Press "Enter" to skip to content

Últimas publicações do quadro “Afogados da Ingazeira”

Lixo em Afogados da Ingazeira: de quem é a culpa? Do poder público ou da população?

Por Júnior Cavalcanti / Blog do Júnior Cavalcanti

O problema do lixo nas ruas de Afogados da Ingazeira volta e meia entra na pauta das reclamações da população, especialmente nas redes sociais e emissoras de rádio. Sacos acumulados, restos de entulho em terrenos baldios e resíduos espalhados em vias públicas geram indignação e levantam uma pergunta inevitável: afinal, de quem é a culpa?

É importante começar reconhecendo um ponto fundamental: a coleta de lixo em Afogados é regular. O serviço funciona em dias definidos, cobre os bairros da cidade e, na maior parte do tempo, cumpre o cronograma estabelecido pelo poder público. Não se pode, portanto, atribuir o problema exclusivamente à ausência do serviço de coleta.

Por outro lado, uma parte significativa da sujeira vista nas ruas está ligada ao descarte irregular por parte da própria população. Lixo colocado fora do horário correto, entulho jogado em áreas inadequadas, restos de poda e materiais domésticos descartados em terrenos baldios mostram que falta, em muitos casos, consciência coletiva e responsabilidade ambiental.

Isso não isenta o poder público de sua parcela de responsabilidade. Cabe à gestão municipal investir continuamente em educação ambiental, fiscalização mais rigorosa, campanhas de conscientização e aplicação das penalidades previstas em lei para quem insiste em descumprir as normas. Além disso, é essencial ampliar o diálogo com a população, esclarecendo dias e horários da coleta e orientando sobre o descarte correto de resíduos específicos, como entulho e materiais volumosos.

O desafio do lixo urbano não é exclusivo de Afogados da Ingazeira, mas sua solução passa, necessariamente, por uma parceria entre poder público e população. Coleta regular é fundamental, mas não resolve sozinha. Sem a colaboração dos moradores, qualquer sistema se torna insuficiente.

Cuidar da cidade é um dever coletivo. Uma Afogados mais limpa, organizada e saudável depende tanto de políticas públicas eficientes quanto da mudança de comportamento de cada cidadão. A pergunta, portanto, talvez devesse ser outra: o que cada um de nós está fazendo para melhorar essa realidade?

Hospital Regional Emília Câmara, uma excelência em atendimentos médicos

Por Pedro Araújo – PE Notícias

Mesmo a contragosto, vez por outra escuto críticas pelos meios da imprensa de alguns “parentes” de pacientes que vão ao atendimento no Hospital Regional Emília Câmara. Muitas vezes as críticas são infundadas, pois, pode ser que esses “parentes” de pacientes que não estejam habituados pela paciência e o tempo que lhe é peculiar para o atendimento em toda repartição médica, muitas vezes um atendimento complexo, que requer mais cuidados com os pacientes.

A população que procura os cuidados médicos está bem aquém dos profissionais que estão de pronto, na retaguarda dos socorros.

Não podemos pré-julgar de pessoas sendo beneficiadas em desrespeitos a outros que estão para serem atendidos.

Agora posso falar com sentimento de quem precisou daquela unidade hospitalar, e em plena tarde de domingo, quando dei por mim, porque cheguei no Emília Câmara desfalecido, tinha perdido minha consciência, quando recobrei já está com as aparelhagens e medicações indicadas todas aplicadas. Foram inúmeras a quantidade de profissionais que adentraram a “sala vermelha”, não só para me darem assistência, para verificar os outros pacientes que lá estavam internados.

Muitos podem até pensar: mas estão no dever deles, não discordo, como também concordo que os profissionais, que vão de médicos, assistentes médicos, enfermeiros e seus assistentes, enfim, todos eles com a boa vontade em salvar vidas em dia de domingo, como muitas já foram salvas. De público, de livre e espontânea vontade, presto esse esclarecimento ao parabenizar todo corpo médico e funcional do Hospital Regional Emília Câmara.

Em especial quero agradecer com o sofisma da ênfase ao diretor Dr. Sebastião Duque, que com muita presteza atende de forma igualitária a quem procura os atendimentos médicos (que são diversos), em se tratando do nosso município, da nossa região, é realmente de excelência.

Daqui a pouco às 19 horas, o suplente de vereador Gleidson Rodrigues no ‘Papo com Finfa’

Nesta segunda-feira 26 de janeiro o convidado Podcast ‘Papo com Finfa’, será o suplente de vereador de Afogados da Ingazeira, Gleidson Rodrigues . O Papo com Finfa é todas as segundas-feiras às 19:30 horas, transmitido pelo YouTube do blog, @blogdofinfaoficial

O Papo com Finfa, tem parceria com a Escola Monteiro Lobato, Duo Medic Clínica, Armazem Sebastião e Bruno Chateaubriand e o apoio integral de Wally Filmes.

Um cartório, um casal, uma época: Luiz de França e Maria Estelita Amaral

*Por Rinaldo Remígio

A história institucional de Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú, foi construída por homens e mulheres que exerceram funções públicas com discrição, responsabilidade e profundo senso de dever. Entre esses nomes, destacam-se o Senhor Luiz de França Amaral (1915–1976) e da Sra. Maria Estelita Leite do Amaral, figuras centrais da memória notarial do município.

O Senhor Luiz de França Amaral nasceu em 1915, na cidade de Triunfo, Pernambuco. Ainda jovem, mudou-se com a família para Afogados da Ingazeira, onde fixou raízes definitivas. Filho de Virgílio de Queiróz Amaral e de Emília de Queiróz Viana, assumiu, em 1941, após o falecimento de seu pai, a responsabilidade pelo Tabelionato Público da cidade, passando a exercer a função de tabelião, cargo que ocupou até os seus últimos dias, sempre pautado pela ética, sobriedade e respeito à fé pública.

Ao seu lado, de forma permanente e igualmente relevante, esteve Maria Estelita Leite do Amaral, sua esposa, que também exerceu a função de tabeliã em Afogados da Ingazeira. Sua atuação foi marcada pela atenção ao público, pelo rigor técnico e pela postura serena, características indispensáveis à atividade notarial. Juntos, formaram uma dupla que deu ao cartório não apenas eficiência administrativa, mas também humanidade no trato com a população.

Tive a oportunidade de conhecê-los quando residi em Afogados da Ingazeira, em razão de um relacionamento inicialmente profissional, decorrente das frequentes idas ao cartório para condução de documentos do Banco do Brasil, instituição onde atuei como menor aprendiz. Em todas essas ocasiões, encontrava o Senhor Luiz de França Amaral e a Sra. Maria Estelita Leite do Amaral no exercício pleno de suas atribuições, sempre acessíveis, atenciosos e solícitos no atendimento.

O cartório, sob a condução do casal, caracterizava-se pela organização, pela segurança jurídica e pelo respeito indistinto a todos os cidadãos. Em um período de profundas transformações sociais e administrativas, o trabalho de ambos contribuiu decisivamente para a estabilidade institucional do município, fortalecendo a confiança da sociedade nos atos públicos ali praticados.

Além do relacionamento profissional, tive a oportunidade de conhecer alguns de seus filhos, entre eles Teresa Amaral, reconhecida jornalista e escritora; Luiz de França Amaral, herdeiro do nome e da tradição familiar; e o Juiz Virgílio Amaral. São pessoas que não apenas ajudaram a construir a história de Afogados da Ingazeira, mas que fazem parte integrante dessa história, cada qual deixando sua contribuição nos campos da cultura, do direito e da vida pública.

O Senhor Luiz de França Amaral faleceu em 1976, aos 61 anos de idade. Se vivo estivesse, iria teria completado 110 anos em 2025. E a Sra. Maria Estelita Leite do Amaral faleceu em junho de 1976, ambos permanecem igualmente inscritos na memória coletiva da cidade como tabeliães dedicados e referência de postura pública.

Registrar a trajetória do Senhor Luiz de França Amaral e da sua emposa Maria Estelita Leite do Amaral é preservar a memória de um tempo em que a fé pública era exercida com rigor técnico, respeito humano e compromisso moral. Seus nomes permanecem associados à construção silenciosa, porém sólida, da história institucional de Afogados da Ingazeira.

*Professor universitário aposentado, administrador, contador, historiador e memorialista.
**Fonte de informações e imagens: Fernando Pires

Emendas parlamentares: em nota, Prefeitura de Afogados diz que segue à risca orientações do tribunal de contas

Prezado Finfa,

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira esclarece que não há nenhuma irregularidade na aplicação de emendas parlamentares no âmbito do município, conforme dá a entender o título de matéria recente publicada nesse blog. Informamos ainda que não recebemos nenhum comunicado oficial do Ministério Público a esse respeito.

Informamos que, “contas de passagem” e “saques em espécie”, não são práticas realizadas pela Prefeitura de Afogados, mas itens que constam em recente resolução do tribunal de contas, enviadas a gestores municipais e estaduais, como práticas que comprometem a transparência e não devem ser realizadas pelos municípios e pelo Estado.

A resolução foi encaminhada no dia 15 de Dezembro, junto com o ofício-circular n° 52/2025, do Presidente do Tribunal de Contas de Pernambuco, conselheiro Valdeci Pascoal, dispondo dos critérios de rastreabilidade das emendas parlamentares. O ofício diz, em seu segundo parágrafo: “os poderes executivo e legislativo estaduais e municipais deverão encaminhar a este tribunal, até 16 de janeiro de 2026, via remessa TCEPE – formulários, o plano de ação detalhado com as medidas necessárias à implementação ou ao aperfeiçoamento dos mecanismos de transparência e rastreabilidade dos recursos decorrentes das emendas parlamentares.”

Todas as documentações e informações exigidas pelo TCE, foram entregues pela Prefeitura de Afogados dentro do prazo. Assim como devem ter feito todos os demais municípios.

No capitulo ll da resolução do TCE, que segue em anexo junto com o ofício, mais especificamente nos incisos 3 e 4 do artigo 6°, afirma-se:

“Inciso 3 – O uso de conta diversa de movimentação irregular que prejudique a rastreabilidade dos recursos oriundos de transferências especiais ensejará aplicação de sanções previstas na legislação e nas normas do TCE-PE.

Inciso 4 – Considera-se movimentação irregular, entre outras, práticas que comprometem o controle do gasto, o uso de contas bancárias intermediárias (“de passagem”) ou saques em espécie que impeçam a identificação do beneficiário final da despesa.”

Portanto, são práticas a serem combatidas. Por fim, aproveitamos o espaço para saudar a iniciativa do Tribunal de Contas de Pernambuco, como forma de fortalecer a democracia, as instituições, a transparência no gasto público e combater as irregularidades que pululam em todo o País no tocante à aplicação dos recursos de emendas parlamentares.

Cordialmente,
Prefeitura de Afogados da Ingazeira

MPPE mira “contas de passagem” e saques em dinheiro em Afogados da Ingazeira

Por: Causos & Causas

Promotoria instaura procedimento para fiscalizar transparência de emendas parlamentares; Prefeitura e Câmara têm 30 dias para explicar como o dinheiro público é rastreado.

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Afogados da Ingazeira, deu início a uma ofensiva contra a falta de transparência no uso de emendas parlamentares. A Portaria de Instauração nº 02247.000.001/2026, assinada pela promotora Daliana Monique Souza Viana, visa garantir que o dinheiro indicado por vereadores, deputados e senadores tenha destino certo e auditável.

A medida segue diretrizes recentes do Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Flávio Dino, que exigem “rastreabilidade ponta a ponta” dos recursos públicos.

O fim do anonimato no dinheiro público
O Ministério Público quer acabar com manobras que dificultam a fiscalização, como os saques “na boca do caixa” e o uso de “contas de passagem”, onde o dinheiro transita por várias contas até chegar ao destino final, dificultando o controle. A partir de agora, o MPPE exige:

Contas exclusivas: Cada emenda deve ter uma conta bancária específica.
Proibição de saques em espécie: Vedação total a mecanismos que impeçam a identificação do fornecedor ou beneficiário.
Plataforma Digital: A prefeitura deve implementar um sistema que replique o “Transferegov” federal, mostrando quem indicou o dinheiro e onde ele foi gasto.

Pressão sobre a Câmara e a Prefeitura
A Promotoria deu um prazo de 30 dias úteis para que os chefes dos poderes Executivo e Legislativo respondam a um questionário detalhado.

A Câmara de Vereadores deverá explicar quais critérios usa para aprovar as emendas individuais, se existe análise técnica para saber se o gasto é viável e onde essas informações são publicadas para o cidadão. Já a Prefeitura terá que provar se está elaborando planos de trabalho antes de gastar o recurso e como está prestando contas ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE).

Impacto nos concursos e serviços
A portaria também reforça que as emendas voltadas à saúde devem obrigatoriamente seguir as diretrizes do SUS e que os recursos não podem ser usados para pagamento de pessoal ou encargos de dívidas. O MPPE alerta que a execução das emendas de 2026 só poderá começar após a prefeitura demonstrar que cumpre todos os requisitos de transparência exigidos pela Constituição.

Perder

Por: Milton Oliveira

Perder é um ato constante ao longo da nossa vida. Perdemos o maior e melhor aconchego materno ao nascermos. Quando criança, conhecemos e brincamoscom os primeiros amigos, que a vida nos dá; a inexorável marcha do tempo, porém, faz com que, ao crescermos, tomemos caminhos diversos. E ao fazermos isso, perdemos esses amigos, os quais, possivelmente, nunca mais serão os mesmos de quando os conhecemos. A vida muda tudo, até a personalidade das pessoas, inclusive a dos nossos amigos.

Outros caminhos se abrem à nossa frente na adolescência. É o ardor dos verdes anos que nos dá impulsos, desejos oníricos, paixões avassaladoras, planos diversos e amores clandestinos. Em pouco tempo, veremos, entre assustados e afoitos, que a vida adulta nos aguarda de braços abertos. Ficam, pois, no pretérito, nossas paixões mais calorosas e o tempo que tínhamos para diversões, conversas banais e poucas horas de estudos. Tudo, então, vai ficando para trás, perdido na poeira das saudosas lembranças.

A vida adulta é muito difícil. É nela que estão nossas maiores conquistas e nossas grandes frustrações, sorrisos e lágrimas, muitas recordações e relativas esperanças. Se não nos advertirmos bem, poderemos perder a oportunidade de entrar na faculdade, de ter um bom emprego e uma família organizada, com sólidos princípios religiosos.

Nessa altura da caminhada, talvez, já tenhamos colhidos, no jardim da vida, algumas flores que, infelizmente, murcharam. Sim: um parente ou um amigo querido que partiu para o oriente eterno. Esquecer perdas irremediáveis é, sem dúvida alguma, uma dor que nos acompanhará pelo restante da estrada.

Estaremos perdendo sempre: os dias que se foram, alguns amores, a saúde, o vigor, a paciência, os neurônios e oportunidades diversas.

Há, porém, duas perdas que devemos lutar, aguerridamente, para que não
ocorram: a oportunidade de crescer aos olhos de Deus e o desperdício de um grande amor.

Desviando-nos dos propósitos divinos, entraremos em confronto com nosso próprio instinto humano e poderemos cometer atos difíceis de serem reparados. Deus nos dá a vida, a estrada e a razão; só foge do roteiro quem faz opção pela perda. Essa, poderá ser reparada a qualquer tempo, desde que o arrependimento seja sincero e os olhos voltem a enxergar o caminho de luz, que se encontra à frente.

Perder um grande amor é um ato insano. Mas como ocorre! E como é doloroso!

Quando se perde um grande amor, os olhos demoram a secar, o coração sangra e a alma agoniza dentro do peito. Falo com pleno conhecimento de causa. E posso asseverar, de cima do altar dos meus dolorosos tormentos, que perder, em alguns casos, assemelha-se a morrer gradativamente, destroçando ilusões e quimeras até não mais se ter interesse por tudo que há ao redor.

Daqui a pouco às 19:30 horas o vereador de SJE Albérico Tiago no ‘Papo com Finfa’

Nesta segunda-feira 12 o convidado Podcast ‘Papo com Finfa’, será o vereador da cidade de São José do Egito, Albérico Tiago . O Papo com Finfa será às 19:30 horas, transmitido pelo YouTube do blog, @blogdofinfaoficial

O Papo com Finfa, tem parceria com a Escola Monteiro Lobato, Duo Medic Clínica, Armazem Sebastião e Bruno Chateaubriand e o apoio integral de Wally Filmes.

Foto é história

Foto do Bloco Arerê em janeiro do ano 2020 em Afogados da Ingazeira, neste dia a atração foi a Banda baiana Parangolé. Da esquerda para direita: os organizdores Matheus Quidute e Ney Quidute, Rodrigo Novais, então Secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, o prefeito José Patriota (in memoriam) e Edgar Santos. Foto dos arquivos deste blogueiro. Se você tem uma foto antiga, e quer publicar no FOTO É HISTÓRIA, envie para o email: finfa@blogdofinfa.com.br ou para WhatsApp (87) 992018970, que publicaremos.

Casal de Tuparetama rumo à Exu de bicicleta

Encontrei nesta manhã de sexta-feira (09), no Anel Viário nas proximidades da Barragem de Brotas aqui em Afogados da Ingazeira, o casal da cidade de Tuparetama, Gabriel e Jaqueline, que estão realizando uma missão, a viagem de bicicleta de Tuparetama à cidade de Exu.

O casal saiu ontem da sua cidade natal, pernoitaram na cidade da Ingazeira, e estão seguindo para pernoitar nesta sexta-feira, na cidade de Carnaíba.

Conversei com o casal e eles afirmaram que a previsão de chegada à cidade de Exu, será no próximo dia 18 de janeiro.