Press "Enter" to skip to content

Posts published by “Junior Finfa”

José de Sá Maranhão Júnior (Júnior Finfa), nasceu em Afogados da Ingazeira-PE, trabalhou no Blog do Magno, sendo o fotógrafo oficial, cobrindo as eleições de 2008 e 2010. No Blog do Sertão, atuou como repórter e fotógrafo, realizando um trabalho de inovação, sendo bastante elogiado nos meios de comunicações.

VEREADORA PODERÁ SER CANDIDATA A DEPUTADA

Vereadora em Arcoverde pela sétima vez, Célia Cardoso examina convite do PR para disputar vaga na Assembleia Legislativa em 2014. “Eu só não tenho dinheiro, mas coragem, garra, vontade e disposição para fazer a campanha são elementos que não me faltam”, disse ela.(Fogo Cruzado)

CUSTÓDIA: I CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA

A abertura oficial da I Conferência Municipal da Cultura de Custódia contou com grande público na manhã de ontem (06), no Centro Lítero Recreativo de Custódia (CLRC). O prefeito Luiz Carlos Gaudêncio esteve presente compondo a mesa de autoridades e prestigiando a abertura do evento.

Em sua fala, Luiz Carlos destacou  a importância da cultura para os povos. Ele salientou que apesar das dificuldades, o município através de seu governo está sempre atento na busca de incentivos  para resgatar e preservar  nossa cultura e tradição, pois é preciso preservar a identidade e memória do povo custodiense, pois um povo sem memória é um povo sem história.

A conferência teve como tema Uma Política de Estado Para a Cultura: Desafios do Sistema Nacional de Cultura na atualidade que é solidariedade, cidadania e economia, afirmou Elayne Cristina de Oliveira Melo, secretária de Cultura do município.

Na conferência quatro palestrantes puderam expor seus trabalhos. Oficinas, grupos de trabalho e atrações culturais também fizeram parte do evento que ainda escolheu os delegados que representarão Custódia na Conferência Estadual.

PROJETO DO SÃO FRANCISCO TRANSFORMA O SERTÃO EM CAMPO DE OPORTUNIDADES

Uma característica dos canteiros de obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco é a babel de sotaques e culturas de todos os envolvidos na construção dos canais que levarão água para 12 milhões de brasileiros.

A intervenção transformou o semiárido num terreno fértil para o surgimento de novos negócios, geração de emprego, renda e até mesmo fomento à pesquisa sobre a biodiversidade da caatinga. A partir desse cenário de oportunidades, profissionais de vários estados têm adotado o sertão como segunda casa e ajudado a desenvolver uma região castigada pelo clima.

Salgueiro é a cidade que melhor representa os novos tempos dentro do Projeto de Integração do Rio São Francisco. Depois do início das obras do rio e da ferrovia Transnordestina, o município atraiu empreendimentos e deu um relevante salto de desenvolvimento.

Um indicador que comprova essa evolução é o ranking FIRJAN, que mede índices de emprego, renda, educação e saúde nas cidades. Em 2009, o estudo colocava Salgueiro na 61ª posição entre os municípios pernambucanos. No ano passado, despontou como o terceiro mais desenvolvido, atrás somente de Recife e de Ipojuca (base do Complexo Industrial e Portuário de Suape).
Um dos profissionais que decidiu aproveitar o bom momento da cidade é o jornalista Wherbert Araújo. Ele migrou da distante Pedro Afonso, no Tocantins, para atuar nos programas socioambientais com três etnias indígenas beneficiárias do Projeto São Francisco. “Quando eu cheguei não esperava tanto desenvolvimento no meio do sertão”, disse Wherbhert.

Os canteiros das obras têm garantido a possibilidade de mudança na vida dos moradores do semiárido, antes mesmo da água chegar. O motorista Edicarlos dos Santos foi uma das pessoas diretamente beneficiadas. Por ter um terreno no traçado das obras, ele foi reassentado em uma casa com área irrigável na Vila de Produção Rural (VPR), construída pelo Projeto em Salgueiro. Edicarlos conseguiu um emprego no setor de transportes na transposição. “Estava desempregado e com medo de perder meu terreno. Estou aguardando a obra terminar para ter meu próprio roçado irrigado”, comemora. O lote irrigado faz parte da indenização recebida pelo reassentamento.

Em Petrolina, o senso de oportunidade se mostra no campo da pesquisa com os investimentos desenvolvidos em estudos sobre o bioma caatinga. No Centro de Conservação e Manejo da Fauna da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) atuam diariamente 20 biólogos de diferentes estados. Eles pesquisam os hábitos da fauna da região. “A caatinga era um bioma negligenciado. Temos uma grande oportunidade para coleta de dados sobre a biodiversidade local”, ressalta Nicholas Kaminski, biólogo curitibano que estuda as aves da caatinga.

Com a aceleração das obras e abertura de novas frentes de trabalho, a expectativa é de que essas oportunidades no sertão sejam expandidas para outras áreas. Até outubro, o projeto elevará o patamar de trabalhadores mobilizados de 5,8 mil para 8 mil homens. “Esta é a maior obra de infraestrutura hídrica do país. Por sua dimensão, tem impacto direto na vida das pessoas e está transformando a realidade do sertão nordestino, sobretudo gerando emprego e renda”, afirma o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho.

Para Bezerra Coelho, outro aspecto importante do empreendimento se refere à questão socioambiental. “Sãograndes extensões de obra e isso exige do Governo atenção especial. Por isso, mais de R$ 1 bilhão do valor total do projeto está sendo investindo em ações socioambientais de compensação. São projetos para proteção da fauna e flora e para preservação de achados arqueológicos, por exemplo. Estamos investindo também em saneamento básico, auxiliando os municípios na elaboração de seus planos diretores.

Temos ainda diversos projetos para as comunidades indígenas, quilombolas e assentados atingidos pelas obras. Enfim, é um grande empreendimento que dialoga com os interesses da população impactada”, pontua o ministro.

CLASSIFICADOS

Vende-se um prédio comercial na Praça Monsenhor Arruda Câmara, esquina com a Travessa Major Antonio Cesar, centro de Afogados da Ingazeira, com 218m² . Contatos: 81-9653-0059,  87-9936-5678.

 
 

SERRA TALHADA SE PREPARA PARA RETOMAR A CULTURA DO ALGODÃO

Serra Talhada, no Sertão do Estado, se prepara para reaquecer a economia do algodão no município, prejudicada em meados da década de 1980 pela praga do bicudo. A retomada da cultura algodoeira na terra xaxado vem amparada por um projeto ousado da Secretaria de Agricultura Familiar, que começa a trabalhar para que Serra Talhada volte a ocupar o ranking de maior cidade produtora de algodão de Pernambuco. Quem visitar o distrito de Santa Rita, na zona rural do município, encontrará milhares de botões de algodão cortando a densa caatinga sertaneja. São as primeiras sementes dando vida à roça do Projeto Aroeira, lançado pela prefeitura há cerca de um mês.

Dos anos de 1950 até o início de 1980, Serra Talhada figurava como um dos maiores produtores de algodão aroeira do Estado. A cultura algodoeira movimentava a economia da região e colocou a cidade em posição de destaque. “A partir de meados de 1980 a praga do bicudo devastou boa parte da plantação de algodão do Nordeste dando um abalo significativo na economia local, principalmente para milhares de famílias de agricultores que tinha na atividade seu sustento”, relembrou o secretário de Agricultura Familiar e também agricultor, José Pereira. Ele foi uma das vítimas do bicudo na época e lança o Projeto Aroeira acreditando de novo na potencialidade da região para o cultivo.

Mais de 30 quilos de sementes já estão florando na fazenda Três Passagens, em Santa Rita, lugar com solo apropriado e onde os agricultores se mostraram interessados em contribuir com a iniciativa. O objetivo da prefeitura é distribuir as sementes de algodão entre todos eles. Serão cerca de 200 famílias beneficiadas. Até o início do próximo ano, a expectativa é de produzir até 2 toneladas para ser divida entre os produtores rurais serratalhadenses, que receberão assistência técnica do governo para o cultivo e apoio para os escoamento da produção.

Segundo o prefeito do município, Luciano Duque, esse é um trabalho piloto que deve crescer aos poucos. “Com o tempo, a demanda irá crescer também, junto com o comércio incentivado pela retomada dessa cultura importantíssima para a região. Chegará o tempo, e espero que seja ainda na minha gestão, que vamos resgatar a nossa pujança algodoeira perdida diante da guerra contra a praga do bicudo há décadas atrás”, comentou Duque, com otimismo.

O Projeto Aroeira conta com a parceria dos agricultores de Santa Rita, que disponibilizaram parte de suas terras para que a prefeitura pudesse dar início aos primeiros plantios. “Nesse acordo, o governo terá a responsabilidade de descaroçar todo o algodão que florescer e de fornecer assistência ao dono da propriedade para manutenção do plantio. Sendo que a planta ficará para o agricultor”, detalhou o secretário José Pereira.