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Últimas publicações do quadro “Pajeú”

Carnaíba: A terra onde o Sertão aprendeu a cantar

“Carnaíba de Zé Dantas,
Meu abraço fraternal.
Terra que no beira rio
Jogava o comercial
Nos deu Gilson Malaquias
Um músico fenomenal.”

Ademar Rafael

Por Rinaldo Remígio*

Existem cidades que são lembradas por seus monumentos, suas paisagens ou pela força de sua economia. Carnaíba, porém, é reconhecida principalmente por aquilo que não se pode tocar, mas que todos conseguem sentir: a música.

No coração do Sertão do Pajeú, onde a caatinga aprende a resistir e o povo transforma dificuldade em esperança, Carnaíba construiu uma identidade própria. É uma cidade que parece ter nascido acompanhada por uma sanfona, pelo toque dos metais de uma filarmônica e pelos versos daqueles que aprenderam a traduzir o Sertão em poesia.

Com uma população estimada em aproximadamente 19.551 habitantes, Carnaíba preserva a tranquilidade das pequenas cidades sem abrir mão do desejo de crescer. Sua maior riqueza continua sendo o povo carnaibano: trabalhador, hospitaleiro, religioso e profundamente ligado às tradições culturais do Pajeú. São pessoas que carregam no cotidiano a resistência de quem conhece as limitações do clima, mas também a criatividade de quem aprendeu a florescer em meio à caatinga.

Segundo nossa pesquisa, alguns historiadores e registros locais narram que a história de Carnaíba começou muito antes de sua organização como povoado. Inscrições e desenhos encontrados em pedras da região indicam a presença de povos indígenas, especialmente dos Cariris, primeiros habitantes destas terras.

O próprio nome do município guarda uma relação profunda com a natureza sertaneja. Carnaíba teria surgido como uma variação de “carnaúba”, palmeira que existia em abundância na região. Suas folhas eram utilizadas para cobrir barracas durante as festividades de Santo Antônio, ligando, desde os primeiros tempos, o nome da cidade à fé, ao trabalho e à convivência comunitária.

Em meados do século XIX, João Gomes dos Reis e o tenente-coronel Saturnino Bezerra estabeleceram-se na localidade. Por volta de 1870, João Gomes dos Reis construiu uma capela dedicada a Santo Antônio e um pequeno cemitério nas terras da antiga Fazenda Lagoa da Barroca. Ao redor da capela, as casas foram surgindo, as famílias foram chegando e a comunidade começou a ganhar forma. Assim, como aconteceu com tantos municípios sertanejos, Carnaíba cresceu sob a proteção da fé e pela força do trabalho de sua gente.

O distrito foi criado em 29 de julho de 1893. Décadas depois, a Lei Estadual nº 1.818, de 29 de dezembro de 1953, criou oficialmente o município, cuja emancipação política é celebrada em 30 de dezembro. Era o nascimento administrativo de uma terra que já possuía história, identidade e um sentimento coletivo de pertencimento.

Mas Carnaíba não se tornou conhecida apenas por sua trajetória política. O município conquistou o título de Terra da Música porque fez da arte uma de suas formas mais legítimas de expressão. Aqui, a música não é somente entretenimento. É herança, educação, memória, identidade e oportunidade.

Foi neste chão que nasceu José de Sousa Dantas Filho, o inesquecível Zé Dantas, médico, poeta, compositor e pesquisador das tradições populares. Ao lado de Luiz Gonzaga, Zé Dantas ajudou a revelar ao Brasil a linguagem, os costumes, as dores e as alegrias do povo nordestino.

Canções como Vem Morena, A Volta da Asa Branca, Sabiá, Cintura Fina e Riacho do Navio atravessaram gerações. Mais do que composições, tornaram-se retratos cantados do Nordeste. Zé Dantas compreendeu que o Sertão não precisava esconder seu sotaque para ser ouvido pelo país. Pelo contrário: quanto mais autêntica fosse sua linguagem, maior seria sua força.

Se Zé Dantas transformou o sentimento sertanejo em canção, outro filho ilustre de Carnaíba ajudou a dar elegância, ritmo e grandeza orquestral à música pernambucana: Egerton Verçosa do Amaral, conhecido como Beto da OARA e também como Beto do Trombone.

Nascido em Carnaíba, Beto da OARA saiu ainda jovem em busca de seus sonhos. A música o conduziu a novas cidades e experiências, mas suas raízes permaneceram ligadas ao Pajeú. Com talento, disciplina e visão artística, tornou-se maestro, instrumentista e um dos grandes nomes da música de baile em Pernambuco.

Em 28 de outubro de 1958, Beto fundou, em Arcoverde, a Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos — OARA. A iniciativa atravessou décadas, embalou casamentos, formaturas, festas tradicionais e grandes celebrações. A orquestra conquistou públicos dentro e fora do Brasil, tornando-se patrimônio afetivo de várias gerações.

Beto da OARA é, portanto, uma ponte entre Carnaíba e Arcoverde. Carnaíba lhe deu o berço, as primeiras referências e o sentimento musical; Arcoverde ofereceu o espaço onde seu sonho ganhou forma e se transformou em uma das mais respeitadas orquestras de baile do Nordeste. Seu nome honra as duas cidades e engrandece toda a cultura pernambucana.

Ao fundar a OARA, o maestro não criou apenas um conjunto musical. Criou uma escola de profissionalismo, disciplina e respeito ao público. Muitos músicos encontraram na orquestra uma oportunidade de trabalho e aprendizado. Muitas famílias guardam até hoje lembranças de momentos especiais embalados por seus arranjos.

A trajetória de Beto da OARA confirma algo que Carnaíba parece ensinar desde cedo aos seus filhos: a música é capaz de atravessar fronteiras sem abandonar suas raízes. Pode sair do Pajeú, percorrer o Brasil e chegar a outros países, mas sempre carregará consigo alguma lembrança do chão onde nasceu.

E essa herança musical não parou em Beto. Ao lado de Dona Marli, ele constituiu uma família numerosa, e quase todos os seus dez filhos encontraram, de alguma forma, um caminho ligado à música. Entre os grandes destaques estão os meus amigos Elaque Amaral, Gertinho e Betinho. Elaque, músico e cantor, assumiu a direção da Super OARA, enquanto os irmãos também fizeram da música parte de suas trajetórias e ajudaram a manter vivo o legado artístico iniciado pelo pai. Assim, Carnaíba não colocou no mundo apenas um grande maestro: ajudou também a formar uma família que transformou a música em vocação, trabalho e continuidade.

Outro nome que merece lugar de destaque nesta história é o do meu amigo de adolescência Daniel Bueno, cantor, compositor, escritor e dedicado pesquisador da música brasileira. Filho de Carnaíba, Daniel construiu uma trajetória marcada tanto pela música romântica quanto pelos ritmos nordestinos, especialmente o forró pé de serra. Em suas composições e pesquisas, preserva a memória de Luiz Gonzaga, de Zé Dantas e de tantos artistas que deram voz ao povo nordestino. Sua produção artística e intelectual confirma que a vocação musical carnaibana continua viva, renovando-se sem perder suas raízes.

A vocação musical do município também está presente em suas bandas filarmônicas, nos professores de música, nos instrumentistas populares e nas crianças e nos jovens que encontram na arte uma oportunidade de formação. A tradicional Filarmônica Santo Antônio, fundada em 1917, é uma das expressões dessa continuidade cultural. Cada jovem que aprende as primeiras notas ajuda a manter viva uma história iniciada muito antes de seu nascimento.

Carnaíba demonstra, assim, que investir em cultura não é luxo. É cuidar da memória, formar cidadãos e oferecer caminhos para as novas gerações. Uma escola de música pode afastar um jovem da vulnerabilidade, despertar talentos e revelar ao mundo novos Zés Dantas, novos Betos da OARA, artistas com a sensibilidade de Daniel Bueno e tantos outros talentos que ainda esperam sua primeira oportunidade.

A economia carnaibana acompanha as características dos pequenos municípios sertanejos. A administração pública e o setor de serviços possuem grande participação na movimentação econômica, enquanto o comércio, a agricultura familiar, a pecuária e as pequenas atividades produtivas garantem renda e ocupação para muitas famílias.

Na zona rural, o agricultor continua enfrentando os desafios da irregularidade das chuvas, do calor intenso e das limitações naturais do semiárido. Ainda assim, planta, cria, produz e resiste. Na cidade, comerciantes, servidores públicos, profissionais liberais, artesãos, empreendedores e trabalhadores movimentam diariamente a economia local.

A Festa de Santo Antônio reúne religiosidade, reencontros e tradição. É o momento em que filhos da terra retornam, famílias se reúnem e a cidade reafirma sua fé. Os sinos da igreja, os instrumentos das bandas e as conversas nas calçadas compõem uma mesma melodia: a melodia da vida carnaibana.

Administrar um município com tamanha riqueza histórica e cultural exige responsabilidade. A atual gestão é conduzida por Wamberg Antônio Gomes Amaral, popularmente conhecido como Berg Gomes, ao lado do vice-prefeito Cícero Batista Lima, conhecido na cidade como Cícero Batista. Registramos os nomes dos gestores da forma como são efetivamente conhecidos pela população, sem afastar suas identificações oficiais.

Cabe à atual administração dar continuidade ao trabalho construído ao longo do tempo por diferentes gestores, servidores e lideranças comunitárias. Cada governo, dentro de suas possibilidades, deixou alguma contribuição para o desenvolvimento do município. Estradas, escolas, unidades de saúde, espaços públicos, ações sociais e projetos culturais são resultados de uma história administrativa que não começou agora e que deverá continuar depois dos atuais ocupantes dos cargos.

Berg Gomes e Cícero Batista têm diante de si a responsabilidade de cuidar de uma cidade que exige investimentos em saúde, educação, abastecimento de água, infraestrutura urbana, estradas rurais, agricultura familiar, geração de emprego e preservação cultural. Governar a Terra da Música significa também garantir que a cultura permaneça acessível às crianças e aos jovens, alcançando tanto a sede quanto os distritos, povoados e comunidades rurais.

A população, por sua vez, também participa dessa construção. Uma cidade não é feita somente por seus gestores. É construída pelo professor que ensina, pelo agricultor que planta, pelo profissional de saúde que acolhe, pelo comerciante que acredita, pelo músico que ensaia, pelo servidor que atende e por cada cidadão que acompanha, cobra e colabora com a administração pública.

Carnaíba é pequena quando observada apenas pelos limites do mapa. Culturalmente, porém, é imensa. Poucos municípios podem se orgulhar de ter oferecido ao Brasil talentos como Zé Dantas, Beto da OARA, seus filhos — com destaque para Elaque Amaral, Gertinho e Betinho — e Daniel Bueno. Zé Dantas ajudou a transformar a alma do Nordeste em canção; Beto e sua família mostraram que a música nascida no Sertão poderia ganhar arranjos grandiosos, atravessar salões, estados e países; e Daniel Bueno continua honrando essa herança como cantor, compositor e estudioso da música brasileira.

Talvez seja por isso que, em Carnaíba, o silêncio nunca seja completo. Mesmo quando os instrumentos descansam, permanece no ar alguma lembrança musical. É o eco de uma filarmônica atravessando a praça, o som distante de uma sanfona, a poesia de Zé Dantas, a elegância de um arranjo conduzido por Beto da OARA, a continuidade musical representada por Elaque, Gertinho e Betinho ou a voz de Daniel Bueno celebrando as raízes do Nordeste.

Carnaíba é a terra onde a carnaúba ajudou a dar nome ao lugar, onde Santo Antônio reuniu os primeiros moradores ao redor da fé e onde a música encontrou morada permanente.

Enquanto houver uma criança aprendendo as primeiras notas, um agricultor acreditando na próxima chuva, uma família preservando suas tradições e um gestor compreendendo a importância de cuidar de seu povo, Carnaíba continuará cumprindo sua missão.

Porque Carnaíba não é apenas a Terra da Música.

Carnaíba é uma canção que o Sertão compôs — e que o tempo jamais conseguirá silenciar.

*Professor universitário aposentado, administrador de empresas, contador, historiador e mestre em economia.

Concurso de Poesia Popular premia talentos e celebra tradição cultural em São José do Egito

A Prefeitura de São José do Egito realizou, na noite desta quarta-feira (7), a solenidade de premiação do Concurso de Poesia Popular em sua 5ª edição. O evento aconteceu defronte à Casa Lyra, no Centro Histórico do município, conhecido como a Terra da Poesia.

Promovido pela Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Esportes e Juventude, o concurso ofereceu R$ 10 mil em prêmios. Ao todo, foram mais de 100 inscritos e 36 trabalhos premiados.

Os participantes concorreram em três categorias: Lindoaldo Campos, destinada a pessoas com até 16 anos; Vinícius Gregório, para maiores de 16 anos; e Arlindo Lopes, exclusiva para cordelistas de qualquer idade.

As categorias contemplaram sete estilos/modalidades de poesia: quadra, sextilha, setilha, décima, décima com mote, soneto e cordel.

Durante a solenidade, também foram entregues duas placas de tributo. O grupo Pronto Lab recebeu uma homenagem como patrocinador do concurso. A Escola Municipal de Mundo Novo foi reconhecida com a Comenda Escola Guardiã dos Versos, por ter registrado o maior número de inscritos.

O projeto foi coordenado pelo diretor de Cultura, Ruann Jorge, que também esteve à frente da execução do concurso. Em sua avaliação, o secretário Cayke Nascimento destacou o sucesso da iniciativa e informou que a próxima edição já está sendo planejada.

O prefeito Fredson Brito anunciou ainda uma novidade para o próximo concurso: a criação da categoria Pajeú, que levará o nome do poeta Dedé Monteiro. A nova modalidade será aberta a residentes dos 17 municípios da região do Pajeú.

A iniciativa reforça o empenho da gestão Fredson Brito em investir na valorização e na defesa da cultura em São José do Egito, fortalecendo a identidade do município, incentivando a produção poética e contribuindo para o fomento do turismo local.

Dr. Ismael consolida liderança política em Santa Cruz da Baixa Verde sendo majoritário em todos os seus candidatos

O prefeito de Santa Cruz da Baixa Verde, Dr. Ismael, saiu fortalecido das urnas no primeiro turno das Eleições 2026. Os candidatos apoiados pelo gestor foram os mais votados no município, resultado que amplia o peso político da atual gestão e reforça a liderança de Dr. Ismael no cenário político local.

Para deputado federal, Silvio Costa Filho foi o mais votado em Santa Cruz da Baixa Verde, com 3.167 votos (42,97%). Na disputa para deputado estadual, Luciano Duque liderou com 3.430 votos (46,76%). Na disputa pelo Senado, Humberto Costa foi o primeiro colocado no município, com 4.486 votos (35,08%), enquanto Túlio Gadêlha, mesmo não sendo eleito, também teve votação expressiva no município, alcançando 3.325 votos (26%). Para o Governo de Pernambuco, Raquel Lyra liderou com 4.643 votos, equivalentes a 65,80% dos votos válidos. Já para a Presidência da República, Lula obteve 5.922 votos, ou 76,63% dos votos válidos em Santa Cruz da Baixa Verde.

Após a divulgação dos resultados, o prefeito agradeceu à população pela votação e destacou a relação entre os resultados das urnas e o trabalho desenvolvido em parceria com os nomes apoiados.

“Eu quero simplesmente agradecer. Agradecer ao povo de Santa Cruz da Baixa Verde pelo reconhecimento e pela confiança depositada nesses nomes que têm contribuído para que o nosso município continue trilhando o caminho do progresso, do desenvolvimento e de novas oportunidades. Muito obrigado a cada um de vocês.”

Campeonato Itapetinense de Futebol 2026 terá abertura nesta quinta-feira (08)

A bola vai rolar e a emoção vai começar em Itapetim (PE). Nesta quinta-feira (08/10), às 18h, o estádio “O Maxixão” será palco da abertura do Campeonato Itapetinense de Futebol 2026. A primeira partida da competição será entre Renovação e Juventus.

A edição deste ano reúne 22 equipes, entre primeiro e segundo quadro, com mais de 400 atletas participando da disputa pelo título. Além da taça, os times estarão disputando premiação em dinheiro, troféus e medalhas.

A estreia também terá um caráter solidário. Quem for ao Maxixão poderá levar 1 kg de alimento não perecível para contribuir com a campanha da Semana Nacional da Cidadania. As doações serão destinadas a pessoas carentes do município. A iniciativa é realizada pela Casa de Justiça e Cidadania de Itapetim.

A expectativa é de uma grande noite de futebol, com a presença da torcida para acompanhar o início da competição e apoiar as equipes ao longo da busca pelo título.

O Campeonato Itapetinense de Futebol 2026 é realizado pelo Governo Municipal, por meio da Diretoria de Esportes e Lazer.

Fredson Brito coordenou a campanha de Raquel Lyra no Pajeú e entregou uma virada histórica nas urnas

Coordenador da campanha de Raquel Lyra na região, o prefeito de São José do Egito, Fredson Brito, manteve os 17 municípios conectados em torno da governadora reeleita, que saiu de 11.619 votos no Pajeú em 2022 para 103.273 em 2026.

O resultado mostra um Pajeú que marchou unido em torno do propósito da reeleição da governadora: Raquel recebeu 103.273 votos, contra 82.711 de João Campos; o equivalente a 55,53% e 44,47% entre os dois candidatos, uma diferença de 20.562 votos.

Em 2022, Raquel teve 11.619 votos na região e não foi a mais votada em nenhum dos 17 municípios. A distância entre aquele número e o de agora mostra o tamanho da mobilização, em um território historicamente ligado a Miguel Arraes, Eduardo Campos e ao PSB.

Esse avanço nasce de uma coordenação equilibrada, que soube conversar com outras lideranças e, juntos, repercutiram tudo o que a região conquistou no primeiro mandato da governadora.

Raquel construiu uma gestão de resultados, com entregas que chegaram ao Pajeú e foram reconhecidas pela população. Esse trabalho, grande e consistente, abriu caminhos e deu a aliados o que mostrar em cada município. Coube a Fredson, na região, manter todos os municípios articulados, caminhando na mesma direção e sintonizados nas mesmas propostas.

Com essa base, a união se consolidou. Onze prefeitos aliados já estavam com a governadora, e Fredson os manteve engajados com reuniões e contato permanente com as coordenações municipais e a coordenação estadual.

O diferencial é que essa aliança foi além: mesmo as cidades que seguiam outros projetos políticos locais se somaram ao esforço e ajudaram a construir uma vitória expressiva para Raquel.

Em São José do Egito, o prefeito mostrou na própria casa o que defendia para a região. Com 91% de aprovação, Fredson transformou a confiança da população em votos: Raquel passou dos 10 mil votos no município, Túlio Gadêlha somou 7.050 para o Senado, e Gustavo Gouveia (estadual) e Marcelo Gouveia (federal) alcançaram 37% dos votos em suas disputas.

A vitória pertence a Raquel Lyra, aos prefeitos, vereadores e lideranças que caminharam com ela.

Fredson Brito foi quem manteve essa força reunida no Pajeú, que respondeu com a união que as urnas registraram.

Luciano Duque é reeleito deputado estadual

O deputado estadual Luciano Duque foi reeleito para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) com 50.096 votos. O resultado das urnas consolida mais uma vez a confiança dos pernambucanos no trabalho desenvolvido pelo parlamentar em defesa do Sertão, do interior e de todo o estado.

Após a confirmação do resultado, Luciano agradeceu aos eleitores, às lideranças e a todos que estiveram ao seu lado durante a caminhada.

“Minha palavra é gratidão. Agradeço, de coração, a cada um dos pernambucanos que confiaram mais uma vez no nosso trabalho. Cada voto aumenta a nossa responsabilidade e renova a nossa disposição para trabalhar ainda mais. Vamos continuar firmes, defendendo o nosso povo, buscando investimentos, fortalecendo a saúde, a agricultura e lutando pelo desenvolvimento do Sertão, do interior e de todo Pernambuco”, afirmou Luciano Duque.

O parlamentar destacou ainda que o novo mandato será de continuidade e ampliação das ações desenvolvidas nos municípios, mantendo o diálogo com a população e a defesa das demandas das diferentes regiões do estado.

Com apenas dois vereadores, militância, o povo e muito trabalho, Dr. Pedro dá a resposta nas urnas em Iguaracy

A justiça foi feita pelas urnas e pelo povo de Iguaracy em relação aos candidatos apoiados pelo prefeito Dr. Pedro Alves. Em suas redes sócias, Dr. Pedro comentou e comemorou a grande vitória.

Mesmo contando com o apoio de apenas dois vereadores, Chico Torres e Lequinho Dias, além de sua militância e de tantos cidadãos que acreditaram em seu projeto, o prefeito conseguiu eleger seus candidatos majoritários em Iguaracy.

Ao longo de um ano e nove meses de gestão, Dr. Pedro disse que sempre defendeu a liberdade para governar, assumindo integralmente a responsabilidade e as rédeas do município para o qual foi eleito. Sem ser comandado, sem receber ordens e sem permitir que interesses de terceiros determinem os rumos da administração.

No caso do deputado estadual Luciano Duque, o resultado ganha ainda mais significado diante das pressões vividas durante a gestão para que Dr. Pedro apoiasse outro nome, cuja atuação, na avaliação do prefeito, não vinha correspondendo às necessidades e aos resultados que Iguaracy precisava.

Mesmo diante de críticas, divergências e tentativas de desmerecer seu trabalho, manteve sua posição e respeitou suas escolhas.

Hoje, com todas as urnas apuradas, pode olhar para trás e dizer que não existe autoridade maior que a vontade popular. Grande e soberano é o povo.

Dr. Pedro agradece a cada cidadão que votou de forma livre e consciente, reconhecendo sua caminhada e seu esforço à frente de Iguaracy. Agradece aos vereadores Chico Torres e Lequinho Dias, à sua militância e a todos que acreditaram.

E agradece também aos candidatos majoritários que receberam a confiança dos iguaracienses, especialmente Luciano Duque, com 1.836 votos, Renildo Calheiros, com 1.998 votos, e a governadora Raquel Lyra, com 3.632 votos, parceiros na busca por investimentos e ações para o município.

A eleição passou. As urnas falaram. O resultado está dado. Agora é seguir trabalhando por Iguaracy, buscando mais investimentos, conquistas e resultados.

Conheça os mais votados: Em Iguaracy, entre os candidatos a deputado estadual, Luciano Duque foi o mais votado, com 1.836 votos, seguido por Maria Arraes, com 979 votos; Kaio Maniçoba, com 718; Marconi Santana, com 540; Jobson Almeida, com 341; Diogo Moraes, com 235; e Coronel Feitosa, que obteve 103 votos.

Na disputa para deputado federal, Renildo Calheiros foi o candidato mais votado no município, com 1.998 votos. Em seguida aparecem Carlos Veras, com 992 votos; Miguel Duque, com 406; Juliana de Chaparral, com 345; Pedro Campos, com 304; Anchieta Patriota, com 285; Augusto Coutinho, com 219; Challes de Tiringa, com 207; Ricardo Teobaldo, com 126; e Coronel Meira, com 112 votos.

Para o cargo de governador, Raquel Lyra foi a candidata mais votada em Iguaracy, com 3.632 votos, enquanto João Campos obteve 2.753 votos. Da Assessoria

Prefeito Fredson Brito vai às urnas confiante na vitória de Raquel Lyra no 1º turno

O prefeito de São José do Egito, Fredson Brito, foi às urnas na tarde deste domingo (4) otimista com a reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD) já no primeiro turno. Segundo ele, a campanha estadual foi marcada por uma agenda propositiva, com ampla exposição das realizações do primeiro mandato e recepção positiva da população em todas as regiões de Pernambuco.

Fredson avaliou que a estratégia de Raquel Lyra em defesa da reeleição apostou em mostrar o que o governo entregou a Pernambuco durante seu primeiro mandato. Em cada canto do estado, disse o prefeito, a governadora foi recebida com gestos de aprovação, refletindo um povo “satisfeito e pronto para elegê-la para mais quatro anos”.

Neste dia da eleição, Fredson reforçou a confiança no resultado: “Estou confiante na vitória da governadora Raquel Lyra já no primeiro turno”, declarou ao deixar a seção eleitoral em São José do Egito.

A confiança de Raquel Lyra em Fredson Brito foi formalizada em agosto de 2026, quando a governadora o definiu como coordenador de sua campanha no Sertão do Pajeú para as eleições de 2026. À frente dessa articulação regional, o prefeito ficou responsável por dialogar com prefeitos, vereadores e lideranças dos municípios da região, mobilizando apoios para a reeleição.

Durante toda a campanha, Fredson mobilizou seu time, militantes e lideranças locais e participou ativamente de eventos, reuniões, caminhadas e encontros com a governadora.

Em São José do Egito, conduziu um trabalho de mobilização e conversas com eleitores tanto da zona urbana quanto da zona rural, reforçando a capilaridade da campanha no município.

Fredson Brito consolidou-se como força política em São José do Egito e como interlocutor com peso de influência em todo o Pajeú. Sua atuação vai além do município, articulando alianças e sustentando a base governista na região, o que foi reconhecido pela própria Raquel Lyra ao colocá-lo na coordenação regional da campanha.

O prefeito costuma destacar a quantidade de obras e parcerias firmadas com o governo estadual que beneficiam diretamente São José do Egito, citando entregas em infraestrutura, equipamentos públicos e programas sociais como exemplos da presença do governo Raquel Lyra no município.

Além de puxar a campanha de Raquel Lyra no Pajeú, Fredson Brito destacou todo o trabalho desenvolvido em apoio às demais candidaturas que defendeu na Terra da Poesia. Ele citou em especial o empenho em favor de Marcelo Gouveia (deputado federal), Gustavo Gouveia (deputado estadual), Túlio Gadelha e Humberto Costa (Senado) e do presidente Lula, reforçando a integração entre as esferas municipal, estadual e federal na estratégia eleitoral.

Com a campanha encerrada, o clima em São José do Egito e na região do Pajeú é de otimismo para a apuração. Fredson Brito segue confiante de que o trabalho de campo, somado à avaliação positiva do governo Raquel Lyra, se converterá em vitória já no primeiro turno.

PERNAMBUCO ELEIÇÕES com Alê Cavalcanti

Os fatos, personagens e movimentos que marcaram a semana eleitoral

AGORA É COM O ELEITOR

Durante semanas, eles falaram. Percorreram estradas, bateram de porta em porta, fizeram alianças, desfizeram outras, subiram em palanques, participaram de debates, pediram votos, disputaram fotografias e tentaram convencer Pernambuco de que tinham o melhor caminho.

Neste sábado, alguma coisa muda. A campanha ainda fala. Os últimos movimentos continuam acontecendo. Mas o próximo – e definitivo – pertence ao eleitor.

No domingo (4), Pernambuco vai às urnas para escolher presidente, governador, dois senadores, deputados federais e estaduais. Antes disso, porém, as pesquisas ainda oferecem suas últimas fotografias de uma disputa estadual que chegou à reta final sem larga distância entre seus dois principais concorrentes.

A ÚLTIMA FOTOGRAFIA ANTES DA URNA

O Datafolha mais recente registra Raquel Lyra (PSD) com 46% das intenções de voto e João Campos (PSB) com 44%. Considerados apenas os votos válidos, são 50% para Raquel e 47% para João.

A diferença está dentro da margem de erro, de três pontos percentuais. Foram ouvidos 1.204 eleitores em 48 municípios pernambucanos, entre 28 de setembro e 1º de outubro.

Há outro dado interessante para a véspera: 88% dos entrevistados disseram estar totalmente decididos sobre o voto para governador.

Pesquisa, porém, mede o momento em que foi realizada, mas não antecipa resultado.

A última fotografia está feita. A próxima imagem já será produzida pela urna.

A ELEIÇÃO DENTRO DA ELEIÇÃO

A corrida pelas duas cadeiras pernambucanas no Senado também merece atenção especial.

No Datafolha, Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT), ambos com 19%; Mendonça Filho (PL), 12%; Eduardo da Fonte (PP), 10%; e Túlio Gadêlha (PSD), 5%. A margem de erro é de três pontos.

Mas talvez o número mais revelador esteja fora das primeiras colocações: na pesquisa espontânea, 52% dos votos para o Senado ainda apareciam sem definição.

E vale repetir algo que esta coluna explicou semanas atrás: amanhã, o eleitor pernambucano terá dois votos para senador, em candidatos diferentes.

Dois votos. Dois nomes. Dois mandatos de oito anos.

AS ÚLTIMAS RUAS

Depois de cruzarem Pernambuco durante a campanha, os candidatos ao Governo fazem neste sábado os últimos movimentos antes da abertura das urnas.

Raquel Lyra divide o último dia entre a Região Metropolitana e o Agreste, com programação em Jaboatão, Recife, Moreno e Caruaru.

João Campos concentra seus últimos atos na Região Metropolitana, passando por Recife, Olinda e Jaboatão.

Ivan Moraes (PSOL) também tem atividades previstas no Recife e em Olinda.

Depois de tantos quilômetros de campanha, chega a última rua. A próxima parada é a urna.

NÃO CONFIE TANTO ASSIM NA MEMÓRIA

Você pode ter acompanhado meses de campanha. Pode saber perfeitamente em quem pretende votar. Pode até jurar que decorou todos os números.

Ainda assim, leve a colinha. Democracia não é prova de memória.

A ordem de votação será: deputado federal, deputado estadual, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente

A memória pode falhar. O papel, geralmente, cumpre expediente em silêncio.

ANTES DO CONFIRMA

Deputado federal – 4 números
Será um dos representantes de Pernambuco na Câmara dos Deputados, onde são produzidas leis federais e fiscalizado o Executivo.

Deputado estadual – 5 números
A Assembleia Legislativa legisla sobre matérias estaduais e fiscaliza o Governo de Pernambuco.

Senador – 1ª vaga – 3 números
Um mandato de oito anos.

Senador – 2ª vaga – 3 números
Pernambuco escolherá dois senadores nesta eleição.

Governador – 2 números
O comando do Executivo estadual pelos próximos quatro anos.

Presidente – 2 números
É a última escolha apresentada pela urna.

E então: seis confirmações, seis decisões diferentes.

NO TABULEIRO

Antes de encerrarmos nossa passagem pelas proporcionais, esta coluna volta os olhos mais uma vez para candidaturas femininas – e também para o Sertão.

DA EXPERIÊNCIA ESTADUAL À DISPUTA FEDERAL

Socorro Pimentel (PSD), de Araripina e com passagem pela Alepe, disputa agora uma cadeira de deputada federal. Aqui o interesse é outro: não é uma candidatura que tenta chegar pela primeira vez ao Legislativo, mas uma trajetória que busca mudar de esfera parlamentar.

Do Sertão à Alepe, da Alepe à tentativa de chegar a Brasília. Domingo dirá até onde esse caminho alcança.

DA FARDA PARA A URNA

Na disputa pela Alepe, Cabo Aênia (PL) tenta novamente chegar lá. Em 2022, ela recebeu 9.182 votos para deputada estadual e ficou na suplência. Em 2024, disputou uma vaga na Câmara do Recife e obteve 2.205 votos.

Sua trajetória política está fortemente ligada à segurança pública, área em torno da qual construiu parte importante de sua atuação.

Para Aênia, domingo dirá se uma votação espalhada por Pernambuco conseguirá, desta vez, atravessar a porta da Assembleia.

PORTAS FECHADAS

Uma movimentação distante dos palanques também chamou atenção nesta reta final.

Os Estados Unidos suspenderam os serviços consulares em suas representações no Brasil, incluindo o Consulado no Recife, alegando questões de segurança. Não foi informada previsão para a retomada dos atendimentos.

A Polícia Federal cumpriu mandados relacionados à investigação de possíveis ameaças contra instalações diplomáticas americanas. Até agora, porém, não foram divulgadas evidências conclusivas que estabeleçam relação entre a suspensão dos serviços e o processo eleitoral brasileiro.

A coincidência temporal – às vésperas da votação – naturalmente despertou atenção e interpretações políticas. Mas uma coisa é observar o contexto. Outra é transformar suspeita em fato.

Na véspera de uma eleição que mobiliza o país inteiro, até uma porta fechada chama atenção. Qualquer explicação além do que as evidências permitem, porém, seria especulação.

TRE DE OLHO

ANTES DE SAIR DE CASA, DESCUBRA ONDE VAI CHEGAR

Um alerta importante para amanhã: 771 seções eleitorais de Pernambuco funcionarão em locais diferentes dos utilizados em 2024.

As mudanças atingem 90 municípios e correspondem a aproximadamente 3,5% das 22.091 seções do Estado. Recife concentra 88 alterações; Olinda, 38; Carpina, 31; Lagoa de Itaenga, 30; e Paulista, 29.

O eleitor pode conferir antecipadamente o local pelo e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral ou pelos canais do TRE-PE. A votação começa às 8h e termina às 17h, pelo horário de Brasília.

Parece detalhe. No domingo, pode significar a diferença entre chegar à urna e chegar ao endereço antigo.

A ÚLTIMA LINHA
Chegamos ao fim.

Quando Pernambuco Eleições estreou, esta coluna tinha uma missão com data marcada: acompanhar, aos sábados, os movimentos de uma campanha que levaria Pernambuco até as urnas.

Foram semanas de pesquisas, alianças, bastidores, estradas, palanques, apoios, divergências e personagens que ajudaram a contar esta eleição.

Hoje escrevo também a minha última coluna desta temporada. Foi um exercício bonito de jornalismo: escolher, entre tanta informação, aquilo que merecia não passar despercebido; separar fato de ruído; olhar para o Recife sem esquecer o Sertão; acompanhar as grandes disputas sem perder de vista as proporcionais; observar os nomes conhecidos e também procurar quem ainda buscava espaço na fotografia.

Agradeço a Júnior Finfa pela confiança, pela liberdade e pelo espaço no Blog do Finfa. E agradeço especialmente a você, leitor, que chegou até aqui comigo sábado após sábado.

Na primeira edição, esta coluna terminou dizendo: “O voto é secreto. O caminho até ele, nem tanto.”

Pois bem. Nós percorremos esse caminho.

Amanhã, a política troca o palanque pela cabine. Ali não haverá carreata. Não haverá pesquisa. Não haverá jingle, santinho ou microfone.

Haverá uma pessoa, uma urna e alguns segundos de silêncio. Durante estas semanas, Pernambuco Eleições tentou enxergar o caminho até o voto.

Daqui para a frente, esse caminho já não pertence aos candidatos, às pesquisas, aos analistas – nem a esta colunista. Pertence a cada eleitor.

E talvez seja exatamente por isso que o voto seja secreto: depois de tanto barulho tentando convencê-lo, a democracia reserva o último silêncio para você.

Afogados perde Dona Maria Gomes, professora aposentada

Faleceu neste sábado no Hospital Emília Câmara de Afogados da Ingazeira, a professora aposentada, Maria Gomes Ferreira, aos 90 anos, viúva do enfermeiro José Alexandrino Ferreira.

Dona Maria trabalhou no antigo Colégio Normal, hoje Erem Ione de Góes Barros de Afogados da Ingazeira.

O velório está acontecendo na Igreja Presbiteriana na Avenida Rio Branco e seu sepultamento será neste sábado às 17 horas no Cemitério São Judas Tadeu.