veracidade dos motivos declarados;

A atuação do Ministério Público, citada pelo Presidente da Câmara para justificar a exoneração, não autorizava ato arbitrário, tampouco dispensava a análise concreta de legalidade.

Diante disso, a Juíza concedeu definitivamente a segurança, determinando:

1. A declaração de nulidade da Portaria nº 81/2025

por ausência de motivação válida e violação aos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade.

2. A reintegração definitiva de Hérica de Kássia Nunes de Brito

ao cargo de Procuradora-Geral do Poder Legislativo Municipal de São José do Egito,
com todos os direitos e vantagens inerentes ao cargo, tornando definitiva a medida liminar anteriormente deferida.

3. A condenação da autoridade coatora ao pagamento das custas processuais.

Em razão de vedação sumular, não houve condenação em honorários advocatícios.

A sentença ainda ressalta que a decisão não está sujeita ao reexame necessário e que, embora caiba recurso, os fundamentos jurídicos adotados estão fortemente amparados pela jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal sobre o tema.

Com a publicação da sentença, o processo aguarda apenas o trânsito em julgado.