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Últimas publicações do quadro “Afogados da Ingazeira”

O legado de Joaquim Nazário

Por Rinaldo Remígio*

Ao longo de alguns meses, tenho me dedicado juntamente com os amigos Fernando Pires, Magno Martins, Milton Oliveira, Ademar Rafael, Reginaldo Remigio e o jornalista Junior Finfa, editor deste Blog a registrar histórias de homens e mulheres que ajudaram a moldar a identidade de Afogados da Ingazeira e de toda a região do Pajeú. São trajetórias que nem sempre estão nos livros, mas permanecem vivas na memória de quem as testemunhou. Desta vez, escrevo movido por emoção especial, após ler do amigo Milton Oliveira, detalhes comoventes da caminhada de seu pai, o Sr. Joaquim Nazário de Oliveira — um homem simples, trabalhador incansável e, acima de tudo, um exemplo de superação.

Segundo Milton, Joaquim Nazário nasceu em 27 de setembro de 1924, no Sítio Riacho da Onça, a cerca de 12 quilômetros de Afogados da Ingazeira. Filho de agricultores, cresceu em meio às dificuldades do sertão. Sua infância foi marcada pela simplicidade, mas também por um amadurecimento precoce diante das adversidades. Não era incomum que as brincadeiras infantis fossem interrompidas pelo trabalho no roçado ou pela necessidade de ajudar no sustento da família.

Aos 17 anos, tomou uma decisão que mudaria sua vida: aprender o ofício de alfaiate. O objetivo era claro — deixar o sítio, conquistar uma profissão e, no futuro, dar aos irmãos a oportunidade que ele próprio não tivera. Saiu a pé até a cidade e procurou o único alfaiate da localidade. O mestre aceitou ensiná-lo, mas não havia onde dormir nem como garantir alimentação.

Foi sua mãe quem orientou o sacrifício: vir à cidade às segundas-feiras e retornar às quartas; voltar na quinta e regressar no sábado à noite. Sempre a pé, com uma pequena vasilha de comida, dormindo no próprio ambiente da alfaiataria. A comida era pouca: o que levava dava apenas para um dia. Muitas vezes, da terça para a quarta e da sexta para o sábado, ele passava fome. Certa vez, chegou em casa tão debilitado que desmaiou no colo da mãe. O episódio marcou profundamente a família — e revela a dimensão da sua determinação.

Depois de formado alfaiate, abriu sua própria alfaiataria. Foi ali que começou a construir a vida que sempre sonhara. Com trabalho honesto e disciplinado, conseguiu trazer os irmãos para a cidade. Mais tarde, alguns deles concluíram cursos superiores em Direito, Odontologia e Medicina — prova de que o esforço de um pode iluminar o destino de muitos.

Em 14 de outubro de 1945, casou-se com Alaíde Batista da Silva, que passou a se chamar Alaíde Batista de Oliveira. O casal teve quatro filhos: Hilton (engenheiro e bancário aposentado), Ailton (médico), Uilton (engenheiro) e Milton (advogado e escritor). Segundo Milton, o pai sempre foi um homem de disciplina rígida, de poucas palavras, mas de atitudes firmes. Nunca foi de demonstrações fáceis de emoção, mas seus gestos sempre revelavam um profundo senso de responsabilidade e amor pela família.

Milton relembra que o pai era conhecido pela integridade e pela seriedade nos negócios. Na alfaiataria, tinha fama de perfeccionista. Entregava roupas impecáveis, e sua clientela cresceu justamente por confiar na palavra dele. “Meu pai não fazia propaganda. Sua propaganda era o serviço bem feito”, conta o filho.

Com o passar dos anos, o comércio de roupas prontas reduziu o movimento da alfaiataria. Foi então que Joaquim tomou uma decisão difícil: vendeu o negócio, comprou um caminhão e se mudou com a família para o Recife. Recomeçou como caminhoneiro, transportando cargas por longas distâncias. Era conhecido pela responsabilidade, pela pontualidade e pela coragem. Trabalhava quase sem descanso, dormia pouco e, muitas vezes, fazia refeições rápidas nas estradas.

Milton relata que, certa vez, após comprar um caminhão Mercedes novo, o pai decidiu descansar alguns dias e contratou um motorista para fazer uma viagem. Fez recomendações claras: “não parar em farras e jamais deixar o caminhão estacionado como o primeiro da fila”. Infelizmente, o motorista desobedeceu. Parou exatamente num meretrício, deixou o caminhão numa descida, como o primeiro da fila, e o veículo foi roubado. Ao retornar, o caminhão já havia desaparecido.

Inconformado, Joaquim não desistiu. Viajou pelo Brasil, foi até a Argentina e ao Uruguai em busca do caminhão. Não conseguiu recuperá-lo. O golpe foi duro. O prejuízo abalou profundamente o seu espírito e marcou um período difícil em sua vida.

Mesmo assim, continuou lutando. Mais tarde, enfrentou um câncer de pele e, com tratamento, conseguiu vencer a doença. Mas, posteriormente, o mal voltou de forma mais agressiva, atingindo o colédoco. Buscou tratamento em Recife e em São Paulo, mas não obteve êxito.

Joaquim Nazário de Oliveira faleceu em 23 de junho de 1993, às 17h30, em sua residência, em Afogados da Ingazeira, e foi sepultado no Cemitério São Judas Tadeu.

Ao ler a narrativa desta história por seu filho Milton, fica claro que o Senhor Joaquim Nazário não foi apenas um homem que trabalhou para sobreviver. Foi um homem que transformou a própria dor em força, que converteu limitações em oportunidades e que deixou um legado que ultrapassa gerações. A maior herança que deixou não foi material, mas moral: o exemplo de dignidade, perseverança e amor à família.

Reflexão final aos leitores
Ao relembrar a vida do Senhor Joaquim Nazário de Oliveira, não há como ignorar um episódio que, embora doloroso, traz uma lição poderosa. Ele confiou, orientou, preveniu e alertou. Fez a parte que lhe cabia com responsabilidade e prudência. Porém, o motorista contratado, contrariando todas as recomendações, tomou decisões equivocadas que resultaram na perda do caminhão — um golpe duro para quem havia conquistado cada bem com suor e honestidade.

Esse episódio não é apenas um registro biográfico; é um espelho da vida. Muitas vezes, fazemos o que é certo, agimos com zelo e transparência, mas ainda assim sofremos as consequências de escolhas alheias. E é justamente nesses momentos que o caráter se revela. Joaquim Nazário não se deixou consumir pelo ressentimento; enfrentou a adversidade com dignidade e seguiu adiante, mesmo ferido pelas perdas.

Fica, portanto, uma lição aos que leem: a honestidade nem sempre evita a dor, mas sempre preserva a consciência. E, no fim, é o caráter — não as circunstâncias — que define a grandeza de um homem.

*Professor universitário aposentado, administrador, contador, historiador e mestre em economia!
** Fontes de informações e imagem: Milton Oliveira e Fernando Pires

Quando o cuidado vira referência

Por Rinaldo Remígio*

Semana passada, deparei-me com uma postagem do meu amigo jornalista Júnior Finfa — editor do Blog do Finfa atento e sensível às causas do nosso Sertão — que merece não apenas leitura, mas reflexão. Ao relatar uma cirurgia bem-sucedida realizada no Hospital Regional Emília Câmara, ele foi além da notícia: fez um registro de gratidão.

E, em tempos em que se cobra muito — e, por vezes, se reconhece pouco —, esse gesto ganha um valor ainda maior.

Ao descrever sua experiência, destacou com propriedade aquilo que, muitas vezes, passa despercebido aos olhos mais apressados. Falou da direção, dos médicos, dos enfermeiros, dos auxiliares de enfermagem, da equipe de limpeza… enfim, de todos que, de forma integrada, constroem diariamente o funcionamento daquele centro de saúde regional. Em suas palavras, um “atendimento exemplar, marcado pelo zelo, pelo profissionalismo e, sobretudo, pela humanização”.

Confesso: vejo esse depoimento com grandeza.

Saber reconhecer, valorizar e ser grato é, sem dúvida, uma das mais nobres virtudes humanas. E quando esse reconhecimento parte de alguém que vivenciou de perto o cuidado — que sentiu na pele a dedicação de uma equipe — ele ganha ainda mais legitimidade.

O amigo Júnior foi feliz não apenas no conteúdo, mas na forma. Ao citar nomes, ao mostrar o ambiente, ao dividir sua experiência com outros pacientes, ele deu rosto e identidade a um trabalho que, muitas vezes, permanece anônimo. E isso faz toda a diferença.

Porque por trás de cada procedimento bem executado, há uma cadeia silenciosa de esforços: há quem prepare, quem cuide, quem limpe, quem organize, quem acolha. Há, sobretudo, pessoas que escolheram servir.

Nossa reflexão, portanto, se impõe.

Nós, enquanto usuários — seja de serviços públicos ou privados —, tendemos a cobrar com rigor, a criticar com rapidez, a apontar falhas com precisão. E isso é legítimo. Mas é igualmente necessário reconhecer quando o serviço funciona, quando o cuidado é digno, quando o profissionalismo se impõe.

O Hospital Regional Emília Câmara, pelo que foi relatado, mostra que é possível fazer bem feito. Que é possível oferecer saúde com qualidade e, ao mesmo tempo, com humanidade.

Parabéns, meu amigo Júnior.

Que o seu depoimento sirva de exemplo — não apenas para enaltecer quem faz o certo, mas também para nos ensinar que reconhecer o bem é, também, uma forma de contribuir para que ele se multiplique.

*Professor universitário aposentado, administrador, contador e mestre em economia!

Danilo Simões lança pré-candidatura a deputado federal e reforça protagonismo do Pajeú no PSD

O lançamento da pré-candidatura de Danilo Simões a deputado federal cria um fato político relevante em Afogados da Ingazeira e repercute em todo o Pajeú. Ao lado da governadora Raquel Lyra, Danilo passa a integrar o quadro de nomes do PSD para 2026, fortalecendo o projeto do partido de ampliar sua representatividade no interior de Pernambuco.

Filho dos ex-prefeitos Orisvaldo Inácio e Giza Simões, Danilo carrega um legado político de forte presença em Afogados. Na eleição municipal de 2024, mostrou densidade eleitoral ao disputar a Prefeitura e se consolidar como uma das principais lideranças da oposição no município. Tendo Afogados como sua principal base, Danilo se projeta agora como um nome com força política para representar o conjunto do Pajeú na Câmara Federal.

Sua entrada na disputa também fortalece a estratégia da governadora Raquel Lyra de estruturar o PSD com nomes de tradição, base popular e inserção regional. Nesse cenário, Danilo surge como um quadro com história, identidade política e capacidade de ampliar a presença do partido em uma das regiões mais importantes do Sertão.

Em Afogados, esse movimento conta com o apoio de lideranças tradicionais e de oposição, como Zé Negão, Edson Henrique, que foi candidato a vice em sua chapa, e Edson do Cosmético, vereador do município. A articulação também reforça a dobradinha com o deputado estadual Romero Sales Filho, que já vem trabalhando com o grupo, destinando emendas, articulando recursos e viabilizando ações e equipamentos para Afogados da Ingazeira.

Com a pré-candidatura lançada, Danilo entra de vez no cenário de 2026 como um nome competitivo, com base consolidada, legado político e representatividade para fortalecer o PSD e ampliar a voz do Pajeú em Brasília.

Confirmado: Danilo Simões será candidato a deputado federal

Há poucos instantes na reidência do prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti, foi confirmada a pré-candidatura de Danilo Simões a deputado federal, para as eleições de outubro. O acerto foi coordenado pela  governadora Raquel Lyra, juntamente com o o Coordenador da Casa Civil Edson Henrique e o vereador Zé Negão.

Agradeço a visita dos amigos

Me recuperando da cirurgia do qual fui submetido na última terça-feira (07), acabei de receber na minha residência, as visitas dos amigos Jobson Almeida, pré-candidato a deputado estadual, amigo de longas datas da cidade de São Caetano e o meu grande amigo comerciante Oliveira. Muito obrigado pela visita.

Prefeitura de Afogados promove 3º Berro Fest neste final de semana

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira promove neste final de semana a terceira edição do Berro Fest – feira de caprinos e ovinos dos pequenos criadores.

O evento é coordenado pela secretaria municipal de agricultura, no centro de comercialização de animais, às margens da PE-320. A premiação é de R$ 8 mil.

Os animais começaram a chegar nesta quinta (09). Nesta sexta-feira, de oito ao meio-dia, acontecem as inscrições dos criadores e a avaliação dos animais. A partir das 15h, curso de apresentação e casqueamento animal. No sábado (11), a partir das 9h, acontecem os julgamentos e a entrega das premiações.

“Esse é um evento importante pois fortalece a cadeia produtiva da caprinovinocultura dos mosso pequenos criadores. Muitos deles já beneficiados com o beneficiamento genético gratuito disponibilizado pela gestão municipal. É uma oportunidade de expor, concorrer e comercializar o seu plantel,” destacou Valberto Amaral, secretário de agricultura de Afogados.

Corpo de Angélica chega no final da tarde e será velada na Câmara de Vereadores, sepultamento na tarde desta quinta-feira em Quimtibú

Em contato com este blogueiro agora, Danilo Simões confirmou,  que o corpo de Angélica, deverá chegar em Afogados da Ingazeira, no final da desta tarde, onde será velada na Câmara de Vereadores, com previsão para ficar até às 13 horas desta quinta-feira, seguindo para o povoado de Quimtibú no município de Custódia, onde será sepultada.

Governo Municipal emite Nota de Pesar

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira, em nome de todos os que fazem a gestão municipal, vem expressar o seu pesar pelo falecimento de Angélica Alves.

Profissional dedicada e figura humana exemplar, Angélica trabalhou ao lado dos ex-prefeitos Orisvaldo Inácio e Gisa Simões.

Anos após o falecimento do casal, ela também chegou a atuar dois anos colaborando com o prefeito Sandrinho Palmeira e sua família, também fortalecendo os laços fraternos e de carinho.

A sua partida deixa um grande rastro de saudade e tristeza em todos que puderam com ela partilhar a convivência. Que Deus possa confortar o coração de seus familiares e amigos nesse momento de tão grande dor.

Prefeitura de Afogados da Ingazeira

Morre Angélica da casa de Dona Giza e Dr. Orisvaldo

Acabou de falecer no Hospital do do Câncer, Angélia Alves da Silva, ao 67 anos de parada cardio respiratória.  Segundo Danilo Simões, o velório e o sepultamento está sendo organizado. Aguardem mais informações

Minha cirurgia foi um sucesso

Realizei ontem uma intervenção cirúrgica no Hospital Regional Emília Câmara, muito bem sucedida, pela equipe comandada pelo médicoti cirurgião Sr. Erivaldo Rumão, Dr. Itamar e o anestesista Dr. Lauro, além da equipe do bloco cirúrgico.

Estou na Enfermaria Cirúrgica com outros pacientes e dizer do profissionalismo, educação, zelo e compromisso com o ser humano, da equipe do HREC.

Devo receber alta agora pela manhã. Agradeço de coração em especial ao Dr. Erivaldo Rumão cearense, grande profissional, Dr. Sebastião Duque, Dr. Jair Flávio e Flávio Júnior.