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‘VAMOS PROMOVER O DEBATE SOBRE OS DESAFIOS E O FUTURO DE PERNAMBUCO”

O presidente estadual do PTB, senador Armando Monteiro, concedeu entrevista à imprensa ontem (11) para reafirmar o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff e anunciar a saída do partido do Governo do Estado e da Prefeitura do Recife.  Armando esteve antes com o governador Eduardo Campos (PSB) e com o prefeito Geraldo Julio para comunicar a decisão da legenda, que estava à frente da Secretaria de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo e do Detran, no governo estadual, além da Secretaria de Saneamento, na gestão municipal.

“Nós integramos a base de apoio da presidente Dilma. A presidente é natural candidata à reeleição. Então, o fato novo que determinou estes movimentos  que fizemos agora é que, a partir da junção dos projetos de Marina Silva e do PSB, nós não temos mais dúvidas  de que  haverá outra candidatura neste campo, que é a do governador Eduardo Campos.  A partir daí, existem duas candidaturas e o nosso partido, o PTB, tem um alinhamento com a presidente Dilma. Ora, se há este alinhamento no plano nacional, no plano regional nós precisamos ter um grau de liberdade, porque pretendemos construir em Pernambuco uma candidatura destes partidos que apoiam a presidente Dilma. Ou seja, nós queremos montar em Pernambuco um palanque para a presidente Dilma, ao lado do ex-presidente Lula e das outras lideranças do PT”, explicou Armando.

O líder petebista disse que após a decisão, a missão do PTB será dialogar agora com os partidos que darão sustentação à candidatura da presidente Dilma, para debater uma agenda de futuro para Pernambuco. “Agora, com um grau de liberdade maior, nós vamos promover um debate sobre os desafios de Pernambuco, a necessidade de formularmos uma agenda para o Estado, e fazer uma discussão com outros partidos, com outras forças políticas do Estado”, disse.

Armando voltou a afirmar que ao longo dos últimos anos Pernambuco teve grandes conquistas, mas ainda tem muitos desafios pela frente:

“Há áreas em que houve avanços indiscutíveis. Em quase todos os indicadores Pernambuco evoluiu positivamente.  Agora, nós ainda temos uma posição relativa. Porque você mede os indicadores em termos absolutos, mas tem que ver a nossa posição relativa. Por exemplo, nós ainda temos em algumas áreas indicadores que não são ideais, o IDEB, na Educação, o Índice de Desenvolvimento Humano dos Municípios, nós temos o desafio da infraestrutura, o  sistema viário de Pernambuco, grandes obras que precisamos completar,  ampliar o esforço na formação das pessoas. São muitos os desafios que temos. E é nesta perspectiva que nós queremos discutir o futuro e esta nova agenda para Pernambuco”.

Ao relatar a conversa que teve com o governador Eduardo Campos, o senador disse que deixou clara a orientação do partido em continuar apoiando os projetos de interesse de Pernambuco.  “Tive uma conversa cordial de quase uma hora com o governador. Ele entendeu as circunstâncias de cada uma de nossas posições. Deixei claro ao governador que estávamos querendo ter uma posição de maior liberdade, de independência e deixaria também ele menos embaraçado. Deixei clara também nossa disposição de continuar, na Assembleia Legislativa e na Câmara Municipal do Recife, apoiando todas as iniciativas e projetos de interesse de Pernambuco”.

INTEGRAÇÃO NACIONAL AUTORIZA NOVA ORDEM DE SERVIÇO DA META 3 NORTE DO PROJETO DE INTEGRAÇÃO DO RIO SÃO FRANISCO

O Ministério da Integração Nacional autoriza na próxima segunda-feira, dia 14/10, nova ordem de serviço para o início das obras da Meta 3 Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco, que passa por Mauriti, no Ceará, e São José de Piranhas, na Paraíba.

O ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, assinará, às 14h, a segunda ordem de serviço. O valor total é de R$ 484 milhões para execução das obras civis e eletromecânicas complementares dos lotes 6 e 7. Em seguida, o ministro visitará a Estação de Bombeamento 1, em Cabrobó.

O Projeto de Integração do Rio São Francisco integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. Atualmente, as obras do empreendimento empregam mais 6,6 mil trabalhadores.

Barragens – Pela manhã, às 10h30, o ministro visitará as barragens de Porcos e Canabrava, situadas no município de Brejo Santo, no Ceará.

EM ENTREVISTA EDUARDO CAMPOS DIZ: “O POVO DIRÁ SE O CICLO DO PT ACABOU”

Eduardo Campos será pai. O nascimento de seu quinto filho está previsto para fevereiro do ano que vem. Ele deverá se chamar Miguel – mesmo nome do bisavô, Miguel Arraes, que iniciou Eduardo na política. Além de Miguel, 2014 promete trazer outras emoções para o governador de Pernambuco. O mesmo Campos que declarara apoio à presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2014 entrou com tudo na corrida pelo Planalto, desde que Marina Silva resolveu apoiá-lo com sua Rede. Em entrevista a ÉPOCA para a série Líderes Brasileiros, ele discorre sobre suas ideias para o país e sobre política. “Quem apostar em algum problema entre mim e Marina vai perder. É melhor não apostar caro, para não perder muito.” 
ÉPOCA – O senhor é ou será candidato à Presidência?
Eduardo Campos – O PSB e a Rede apresentarão uma proposta ao Brasil de um caminho alternativo, que possa garantir as conquistas que tivemos nas últimas décadas, mas que possa remeter o Brasil a um longo ciclo econômico, com visão social, um novo ciclo de desenvolvimento sustentável, com inclusão, que possa garantir melhoria na qualidade vida do povo brasileiro, com serviços públicos mais eficientes e que possam contemplar a demanda que está posta na vida pública brasileira por essa melhoria.
ÉPOCA – O senhor será o candidato do PSB ou existe a possibilidade de haver outro candidato?
Campos – Tomamos uma decisão. Vamos trabalhar o conteúdo dessa aliança, envolvendo a sociedade civil, o movimento social, a academia – e manter exatamente aquilo que a Marina eu colocávamos sempre: a decisão sobre a candidatura virá em 2014. Marina e eu estaremos juntos, levando esse conteúdo para todo o Brasil e à sociedade brasileira. Quem apostar que haverá algum problema entre mim e Marina vai perder. É melhor não apostar caro, para não perder muito.
ÉPOCA – O senhor apoiou o PT e disse que estaria com Dilma em 2014. O que o levou a mudar e a tentar criar uma alternativa?
Campos – Essa reflexão já vínhamos fazendo desde 2010, quando nós e o PSB discutíamos uma candidatura alternativa para um encontro no segundo turno com outra hegemonia, outra pactuação. No ano da eleição, vimos que havia a possibilidade de vencermos no primeiro turno. Sacrificamos uma candidatura própria do PSB e fomos para uma aliança com PT e PMDB, sob a coordenação do presidente Lula. E a eleição não foi resolvida no primeiro turno. Tivemos um debate superpobre do ponto de vista de conteúdo, que descambou mais para o eleitoral que o político, mais para o marketing que para a discussão da essência. Nosso partido tem 60 anos e ele já surgiu exatamente pela inquietação de intelectuais que se colocavam contra a posição gerada pela Guerra Fria: a esquerda liderada pelos comunistas, de outro lado os liberais, como se não houvesse nenhum outro caminho alternativo. Esse ato que consolidamos no sábado, uma aliança programática do PSB com a Rede, é um fato que ajuda a oxigenar a política, a fazer o debate de conteúdo. Não é contra quem quer que seja. É a favor da boa política, do Brasil e, sobretudo, da cidadania, para que ela tenha alternativas.
ÉPOCA – O período do PT se esgotou?
Campos – O Partido dos Trabalhadores – onde tenho amigos que pretendo preservar, como tenho no PSDB – precisa passar por um processo de inovação. A maior prova disso foi dada em 2010, quando a candidata foi a presidente Dilma Rousseff. Ali, já estava claro que o PT precisava renovar seus quadros e práticas. Dilma não é uma petista tradicional de origem. Se foi ela a candidata, é porque não havia nos quadros do PT quem cumprisse aquele papel.
ÉPOCA – O senhor acha que Dilma poderia ter aproveitado melhor sua chance no governo?
Campos – Essa é uma análise que a história fará. A gente falará muito sobre isso em 2014 – e, sobretudo, o povo poderá falar sobre isso em 2014.
ÉPOCA – Dilma perdeu a aura da ética?
Campos – É uma resposta que só o tempo dará. Ela é séria e a respeito. Mas é um erro político essa manutenção da coalizão onde as forças mais atrasadas e conservadoras passaram a ser o centro. Isso aconteceu em 2005, numa crise política em que o Lula teve de ampliar sua base. Há um aprofundamento dessa aliança para o centro e para o campo conservador. É um erro político.
ÉPOCA – O senhor se refere ao PMDB?
Campos – Sim. Mas não todo o PMDB. Tem o PMDB do Pedro Simon, tem o PMDB do Jarbas Vasconcelos, esse PMDB é outra coisa. Falo do núcleo que hoje comanda o PMDB.
ÉPOCA – Quais seriam três prioridades de um governo do PSB e da Rede?
Campos – Uma prioridade central é a qualidade de vida das pessoas. A sustentabilidade nada mais é que uma releitura, no século XXI, do que é o socialismo democrático, o desejo das pessoas de viver sob os valores da ética, dos direitos humanos, do respeito à diversidade. Há um grande desejo da população brasileira de melhorar a qualidade de vida. Uma prioridade central que responde à qualidade de vida e à questão econômica é ter uma educação efetivamente de qualidade, como direito de cidadania brasileira. Educação não é uma política pública em que você possa imaginar que terá resultados de curto prazo. Aí vem a diferença da aposta nesse caminho. É pensar o Brasil além da eleição, o Brasil da próxima década. Outra questão é garantir as conquistas que tivemos. A conquista democrática, que nos impõe melhoria da qualidade da política para melhorar as instituições, aproximando o Brasil real do Brasil oficial. A conquista da estabilidade, um patrimônio com que não podemos brincar. Se tivermos um problema sério na economia, a vida de uma legião de brasileiros – que adquiriram suas televisões, pagam prestações da casa própria, compraram motocicletas – pode se complicar.
ÉPOCA – Suas três prioridades seriam, então: qualidade de vida, educação e garantir as conquistas?
Campos – Isso.
ÉPOCA – O senhor falou em educação. Pernambuco criou um sistema que paga bônus a professores que cumprem metas. No Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes enfrenta uma greve, entre outras coisas, porque quer implantar algo parecido. Na Presidência, o senhor faria um programa de meritocracia semelhante?
Campos – Não é só colocar remuneração variável. É preciso haver valorização do professor, com plano de cargos, carreiras e vencimentos. Que diferencie quem faz especialização, que prestigie quem faz mestrado e doutorado, que possa abrir a possibilidade de o professor fazer reciclagem e capacitação continuada. Não posso substituir salário pela remuneração variável. Seria uma agressão ao bomsenso e ao professorado. É preciso haver salário e carreira para que o professor possa crescer. E ele tem de ter o bônus.
ÉPOCA – O professor ganha mal no Brasil?
Campos – Ganha mal. Acumulou-se a gestão malfeita no passado, e muitos lugares ficaram condenados a remunerar mal. Se houver diálogo com os professores, e se houver disposição, construiremos uma travessia de resgate de autoestima, fundamental para o resultado no aprendizado. Se o professorado ficar deprimido, não haverá resultado.
ÉPOCA – O que o senhor acha das cotas?
Campos – Elas vêm apresentando resultados no Brasil. Temos um quadro social muito duro no país. Há um desequilíbrio no acesso à educação de qualidade, quando se compara o filho de um trabalhador do sertão ao filho de um trabalhador da classe média urbana. Se não houver mecanismos de induzir, permitir que os estudantes em situação social mais dura tenham incentivo para chegar à universidade pública, será reproduzido um quadro de desequilíbrio. Precisamos de cotas hoje, porque vivemos numa sociedade com muito desequilíbrio social.

ÉPOCA – Inclusive cotas raciais?
Campos – Cotas raciais e cotas sociais. Pelas marcas da escravidão. Venho de um lugar marcado culturalmente pela casa-grande e a senzala. Sei o que é essa figura.
ÉPOCA – Como criar no Brasil uma saúde pública de qualidade?
Campos – Ou começamos o debate da saúde pela saúde ou tentaremos cuidar da doença, não da saúde. Fortalecer a atenção básica é estratégico. Para cuidar de 90% da população, a saída é essa. Existe também um subfinanciamento. A União vem se retirando do gasto na saúde. Em 1988, colocava-se 75%, hoje são menos de 50%. Para compensar, entram recursos dos municípios e dos Estados.
ÉPOCA – O senhor acha que a União deveria voltar a gastar mais na saúde? Como financiar isso?
Campos – A União precisa elevar o gasto, num processo de longo prazo, como está em discussão no Congresso agora.

ÉPOCA – O senhor usa o sistema de saúde pública?
Campos – Já tive experiência de ser atendido em emergência. Já como governador, tive um processo alérgico, estava próximo de um hospital público, e fui lá. Mas tenho seguro-saúde, o mesmo há 20 anos.
ÉPOCA – O que o senhor acha da importação dos médicos cubanos?
Campos – Importamos médico hoje, porque não formamos ontem no Brasil. No meu Estado, quando fiz um levantamento há três anos, vi que as vagas do curso de medicina nas universidades federais e estaduais eram menores que nos anos 80. Abri em Pernambuco dois cursos de medicina. Um no Agreste e outro no Sertão. Eles não terão impacto enquanto eu for governador, e sim daqui a dez anos. Durante algum tempo, se fecharam cursos de medicina Brasil afora. Há cidades com 15 mil ou 20 mil habitantes sem médico. Coloque-se numa cidade dessas, com um filho com crise de asma, uma mãe com desequilíbrio de diabetes ou pressão arterial elevada. Existe essa realidade, e é preciso enfrentá-la.

ÉPOCA – Qual sua opinião sobre as privatizações, no governo FHC e no governo Dilma? Como trataria a questão?
Campos – Não tenho preconceito com iniciativa privada, nem com Parcerias Público-Privadas, concessões. Não temos no orçamento fiscal brasileiro a capacidade de alavancar os investimentos, como a realidade exige. Temos de chamar a parceria da iniciativa privada. E ela não fará por filantropia uma rodovia, um porto, um aeroporto, uma linha de metrô. Fará para ganhar dinheiro. Precisamos garantir um ambiente que passe confiança e nos ajude a ter investimentos em áreas que melhorem a qualidade de vida e a produtividade da economia.
ÉPOCA – O governo atual errou em relação a isso?
Campos – O governo demorou a adotar o caminho das concessões e das Parcerias Público-Privadas. E, quando tomou a decisão de ir, não passou segurança aos agentes. Parecia que havia algo mal resolvido, um certo preconceito, um intuito de intervir no negócio do concessionário. O governo meio que fez, mas fez desconfiado. Fez, mas fez como se quisesse continuar como se fosse público. Isso teve consequências.
ÉPOCA – Isso significa que precisa haver capitalismo dentro do socialismo do PSB?
Campos – Sim.
ÉPOCA – O Brasil sofre com a armadilha de crescimento baixo. Da nossa riqueza, 40% vão para a máquina estatal. O que fazer?
Campos – O fundamental é desenhar o caminho estratégico. Teremos uma caminhada de uma década. Nessa caminhada, ajustaremos distorções que existem e compatibilizaremos as políticas fiscais e econômicas, num caminho em que passaremos confiança aos agentes econômicos. Há no Brasil mais uma crise de confiança do que uma crise econômica. Os fundamentos econômicos poderiam estar melhores? Sim, mas já estiveram piores. O importante é passar para a sociedade com clareza que há um projeto discutido, de longo prazo, que juntará boas ideias e boas pessoas. Isso conquista a primeira batalha: a batalha da confiança.
ÉPOCA – O senador Aécio Neves diz que, se eleito, reduziria o número de ministérios de 40 para 22. Temos ministérios demais?
Campos – Isso virou um símbolo para qualquer presidente novo que chegar. Ele terá de reduzir. Mas não resolve a questão fiscal. Pode ajudar a resolver a gestão. Se ele disse 22, posso dizer 20. Agora, se ficar por aí, não resolveu nada. É só um slogan, uma jogada de marketing. Precisa ir adiante. Criar indicadores de impacto na gestão, remuneração variável no serviço público, premiação para quem cumpre meta e orçamento. São ideias que já existem em prefeituras e Estados e a União precisa incorporar.
ÉPOCA – No mundo globalizado, quais são nossas forças? Onde devemos investir?
Campos – A gente precisa apostar na inovação. Melhorar onde somos bons. Podemos ter excelência em energia, temos condição de manter uma matriz energética limpa e renovável. Temos de seguir aumentando nossa produtividade como resposta à visão atrasada de que o agronegócio pode se sustentar por seu expansionismo. Ele se sustentará pelo que tiver de tecnologia, inovação e compatibilidade com a questão ambiental. Precisamos buscar inovação em setores da nossa indústria, porque não podemos ser o país só da agricultura e da exportação de commodities. Temos de fazer apostas em setores que serão fundamentais.
ÉPOCA – Marina Silva sempre teve uma relação difícil com o agronegócio. Como o PSB lidará com esse setor? 
Campos – Não podemos ter preconceitos com setores. Há fábricas que poluem e as que não poluem. Há empresas na área de serviços que respeitam a regra na relação trabalhista e as que não respeitam. No agronegócio, tem gente com cabeça do século XX ou XIX e tem muita gente no século XXI. Esses serão nossos interlocutores. É preciso ficar claro que o caminho para melhorar a produtividade não é derrubar Mata Atlântica, Floresta Amazônica, mata ciliar, entrar em reserva legal. O caminho é levar e agregar conhecimento. No agronegócio brasileiro há grandes empreendedores, pessoas completamente sintonizadas com isso.
ÉPOCA – No Brasil, o empresário gosta de pedir dinheiro e desonerações ao governo. Como o senhor trataria isso num eventual governo PSB e Rede? Diria não aos empresários?
Campos – Quem governa, antes de aprender a dizer “sim”, tem de aprender a dizer “não”. Se não, não governa. Nos últimos meses, assistimos à desoneração de quase R$ 70 bilhões, e você não encontra um único segmento do empresariado brasileiro aplaudindo isso. Todos continuam reclamando. E alguns achando que não foram atendidos. Precisamos ter esse olhar em perspectiva para a construção de algumas apostas.
ÉPOCA – Para ampliar a inovação, como casar o conhecimento com o investidor?
Campos – Discutimos isso quando eu estava no governo do presidente Lula. Fizemos o debate da inovação há dez anos. FHC passou sete anos tentando fazer a lei da inovação. Precisamos tornar a inovação um conceito sistêmico para o governo. Na hora de dar um incentivo fiscal e de oferecer o crédito, de fazer as apostas na infraestrutura, isso tudo tem de ser destinado a quem está efetivamente inovando. Essa busca tem de estar em todos os setores, o próprio serviço público tem de buscar inovação. É preciso que essa pactuação seja de todos.
ÉPOCA – Qual sua opinião sobre o casamento gay?
Campos – É uma questão resolvida e bem resolvida pela Justiça brasileira. A suprema corte do Brasil foi lá e resolveu o que o Congresso Nacional não resolveu. Não só a união civil, como a questão previdenciária.
ÉPOCA – Aborto?
Campos – A legislação que está aí é a que o Brasil pode ter neste momento.
ÉPOCA – Descriminalização das drogas leves, como a maconha?
Campos – Não é o caso ainda no Brasil, neste momento.
ÉPOCA – Por quê?
Campos – Porque vivemos uma epidemia do crack. Precisamos romper essa epidemia com outros mecanismos para abrir um debate dessa natureza.
ÉPOCA – Marina disse que, a pretexto de combater a “homofobia”, havia o risco de surgir uma intolerância religiosa, a “cristofobia”. Qual sua opinião sobre isso?
Campos – Garantir direitos da fé é defender a Constituição. Tenho minha religião, mas nunca a trouxe para o debate político. Sou católico, mas nunca professei minha fé naquilo que estou discutindo aqui. É algo que me diz respeito.
ÉPOCA – O senhor é praticante?
Campos – Sou.
ÉPOCA – Vai à missa todo domingo?
Campos – Não. Minha agenda… mas tenho família de formação cristã.
ÉPOCA – O senhor foi criticado por ter mais de 20 parentes empregados no governo de Pernambuco. Outra acusação diz respeito a uma punição no Conselhinho do Banco Central, por uma questão envolvendo precatórios. Como lidará com elas?
Campos – Com muita tranquilidade. O primeiro Estado na federação que teve uma lei de nepotismo foi Pernambuco. Pelo fato de me eleger governador, não tenho como demitir do serviço público primos de minha mulher ou primos meus, filhos de pessoas de minha família, aprovados em concurso. Eles são servidores públicos. Agora, em relação ao Conselhinho (do Banco Central), é uma questão estapafúrdia, já suspensa por decisão judicial. O Supremo analisou a questão e, por unanimidade, depois de toda a investigação no Congresso, Ministério Público Federal, imprensa, meus adversários, me julgou (inocente). E, depois de o Supremo me julgar, fui julgado pelos que me conhecem, que moram em Pernambuco. Duas vezes. Da última, com 83% dos votos.
ÉPOCA – Um desafio da aliança entre PSB e Rede é o pouco tempo de televisão.
Campos – Eu falava com minha mulher, Renata: voltaremos a disputar eleição como no passado. Em 2006, fui candidato disputando valores em cima de caixotinho. Tempo de TV é importante, mas não é fundamental. Melhor não ter tempo e ter o que dizer do que ter muito tempo e não ter o que dizer.
ÉPOCA – Neste ano o povo brasileiro foi às ruas por não se sentir representado pelos políticos. Qual sua resposta a esse cidadão?
Campos – Foram para a rua para melhorar o Brasil. Ninguém sai à rua para piorar. A primeira das mudanças precisa ser na política. Se não mudar a política, não mudará o Brasil. A primeira resposta concreta é dada desde sábado. A gente oferece um caminho diferente, fora dos arranjos tradicionais, para colocar em debate. Isso animará enormemente a juventude, os militantes sociais, os que se preocupam com o futuro do Brasil, os que querem justiça social. Isso animará quem estava desanimado com a política. Qual o resultado? Teremos de esperar 2014 para ver o resultado.

AGORA É OFICIAL: PTB ESTÁ FORA DO GOVERNO E DA PREFEITURA DA PCR

Após várias semanas com especulações sobre a saída do PTB do Governo do Estado e da Prefeitura do Recife, o partido, enfim, formalizou o seu desembarque das gestões socialistas. O presidente estadual da sigla, o senador Armando Monteiro Neto, conversou, nesta sexta-feira (11), com o governador Eduardo Campos e com o prefeito Geraldo Julio, indicando a opção que a legenda assumiu.

Com as saídas dos petebistas, o projeto do senador Armando Monteiro Neto, de disputar o Governo do Estado, dá mais um passo para a sua consolidação. O parlamentar, que alimentava o desejo de representar a Frente Popular como postulante do governador Eduardo Campos, entendeu que não fazia parte das opções do socialistas e procurou um caminho próprio.

O projeto encabeçado por Armando Monteiro Neto encontra respaldo em parte do PT, sobretudo com o senador Humberto Costa e o deputado federal João Paulo. Já se especulou, inclusive, que o ex-prefeito do Recife poderia compor a chapa do petebista na condição de postulante ao Senado.(Gilberto Prazeres-Blog da Folha)

GOVERNO DO ESTADO REDUZ CARGOS COMISSIONADOS E INVESTE NOS SERVIDORES DE CARREIRA

O governador Eduardo Campos assinou, nesta sexta-feira (11/10), um Projeto de Lei que propõe a transformação dos 969 cargos comissionados em funções gratificadas de direção e assessoramento. Além de incentivar o plano de cargos e carreiras, a medida aponta uma redução de R$ 25 milhões na folha de pagamento do Estado. Para o governador, a resolução, que já foi encaminhada à Assembleia Legislativa, significa a valorização do servidor, pois esses cargos só poderão ser preenchidos por funcionários púbicos de carreira. A medida reduzirá em 28% o total de comissionados, passando de 3.536 para 2.567.
“A política de recursos humanos é uma estratégia fundamental para qualquer organização e nós estamos em busca de solidez na prestação de serviço”, disse Eduardo, durante solenidade, que aconteceu na Sede Provisória do Governo de Pernambuco, no Centro de Convenções. O governador ressaltou que a atual gestão já opera com um alto índice de funcionários de carreira. Com a nova Lei, até dezembro de 2014, 80% dos cargos vão ser ocupados por concursados.
Décio explicou que o cargo comissionado gera um custo de manutenção bem mais alto para o Estado. “Já com uma função gratificada, não temos certas obrigações patronais”, resumiu, garantindo que essa redução não representa demissões, pois muitos cargos já estão vagos ou ocupados por funcionários públicos de carreira. Os cargos que ainda estão disponíveis vão ser preenchidos por seleção pública para gestores ou pelo Comitê de Busca.
Durante a cerimônia, o governador disse que a medida não pode ser executada anteriormente devido à ausência de mão de obra especializada. “A contratação de comissionados foi necessária para suprir uma demanda urgente”, revelou Eduardo, explicando que o Governo do Estado teve que se estruturar para promover essa transformação. “Nos últimos três anos, fizemos concurso para analista em diversos segmentos de atuação (gestão, planejamento e controle interno). Com essas seleções, nós começamos a preparar essas pessoas para assumirem determinadas funções no Executivo”, completou Décio Padilha. (Fotos: Eduardo Braga/SEI)

BRUNO RIBEIRO PEDE EXONERAÇÃO DE CONSELHO

O candidato a presidência estadual do PT, Bruno Ribeiro, pediu, hoje, exoneração do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Bruno é membro do Conselho desde a sua criação, em 2007. O cargo não tem remuneração. O colegiado é formado por 65 pessoas de diversas áreas da sociedade e tem como objetivo debater ações importantes que tenham como foco o desenvolvimento.

INTEGRAÇÃO NACIONAL MONITORA AS OBRAS DO PROJETO DE INTEGRAÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO

Equipes técnicas de gestão e fiscalização do Projeto de Integração do Rio São Francisco participaram, nesta sexta-feira (11), em Salgueiro (PE), da reunião mensal de monitoramento, que conta com novo sistema elaborado pelo Ministério da Integração Nacional.

Os encontros têm o objetivo de aperfeiçoar o gerenciamento das obras, como também sincronizar os cronogramas dos componentes socioambientais, de montagem de equipamentos e de fornecimento. Ao todo, mais de 600 profissionais atuam na fiscalização, supervisão e gerenciamento das obras.

Segundo o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, as reuniões de monitoramento produzem encaminhamentos e soluções que garantem celeridade ao empreendimento. “O que se busca neste momento é uma sincronia desses cronogramas, para que a obra na sua implantação não sofra descontinuidade”, disse Teixeira.

Andamento das obras – Todas as obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco estão remobilizadas. Foram autorizadas 12 ordens de serviço para o empreendimento em 2013, o que gerou mais de 2,6 mil empregos.

Dos 16 lotes de obras, que compõe as Metas, dois já estão concluídos: o Canal de Aproximação do Eixo Norte e Leste. Estão em atividade 14 Lotes: Lote 1, em Cabrobó (PE); 2,3 e 8, em Salgueiro (PE); Lote 4, em Verdejante (PE); Lote 5, em Brejo Santo (CE); Lote 6, em Mauriti (CE) – em remobilização; e Lote 7, em São José de Piranhas (PB) – em remobilização; Lotes 9 e 13, em Floresta (PE); Lotes 10 e 11, em Custódia (PE); 12, em Sertânia (PE); e 14, em São José de Piranhas (PB).

O Projeto de Integração do Rio São Francisco é a maior obra de infraestrutura hídrica executada pelo Governo Federal. Atualmente, mais de 6,6 mil trabalhadores estão empregados e divididos em 99 frentes de serviço. Ate o final do ano, mil novos postos deverão ser gerados. Além disto, o Projeto conta com quatro trechos que passam pelos municípios de Salgueiro (PE), Cabrobó (PE), Jati (CE) e São José de Piranhas (PB) que funcionam 24 horas por dia. São quase duas mil máquinas ao longo dos mais de 400 km de extensão do empreendimento.

CARLINHOS, EX-VICE-PREFEITO DE BEZERROS, FORTALECE PTB

Dentre as importantes filiações que o PTB de Pernambuco contabiliza para fortalecer a sua chapa proporcional em 2014 está a do ex-vice-prefeito de Bezerros, Carlos Francisco da Silva, o Dr. Carlinhos. Fisioterapeuta com especialização em Saúde Pública, Carlinhos foi vice-prefeito do município entre 2009 e 2012, na gestão de Bete de Dael, e candidato a deputado estadual em 2010, quando obteve 9.547 votos. Carlinhos estava no PCdoB e ingressa no partido dirigido pelo senador Armando Monteiro para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

SERTANEJOS BOTAM CAMPANHA DE EDUARDO NA RUA

Otimistas com a repercussão da aliança Eduardo/Marina socialistas de Serra Talhada saíram na frente com a campanha da dupla para Presidente da Republica. “Eduardo: Orgulho de PE, futuro do Brasil” é o que virá escrito nos adesivos já encomendados e serão distribuídos com simpatizantes nos próximos dias.(Anchieta Santos)

ASSISTA O PROGRAMA DO PSB EXIBIDO NA NOITE DESTA QUINTA-FEIRA

O Programa do PSB que foi ao ar na noite desta quinta-feira (10), em cadeia nacional de rádio e TV, a maior novidade foi a presença da ex-senadora Marina Silva e a interação direta com o Presidente Nacional do PSB Governador de Pernambuco Eduardo Campos.