Nesta segunda-feira 29 de dezembro o convidado do Podcast ‘Papo com Finfa’, será o radialista,jornalista, blogueiro Nill Júnior. O Papo com Finfa será às 19:30 horas, transmitido pelo YouTube do blog, @blogdofinfaoficial
Últimas publicações do quadro “Afogados da Ingazeira”
A Rádio Pajeú viveu, na manhã desta segunda-feira, 22 de dezembro, um momento marcante de sua história institucional com a posse da nova gerência administrativa.
A solenidade aconteceu na sala de reuniões da emissora e reuniu o colégio de consultores da Diocese de Afogados da Ingazeira.
O bispo diocesano, Dom Limacêdo Antônio da Silva, deu posse ao jornalista Alyson Nascimento como gerente administrativo da Rádio Pajeú e ao padre Josenildo Nunes de Oliveira como gerente administrativo adjunto. No mesmo ato, Dom Limacêdo Antônio assumiu oficialmente a presidência da Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios, mantenedora da emissora.
A cerimônia teve início com a fala de abertura do padre Josenildo Nunes de Oliveira, que também conduziu o momento de oração, ressaltando o sentido de missão, serviço e responsabilidade que envolvem o trabalho da Rádio Pajeú enquanto instrumento de evangelização, comunicação e compromisso social.
Em seguida, Dom Limacêdo fez uso da palavra para agradecer publicamente a Nill Júnior, destacando sua atuação à frente da emissora, sua dedicação, competência e o legado construído ao longo de anos de trabalho.
O bispo ressaltou a importância da Rádio Pajeú para a Diocese e para toda a região do Pajeú, reconhecendo o papel estratégico da emissora na comunicação e na formação cidadã.
Na sequência, Nill Júnior fez uma retrospectiva de quase 25 anos de história na Rádio Pajeú, período em que esteve à frente da gerência de programação e, posteriormente, da gerência administrativa.
Em sua fala, relembrou desafios, conquistas e transformações vividas pela emissora ao longo do tempo, agradeceu a confiança recebida e reafirmou que permanece na Rádio Pajeú, colocando-se como servidor e soldado da emissora, contribuindo com o projeto construído coletivamente.
Em sua primeira fala como gerente administrativo, Alyson Nascimento destacou a alegria e o significado de assumir a Gerência Administrativa da Rádio Pajeú, lembrando que o caminho até a posse foi marcado por discernimento, amadurecimento e pelo respeito ao tempo de Deus. Ressaltou que a emissora faz parte de sua formação pessoal e profissional, espaço onde cresceu, aprendeu com grandes comunicadores e onde sempre buscou corresponder, com responsabilidade e prudência, às oportunidades e desafios que lhe foram confiados.
Também recordou suas origens na Vila Pitombeira e a primeira experiência de liderança ainda na Infância Missionária, afirmando que a fé, o serviço e o compromisso com as pessoas orientam sua caminhada. Alyson agradeceu ao padre Josenildo Nunes de Oliveira, a Nill Júnior, a Dom Limacêdo e ao colégio de consultores pela confiança depositada, colocando-se à disposição para servir à Rádio Pajeú e pedindo orações para conduzir a missão com sabedoria, espírito de unidade e compromisso com a Diocese e com a região do Pajeú.
Acabei de entrevistar o TEN CEL QOPM Aristóteles Cândido de Oliveira, Comandante do 23º BPM com sede em Afogados da Ingazeira.
O Tenente Coronel Aristóteles, fez um balanço dos trabalhos no ano de 2025, disse das ações para o restante dos dias deste ano e as pespectivas para o ano de 2026.
Estarei postando na Coluna do Finfa da próxima segunda-feira (22).
Por Rinaldo Remígio*
Algumas pessoas não apenas passam pela história; permanecem nela. Dona Letícia de Campos Góes é uma dessas referências permanentes de Afogados da Ingazeira. Nascida em 9 de junho de 1903, no sítio Sobreira, filha do Coronel Luiz Alves de Góes e Mello e de dona Petronila de Siqueira Campos do Amaral Góes, dedicou 92 anos de vida à educação, à fé e ao serviço comunitário. Faleceu em 26 de janeiro de 1995, deixando um legado que atravessa gerações.
Conheci a professora Letícia nos dourados anos 1970. Não fui seu aluno, mas o respeito que seu nome inspirava era evidente. Bastava ouvir os relatos dos ex-alunos e observar o lugar que ocupava na vida da cidade para compreender que ali estava uma educadora por vocação, reconhecida pelo compromisso público com o ensino e a formação humana.
Sua base familiar foi marcada pela cultura e pelo apreço ao conhecimento. Realizou o curso primário em Afogados da Ingazeira, sempre destacando a influência da professora Dona Anna Mello. Teve formação sólida em português e francês com o irmão, o Dr. Oscar de Campos Góes, intelectual poliglota, cuja vivência cultural marcou profundamente sua trajetória. Desde jovem, revelou vocação para o magistério: aos 16 anos já lecionava aulas particulares, declamava poesias e mantinha intensa rotina de leitura, que incluía grandes cronistas e a Bíblia.
Concluiu o ensino secundário no Colégio das Damas da Instrução Cristã, no Recife, entre 1933 e 1934, com desempenho brilhante. Movida pela fé, ingressou na vida religiosa como noviça, período em que também lecionou francês. Por razões de saúde, deixou o convento e retornou a Afogados da Ingazeira, atendendo ao pedido do pai, já enfermo, permanecendo ao seu lado até o seu falecimento.
A partir desse retorno, dedicou mais de 30 anos à educação da juventude afogadense como professora municipal, tornando-se referência na formação feminina e cristã. Fundou, entre 1942 e 1943, ao lado do padre Olímpio Torres, a Escola Doméstica Nossa Senhora de Fátima, da qual foi diretora única, iniciativa pioneira voltada à formação integral das jovens.
Teve papel decisivo na acolhida das religiosas que assumiriam a Escola Normal Rural de Afogados da Ingazeira (ENRAI) e participou ativamente da organização do Primeiro Congresso Eucarístico Sertanejo (1946/1947), ao lado do monsenhor Luiz Madureira, reunindo o Sertão do Moxotó e do Pajeú em um grande momento de fé.
Atuou de forma destacada na Ação Católica, na catequese, na vida social e cultural da cidade e nas obras da Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus dos Remédios, contribuindo para importantes melhorias em seu patrimônio. Sua atuação sempre esteve ligada ao crescimento educacional, social e espiritual de Afogados da Ingazeira.
Em fevereiro de 1992, um acidente vascular a levou ao leito, onde permaneceu até falecer serenamente em sua residência. Deixou como síntese de sua vida uma frase que traduz seu sentimento pela cidade:
“Se, por gratidão, meu nome ficar na história de Afogados da Ingazeira, representará muito, pois isso dará a impressão de que fiz algo de bom pela minha querida terra.”
Fez, sim. Fez muito. E permanece. Porque educadores como Dona Letícia Góes não se despedem — tornam-se parte viva da memória e da identidade de um povo.
*Professor universitário aposentado e memorialista!
Fontes de informações e foto: Fernando Pires

Faleceu há poucos instantes no Hospital Regional Emília Câmara,de Afogados da Ingazeira, o afogadense Décio Luciano Campos da Silva (Luciano de Décio), aos 64 anos, vítima de câncer. O velório e seputalmento ainda não foi definido.