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O voto é meu, e isso independe da opinião alheia!

Por Alê Cavalcanti/ Blog Do Elielson

A campanha eleitoral mal chegou às ruas e eu já recebi uma sugestão curiosa: votar em branco. Não porque eu esteja indecisa. Justamente o contrário. Eu sei em quem pretendo votar para presidente. O problema é que meu voto não coincide com o de uma pessoa muito próxima. E, diante da impossibilidade de me convencer a escolher aquilo que ela considera a melhor opção, veio a alternativa:

– Então vote em branco.

A frase ficou comigo. Não pelo candidato. O nome dele é, talvez, a parte menos importante desta crônica. Tampouco pela discordância. Convivo muito bem com pessoas que pensam diferente de mim e espero continuar convivendo. Política deveria comportar debate, argumento, mudança de opinião, divergência – e, principalmente, a possibilidade de duas pessoas se quererem muito bem sem precisar apertar os mesmos números numa urna.

O que me inquietou foi outra coisa. Sou mulher. E talvez por isso a frase tenha encontrado em mim uma história muito mais antiga do que aquela conversa. A campanha começou oficialmente no último domingo, 16 de agosto e propaganda eleitoral vem aí neste dia 28. O primeiro turno será em 4 de outubro.

Teremos semanas de campanha pela frente. Ruas ocupadas, bandeiras, jingles, debates, entrevistas, pesquisas, discussões em mesas de almoço, grupos de WhatsApp pegando fogo e famílias descobrindo, mais uma vez, que amor e concordância política definitivamente não são sinônimos.

Ainda ouviremos muito. E deveríamos. Quero ouvir argumentos. Quero conhecer propostas. Quero ter o direito de concordar, discordar, reconsiderar. Posso, inclusive, mudar de voto. Mas, se mudar, a escolha da mudança também será minha.

Talvez seja essa a palavra desta crônica: escolha. Porque houve um tempo, não tão distante assim, em que mulheres brasileiras precisaram lutar justamente para que essa palavra também lhes pertencesse. O voto feminino só foi reconhecido nacionalmente pelo Código Eleitoral de 1932, que passou a considerar eleitor o cidadão maior de 21 anos “sem distinção de sexo”.

Dois anos depois, a Constituição de 1934 assentou esse direito em bases constitucionais – naquela etapa, porém, a obrigatoriedade do voto ainda não alcançava todas as mulheres, mas as que exerciam função pública remunerada. E há um detalhe histórico que me impressiona ainda mais.

Durante a elaboração do Código de 1932, houve proposta de regras muito mais restritivas para o alistamento feminino. O anteprojeto previa condições específicas para mulheres solteiras, viúvas e casadas; para estas últimas, apareciam inclusive hipóteses relacionadas ao exercício profissional com autorização do marido. Essas limitações não prevaleceram no texto final.

Leio isso em 2026 e penso no tamanho de menos de um século. Não estou falando da Idade Média. Estou falando das nossas bisavós. De mulheres que nasceram num país em que escolher os governantes não era um direito político assegurado a elas nos termos em que é para nós hoje.

Houve pioneiras antes da conquista nacional. Celina Guimarães conseguiu alistar-se no Rio Grande do Norte, em 1927; Alzira Soriano seria eleita prefeita de Lajes, no mesmo Estado, em 1928. Depois vieram tantas outras mulheres que ajudaram a transformar participação política feminina em cidadania efetiva.

E talvez seja importante lembrar uma coisa: o voto feminino não foi conquistado para que as mulheres finalmente pudessem votar igual aos homens de sua casa. Foi conquistado para que pudessem escolher. Parece uma diferença pequena, mas é imensa.

Nenhuma mulher precisa votar diferentemente do marido para provar independência. Também não precisa votar diferentemente do pai, do namorado, do irmão ou dos amigos. Se chegou às próprias convicções e elas coincidem com as de quem está ao lado, ótimo. Liberdade não é discordar obrigatoriamente. Liberdade é não precisar concordar obrigatoriamente.

E é aí que volto àquela sugestão: não tenho absolutamente nada contra quem decide votar em branco. Esse pode ser um posicionamento consciente do eleitor, e a consciência alheia merece o mesmo respeito que reivindico para a minha. Mas eu pessoalmente não quero votar em branco. E votar em branco apenas para que meu voto deixe de contrariar alguém seria uma contradição difícil de engolir.

Depois de tantas mulheres terem lutado pelo direito de escolher, eu estaria usando a minha liberdade para tornar a minha escolha mais confortável para outra pessoa. Não. O direito de escolher só é verdadeiramente um direito quando continua valendo depois que alguém discorda da nossa escolha.

Posso estar errada. Essa frase também precisa caber aqui. Talvez o meu candidato não seja aquele que outra pessoa considera melhor para o país. Talvez eu interprete determinados acontecimentos de maneira diferente. Posso rever posições. Posso ser convencida por fatos, argumentos, propostas. Posso chegar à véspera da eleição e pensar novamente. Democracia também é a possibilidade de mudar de ideia. O que ela não pode exigir é que eu alugue minha consciência.

Há algo especialmente bonito no momento da votação. Entramos sozinhos. A mãe não entra. O pai não entra. O marido não entra. O namorado não entra. A amiga não entra. O chefe não entra. Nem o candidato entra. Talvez existam poucos lugares tão solitários e, ao mesmo tempo, tão povoados quanto aquele pequeno espaço diante da urna.

Porque entramos sozinhos, mas levamos muita gente conosco. Levamos a família que nos formou e as experiências que nos contrariaram. Levamos aquilo que estudamos, ouvimos, vivemos e testemunhamos. Levamos nossos interesses, valores, dúvidas, acertos, erros, esperanças e medos. Levamos até as nossas contradições. Mas há uma coisa que não deveríamos precisar levar: a licença de ninguém.

E penso especialmente nas mulheres porque nossa autonomia não termina na porta da seção eleitoral. Durante séculos, fomos ensinadas a pedir autorização para quase tudo. Para estudar. Trabalhar. Viajar. Casar. Separar. Administrar dinheiro. Ocupar espaços. Falar alto. Desejar. Decidir. Muita coisa mudou. Outras tantas ainda estão mudando. Talvez por isso eu tenha tanta resistência a qualquer ideia de que uma mulher deva neutralizar a própria decisão porque sua escolha desagrada a alguém que ama.

Não quero transformar uma divergência política numa guerra doméstica. Muito pelo contrário. Discordância não precisa ser divórcio afetivo. Talvez uma das provas mais bonitas de democracia nem aconteça no Congresso, num palanque ou num debate televisionado. Talvez aconteça dentro de casa.

Duas pessoas sentadas à mesma mesa. Uma pensa de um jeito. A outra pensa de outro. Discutem. Argumentam. Às vezes se irritam. Talvez até encerrem o assunto antes da sobremesa para preservar a paz familiar. Chega o dia da eleição. Cada uma vota segundo a própria consciência. Depois voltam para a mesma mesa. Isso também é democracia.

Nos próximos dias, ouviremos muito sobre candidatos. A campanha está nas ruas. Até 4 de outubro, haverá tempo para discursos, propostas, conversas, discordâncias e, espero, reflexão. Quero participar disso. Quero ouvir quem pensa diferente. Quero defender aquilo em que acredito sem transformar quem discorda em inimigo. E quero preservar o direito de mudar de ideia sem que ninguém possa reivindicar a autoria da minha consciência.

Não sei se Bertha Lutz, Celina Guimarães, Alzira Soriano e tantas mulheres que abriram caminhos imaginaram as brasileiras que viriam depois delas. Provavelmente não imaginaram a mim, quase um século mais tarde, ouvindo de alguém querido que seria melhor votar em branco porque minha escolha presidencial não coincide com a sua.

Mas gosto de pensar que toda aquela luta serviu também para situações pequenas assim. Não para garantir que eu escolhesse determinado candidato. Não para garantir que eu estivesse certa. Não para me impedir de mudar de opinião. Muito menos para me ensinar em quem votar. Lutaram para que a opinião pudesse ser minha. E isso muda tudo.

Na hora da urna, entrarei sozinha. Talvez eu mantenha o voto que tenho hoje. Talvez alguma coisa até lá me faça repensá-lo. Só existe uma condição que não negocio: se eu permanecer, a decisão será minha. Se eu mudar, também. Porque depois de tantas mulheres terem lutado para conquistar uma voz, seria uma ironia enorme usá-la apenas para repetir a escolha de outra pessoa. Meu voto pode coincidir com o seu. Pode não coincidir. Pode até incomodar você.

Só não precisa da sua licença para existir.

*Jornalista e escritora

João Campos: “Não vai ter uma série de tapumes espalhados pelo estado; vai ter obra acontecendo”

Candidato ao Governo de Pernambuco reforçou, em entrevista à Rádio Grande Rio FM, propostas para a saúde, o abastecimento de água, a segurança e o desenvolvimento econômico de Petrolina e do Vale do São Francisco

O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), destacou, em entrevista à Rádio Grande Rio FM, nesta quarta-feira (26), propostas para fortalecer Petrolina e o Vale do São Francisco. Entre as prioridades apresentadas estão a construção do Hospital Geral do Vale de São Francisco, a criação do Vale Agrotech, investimentos para ampliar a segurança hídrica e ações de combate às facções criminosas.

Ao falar sobre sua experiência à frente da Prefeitura do Recife, João afirmou que pretende levar para o Governo do Estado a mesma disposição para trabalhar e transformar projetos em entregas, sem concentrar a gestão em justificativas para as dificuldades. “Eu estou aqui para dizer a verdade e, principalmente, não é para ficar olhando para o passado. É para olhar para o futuro. Você quer alguém que tem serviço público, responsabilidade. Eu não fiquei reclamando, fui lá e fiz a minha parte. É dessa forma que eu vou fazer, com muita segurança”, afirmou.

O candidato também destacou a importância de acompanhar de perto a execução dos projetos e transformar propostas em obras e serviços. “Eu vou fazer com que as obras aconteçam. Não vai ter uma série de tapumes espalhados pelo estado. A gente vai ter obra acontecendo. Vai ter obra de hospital, obra de creche, obra de escola, obra de universidade”, disse.

Hospital Geral do Vale – Na saúde, João reforçou a proposta de construir o Hospital Geral do Vale de São Francisco, em Petrolina, com 150 a 200 leitos e atendimento de alta complexidade para moradores de toda a região. “Petrolina precisa ter um equipamento de grande porte. A gente vai ter um hospital de 150 a 200 leitos para atender Petrolina e todo o Vale do São Francisco, com foco grande na área cardiológica, oncológica, neurovascular, cirurgia geral e emergência”, afirmou.

Tecnologia para a produção irrigada – Para ampliar o potencial econômico do Vale, o candidato defendeu a criação do Vale Agrotech, aproximando universidades, tecnologia e produtores para desenvolver soluções voltadas à agricultura irrigada. “O grande sonho é não apenas a gente exportar a fruta, que já é uma superconquista pernambucana e sertaneja. É conseguir desenvolver e exportar tecnologia. Se a gente desenvolver tecnologia de irrigação, de pulverização, de monitoramento de praga e de genética, a gente consegue agregar muito valor”, disse.

Água e segurança hídrica

 João também reforçou a proposta de realizar 94 grandes obras em Pernambuco para ampliar a capacidade de abastecimento. Em Petrolina, destacou a necessidade de melhorar a estrutura de tratamento e distribuição. “É por isso que a gente vai fazer um conjunto de 94 grandes obras espalhadas pelo Estado, para garantir o aumento da capacidade de abastecimento de água”, afirmou.

O candidato também defendeu o programa “Sem água, sem conta”, destinado às famílias inscritas na tarifa social. “Se a água não chegar, elas não vão pagar a conta. Ela vai vir zerada até que a água chegue como deveria”, declarou.

Apoio ao trabalhador e combate às facções

Durante a entrevista, João destacou ainda a proposta de zerar o IPVA para motocicletas de até 185 cilindradas, medida voltada, segundo ele, especialmente aos trabalhadores da zona rural que utilizam o veículo no dia a dia.

“Quando a gente fizer, a gente vai estar ajudando o trabalhador. Quem está na Zona Rural, que usa sua motinha para ir trabalhar, para ir ao comércio. Então, vou zerar o IPVA até 180 cilindradas”, afirmou.

Na segurança, o candidato defendeu um pacto estadual contra as facções, com monitoramento das divisas, rastreamento das organizações criminosas e integração com a Secretaria da Fazenda para acompanhar a movimentação financeira do crime. “Pernambuco precisa ter um pacto estadual contra facções. A gente vai cuidar das divisas, fazer monitoramento, rastrear as facções, integrar isso com a Secretaria da Fazenda para rastrear o dinheiro do crime e combater as facções”, disse.

João denuncia ataques e diz que tomará medidas jurídicas

Ao final da entrevista, João comentou uma reportagem exibida pela Record que apontou uma suposta estrutura organizada para produzir e disseminar ataques contra adversários políticos. O candidato afirmou que é alvo desse tipo de ação há mais de um ano e meio e que pretende adotar medidas jurídicas após a divulgação da reportagem.

“Estou sendo vítima de um ataque criminoso financiado com dinheiro público e quem fez isso vai pagar essa conta. Porque a democracia não tolera isso. Na política, repito, não vale tudo.”

Segundo João, os ataques também atingem seus aliados e familiares e envolvem calúnias, difamações e informações falsas. Ele afirmou ainda que as denúncias já foram encaminhadas aos órgãos de controle.

O candidato criticou a utilização de estruturas públicas para ataques políticos, conforme apontado pela reportagem, e defendeu que a campanha seja concentrada na discussão de propostas e no futuro de Pernambuco.

“Eu vou estar me reunindo com meus advogados ao longo do dia, após essa matéria, para tomar as medidas necessárias. Porque não vale tudo na política. Como é que alguém senta na cadeira para governar o Estado e trata, dentro do Palácio, de montar uma estrutura para atacar a honra de adversário com dinheiro público? As pessoas não querem isso para a eleição. As pessoas querem falar de futuro, querem falar de esperança, de realização”, declarou.

Em sabatina, Marília Arraes coloca Transnordestina no centro da agenda para o Senado e defende política econômica alinhada às urnas

A conclusão da Transnordestina, a defesa de uma política econômica voltada à geração de emprego, renda e redução das desigualdades e a preservação da estabilidade democrática estarão entre as prioridades de Marília Arraes (PDT) no Senado, caso seja eleita. Durante sabatina da Rádio Jornal, nesta quarta-feira (26), a candidata detalhou como pretende atuar em algumas das principais decisões que passarão pela Casa nos próximos anos, posicionou-se contra a ampliação da autonomia do Banco Central, defendeu a harmonia entre os Poderes e destacou a importância de Pernambuco eleger dois senadores comprometidos com o projeto de governo do presidente Lula.

Durante a entrevista, Marília apontou a conclusão do ramal pernambucano da Transnordestina como uma das prioridades de um futuro mandato e destacou o caráter estratégico da ferrovia para reduzir custos logísticos, fortalecer cadeias produtivas e ampliar a competitividade da economia pernambucana. A candidata defendeu especialmente a implantação do ramal Salgueiro-Suape e lembrou que, quando deputada federal, participou da mobilização no Congresso contra a retirada do trecho pernambucano do projeto. “O desenvolvimento de Pernambuco passa pela consolidação, pelo término dessa obra da Transnordestina e vai ser uma prioridade do nosso mandato”, afirmou.

A política econômica também ocupou espaço central na sabatina. Questionada sobre a proposta de ampliação da autonomia do Banco Central, Marília reafirmou sua posição contrária e argumentou que a política monetária não pode estar desconectada do projeto econômico escolhido pela população nas urnas. “Os juros interferem no financiamento da sua casa, no pagamento do seu cartão de crédito, interferem no preço da comida, no preço da gasolina”, destacou. A pedetista lembrou ainda que cabe ao Senado sabatinar e votar nomes que ocupam postos decisivos no Banco Central, dando à Casa papel estratégico na condução da economia brasileira.

Outro tema abordado na sabatina foi a relação do Senado com o Supremo Tribunal Federal (STF). Marília defendeu a harmonia entre os Poderes e a preservação da estabilidade institucional. Segundo a pedetista, crises políticas e institucionais podem produzir impactos diretos sobre a economia, as relações comerciais e a vida da população. “O STF é a Suprema Corte do Brasil. A função principal do STF é guardar a Constituição. Como senadora da República, me comprometo com o povo de Pernambuco e do Brasil a preservar a harmonia entre os Poderes”, afirmou.

Marília também ressaltou o peso estratégico da eleição deste ano para a composição do Senado e defendeu a eleição das duas candidaturas da Frente Popular, representadas por ela e pelo senador Humberto Costa (PT), que disputa a reeleição. Para a pedetista, Pernambuco precisa garantir duas vozes comprometidas com a agenda de desenvolvimento e com a governabilidade do presidente Lula. “É por isso que por onde eu passo, eu peço voto para mim e para ele, porque é importante para o país, é importante para a governabilidade do presidente Lula”, afirmou. Marília lembrou que os eleitos terão oito anos de mandato e participarão de decisões determinantes para o futuro econômico, social e institucional do Brasil.

“Não vale tudo na política ou numa eleição”, diz João Campos após reportagem da Record

Na manhã desta quarta-feira (26), o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) divulgou um vídeo nas redes sociais após a reportagem exibida pelo Jornal da Record sobre uma rede de perfis que, segundo a emissora, seria utilizada para promover ataques contra adversários políticos da governadora Raquel Lyra (PSD).

João afirmou que denuncia há mais de um ano a existência do que chama de “gabinete do ódio” e disse ter sido alvo, juntamente com aliados e familiares, de conteúdos que considera caluniosos, mentirosos e difamatórios.

Ao comentar a reportagem, o candidato afirmou que o material apresentado pela Record reforça suas denúncias e destacou a gravação em que Amizaday Andrade da Silva, funcionário da Caixa cedido à Secretaria de Turismo de Pernambuco, fala sobre reuniões com integrantes do Governo do Estado e sobre uma estratégia para “desidratar” adversários.

“Não vale tudo na política ou numa eleição. Nossos advogados vão tomar todas as medidas necessárias”, afirmou João no vídeo.

O candidato também classificou a suposta estrutura como uma “milícia digital” e disse que pretende manter sua campanha voltada para temas como saúde, infraestrutura, creches, geração de empregos e atração de indústrias.

Na reportagem exibida na noite da terça-feira (25), a Record afirmou que a estrutura investigada reuniria mais de 300 perfis e mostrou pagamentos de publicidade estadual à empresa ligada ao Portal de Prefeitura. O material foi encaminhado à Polícia Federal.

A Secretaria de Comunicação de Pernambuco informou à emissora que a publicidade do Estado é executada por agências contratadas mediante licitação e distribuída segundo critérios técnicos de audiência, alcance e custo.

As suspeitas continuam sob investigação e ainda não representam conclusão sobre responsabilidade criminal ou eleitoral dos envolvidos.

Assista ao vídeo completo de João Campos

 

 

Coluna do Finfa

Recife investe R$ 1,74 milhão no recapeamento da Avenida Aníbal Benévolo, em Água Fria

Trecho de 1,68 km recebe nova camada de asfalto entre a Rua Sodrelândia e o terminal de ônibus do bairro

A Prefeitura do Recife segue avançando com os serviços de recuperação da malha viária da cidade. Na noite desta terça-feira (25), o prefeito Victor Marques acompanhou o andamento do recapeamento da Avenida Aníbal Benévolo, em Água Fria. A intervenção contempla o trecho entre a Rua Sodrelândia e o terminal de ônibus do bairro, em uma extensão de 1,68 quilômetro e área total de 12.145 m². O investimento é de R$ 1,74 milhão.

Durante a visita, o prefeito acompanhou de perto a execução dos serviços e destacou a importância da intervenção. “A população vai ver muitas placas do programa Novo Asfalto espalhadas pelo Recife e aqui em Água Fria é um exemplo disso. Depois do período de chuvas, é necessário recuperar o pavimento da cidade, então a gente investe bastante para facilitar o ir e vir das pessoas. O transtorno aqui é passageiro, mas o benefício é permanente”, disse Victor Marques.

Com grande fluxo de veículos, a Avenida Aníbal Benévolo é um importante corredor de mobilidade da Zona Norte. A intervenção busca recuperar as condições do pavimento, proporcionando mais segurança e conforto para motoristas, motociclistas e usuários do transporte coletivo que utilizam a via. A previsão é que os serviços sejam concluídos até sábado (29).

Moradora da avenida há mais de 50 anos, a aposentada Maria do Carmo da Silva, 72, elogiou a iniciativa. “Estou uma alegria só com essa obra porque o asfalto aqui estava muito ruim. Agora tá ficando tudo lindo, e fico animada em acompanhar os serviços sendo feitos da porta da minha casa”, revelou.

RECAPEAMENTO – A obra integra o conjunto de ações de pavimentação executadas pela Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb). Somente no pacote de intervenções programado após o período de chuvas de 2026, estão sendo investidos cerca de R$ 31,5 milhões na recuperação de importantes vias da cidade.

Considerando o ciclo 2025/2026, a Prefeitura do Recife contabiliza R$ 46,7 milhões em investimentos em recapeamento asfáltico. Os serviços fazem parte do trabalho permanente de manutenção da malha viária, com intervenções planejadas a partir das condições do pavimento e da importância de cada corredor para a mobilidade da cidade.

Iguaracy: Praça Antônio Rabelo permanecerá com o nome original e ganhará busto em homenagem a Sebastião Alves

A Praça Antônio Rabelo, um dos espaços públicos tradicionais de Iguaracy, passa por uma ampla reforma e modernização, em um projeto conquistado pelo prefeito Dr. Pedro Alves, com recursos do Governo do Estado de Pernambuco.

A intervenção representa mais uma conquista da gestão municipal e prevê a transformação completa do espaço, que ganhará uma estrutura moderna, mais bonita, acessível e adequada para o lazer e a convivência da população.

E uma informação importante: a praça continuará com seu nome original, Praça Antônio Rabelo. Os comentários de que o espaço teria sua denominação alterada não procedem. O nome Antônio Rabelo será preservado, mantendo viva a identidade histórica do local.

Como parte do novo projeto, a praça também ganhará um busto de Sebastião Alves, pai do prefeito Dr. Pedro Alves, em uma justa homenagem à sua trajetória e à contribuição que deixou para Iguaracy.

Uma homenagem à história de Iguaracy

Sebastião Alves teve uma participação marcante na história de Iguaracy com a criação do município. Proprietário de uma farmácia no local, onde atendia e ajudava a população, atuou em uma época em que Iguaracy ainda não contava com a estrutura de saúde existente. Em todos os momentos, foi ele quem esteve à disposição da população, atendendo, orientando e ajudando famílias que precisavam de saúde.

Sua atuação também esteve relacionada à luta pela emancipação da cidade, além de outras contribuições para o desenvolvimento do município.

Por isso, a instalação do busto representa o reconhecimento de uma história de dedicação à população. É uma homenagem que passa a integrar a nova estrutura da Praça Antônio Rabelo, sem qualquer alteração no nome tradicional do espaço.

O prefeito Dr. Pedro Alves, que tem conduzido sua administração com responsabilidade, planejamento e trabalho, destaca a importância de aproveitar oportunidades e parcerias para trazer investimentos e melhorias para Iguaracy.

A reconstrução da praça simboliza justamente essa união entre modernização e preservação da memória. O espaço será renovado, mas sua identidade será mantida.

A Praça continuará sendo Praça Antônio Rabelo. E, dentro dessa nova estrutura, o busto de Sebastião Alves representará uma homenagem permanente a um homem que fez parte da história de Iguaracy e que, segundo os relatos de quem viveu aquela época, ajudou muitas pessoas e contribuiu para a construção do município.

Projeto de Lei que cria a política estadual de proteção aos conselheiros tutelares é aprovado na Alepe

A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou, em segunda votação, a proposta que amplia a proteção aos conselheiros tutelares no Estado. A matéria foi aprovada por meio de um substitutivo que reuniu quatro projetos de lei apresentados pelo deputado estadual Luciano Duque (Podemos) e pela deputada Delegada Gleide Ângelo (PP).

O substitutivo reúne os Projetos de Lei nº 2.003/2024, 2.107/2024, 3.738/2026 e 3.884/2026. Entre eles está o PL nº 2.003/2024, de autoria de Luciano Duque, que propõe a criação de uma política estadual de proteção aos conselheiros tutelares, fortalecendo a segurança dos profissionais que atuam diariamente na defesa dos direitos de crianças e adolescentes.

A proposta, pioneira no país, prevê medidas como a articulação com os órgãos de Segurança Pública para desenvolver estratégias de proteção, acompanhamento dos conselheiros durante atividades que possam oferecer risco e mecanismos de resposta diante de situações de ameaça.

“Essa aprovação representa uma conquista importante para os conselheiros tutelares de Pernambuco. São profissionais que enfrentam situações difíceis todos os dias para proteger nossas crianças e adolescentes e que também precisam ser protegidos. Estamos avançando para garantir mais segurança e melhores condições para o exercício dessa missão”, afirmou Luciano Duque.

Após ligação entre Lula e Trump, Brasil marca reunião com EUA para tentar retomar negociação sobre tarifaço

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, vão se reunir virtualmente na próxima segunda-feira (31), às 14h30, no horário de Brasília. A informação foi confirmada à TV Globo por Márcio Elias Rosa.

Segundo o ministro, a reunião foi acertada após troca de mensagens entre ele e Greer. O encontro será a primeira etapa de uma agenda definida pelos dois países para a retomada das negociações técnicas sobre as barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.

O objetivo inicial do governo brasileiro é ampliar a lista de produtos isentos das tarifas americanas. Em uma etapa posterior, a intenção é discutir a reversão das medidas adotadas pelos Estados Unidos.

As delegações dos dois países já mantiveram conversas anteriormente, mas sem chegar a um entendimento.

Segundo o governo brasileiro, desde o anúncio das tarifas foram realizados mais de 30 contatos com autoridades americanas em diferentes níveis, incluindo interlocuções com Greer e outras autoridades dos Estados Unidos.

A disposição dos americanos de retomar as negociações surgiu após o telefonema realizado na semana passada entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump.

De acordo com o Palácio do Planalto, Lula argumentou que as medidas afetam negativamente as economias dos dois países e defendeu a retomada das negociações.

Trump concordou com a necessidade de preservar as relações comerciais e sugeriu que as equipes técnicas dos dois governos voltassem a se reunir o mais rapidamente possível.

Na última sexta-feira (21), Márcio Elias Rosa informou que os dois haviam combinado reservar uma data para dar sequência ao diálogo e reconstruir o processo de negociação entre os países.

Prefeitura de Caruaru é reconhecida pelo Tribunal de Contas por politicas públicas voltadas à Primeira Infância

O trabalho desenvolvido por Caruaru na construção e institucionalização de políticas públicas voltadas à Primeira Infância foi reconhecido em levantamento do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE). O resultado consta no Relatório de Levantamento sobre os Planos Municipais pela Primeira Infância e Orçamento Criança em Pernambuco 2026, que analisou informações dos 184 municípios do Estado.

O levantamento considerou a existência, formalização, execução e monitoramento dos Planos Municipais pela Primeira Infância (PMPIs), além da inclusão da pauta no planejamento e no orçamento municipal. Dos municípios pernambucanos, Caruaru aparece entre os 116 que possuem PMPI em execução e está entre os 20 que comprovaram integralmente o monitoramento das ações previstas nos planos.

O município também está entre os 31 que atenderam integralmente ao critério de inclusão do Orçamento Criança na Lei Orçamentária Anual (LOA) e no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). Além disso, Caruaru possui programas, metas e ações específicas voltadas às crianças de 0 a 6 anos no Plano Plurianual (PPA), critério atendido plenamente por 115 municípios do Estado.

Para a gestão municipal, os dados do TCE-PE mostram que a Primeira Infância vem sendo tratada como prioridade, com planejamento, investimento, monitoramento e atuação intersetorial. “O resultado ganha ainda mais relevância durante o Agosto Verde, Mês da Primeira Infância, período de mobilização e conscientização sobre a importância de garantir direitos e oportunidades para as crianças desde os primeiros anos de vida”, destacou a vice-prefeita Dayse Silva.