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Últimas publicações do quadro “Afogados da Ingazeira”

Afogadense Eugênia Simões é reconhecida nacionalmente como advogada pública na linha de frente da proteção ambiental

Por Juliana Lima
A procuradora do Município do Recife, Eugênia Simões, filha dos saudosos Dona Giza e Dr. Orisvaldo Inácio, foi reconhecida como uma das advogadas públicas na linha de frente da proteção ambiental no país.

O reconhecimento veio após uma pesquisa realizada pelo perfil Advogadas Públicas em Debate, que selecionou nomes de destaque a partir de atuações acadêmicas e profissionais. Segundo o post, a seleção foi feita pesquisando eventos, publicações, redes sociais e contatos, ressaltando ainda que muitas outras mulheres vêm fazendo história diariamente nesse campo e convidando o público a marcar novas indicações nos comentários.

Eugênia Simões possui ampla trajetória dedicada ao direito público e ao meio ambiente. É Procuradora do Município do Recife e Procuradora-Chefe da Procuradoria de Urbanismo e Meio Ambiente. Doutora em Desenvolvimento Urbano pela UFPE e Mestre em Direito Público também pela UFPE, atua como Professora Universitária de Direito Administrativo e Direito Urbanístico. É ainda pesquisadora do Observatório das Metrópoles Núcleo Recife, com contribuições expressivas para o estudo e fortalecimento de políticas urbanas e ambientais.

Afogados da Ingazeira ganha novo médico

Afogados da Ingazeira ganhou oficialmente ontem (13), um novo médico, natural desta terra, trata-se do jovem Guilherme Victor Santos Alves, de 23 anos, filho de Ari de Ninô e Zeza da Escola Monteiro Lobato.

Guilherme formou-se na Universidade Católica de Pernambuco, tendo participado da cerimônia de Colação de Grau na noite desta quinta-feira 13. Colação de grau é o ato oficial que marca a conclusão de um curso de graduação, em que o aluno recebe formalmente o diploma e o título de profissional. É o último passo necessário para que o formando possa exercer legalmente a profissão.

“Quero parabenizar Gui como eu chamo, dizer que a graduação é uma bela conquista e o começo de novos desafios. Que a sua determinação continue a te guiar Dr.Guilherme.

Que sua jornada seja repleta de sucesso, realizações e que você continue a cuidar e inspirar muitas vidas”.

Termino com três frases, a primeira do famoso médico da Grécia antiga, Hipócrates, que disse: “Para os males extremos, só são eficazes os remédios intensos”, a segunda do médico canadense considerado o pai da medicina moderna, William Osler: “O bom médico trata a doença; o grande médico trata o paciente que tem a doença.” e  a terceira do médico psiquiatra suíço, Carl Jung: “A medicina cura doenças, mas só os médicos podem curar pacientes.”

Parabéns Gui, que DEUS continue lhe abençoando sempre, você será sem dúvida uma grande profissional.

Exclusivo: Prestadores de serviços da FASP de Afogados da Ingazeira reclamam de salários atrasados

Acabei de ser informado, que os prestadores de serviços da Fasp – Autarquia Educacional de Afogados da Ingazeira e Faculdade do Sertão do Alto do Pajeú, em Afogados da Ingazeira, cedidos pela Prefeitura Municipal, estão sem receber seus salários referente ao mês de Outubro.

“Nosso salário é de R$ 1.518,00 eles descontam e fica somente 1.275,00, mesmo assim a Prefeitura de Afogados da Ingazeira, atrasa constatemente, isso é um falta de respeito conosco, além de não receber o salário completo é atrasado, temos compromissos que precisam ser solucionados mensalmente, mas o Governo Municipal trata a gente com diferença. Duvido atrasar os salários do prefeito e secretários”, concluiu um prestador revoltado.

Filho denúncia negligência do Hospital Emília Câmara no atendimento à sua mãe

O empresário afogadense Erikacio Gravações denunciou nesta quarta-feira (12), em entrevista à Rádio Pajeú, um caso de negligência na transferência realizada pelo Hospital Regional Emília Câmara, em Afogados da Ingazeira. A denúncia envolve a condução do caso de sua mãe, a senhora Maria da Conceição Salvador, carinhosamente conhecida como Dona Ceiça, de 80 anos, que faleceu no último dia 1º de novembro.

Segundo Erikacio, a idosa, que tinha histórico cardíaco e apresentava sinais de infarto, deu entrada no Hospital Regional na madrugada do dia 1º.  Mesmo em estado grave, ela foi transferida da Sala Vermelha do Hospital Regional Emília Câmara para a cidade de Serra Talhada em uma ambulância básica, e não em uma unidade UTI móvel, que seria a recomendada para o quadro de risco da paciente, que seguiu acompanhada apenas por uma técnica de enfermagem, sem a presença de um médico durante o transporte.

Durante o trajeto, o estado da idosa se agravou. Ela não conseguiu chegar a Serra Talhada e precisou dar entrada no Hospital Municipal de Flores após apresentar um quadro de AVC. A paciente morreu na unidade.

O Hospital Municipal de Flores registrou que a idosa chegou em alto risco, sem acompanhamento médico e sem suporte de UTI móvel, condições que, segundo a unidade, eram indispensáveis dada a gravidade do caso.

A família agora cobra explicações e responsabilização pelo procedimento adotado na transferência por parte do Emília Câmara.

“O que aconteceu com a minha mãe não pode mais acontecer com ninguém. Não quero que ninguém mais passe a dor da perda de uma pessoa que ama por negligência do hospital”, desabafou Erikacio.

Aderval Viana – O coração do Guarany e de uma Afogados que fez história

*Por Rinaldo Remígio

Quando deixei Afogados da Ingazeira, no final de 1976, a cidade vivia um tempo de ouro. As tardes de domingo eram aguardadas com ansiedade, pois o futebol era a grande paixão da nossa gente. Naquele tempo, dois clubes movimentavam a cidade e dividiam as torcidas: o Guarani e o Ferroviário.

O Guarani, porém, tinha algo especial — era o reflexo da alma e da dedicação de Seu Aderval Viana, um homem que amava o esporte e o transformou em motivo de orgulho para Afogados. Já o Ferroviário, formado por jovens empresários locais — cujo nome de liderança hoje me foge à lembrança — representava a força de uma geração empreendedora que começava a deixar sua marca.

Mas o Guarani era diferente. Sob a condução firme e apaixonada de Seu Aderval, o clube respirava entusiasmo e ambição. Ele investia pra valer — fazia questão de trazer os melhores jogadores, de montar equipes competitivas, de vestir a camisa do Guarani como quem defende um ideal. E mais do que isso: Seu Aderval fazia da própria casa, na Praça da Catedral, a sede do clube.

Lembro-me bem: sua residência vivia movimentada, com portas sempre abertas para os atletas. Era um verdadeiro ponto de encontro, um espaço de acolhimento e amizade. Quantas vezes, a caminho do Banco do Brasil, vi jogadores chegando, outros saindo, alguns se preparando para treinos, outros fazendo ali mesmo suas refeições. Era bonito de ver — uma mistura de hospitalidade, simplicidade e paixão genuína pelo esporte.

Seu Aderval Viana não apenas dirigia o Guarani; ele o alimentava com sua alma. Sua dedicação ultrapassava os limites do campo e alcançava o coração da cidade. Foi um verdadeiro benfeitor, alguém que acreditava no potencial de Afogados e investia, de forma concreta, em seu crescimento — fosse no esporte, fosse no comércio, fosse na vida comunitária.

Hoje, ao visitar as páginas do perfil do historiador Fernando Pires, ler narrativas, contos, ver imagens, é como reviver tudo isso. É voltar no tempo em que, mesmo com tantas dificuldades, as coisas aconteciam — movidas pela paixão e pela boa vontade, não pelo lucro. Era o tempo em que o amor pelo esporte falava mais alto, em que o dirigente tirava do próprio bolso para manter o time de pé. Diferente de hoje, quando, se não houver dinheiro ou bons contratos, o atleta simplesmente não aparece.

Por isso, penso que Afogados da Ingazeira precisa resgatar e reconhecer o nome de Seu Aderval Viana com a homenagem que ele merece. Algo que traga à memória das novas gerações o exemplo de quem deu vida à cidade em tantos aspectos — especialmente no esporte, onde deixou marcas que o tempo não apaga.
Relembrar Seu Aderval Viana é revisitar um tempo de generosidade e idealismo. É lembrar de uma Afogados viva, pulsante, em que o amor pela cidade se expressava em gestos concretos e em corações cheios de entusiasmo. Seu legado continua vivo — nas histórias contadas, nas lembranças guardadas e no sentimento de gratidão de todos que tiveram o privilégio de conhecer aquele homem simples, mas grandioso, que fez do futebol um ato de amor pela sua terra.

*Professor universitário aposentador e memorialista