Press "Enter" to skip to content

Posts published by “Junior Finfa”

José de Sá Maranhão Júnior (Júnior Finfa), nasceu em Afogados da Ingazeira-PE, trabalhou no Blog do Magno, sendo o fotógrafo oficial, cobrindo as eleições de 2008 e 2010. No Blog do Sertão, atuou como repórter e fotógrafo, realizando um trabalho de inovação, sendo bastante elogiado nos meios de comunicações.

ASSESSORIA DE IMPRENSA RESPONDE NOTA

Prezado Júnior Finfa,
Sobre nota publicada em sua coluna de hoje, gostaríamos de informa-lo que não houve interrupção no atendimento. Todas as pessoas que estavam com consulta marcada foram atendidas pela médica cubana, com a presteza
e atenção de sempre, como podem comprovar a população do São Francisco.
O atendimento foi suspenso por um hora apenas, para que a médica pudesse ir ao banco receber os proventos a que tem direito, referentes aos dias
trabalhados. Nada mais justo, que um profissional que se dedica a atender bem a população, oito horas por dia, possa também, ter um tempinho para resolver questões de ordem pessoal. Assim que ela voltou do
banco, o atendimento foi retomado.
No mais, informamos que dentro de algumas poucas semanas, estaremos recebendo mais dois médicos cubanos para reforçar o atendimento na nossa rede pública de saúde.

Cordialmente,
Rodrigo Lima
Assessoria de Imprensa
Prefeitura Municipal de Afogados da Ingazeira 

INDÚSTRIA DE AFOGADOS DA INGAZEIRA PARTICIPAM DA MECÂNICA NORDESTE

Cinco indústrias do segmento metalmecânico de Afogados da Ingazeira, município do sertão pernambucano, estão expondo na Feira Mecânica Nordeste que começou na terça-feira no Centro de Convenções, em Olinda, e termina na próxima sexta. São fabricantes de tanques para transporte de combustíveis, estruturas metálicas, mesas inox, janelas e esquadrias, além de diversos tipos de reboques homologados pelo Detran.

As empresas estão participando do evento com apoio da prefeitura. “Participar de uma feira como essa é muito importante pois contribui para ampliar o conhecimento e para criar oportunidades para ampliação dos negócios”, afirma o prefeito José Patriota. Segundo ele, a prefeitura está cumprindo o seu papel de indutor do desenvolvimento na medida em que cria condições para que os empresários do município possam ampliar seus horizontes . Além de participar da feira, os empresários fizeram visitas a potenciais clientes instalados no Complexo Industrial e Portuário de Suape onde realizaram contatos promissores.

De acordo com o secretário de desenvolvimento de Afogados, Eraldo Feijó, a tradição no segmento metalmecânico tem origem no antigo ginásio industrial, instituição estadual de ensino técnico que tinha uma unidade no município. A escola foi desativada há cerca de 15 anos, mas o seu legado permanece vivo até hoje. “Os proprietários de duas empresas, a Metalúrgica Brotas, que fabrica pias e mesas inox, e a Serralharia Modelo, que fabrica reboques, são ex-alunos do Ginásio Industrial”, revela. As outras empresas do setor que estão na feira são Art Metal (estruturas metálicas), Metalúrgica Ferreira Zuza (fabricação de tanques e caçambas) e Metalúrgica Santa Inês (fabricante de portas e janelas). Também está expondo no estande do município a indústria de fardamentos Invesa.

A feira é realizada pelo Sindicato da Indústria Metalúrguca, Mecânica e de Material Elétrico de Pernambuco (Simmepe) em parceria com a Reed Exhibitions Alcantara Machado.

INTEGRAÇÃO NACIONAL ENCERRA CICLO DE CAPACITAÇÕES JUNTO ÀS COMUNIDADES QUILOMBOLAS ASSISTIDAS PELO PROJETO SÃO FRANCISCO

 O Ministério da Integração Nacional vai promover, nesta quinta-feira (24), em Salgueiro (PE), o seminário “Comunidades quilombolas e o Projeto São Francisco: construindo soluções e apontando caminhos”. O evento integra o Programa de Desenvolvimento das Comunidades Quilombolas – um dos 38 Programas Ambientais do Projeto de Integração do Rio São Francisco –, que tem os objetivos de apoiar o processo de reconhecimento e territorialização, promover melhoria na qualidade de vida e fortalecer o desenvolvimento dos processos produtivos das 12 comunidades quilombolas assistidas pelo empreendimento.

Para o seminário, são esperados cerca de 190 participantes, entre representantes de associações e comitês locais das comunidades quilombolas localizadas nos municípios pernambucanos de Cabrobó, Mirandiba e Salgueiro. O evento marcará o encerramento do Programa Integrado de Capacitações, organizado nas comunidades quilombolas buscando promover um processo de formação continuada e contribuindo para a autonomia e organização socioeconômica e ambiental das comunidades.

Durante as capacitações, foram desenvolvidas atividades como oficinas temáticas nas áreas de organização social, incentivo ao empreendedorismo e busca de parcerias, bem como ações produtivas de agricultura orgânica e agroflorestal, criação de animais de pequeno médio porte, apicultura, beneficiamento de frutas e gestão integrada de resíduos sólidos.

Conhecimento e empreendedorismo – Além do estímulo ao cultivo de espécies mais adequadas para a região, as oficinas promovidas pelo Projeto São Francisco, iniciadas em agosto de 2011, possibilitaram aos pequenos produtores quilombolas melhores condições para competir no mercado e obter financiamentos.

Os resultados já são visíveis e têm contribuído para uma maior organização social, fiscal e administrativa das comunidades. Essa população está cada vez mais empreendedora e voltada à aplicação de ações produtivas como o manejo de animais de pequeno porte, agricultura orgânica, gestão integrada de resíduos sólidos e beneficiamento de frutas.

Compensação Ambiental – As atividades para o desenvolvimento das comunidades quilombolas integram os 38 planos e programas ambientais desenvolvidos pelo Ministério da Integração Nacional com vistas à minimização, à compensação e ao controle dos impactos ambientais provocados pela implantação e operação do Projeto São Francisco. Ao todo, os recursos para a compensação ambiental somam cerca de R$ 1 bilhão e vão trazer benefícios econômicos, sociais, científicos e ecológicos para as localidades da área de abrangência do empreendimento.

Em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), o ministério investe na melhoria das condições de moradia dos quilombolas. Para isso, está prevista a construção de 328 casas. Até o momento, 228 famílias já trocaram as antigas moradias de taipa por outras de alvenaria. Dessas, 106 estão em Salgueiro, 47 em Mirandiba, 44 em Custódia e 31 em Cabrobó, municípios pernambucanos. Outras 18 casas estão em construção.

OPINIÃO DO PERNINHA

A arara azul de Dona Vera.

Não posso dizer que sou um leitor assíduo da Folha de Pernambuco, mas, vez por outra, deparo-me com alguma matéria interessante, como aconteceu na quarta feira, 25/09, após saltar em uma parada de ônibus e adquirir um matutino que acabara de sair do forno.
Folheando o dito, voltei minha atenção para uma matéria assinada por Reinaldo de Oliveira, que tratava da arara azul de Dona Vera. Tendo visto a reportagem sobre o mesmo tema pelos canais de televisão no dia anterior, confesso que fiquei perplexo e com um forte sentimento de impotência diante das circunstâncias.
A matéria atentava para a falta de sensibilidade dos funcionários que são pagos para recolher os animais nas residências ou em feiras livres e, mesmo sabendo que estão condenando-os à morte, pouco se lixam para isto.
Como filho de agricultor e habitante da Zona Rural por um bom tempo, eu ficava embevecido escutando o cantar dos pássaros, logo ao amanhecer, e acredito que muitos já viveram a mesma emoção, pois quem não se encanta ouvindo um pintassilgo, um azulão, um bigode, um galo de campina ou um caboclinho? É claro que, soltos, eles cantavam bem mais afinados do que estando em uma gaiola, apesar de, na gaiola, poderem contar com comida, bebida, higiene, uma boa sombra e a proteção contra os predadores.
Mas em tudo existe uma explicação: amamos a liberdade, e com os animais não deve ser diferente. E se nada supera o preço da liberdade, haveremos de convir que se faz necessário um combate à prática criminosa da criação de aves em cativeiros, sofrendo maus tratos e  sem uma criação adequada, que muitas vezes os leva a mortes prematuras. Concordamos que esses criadores devam ser punidos com os rigores da lei e que as penas sejam até inafiançáveis (dependendo da sua gravidade). Mas como a situação de Dona Vera é diferente, achamos que ela não merecia pena tão dura.
É bom lembrarmos que, recentemente, um papagaio foi preso na própria casa da dona que o criou por mais de 10 anos, companheiro de tudo dela, e não lhe foi devolvido. Seu caso estava sendo julgado pelas pessoas (in)competentes, mas ele morreu, nas dependências do Ibama. Belo exemplo. Agora foi a Arara azul de Dona Vera Lúcia de Jaboatão, que foi presa pelo “herói” da polícia que a viu em seus domínios e cometeu o ato supremo de sua prisão.
“Após a apreensão, Dona Vera Lúcia mostrou a almofada em que ela dormia, em seu quarto, o cabo de vassoura que ela mantinha ligando o berço da Arara à sua cama com a qual convivia e até dormia. Dona Vera Lúcia colocava o almoço dela, na própria mesa. Comiam juntas. Entendiam-se em suas linguagens, seus gestos, seus gritos. E Dona Vera Lúcia era uma mulher feliz”. Continua o autor … “não sei de detalhes da sua vida, se é casada, se tem filhos, mas sei que a Arara Billy, era o maior motivo da felicidade dela”.
Que coisa mais grotesca! É lícito privar alguém do direito de ser feliz com um animal de pena? É da Lei. Do Ibama. Imaginem o que Billy significava na vida de D. Vera Lúcia. Que lhe dava tudo de que a Arara gostava. Arroz, só branco. Semente de girassol, um rádio ligado para se distrair e uma ponte ligando sua almofada de dormir ao colchão dela.
Indignado com essa situação, perguntamos: como se concebe tamanha crueldade com uma pessoa por tratar uma ave com tanto carinho? Essas pessoas têm mãe? E sentimentos? Talvez nem uma coisa nem outra. Tudo é feito em nome da Lei. E em nome da Lei surgem outras perguntas: quem sabe a cor do arroz que estão dando a Arara? Qual a estação de rádio que ela está ouvindo? Quais os cuidados de higiene que lhe estão ofertando? Sabemos que ela não está tendo nada disso, mas, caso as respostas sejam positivas, ainda cabe a pergunta final: alguém será capaz de transmitir o mesmo amor de D. Vera para com a sua querida Billy?
O mais provável é que a arara azul siga o mesmo caminho do Papagaio que citamos acima e de tantas outras aves que pereceram por lá, afinal a única eficiência que conhecemos no IBAMA, é no quesito da “aplicação de multas”, e esse é mais um dos grandes absurdos que são praticados sob a égide da Justiça.

Por: Danizete Siqueira de Lima