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Coluna do Finfa

Governo de Pernambuco fortalece ações de reconstrução em municípios atingidos pelas chuvas

Após dias de intensas chuvas na Região Metropolitana do Recife e Zona da Mata, o Governo de Pernambuco continua realizando operações emergenciais para reconstrução de áreas em municípios atingidos. Neste domingo (3), a governadora Raquel Lyra vistoriou os serviços de recuperação das estradas de acesso aos Engenhos Novo e Folguedo, na cidade de Goiana, e conversou com a população no local. Mais cedo, a gestora comandou reunião no Recife com secretarias e órgãos do governo para dar continuidade às definições dos trabalhos. Na próxima terça-feira (5), a governadora cumpre agenda em Brasília para solicitar recursos ao governo federal para restabelecimento da normalidade. No sábado (2), o governo decretou situação de emergência em 27 municípios afetados pelas inundações, com prazo de 180 dias.

“Estamos aqui em uma estrada vicinal na cidade de Goiana, junto com as comunidades de Engenho Novo e Folguedo. Temos dezenas de famílias ilhadas após as chuvas que atingiram Pernambuco. Já estamos com as máquinas trabalhando para restabelecer o direito de ir e vir da população e só vamos sair daqui quando concluirmos todas essas reconexões. E estamos com muitos outros serviços para reconstruir perdas, como entregas de colchões e kits de limpeza. Vamos continuar trabalhando incansavelmente para restabelecimento da normalidade da vida das pessoas”, destacou a governadora Raquel Lyra.

Em uma estrada de Goiana, a atuação do Governo de Pernambuco foi intensificada após demandas apresentadas pela população ainda na manhã de hoje. Durante a vistoria, a chefe do Executivo estadual verificou o trabalho de equipes sendo realizado com cinco equipamentos, entre caminhões e retroescavadeiras, destinados à recuperação das estradas de acesso aos Engenhos Folguedo e Novo. Os danos foram provocados pelo transbordamento de um açude na Usina Maravilha, que comprometeu a infraestrutura viária e isolou comunidades.

“Goiana foi a cidade mais afetada pelas fortes chuvas que atingiram Pernambuco nos últimos dias. Hoje, estamos com máquinas trabalhando para recuperar os acessos aos povoados que estão isolados da sociedade. O Governo de Pernambuco está chegando na maior velocidade possível a esses locais para atender a quem mais precisa”, pontuou o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Rodrigo Ribeiro.

Ajuda humanitária – Mais de 7,6 mil itens de ajuda humanitária já foram entregues pela gestão estadual como parte das ações emergenciais desde o dia 1º. As entregas contemplam itens essenciais, como colchões, itens de higiene e limpeza. As equipes técnicas seguem mobilizadas em todo o Estado, realizando o monitoramento das áreas de risco. “No depósito da Defesa Civil, o Governo de Pernambuco mantém um estoque permanente para atender pelo menos 6 mil pessoas em situação de emergência. No antigo galpão não cabiam nem 500 colchões. Com as ocorrências deste final de semana uma parte desse estoque já seguiu para os municípios que estão solicitando ajuda”, ressaltou a vice-governadora Priscila Krause.

Canal do Fragoso – O Governo de Pernambuco está realizando uma força-tarefa emergencial coordenada com a mobilização de 42 equipamentos – entre escavadeiras hidráulicas, retroescavadeiras e caçambas volantes – que aceleram a retirada de sedimentos e baronesas no Canal do Fragoso, em Olinda. O trabalho tem o objetivo de otimizar o escoamento das águas.

Até o momento, o Estado de Pernambuco contabilizou, através do Corpo de Bombeiros, o resgate de 814 pessoas, sendo 808 pessoas com vida e seis óbitos. Em paralelo, a Defesa Civil registrou 1.632 pessoas desabrigadas, além de 7.908 pessoas desalojadas.

Do orgulho ao esquecimento: o destino do Clube Campestre Afogadense

Por Rinaldo Remígio*

Há obras que se constroem com cimento, ferro e esforço. Outras, porém, nascem de algo mais nobre: visão, propósito e compromisso com o bem comum. O Clube Campestre Afogadense pertence a essa segunda categoria.

Erguido em 1982, não foi fruto do acaso. Foi concebido por homens de visão — homens livres e de bons costumes — que compreenderam, ainda àquela época, que uma cidade não se sustenta apenas pelo comércio ou pela política, mas também pelos espaços de convivência, onde famílias se encontram, amizades se fortalecem e a vida social floresce com dignidade.

O Campestre nasceu grande. Nasceu com propósito.

Ali, não se construíram apenas paredes, mas memórias. Quantos encontros, quantos risos, quantas celebrações ficaram impregnadas naquele chão? Quantas famílias ali escreveram capítulos inteiros de suas histórias? Eu mesmo guardo lembranças das minhas visitas: almoços, eventos sociais, momentos simples — e, por isso mesmo, grandiosos — que davam sentido à convivência comunitária.

Era mais do que um clube. Era um ponto de encontro da alma afogadense.

Hoje, porém, ao nos aproximarmos de seus portões — danificados, fragilizados — o que encontramos não é apenas o desgaste do tempo. É um silêncio que incomoda. Um silêncio que fala alto. Um silêncio que ecoa abandono.

E dói.

Dói saber que aquele espaço, outrora vibrante, hoje vê o mato avançar sobre áreas valiosas, especialmente nas proximidades da Barragem de Brotas. Ali, onde ainda se respira ar puro, onde a natureza insiste em mostrar sua força, permanece latente um potencial extraordinário — à espera, talvez, de mãos que cuidem, de olhares que se importem, de decisões que resgatem.

Porque a natureza resiste. Mas o patrimônio humano precisa de zelo.

É preciso, antes de tudo, fazer justiça àqueles que sonharam e realizaram. Os fundadores do Campestre não pensaram pequeno. Não ergueram um espaço qualquer. Criaram um ambiente de convivência familiar, de lazer saudável, de integração social — algo que, para uma cidade do porte de Afogados da Ingazeira à época, representava ousadia, organização e espírito coletivo.

Esse legado não pode ser negligenciado.

Aos atuais dirigentes e permissionários, cabe uma responsabilidade que vai além da gestão administrativa. Cabe-lhes a guarda de um patrimônio que, embora juridicamente privado, é, na prática, parte da memória coletiva da cidade. Cuidar do Campestre não é apenas manter uma estrutura — é preservar uma história.

E história não se reconstrói depois de perdida.

Não se trata aqui de crítica vazia, mas de um chamado à responsabilidade. Manutenção não é custo — é investimento na permanência. Conservação não é obrigação burocrática — é compromisso moral com o passado e com o futuro.

Afogados da Ingazeira já foi protagonista — e ainda pode ser. No comércio, nos esportes, na educação, construiu uma trajetória respeitável no Vale do Pajeú. Mas cidades que deixam seus espaços simbólicos à deriva correm o risco de perder, pouco a pouco, sua identidade.

Recentemente, ao visitar a AABB, ainda se percebe algum esforço de resistência — iniciativas pontuais, tentativas de manter viva uma estrutura que também enfrenta desafios. Mas, ao mesmo tempo, nota-se a ausência de uma presença institucional mais forte, de uma articulação mais ampla que sustente esses espaços ao longo do tempo.

E o Campestre precisa disso.

Precisa de gestão. Precisa de cuidado. Precisa, sobretudo, de compromisso.
A sociedade afogadense — os que estão e os que partiram, mas não esqueceram — também tem seu papel. É hora de olhar novamente para esse patrimônio. De provocar debates. De estimular parcerias. De buscar caminhos que respeitem sua natureza jurídica, mas que não o condenem ao esquecimento.

Porque uma cidade que abandona seus espaços de convivência, aos poucos, abandona a si mesma.

E o Campestre…

o Campestre não pode ser reduzido a ruínas de lembranças.

Ele ainda pode — e deve — voltar a ser palco de encontros, risos e histórias.

Basta que o silêncio seja interrompido.

E que a responsabilidade fale mais alto.

*Professor universitário aposentado, administrador, contador, mestre em economia.

Governadora Raquel Lyra decreta situação de emergência em 27 municípios atingidos pelas chuvas

A governadora Raquel Lyra decretou, neste sábado (2), situação de emergência em 27 municípios afetados pelas fortes chuvas. O documento está publicado em edição extra do Diário Oficial, com prazo de 180 dias. O decreto é importante para acelerar a execução de ações emergenciais e solicitação de apoio e investimentos ao governo federal. O anúncio também foi feito aos prefeitos dos municípios atingidos durante reunião virtual na tarde deste sábado. No encontro, com a participação do diretor do Departamento de Restabelecimento e Reconstrução da Defesa Civil Nacional, Paulo Falcão, também foram apresentadas pela governadora as ações estaduais na assistência às famílias impactadas. Participaram da reunião prefeitos da Região Metropolitana do Recife e Zona da Mata Norte.

“Conversamos com os prefeitos e prefeitas de cidades afetadas, o Estado está decretando situação de emergência para poder a gente continuar apoiando os municípios no restabelecimento da normalidade e buscar junto ao governo federal investimentos para as ações. Também debatemos com os prefeitos o passo seguinte. Primeiro era o resgate e salvamento das pessoas que estavam afetadas pelas chuvas, foram mais de 800 resgates feitos pelo Corpo de Bombeiros junto com a Defesa Civil e os municípios. Agora ajuda humanitária acontecendo, distribuição de colchões, mantimentos, apoio, abertura de escolas para colocar os desabrigados”, declarou a governadora Raquel Lyra.

O decreto de situação de emergência também considera que os habitantes dos municípios afetados não têm condições satisfatórias de superar os danos e prejuízos provocados pelas inundações. Outros municípios ainda podem ter estado de emergência reconhecido pelo Governo do Estado após novas avaliações.

Na reunião, também foram levantados pelos prefeitos alguns danos causados pelas chuvas em suas cidades para poder receberem apoios nas ações de reconstrução. “Gostaria de agradecer ao apoio do governo estadual a Timbaúba, incluindo envio de um helicóptero para resgatar pessoas isoladas na zona rural que precisaram de atendimento. Nossa maior preocupação agora é a zona rural e os distritos sem acesso à cidade”, contou o prefeito de Timbaúba, Marinaldo Rosendo.

Até o momento, o Corpo de Bombeiros já realizou o resgate de 807 pessoas. A Defesa Civil do Estado já registrou 1601 pessoas desabrigadas e 1389 pessoas desalojadas. O Governo do Estado, por meio da Defesa Civil, já destinou a municípios afetados 1354 colchões, 2158 lençóis, 504 kits de limpeza e 404 kits de higiene.

Confira a lista dos municípios em situação de emergência:

1 – Abreu e Lima
2 – Aliança
3 – Araçoiaba
4 – Buenos Aires
5 – Camaragibe
6 – Goiana
7 – Glória do Goitá
8 – Igarassu
9 – Ilha de Itamaracá
10 – Ipojuca
11 – Itambé
12 – Itapissuma
13 – Jaboatão dos Guararapes
14 – Limoeiro
15 – Moreno
16 – Nazaré da Mata
17 – Olinda
18 – Passira
19 – Paudalho
20 – Paulista
21 – Pombos
22 – Recife
23 – São Lourenço da Mata
24 – São Vicente Férrer
25 – Timbaúba
26 – Vicência
27 – Vitória de Santo Antão

Recife solicita ao Governo Federal reavaliar liberação de R$ 475 milhões para construção de contenções de encostas

A Prefeitura do Recife formalizou junto aos ministérios das Cidades e da Casa Civil, um pedido de reavaliação para investir mais de R$ 475 milhões na construção de 35 obras de contenção definitiva de encostas no âmbito do Novo PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) 2025. A solicitação foi feita pelo prefeito Victor Marques, em ofício encaminhado ao Governo Federal. No Novo PAC, a capital pernambucana já inscreveu 38 projetos executivos para construção de grandes e, desse total, três propostas foram aprovadas, somando cerca de R$ 29,6 milhões. Essas intervenções, que têm projetos prontos para iniciar execução mediante liberação de recursos, vão proteger diretamente mais de 7,6 mil famílias moradoras dos bairros da Guabiraba, Cohab, Passarinho, Várzea, Água Fria, entre outros. Nos últimos cinco anos, foram entregues mais de 6 mil intervenções nas áreas de morro em toda a cidade. Diante da vulnerabilidade em função das mudanças climáticas, e em decorrência das fortes chuvas, o município reitera o pleito para reconsideração do estoque de projetos já aptos a receber verbas federais.

“Acabei de formalizar, junto ao governo federal, por meio do Ministério das Cidades e da Casa Civil, um pedido de reavaliação do Novo PAC 2025. Nesse pedido, a gente inscreveu R$ 475 milhões em proteção de encosta, todos com projetos executivos prontos, espalhados em várias áreas da cidade, como Cohab, Bola na Rede, morros da Zona Norte, entre outras localidades”, explicou o prefeito Victor Marques. “A gente já vem fazendo um trabalho intenso nessa prevenção. São mais de 6 mil obras entregues para a população do Recife, além de várias outras em andamento. É muito importante que, em um contexto como esse, com muita chuva e diversos transtornos, a gente reforce os trabalhos e a união com o povo. Quanto mais esforço e mais obras, melhor para a população do Recife”, completou.

O Recife dispõe, atualmente, de um banco com 70 projetos para construção de contenções definitivas de encostas já estruturados e aptos para execução imediata. Desse total, 38 intervenções são classificadas como de risco R3 (alto risco) e 32 como R4 (risco muito alto), concentrando-se em áreas de morro historicamente vulneráveis a deslizamentos. O pacote completo representa um investimento estimado em R$ 550 milhões.

As obras de contenção incluem soluções estruturais, como construção de muros de arrimo, drenagem, revestimento de taludes e implantação de escadarias. Essas intervenções são fundamentais para mitigar e/ou eliminar pontos de riscos, além de promover melhorias na infraestrutura urbana e na mobilidade das comunidades atendidas.

No ofício encaminhado ao Governo Federal, a Prefeitura do Recife reforça que os projetos inscritos já passaram por etapas técnicas e estão prontos para execução, dependendo da viabilização financeira por parte do governo federal. A administração municipal também destaca que a ampliação do apoio do PAC permitiria dar continuidade a uma política pública estratégica para prevenção de desastres e proteção de vidas.

MAIS DE 6 MIL OBRAS NOS MORROS ENTREGUES – Nos últimos cinco anos, a Prefeitura do Recife entregou mais de 6 mil obras em áreas de morro em toda a cidade, desde grandes contenções coletivas a serviços do Programa Parceria, protegendo mais de 70 mil pessoas diretamente. Somente na construção de contenções coletivas, já foram entregues 154 barreiras, representando um investimento de R$ 274,6 milhões, e beneficiando diretamente mais de 18 mil pessoas. Atualmente, outras 20 intervenções desse porte estão em andamento, somando outros cerca de R$ 172 milhões em investimentos, com impacto direto para cerca de 7 mil moradores.

A Prefeitura do Recife também entregou mais de 5,5 mil obras do Programa Parceria e outras 395 estão em andamento. Já no que se refere à aplicação de geomanta, foram concluídas concluiu cerca de 140 intervenções desse porte na cidade, protegendo mais de 5 mil pessoas. Ao todo, foram investidos mais de R$ 17,8 milhões com essa tecnologia.

Marconi Santana consolida base em Parnamirim com adesões de peso

O cenário político no Sertão Central ganha novos contornos com a consolidação da base de Marconi Santana em Parnamirim. O pré-candidato cumpre agenda na região e oficializa a chegada de nomes expressivos para fortalecer seu projeto de abrangência estadual. Entre as novas adesões, destaca-se a ex-vereadora Rita de Cássia, figura com histórico de atuação no legislativo municipal. O contador e líder comunitário Denor também confirmou seu apoio, trazendo o respaldo de setores estratégicos da sociedade local para o grupo.

A caminhada em Parnamirim conta também com o suporte direto das lideranças Itamar e Zé de Joca, que possuem forte penetração nas bases populares e representam o anseio por renovação. Marconi Santana prioriza o diálogo em rodas de conversa para ouvir as demandas reais da população e construir uma alternativa sólida para Pernambuco. Essa estratégia de interiorização foca no fortalecimento de alianças com quem conhece profundamente o dia a dia das cidades sertanejas.

A união dessas forças políticas em torno da pré-candidatura demonstra o crescimento da musculatura de Marconi em diversas regiões do estado. O grupo político agora foca na ampliação desse arco de alianças e busca soluções que transformem a realidade pernambucana de forma prática e direta. O engajamento das lideranças de Parnamirim sinaliza um momento de amadurecimento e expansão do projeto liderado por Santana.

Os blogs e seus papéis no meio das informações são levadas a sério?

Por Pedro Araújo/PENotícias

Por muitas vezes ouvi do meu amigo jornalista e competente comunicador Nill Júnior, as vezes em tom de brincadeira, mas outras vezes falando com a franqueza que lhe é peculiar, de que Afogados da Ingazeira é hoje a terra pernambucana onde se tem mais blogs por metro quadrado. E temos que concordar, porque Nill Júnior por ser um dos pioneiros nesse ramo de imprensa na nossa região e porque não dizer, do nosso estado, e com ou sem brincadeira, ele sabe o que diz, e o porquê diz.

Muito embora que hoje em dia, para ser “jornalista” não seja mais necessário ser diplomado, não precisa de formatura, mas vejo que para ser um bom “jornalista”, como alguns desejam que assim o tratem, ou se apresentam com tal. A imprensa e seus formadores de opiniões devem ser tratados por aqueles que idealizam ter seu meio de comunicação, e levar como uma coisa além do sério, verdadeiro, sem paixão por qualquer lado, imparcial. A meu ver, o idealizador que quer ter um conceito (preparo), e por nossa região, existem aqueles que se sentem esnobando de alguns “colegas” e tentam levar a verdade nas suas linhas escritas, mas insistem em não checar a veracidade da notícia nas linhas transcritas de outros, temos que optar pela seriedade das informações.

Querer fundar um blog simplesmente por fundar, e se achar no meio da informação, da imprensa jornalística, de rádios etc., isso carece de um certo conhecimento para se aprofundar e informar aos leitores a verdade dos fatos. Por vezes o que vemos é o sensacionalismo progredir em certos meios de comunicação, o que deixa toda a imprensa triste e perplexa.

Sabemos, do lado financeiro, que todos esses meios de informações tem lá suas despesas, com hospedagens de blogs, pagamentos que aparecem de uma manutenção etc., e que, quem não quer tirar do próprio bolso, terá que procurar patrocinadores, que custeiem essas e outras despesas. Muitos desses “colegas” tem até certos êxitos, mas, a sorte pode não bater à porta de todos todo dia ou hora.

Não vamos ser hipócritas ao ponto de dizer que todos agradam, não. Como escutamos dos leitores, e muitos são direto ao falar a verdade, que blog A, ou blog B está em circulação só pelo lado financeiro (ganhar dinheiro). Pode até ser, mas tem que “ralar” e muito, pra se chegar ao ápice dos noticiários, e quem sabe, se apegar nos gostos dos leitores com as informações publicadas no seu dia a dia.

Outra questão, que não se pode misturar, é entre os blogs e os meios políticos, acho eu. Muitos órgãos governamentais, quer seja Prefeitura, câmaras de vereadores, dentre outros, dão seus patrocínios aos blogs que escolheram (muitos aliados politicamente), para divulgarem o “interessante” (pra eles), e esses meios de comunicações, tem por “obrigação” de publicar, estão sendo patrocinados para divulgar os que lhes pagam, muitas vezes valores irrisórios. Daí, certos “infanto-blogueiros” perde um profissionalismo que estão almejando para seus futuros. Esquecem de si (imprensa), e lembram unicamente do patrocínio (político), com raras exceções, pois temos blogs que conquistam as suas credibilidades pelos trabalhos que fazem e apresentam aos leitores.

“Precisamos de uma solução definitiva para que no próximo inverno as famílias não fiquem nessa situação”, diz presidente da Amupe em meio a chuvas em Pernambuco

Por Rádio Jornal

As fortes chuvas que atingem Pernambuco têm mobilizado prefeituras e órgãos estaduais em uma força-tarefa para reduzir os impactos nas áreas de risco. Em entrevista à Rádio Jornal, o prefeito de Aliança e presidente da Associação Municipalista de Pernambuco, Pedro Freitas, detalhou as ações emergenciais adotadas pelos municípios diante do cenário de alerta.

Segundo o gestor, a prioridade neste momento é garantir a segurança da população, especialmente das famílias que vivem em áreas vulneráveis. “As prefeituras estão mobilizadas com ações iniciais, dando suporte às famílias, retirando quem está em área de risco e garantindo locais de acolhimento”, afirmou.

Na cidade de Aliança, na Mata Norte, uma das mais afetadas, o monitoramento foi intensificado principalmente nas regiões próximas ao Rio Sirigi, que já apresenta nível considerado de alto risco para transbordamento.

O prefeito destacou que, apesar do foco emergencial, já há preocupação com o período pós-chuvas. Entre as principais demandas estão a recuperação de estradas vicinais e soluções habitacionais para famílias que vivem em áreas sujeitas a alagamentos recorrentes. “A gente precisa normalizar a vida de quem mora nos distritos e garantir acesso, principalmente refazendo as estradas”, explicou.

Durante a entrevista, Pedro Freitas também ressaltou o impacto social da situação. Ele relatou cenas de famílias tentando proteger seus pertences diante da elevação da água. “É muito triste ver crianças ajudando a levantar móveis com medo da água subir”, disse.

De acordo com o gestor, o município já registra mais de 40 milímetros de chuva nas últimas 24 horas, com expectativa de redução gradual a partir do dia seguinte. Enquanto isso, equipes permanecem em estado de alerta e prontidão para possíveis remoções.

A articulação com o Governo de Pernambuco também foi destacada. Segundo ele, há contato direto com órgãos como a Defesa Civil estadual e a Casa Civil, além do acompanhamento feito pela governadora Raquel Lyra na central da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).

Governadora Raquel Lyra comanda atuação integrada do Estado e vistoria áreas atingidas pelas chuvas

No final da tarde e início da noite desta sexta-feira (1⁰), a governadora Raquel Lyra comandou uma nova reunião com as secretarias e equipes do Governo do Estado que estão mobilizadas em atender a população afetada pelas fortes chuvas na Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata e Agreste. A reunião ocorreu no Centro Integrado de Operações de Defesa Social (CIODS) após sobrevoo feito pela governadora em áreas afetadas e vistoria em ruas de Olinda atingidas pelas chuvas. No encontro, participaram Bombeiros, Defesa Civil, Assistência Social e integrantes das pastas transversais para traçar um panorama das próximas ações e atualizar os balanços sobre a população.

O Corpo de Bombeiros está atuando desde o início das chuvas, sempre de prontidão, para atender as necessidades. Até o momento, 340 vítimas foram resgatadas pela operativa, com a utilização de 26 embarcações aquáticas. Entre as ocorrências atendidas, vieram a óbito duas mulheres e duas crianças no Recife. A Defesa Civil de Pernambuco registrou um total de 422 pessoas desabrigadas e 1.068 pessoas desalojadas. O órgão também já entregou materiais de ajuda humanitária, como 150 colchões, 300 lençóis e 38 kits de limpeza, ao município de Goiana.

“Nosso time segue mobilizado, trabalhando sem parar para salvar vidas e prestar assistência à população. O Governo de Pernambuco atua de forma integrada, junto com as prefeituras, para enfrentar esse momento difícil. Recebo com profunda tristeza a confirmação de quatro mortes causadas pelas fortes chuvas na Região Metropolitana. Em Dois Unidos, no Recife, uma mulher e seu filho de 6 anos perderam a vida após soterramento. Em Passarinho, em Olinda, uma mãe e seu bebê também vieram a óbito em um deslizamento de barreira. Como mãe, mulher, cidadã e governadora, minha solidariedade às famílias”, registrou a governadora Raquel Lyra.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Coronel Eduardo Araripe, falou sobre as ações da operativa. “Durante o dia de hoje, o Corpo de Bombeiros, foi acionado para diversas ocorrências, tanto na Região Metropolitana, como na Zona da Mata. Tivemos o resgate de 342 pessoas, e seguimos com o nosso efetivo de prontidão, também com o emprego de botes de salvamento. Reforçamos a orientação para que a população atingida busque ajuda através do número 193. Estamos trabalhando para atender da melhor forma possível a nossa sociedade”, explicou.

Multidão marca inauguração de moderna UBS e reforça novo momento da saúde em Brejinho

Uma noite histórica para a saúde pública de Brejinho. O prefeito Gilson Bento inaugurou, nesta quinta-feira (30), a Unidade Básica de Saúde (UBS) Rita Ferreira Alves, reunindo uma verdadeira multidão que fez questão de prestigiar o importante avanço para o município.

A nova unidade, construída dentro do padrão 4 do Ministério da Saúde, representa um salto significativo na estrutura de atendimento oferecida à população. O evento contou com a presença do vice-prefeito Naldo de Valdim, vereadores, secretários municipais e do deputado estadual Gustavo Gouveia, além de moradores que celebraram a conquista.

Durante a solenidade, a secretária de saúde Amanda Araújo destacou a relevância da obra, enfatizando que se trata da primeira unidade desse porte na região. Segundo ela, a UBS vai proporcionar mais qualidade no acolhimento e ampliar a capacidade de atendimento, garantindo mais dignidade e eficiência para quem precisa dos serviços de saúde.

Durante o evento, também foi assinada a ordem de serviço para a construção de uma nova UBS na comunidade de Vila de Fátima, com valor estimado em 1,8 milhões de reais, ampliando ainda mais a rede de atenção básica do município. Na mesma ocasião, foram entregues dois novos ônibus escolares, que irão reforçar o transporte de estudantes, garantindo mais segurança e conforto no deslocamento até as escolas.

Em seu discurso, o prefeito Gilson Bento reforçou o compromisso da gestão com o desenvolvimento do município. Ele afirmou que ações aguardadas há décadas pela população estão finalmente saindo do papel. “Estamos vivendo um momento importante, com cerca de 30 milhões de reais sendo investidos em obras que já estão em andamento e outras que ainda vão começar, todas com recursos garantidos”, destacou.