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Posts published by “Handson Matheus”

Dino proíbe criação de novas leis ou atos que visem garantir penduricalhos

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), proibiu nesta quinta-feira (19) a criação de qualquer nova lei ou ato normativo que institua pagamentos acima do teto remuneratório constitucional, que é o limite máximo salarial que agentes públicos podem receber, hoje em R$ 46,3 mil.

Marco Zero fecha o Carnaval do Recife 2026 com a nata da MPB nordestina e frevo do Orquestrão até o amanhecer

Na terça de encerramento, ícones como Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo comandaram a despedida da maior folia do mundo; Maestro Spok coroou a celebração já de madrugada

A terça-feira (17) reservou ao Recife a despedida que a capital pernambucana merecia: uma celebração memorável no Marco Zero, com seis atrações que percorreram do maracatu ao frevo, passando pela MPB e pelo brega recifense. Abrindo o dia, o Encontro de Maracatus de Baque Solto inaugurou a data com espiritualidade e tradição; depois, Nena Queiroga entregou energia e carisma para aquecer os festeiros. A sequência ficou por conta de Geraldo Azevedo, Elba Ramalho e Alceu Valença, que tomaram o espaço com toda a magnitude de sua obra. Para coroar a madrugada, o Maestro Spok e o Orquestrão assumiram os trabalhos, transformando o encerramento num frenesi coletivo que se prolongou até o sol raiar.

O Encontro de Maracatus de Baque Solto abriu a programação com um espetáculo que transcende o calendário carnavalesco. Nações das mais diversas regiões do estado desfilaram exibindo seus caboclos de lança, rainhas majestosas e o ritmo cadenciado que distingue o baque solto do baque virado. A manifestação congregou admiradores da cultura popular pernambucana e reafirmou que o Carnaval do Recife é, antes de tudo, uma celebração de identidade. Nena Queiroga, na sequência, injetou irreverência e talento ao início da noite, animando os presentes com seu repertório vibrante.

A assistente social Renata Holanda, 41, moradora de Petrolina chegou ao Marco Zero às 15h30 com a mãe, 63, e a filha, de 14 anos. O Encontro de Maracatus de Baque Solto foi o gatilho da emoção logo no início. “Me sinto contemplada cada vez que assisto ao baque solto, é espiritualidade pura. Mas ficar para Elba e Alceu foi o que me arrebatou definitivamente. Tenho apreço especial por esses dois ícones. Ver minha filha cantando ‘Morena Tropicana’ junto comigo pela primeira vez… isso não tem preço”, declarou.

Geraldo Azevedo e Elba Ramalho transformaram o espaço num reencontro com a memória afetiva do Nordeste. Alceu Valença, porém, foi o responsável por levar a euforia ao seu ponto mais alto. O engenheiro Lucas Santana, 32, veio de Caruaru com quatro amigos especialmente para a celebração de encerramento. Eles se articularam assim que a programação foi divulgada. “Quando Alceu sobe no palco, aquilo tem um peso completamente diferente. Mas o que me impressiona é a diversidade: maracatu, MPB nordestina, frevo… É Pernambuco inteiro num único espaço. Daí vem a nossa admiração por esse festejo”, afirmou.

O Orquestrão, que coroou a madrugada sob a regência do Maestro Spok, no que representa a síntese do que o Carnaval do Recife tem de mais grandioso: uma tradição secular que se reinventa sem abrir mão das raízes. O professor aposentado Severino Ramos, 68, morador de Natal-RN, garante não ter faltado a um único encerramento nos últimos 15 anos. “Isso representa a nossa essência. Sou bairrista, regionalista convicto, danço frevo desde pequeno. Enquanto houver música nesse espaço, permanecerei até o final. Tenho dó de quem se ausentou dessa terça, porque perdeu algo que não volta mais este ano. Mas quem esteve aqui sabe: o Recife sempre entrega”, declarou, com um sorriso que não saía do rosto.

Fotos: Marcos Pastich/PCR (Geraldo Azevedo e Elba Ramalho) e Wagner Ramos/PCR (Alceu Valença)

Música pernambucana protagoniza última noite de carnaval em Jardim São Paulo

André Rio e Mônica Feijó agitaram o público na última noite de folia no Polo da Zona Oeste. E a paraense Fafá de Belém fez bela versão do hino do Estado

A última noite de carnaval no bairro de Jardim São Paulo, Zona Oeste do Recife, foi de aclamação ao frevo e à cultura popular. Na noite desta terça-feira (17), o grande público que compareceu ao Polo se despediu da folia sob o som de canções que estão no coração e na ponta da língua de quase todos os recifenses, como Voltei Recife, Frevo Mulher e A Praieira.

O frevo começou a dar o tom da festa com a subida de André Rio ao palco. Pernambucano e com uma forte ligação com o carnaval, o artista botou os foliões pra cair no passo desde o primeiro instante. O show eletrizante arrastou centenas de foliões da região, como Maria Amélia, 64, que é fã declarada do artista. “Eu amo André Rio, gostaria que ele viesse sempre para cá, porque ele é pura alegria. É muito frevo, é muita simpatia, gosto demais”. A aposentada contou ainda que nem mesmo um problema de saúde a impediu de curtir o show “Eu amo carnaval, eu estou aqui com um probleminha de saúde, mas ‘frevei’ até não aguentar mais. A Prefeitura está de parabéns por esse palco, muito organizado, muito seguro, está de parabéns.” finalizou.

Com Mônica Feijó no comando da folia não foi diferente: a música pernambucana continuou sendo a protagonista da noite. Com participações de Isaar, a artista visitou o manguebeat, o samba e também cantou muito frevo. Para quem veio com a família, uma oportunidade para curtir uma boa música sem precisar sair do próprio bairro. “Eu moro aqui mesmo, do outro lado da rua, e vim todos os dias trazer minha filha. Aqui é bom porque é perto de casa, não precisa pegar ônibus, ela pode brincar sossegada com as amiguinhas. É muito bom pra quem tem criança e gosta de curtir o carnaval perto de casa.” O depoimento é de Liliane Belarmino, 34, que levou a filha, Evellyn Valentina,4, para brincar carnaval no Polo Jardim São Paulo.

O ponto alto da noite ficou por conta da paraense Fafá de Belém, que abriu seu show cantando o hino de Pernambuco. Emocionado, o público acompanhou a letra em uníssono, abrilhantando ainda mais o espetáculo. “Eu amo o carnaval do Recife. As pessoas fantasiadas nas ruas, as crianças fantasiadas, as ruas coloridas… tudo isso me lembra minha infância em Belém. É lindo o carnaval do Recife, o melhor carnaval do Brasil.” disparou Fafá.

Também passaram pelo palco a Ciranda Terno da Mata, Vambora e banda Q Brega, que encerrou a noite de festejos no bairro.

Crônica de Ademar Rafael: Fantasias

FANTASIAS

Quando recorremos ao dicionário vamos encontrar a definição de fantasia como “obra criada pela imaginação” e “faculdade de imaginar, de criar pela imaginação”, caso o campo de pesquisa seja a psicanálise entre outras definições encontramos que a “fantasia não é entendida como uma simples evasão da realidade, mas como um meio pelo qual o sujeito lida com suas frustrações e constrói representações simbólicas de seus desejos mais profundos”.

No carnaval, festa recém encerrada, é comum o uso desta vestimenta e seus adereços, é normal o uso de tais disfarces nas ruas e nos salões para expressar criatividade e esconder nosso rosto e/ou nossos sentimentos. Hoje nossa reflexão será sobre outro tipo de fantasia. Falaremos sobre  a fantasia que nossos políticos usam para ganhar pleitos eleitorais, para ludibriar os eleitores e para esconder o que de fato pensam.

Considerando que o estoque é muito grande vamos focar somente nos candidatos ao cargo de maior importância nessa republiqueta de nona categoria chamada Brasil. Os postulantes ao cargo de presidente, em tempos de redes sociais, utilizam as fantasias que seus marqueteiros sugerem e com elas desfilam pelo país mostrando a cara não possuem, dizendo frases que não acreditam e jurando fidelidade às causas que atendem aos anseios dos eleitores.

Nenhum deles tem coragem de enfrentar as ruas com cara limpa. Preferem reproduzir frases e tomar atitudes politicamente corretas sem quaisquer coerência com o que pretendem fazer ao assumir o sonhado posto. Para sair vitoriosos se unem a todo tipo de gente com utilização da fantasia mais adequada no momento. Assim tem sido e assim será. As promessas feitas durante o pleito eleitoral e as fantasias usadas são descartadas após a diplomação. Tudo perde o sentido após a vitória. Nos cargos seguem fazendo acordos espúrios, dando dinheiro a quem tem muito dinheiro e explorando quem os elegeu. A receita é a mesma: “ENGANAR SEMPRE.”

Tribos, Bonecos e Escolas de Samba animam a segunda-feira de Carnaval no Centro do Recife 

Pólo da Dantas Barreto recebeu diversas agremiações que estão na disputa pelo título desta edição do Carnaval da cidade

A noite da segunda-feira de Carnaval foi animada por agremiações distintas da cultura popular pernambucana no Pólo da Dantas Barreto, no centro do Recife, todas em disputa pelo título em suas respectivas categorias da edição deste ano do Carnaval.

O início da noite contou com a apresentação das tribos indígenas, manifestação popular bastante presente na região e zona da mata. Seis delas desfilaram: Onça Negra, Orubá, Ubirajara, Índio Canindé Brasileiro, Tabajara e Tupy Guarani.

Uma das favoritas, a Tribo Indígena Canindé, de Itaquitinga, já foi vencedora de diversos títulos de  concursos do Carnaval do Recife. O presidente da agremiação, José Fernandes, falou da expectativa para este ano. “Esse ano a gente está sentindo uma energia bastante positiva, ano passado ficamos em terceiro lugar no grupo especial, mas trabalhamos bastante para voltar a vencer de novo”, disse.

O coordenador geral dos concursos, Albemar Araújo, explicou um pouco da dinâmica que envolve os julgamentos das tribos. “O que a comissão avaliadora está julgando é a musicalidade, uma característica muito presente nessa modalidade de agremiação, as coreografias apresentadas, a toré, a macumba, além das vestimentas e adereços, então engloba vários elementos importantes e necessários nessas apresentações”.

Em seguida foi a vez dos Clubes de Bonecos. Desfilaram as agremiações Linguarudo de Ouro Preto, Tô Afim, O Filho do Bochechudo, Raíssa no Frevo, Seu Malaquias e O Garoto da Ilha do Maruim. Marla Derzi, jurada dessas agremiações, também falou um pouco sobre o trabalho de avaliação. “A importância é avaliar o brilho que essas agremiações, que trabalham o ano todo, trazem para o desfile, julgando em cima dos critérios que elas mesmas escolhem, salvaguardando essas manifestações artistas com carinho. Cada jurado tem os critérios para julgar, eu ficarei encarregada de avaliar o tema, se o que é apresentado está de acordo com o tema escolhido”.

Fechando a noite foi a vez das apresentações das Escolas de Samba Mocidade dos Torrões, Limonil, Gigantes do Samba e Galeria do Ritmo. Carros alegóricos, bateria e demais componentes enchendo a passarela de alegria e música, tudo isso para ser avaliado pelos jurados. A escola Mocidade dos Torrões, fundada em 2022 e a primeira a se apresentar, fazendo sua estreia na Avenida Dantas Barreto, veio com a missão de ficar à frente de outras escolas mais tradicionais, como a Gigantes do Samba e Galeria do Ritmo.

O presidente da Mocidade, Jackson Fernandes, presidente da Mocidade, falou sobre o intuito da escola. “A gente vem pra apresentar o melhor que temos, existe um desnível financeiro porque somos uma escola pequena, mas compensamos com muita criatividade. Esse ano vamos com o tema Sítio do Pica-pau Amarelo, fugindo de qualquer assunto polêmico ou que cause polarização para entregar ao público essa história de alegria para o carnaval do Recife. Vamos colocar 340 pessoas no desfile, e apesar de sermos uma escola nova, estamos pelo quarto ano desfilando e já neste ano no grupo especial. O nosso objetivo primeiro é entregar um bom espetáculo para o público”.

Dulce Maria, 24 anos, veio assistir à escola Limonil. “Eu desfilava pela escola até ano passado, mas saí. Aí agora venho pra ver e torcer. Desfilava desde os três anos de idade. E vou vir todos os anos pra ver e torcer, samba pra mim é tudo”, falou.

Fotos: Uenni/PCR

Brega, Frevo e Axé sacodem Brasília Teimosa na segunda de Carnaval

Público de diferentes bairros celebrou a cultura popular em um dos polos descentralizados mais emblemáticos da Zona Sul

Brega, frevo, axé. A noite desta segunda-feira carnavalesca (16) vai ser lembrada pela mistura de ritmos em Brasília Teimosa, Zona Sul do Recife. Gente de várias idades e de diversos bairros da cidade marcou presença no Polo do bairro, pertinho da praia. A programação contou com Grupo Mazuca da Quixaba, Clara Sobral, Faringes da Paixão, Rogério Som, Dany Myler e a paraense Gaby Amarantos.

Sempre interagindo com o público, Rogério Som levou repertório animado e conhecido dos foliões presentes. Já Dany Myler, além de sucessos do brega, cantou clássicos do frevo e do axé, fazendo uma apresentação bem carnavalesca.

A atração nacional, Gaby Amarantos iniciou a apresentação com canções presentes em “Rock Doido”, o seu quarto álbum. Não faltou tecnobrega, pop e ritmos eletrônicos na performance da artista que contou com um corpo de baile de peso.A balconista Ana Carolina Braga, 43 anos, estava bem em frente ao palco de Brasília Teimosa na noite desta segunda. Acompanhada do marido, cantou, dançou e elogiou a iniciativa da Prefeitura do Recife de promover o carnaval no bairro em que vive. “O Polo Brasília Teimosa está show de bola, entregando tudo, estou amando. Eu vim curtir Rogério Som, Dany Myler e Gaby Amarantos, sou fã”, comentou ela.

Já o gerente comercial Alessandro Morales, de 41 anos, deixou Prazeres, bairro de Jaboatão dos Guararapes, onde mora, para carnavalizar em Brasília Teimosa. Ele destacou a importância da presença do brega tanto nos polos descentralizados quanto nos centralizados. “Rogério Som é raiz e é nosso e Dany Myler é a nossa rainha do brega. Os shows foram maravilhosos. Esse carnaval em Brasília Teimosa é o carnaval da inovação. E o brega, a gente tem que valorizar e perpetuar, porque traz uma energia singular”, disse ele, enquanto aguardava Gaby Amarantos.

Mais cedo, à tarde, os foliões curtiram as atrações do Recife Matriz de Cultura Popular – Recife Matriz de Cultura Popular – Balé Andarilho, Orquestra Coletivo Frevo, Grupo Sereias Teimosa (CN26), Orquestra de Frevo Conectividade, Movimento Artístico Catuca, Orquestra Tangaras, Maracatu Infantil Nação Estrelar, Yamin Balé Gilê, Boi Fantástico, Maracatu de Baque Solto Galo Dourado, Tribo Indígena Caboclo Tayguara, Bloco de Samba Moleque Atrevido, Urso Preto do Maranguape, Afoxé Omim Sabá, Afoxé Obá Iroko e Passistas Balé Popular do Recife.

Fotos: Wagner Ramos/PCR

Governo nega influência no desenvolvimento de enredo em desfile sobre Lula

CNN – O governo federal negou qualquer interferência no desenvolvimento ou na escolha do enredo utilizado no desfile realizado no último domingo (15), em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na Marquês de Sapucaí.

Segunda de Carnaval embala público de todas as idades no Recife

Programação no Pina, Poço da Panela e Campo Grande amplia o acesso à folia com atrações para todas as idades, enquanto o Marco Zero reuniu milhares pessoas em noite com shows de Alok, Seu Jorge e Nação Zumbi, nesta segunda (16)

Dando continuidade à programação de vistorias do Carnaval 2026, nesta segunda-feira (16), o prefeito do Recife, João Campos, visitou polos descentralizados da festa nos bairros do Pina, Poço da Panela e Campo Grande, acompanhando de perto a estrutura, os serviços e a programação cultural oferecida à população. O gestor recifense conferiu o polo infantil no Parque Governador Eduardo Campos, além dos descentralizados em Campo Grande e no Poço da Panela. A noite encerrou com grandes show no Marco Zero, tradicional palco de folia na capital pernambucana, onde se apresentaram Alok, Seu Jorge, Nação Zumbi e Maestro Forró e a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério.

No Pina, o prefeito João Campos esteve no Polo Parque Governador Eduardo Campos, que fez sua estreia no Carnaval 2026 como mais uma opção dedicada ao público infantil. Instalado em um equipamento municipal entregue à população em dezembro de 2025, o espaço integra a programação carnavalesca voltada para crianças e famílias, com atividades a partir das 15h, até o dia 17 de fevereiro, a Terça-feira Gorda.

João Campos destacou a importância de descentralizar a festa e ocupar os espaços públicos com programação adequada para todas as idades. “A gente tem um polo aqui no bairro, dentro de um parque, pensado especialmente para as famílias e para as crianças”, afirmou.

A moradora Raissa Santana contou que aproveitou a programação no mais novo polo infantil de carnaval com a filha. “Eu soube que estava tendo festa aqui no parque, trouxe ela ontem, ela gostou e pediu para voltar hoje. A gente mora aqui perto e é muito bom ter essa opção”, relatou.

Além do Parque Eduardo Campos, a programação infantil do Carnaval do Recife também ocorre nos parques da Jaqueira, Santana, Macaxeira, Dona Lindu, Tamarineira e Aurora, ampliando as opções de lazer para os pequenos foliões em diferentes regiões da cidade.

POLOS DESCENTRALIZADOS – Em seguida, o prefeito visitou o polo descentralizado do Poço da Panela, na Zona Norte. Tradicionalmente instalado no Largo do Poço, o espaço é conhecido pelo ambiente charmoso e intimista, reunindo moradores e visitantes em uma celebração marcada pela proximidade com o público.

Em 2026, o polo integra o conjunto de 12 polos descentralizados distribuídos pela cidade, com programação que valoriza artistas locais e ritmos populares. Entre as atrações estiveram Pandeirada – Miguel Marinho, Matheus Gaudêncio, Sagrama (com participação de Surama Ramos), Josildo Sá, Banda Eddie e Lenine, além do DJ Baloo nos intervalos.

Durante a visita, o prefeito conversou com foliões e acompanhou parte das apresentações.

A agenda incluiu ainda passagem pelo Polo Campo Grande, que também recebeu grande público. A programação contou com apresentações de Jorge Silva, DJ Eli, Diablo Angel, Augusto Cesar Filho, Marron Brasileiro e Conde Só Brega, reforçando a diversidade de ritmos que marca o Carnaval do Recife.

Encerrando a programação da segunda-feira de Carnaval, o prefeito João Campos seguiu para o Marco Zero, no bairro do Recife, onde foliões acompanharam os shows no palco principal. A noite reuniu Maestro Forró, Alok, Seu Jorge e Nação Zumbi, em uma celebração que combinou música, cultura popular e grandes nomes da cena nacional, consolidando mais um dia de festa na capital pernambucana.

Fotos: Edson Holanda/Prefeitura do Recife

Carnaval do Recife 2026 leva Som na Rural ao Pátio de São Pedro com shows de grandes nomes da música pernambucana

Família Salustiano e a Rabeca Encantada, Cascabulho, Burh, Coco Raízes de Arcoverde, Mombojó, Afroito e Ave Sangria estão entre as atrações desta segunda (16) e terça (17), a partir das 17h30

O Pátio de São Pedro, um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos barrocos do Brasil e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), também é símbolo de fé, cultura popular e resistência no Centro do Recife durante o Carnaval do Recife 2026. Cercado por casarões coloridos do século XVIII, hoje ocupados por bares, museus e ateliês, o espaço segue com programação especial promovida pela Prefeitura do Recife nesta segunda (16) e terça-feira (17), se destacando como um dos polos mais tradicionais durante o Reinado de Momo. Com foco na valorização da cultura popular e na diversidade dos ritmos pernambucanos, a iniciativa traz o Som na Rural e reúne artistas consagrados e grupos que mantêm vivas as raízes musicais do Estado.

Nesta segunda-feira (16), a programação começa a partir das 17h30, com Som na Rural e DJ Vibra aquecendo o público do começo ao fim. Às 18h, a Família Salustiano e a Rabeca Encantada sobe ao palco celebrando a tradição da rabeca e do cavalo-marinho. Em seguida, às 19h20, o potiguar Antúlio Madureira apresenta seu trabalho de pesquisa e valorização dos ritmos brasileiros, dialogando com a cultura popular nordestina.

Às 20h50, o Cascabulho traz sua mistura de forró, samba e poesia popular. A noite segue com Burh, às 22h20. Encerrando a programação, à meia-noite, a cantora Alessandra Leão se apresenta com participação especial de Juçara Marçal, em um show que promete potência, encanto e poesia.

Já na terça-feira (17), o Pátio de São Pedro mantém o ritmo e a diversidade musical. A partir das 17h30, Som na Rural retorna junto com o DJ Renato L, que mantém o público animado também nos intervalos. Às 18h, sobe ao palco o Maestro Edson Rodrigues, Patrimônio Vivo de Pernambuco e referência do frevo pernambucano. Com mais de 60 anos de carreira, Maestro Edson marcou gerações como compositor, arranjador e saxofonista, e é autor de clássicos como “Roda e Avisa”, imortalizada no programa do Chacrinha.

Às 19h20, o tradicional Coco Raízes de Arcoverde leva ao público a força do coco do Sertão. Em seguida, às 20h50, Afroito apresenta sua sonoridade marcada por influências afro-brasileiras. Às 22h20, a Mombojó sobe ao palco com a participação de Vinícius Barros. A programação será encerrada à meia-noite, com o apoteótico show da banda Ave Sangria, garantindo que o público aproveite a festa até o último acorde.