Press "Enter" to skip to content

Posts published by “Junior Finfa”

José de Sá Maranhão Júnior (Júnior Finfa), nasceu em Afogados da Ingazeira-PE, trabalhou no Blog do Magno, sendo o fotógrafo oficial, cobrindo as eleições de 2008 e 2010. No Blog do Sertão, atuou como repórter e fotógrafo, realizando um trabalho de inovação, sendo bastante elogiado nos meios de comunicações.

Alepe discute o Canal do Sertão em audiência pública nesta terça (5)

A Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) realiza, nesta terça-feira (05), às 9h, uma audiência pública para discutir o Canal do Sertão de Pernambuco. O encontro acontece no Auditório Sérgio Guerra, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), e é uma iniciativa do deputado estadual Luciano Duque, que preside o colegiado.

A audiência reunirá representantes do poder público, especialistas, produtores rurais e entidades ligadas ao setor agrícola para debater a importância da obra como eixo estruturador do desenvolvimento no interior do estado. A proposta é ampliar o diálogo sobre os impactos econômicos e sociais do Canal do Sertão, especialmente no enfrentamento da estiagem e no fortalecimento da produção rural.

Para Luciano Duque, o momento é estratégico para construir soluções concretas para o semiárido pernambucano. “Estamos falando de uma iniciativa que pode transformar a realidade do Sertão, garantindo segurança hídrica, fortalecendo a produção e gerando oportunidades para quem vive no campo. É fundamental reunir todos os atores envolvidos para avançarmos com planejamento e prioridade”, destacou o deputado.

Canal do Sertão – O projeto do Canal Adutor do Sertão Pernambucano tem como objetivo conduzir água do Rio São Francisco para o interior do estado, atendendo a diferentes usos, como abastecimento e produção. A iniciativa deve alcançar cerca de 138,6 mil pessoas e tem potencial para gerar aproximadamente 33 mil empregos diretos e outros 66 mil indiretos, impulsionando a economia da região.

Atualmente, o empreendimento encontra-se em etapa de estudos técnicos, elaboração de projetos, aquisição de áreas, além da implantação de estruturas básicas e ações de preservação ambiental, sob responsabilidade da Codevasf. O canal está previsto para o Submédio São Francisco, na margem esquerda do rio, com abrangência em territórios que incluem o município de Casa Nova, na Bahia, e diversas cidades pernambucanas, como Petrolina, Afrânio, Dormentes, Santa Filomena, Santa Cruz, Ouricuri, Trindade, Araripina, Ipubi, Bodocó, Granito, Exu, Parnamirim, Moreilândia, Cedro e Serrita.

Governo lança nesta segunda novo pacote para renegociação de dívidas

Por Mariana Assis, Kellen Barreto, g1 — Brasília

O governo federal lança nesta segunda-feira (4) o “Novo Desenrola Brasil” – um pacote de medidas voltado à redução do nível de endividamento da população.

No fim de 2024, segundo o Banco Central (BC), 117 milhões de pessoas tinham alguma dívida com instituições financeiras.

Entre os principais eixos do programa, está a renegociação de débitos com bancos e operadoras de crédito.

Os termos do Novo Desenrola foram definidos após uma série de reuniões entre o governo e representantes do setor financeiro.

Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), adiantou o presidente Luiz Inácio lula da Silva (PT), durante pronunciamento em cadeia de rádio e televisão na última quinta-feira (30).

Segundo ele, os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida.

O g1 apurou que o programa deve abarcar rendas de até cinco salários mínimos, cerca de R$ 8 mil mensais.

Lula disse, ainda, que o trabalhador poderá ter acesso a até 20% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para a amortização de dívidas.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, explicou na última quarta-feira (29) que essa operação será entre bancos.

A Caixa Econômica Federal deverá transferir o dinheiro do FGTS para o banco em que está a dívida, após autorização do trabalhador.

Quem aderir ao programa ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas online.

“Agora, o que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet”, declarou o presidente.

Deputado federal, Lucas Ramos ultrapassa mais de 100 equipamentos pesados entregues e fortalece a agricultura familiar em Pernambuco

Filho de agricultor, Lucas Ramos conhece de perto a realidade de quem vive da terra. Sabe o peso do sol forte, a incerteza da chuva e a luta diária para garantir o sustento da família. E foi dessa vivência que nasceu um mandato com raízes fincadas no campo.

Em pouco mais de três anos como deputado federal, Lucas já ultrapassou a 100ª entrega de equipamentos pesados – tratores, retreacavadeiras, motoniveladoras, e mais de 400 implementos agrícolas que ajudam a impulsionar o trabalho no campo em todo estado, consolidando um dos maiores investimentos recentes na agricultura familiar de Pernambuco.

Grades aradoras e niveladoras, desbulhadeiras de grãos, forrageiras, encilhadeiras, pulverizadores, carretas agrícolas, roçadeiras, entre outros, que chegam diretamente aos agricultores, fortalecendo a produção, ampliando a renda e garantindo mais dignidade ao homem e à mulher do campo.

Cada entrega representa mais autonomia para o pequeno produtor permanecer na sua terra, produzir com melhores condições e movimentar a economia local.

As emendas do parlamentar não ficam no papel — viram ação concreta, chegam na ponta e transformam vidas, beneficiando dezenas de milhares de pessoas. O mandato do filho de Petrolina se destaca pela presença, pela escuta ativa e, principalmente, pelos resultados.

“Não é discurso, é entrega. Cada máquina que chega é mais oportunidade, desenvolvimento e respeito para quem vive da terra”, afirma Lucas Ramos.

Mais do que números, são vidas transformadas e sonhos materializados. Lucas Ramos faz da agricultura familiar uma prioridade e consolida seu nome como o parlamentar que mais investe no fortalecimento do campo em Pernambuco. Blog Nossa Voz

Coluna do Finfa

Governo de Pernambuco fortalece ações de reconstrução em municípios atingidos pelas chuvas

Após dias de intensas chuvas na Região Metropolitana do Recife e Zona da Mata, o Governo de Pernambuco continua realizando operações emergenciais para reconstrução de áreas em municípios atingidos. Neste domingo (3), a governadora Raquel Lyra vistoriou os serviços de recuperação das estradas de acesso aos Engenhos Novo e Folguedo, na cidade de Goiana, e conversou com a população no local. Mais cedo, a gestora comandou reunião no Recife com secretarias e órgãos do governo para dar continuidade às definições dos trabalhos. Na próxima terça-feira (5), a governadora cumpre agenda em Brasília para solicitar recursos ao governo federal para restabelecimento da normalidade. No sábado (2), o governo decretou situação de emergência em 27 municípios afetados pelas inundações, com prazo de 180 dias.

“Estamos aqui em uma estrada vicinal na cidade de Goiana, junto com as comunidades de Engenho Novo e Folguedo. Temos dezenas de famílias ilhadas após as chuvas que atingiram Pernambuco. Já estamos com as máquinas trabalhando para restabelecer o direito de ir e vir da população e só vamos sair daqui quando concluirmos todas essas reconexões. E estamos com muitos outros serviços para reconstruir perdas, como entregas de colchões e kits de limpeza. Vamos continuar trabalhando incansavelmente para restabelecimento da normalidade da vida das pessoas”, destacou a governadora Raquel Lyra.

Em uma estrada de Goiana, a atuação do Governo de Pernambuco foi intensificada após demandas apresentadas pela população ainda na manhã de hoje. Durante a vistoria, a chefe do Executivo estadual verificou o trabalho de equipes sendo realizado com cinco equipamentos, entre caminhões e retroescavadeiras, destinados à recuperação das estradas de acesso aos Engenhos Folguedo e Novo. Os danos foram provocados pelo transbordamento de um açude na Usina Maravilha, que comprometeu a infraestrutura viária e isolou comunidades.

“Goiana foi a cidade mais afetada pelas fortes chuvas que atingiram Pernambuco nos últimos dias. Hoje, estamos com máquinas trabalhando para recuperar os acessos aos povoados que estão isolados da sociedade. O Governo de Pernambuco está chegando na maior velocidade possível a esses locais para atender a quem mais precisa”, pontuou o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Rodrigo Ribeiro.

Ajuda humanitária – Mais de 7,6 mil itens de ajuda humanitária já foram entregues pela gestão estadual como parte das ações emergenciais desde o dia 1º. As entregas contemplam itens essenciais, como colchões, itens de higiene e limpeza. As equipes técnicas seguem mobilizadas em todo o Estado, realizando o monitoramento das áreas de risco. “No depósito da Defesa Civil, o Governo de Pernambuco mantém um estoque permanente para atender pelo menos 6 mil pessoas em situação de emergência. No antigo galpão não cabiam nem 500 colchões. Com as ocorrências deste final de semana uma parte desse estoque já seguiu para os municípios que estão solicitando ajuda”, ressaltou a vice-governadora Priscila Krause.

Canal do Fragoso – O Governo de Pernambuco está realizando uma força-tarefa emergencial coordenada com a mobilização de 42 equipamentos – entre escavadeiras hidráulicas, retroescavadeiras e caçambas volantes – que aceleram a retirada de sedimentos e baronesas no Canal do Fragoso, em Olinda. O trabalho tem o objetivo de otimizar o escoamento das águas.

Até o momento, o Estado de Pernambuco contabilizou, através do Corpo de Bombeiros, o resgate de 814 pessoas, sendo 808 pessoas com vida e seis óbitos. Em paralelo, a Defesa Civil registrou 1.632 pessoas desabrigadas, além de 7.908 pessoas desalojadas.

Programa Parceria entrega obra de contenção de encosta na Bomba do Hemetério

Intervenção recebeu investimento de R$ 11,3 mil e agora protege área de 90 m², beneficiando três famílias com mais segurança e qualidade de vida

O prefeito do Recife, Victor Marques, esteve neste domingo (3) no bairro da Bomba do Hemetério para entregar mais uma obra do Programa Parceria. A intervenção, realizada na Rua Antônio Meira, garantiu mais segurança e qualidade de vida para os moradores da área. Com investimento de R$ 11,3 mil, a obra contemplou 90 metros quadrados e beneficiou diretamente três famílias. Durante a visita, o gestor recifense destacou os desafios da execução e a importância da intervenção para a segurança das pessoas. “A parte mais desafiadora foi a limpeza e a retirada do material, devido à dificuldade de acesso. Depois disso, a obra avançou com a reorganização da encosta, construção de dois muros e aplicação da tela com drenagem adequada”, explicou.

O prefeito do Recife também ressaltou o impacto do programa na cidade. “Ao longo dos últimos anos, já entregamos mais de 5 mil obras como essa. O mais importante é garantir que as famílias estejam protegidas, especialmente em períodos de chuva. É isso que dá sentido ao programa”, afirmou Victor Marques.

O Programa Parceria é desenvolvido pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria Executiva de Defesa Civil (Sedec), e funciona a partir da colaboração entre o poder público e os moradores. A gestão municipal oferece projeto, material e orientação técnica, enquanto a população entra com a mão de obra. As intervenções incluem contenção de encostas com técnicas como rip-rap, tela argamassada e alvenaria armada; melhorias de infraestrutura, como acessos, microdrenagem e corrimãos; além de ações habitacionais, como implantação de fossas, revestimentos e recuperação de paredes.

O secretário executivo de Defesa Civil do Recife, coronel Cássio Sinomar, destacou a importância das obras para a segurança da população. “Mesmo em áreas de difícil acesso, conseguimos executar obras que garantem mais segurança e tranquilidade para as famílias. Hoje, temos cerca de 380 intervenções em andamento na cidade, levando dignidade e proteção para a população”, ressaltou.

Moradora da área há 50 anos, Cristina Maria de Oliveira, 70 anos, relatou o alívio após a conclusão da obra. Ela contou que convivia com o medo constante, principalmente durante os períodos de chuva. “Eu esperei muito por essa obra. Antes, a gente vivia com medo, principalmente à noite. Agora está tudo diferente: me sinto mais segura e consigo dormir tranquila, mesmo quando chove”, afirmou.

PROGRAMA PARCERIA – Desde 2021, o programa já entregou 5,4 mil intervenções em toda a cidade, alcançando mais de 12 mil famílias, além de outras 386 obras em andamento. A iniciativa recebeu reconhecimento internacional em 2022, ao ser premiado com o Pergaminho de Honra da ONU-Habitat, considerada a mais prestigiada premiação mundial na área de habitação sustentável.

AÇÃO INVERNO – As obras do Programa Parceria integram a Ação Inverno 2026, que contará com investimento recorde de R$ 381,8 milhões. O conjunto de ações inclui obras estruturadoras para redução de alagamentos, limpeza de canais, intervenções de micro e macrodrenagem e contenção de encostas, realizadas ao longo de todo o ano.

Do orgulho ao esquecimento: o destino do Clube Campestre Afogadense

Por Rinaldo Remígio*

Há obras que se constroem com cimento, ferro e esforço. Outras, porém, nascem de algo mais nobre: visão, propósito e compromisso com o bem comum. O Clube Campestre Afogadense pertence a essa segunda categoria.

Erguido em 1982, não foi fruto do acaso. Foi concebido por homens de visão — homens livres e de bons costumes — que compreenderam, ainda àquela época, que uma cidade não se sustenta apenas pelo comércio ou pela política, mas também pelos espaços de convivência, onde famílias se encontram, amizades se fortalecem e a vida social floresce com dignidade.

O Campestre nasceu grande. Nasceu com propósito.

Ali, não se construíram apenas paredes, mas memórias. Quantos encontros, quantos risos, quantas celebrações ficaram impregnadas naquele chão? Quantas famílias ali escreveram capítulos inteiros de suas histórias? Eu mesmo guardo lembranças das minhas visitas: almoços, eventos sociais, momentos simples — e, por isso mesmo, grandiosos — que davam sentido à convivência comunitária.

Era mais do que um clube. Era um ponto de encontro da alma afogadense.

Hoje, porém, ao nos aproximarmos de seus portões — danificados, fragilizados — o que encontramos não é apenas o desgaste do tempo. É um silêncio que incomoda. Um silêncio que fala alto. Um silêncio que ecoa abandono.

E dói.

Dói saber que aquele espaço, outrora vibrante, hoje vê o mato avançar sobre áreas valiosas, especialmente nas proximidades da Barragem de Brotas. Ali, onde ainda se respira ar puro, onde a natureza insiste em mostrar sua força, permanece latente um potencial extraordinário — à espera, talvez, de mãos que cuidem, de olhares que se importem, de decisões que resgatem.

Porque a natureza resiste. Mas o patrimônio humano precisa de zelo.

É preciso, antes de tudo, fazer justiça àqueles que sonharam e realizaram. Os fundadores do Campestre não pensaram pequeno. Não ergueram um espaço qualquer. Criaram um ambiente de convivência familiar, de lazer saudável, de integração social — algo que, para uma cidade do porte de Afogados da Ingazeira à época, representava ousadia, organização e espírito coletivo.

Esse legado não pode ser negligenciado.

Aos atuais dirigentes e permissionários, cabe uma responsabilidade que vai além da gestão administrativa. Cabe-lhes a guarda de um patrimônio que, embora juridicamente privado, é, na prática, parte da memória coletiva da cidade. Cuidar do Campestre não é apenas manter uma estrutura — é preservar uma história.

E história não se reconstrói depois de perdida.

Não se trata aqui de crítica vazia, mas de um chamado à responsabilidade. Manutenção não é custo — é investimento na permanência. Conservação não é obrigação burocrática — é compromisso moral com o passado e com o futuro.

Afogados da Ingazeira já foi protagonista — e ainda pode ser. No comércio, nos esportes, na educação, construiu uma trajetória respeitável no Vale do Pajeú. Mas cidades que deixam seus espaços simbólicos à deriva correm o risco de perder, pouco a pouco, sua identidade.

Recentemente, ao visitar a AABB, ainda se percebe algum esforço de resistência — iniciativas pontuais, tentativas de manter viva uma estrutura que também enfrenta desafios. Mas, ao mesmo tempo, nota-se a ausência de uma presença institucional mais forte, de uma articulação mais ampla que sustente esses espaços ao longo do tempo.

E o Campestre precisa disso.

Precisa de gestão. Precisa de cuidado. Precisa, sobretudo, de compromisso.
A sociedade afogadense — os que estão e os que partiram, mas não esqueceram — também tem seu papel. É hora de olhar novamente para esse patrimônio. De provocar debates. De estimular parcerias. De buscar caminhos que respeitem sua natureza jurídica, mas que não o condenem ao esquecimento.

Porque uma cidade que abandona seus espaços de convivência, aos poucos, abandona a si mesma.

E o Campestre…

o Campestre não pode ser reduzido a ruínas de lembranças.

Ele ainda pode — e deve — voltar a ser palco de encontros, risos e histórias.

Basta que o silêncio seja interrompido.

E que a responsabilidade fale mais alto.

*Professor universitário aposentado, administrador, contador, mestre em economia.

Tuparetama: Culturama atrai grande público em noite dedicada ao forró, poesia e aboio

A noite de sábado em Tuparetama foi marcada por grande público com a realização do 1° Culturama de 2026, promovido pelo Governo de Tuparetama, por meio da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes. O evento reuniu uma multidão na Churrascaria da Academia das Cidades, em uma noite que destacou a força e a identidade da cultura regional.

A programação teve início com Ramon Farias, levando ao palco o melhor do forró. Em seguida, o jovem revelação do forró e da poesia pajeuzeira, Luis Barbinha, entregou um dos momentos mais aguardados da noite, quando subiu ao palco e encantou com seu talento e canções conhecidas do público.

Na sequência, Paulo Barba e Jairinho — Os Gringuilinhos da Serrinha —, dupla reconhecida no aboio nordestino, apresentaram seu repertório, reforçando a tradição e a identidade cultural da região.

O prefeito Diógenes Patriota ressaltou a importância do evento para o fortalecimento da cultura no município. “Ver esse espaço cheio, com o nosso povo prestigiando os artistas da terra, mostra que estamos no caminho certo, valorizando nossas raízes e incentivando a cultura local”, afirmou.

Governadora Raquel Lyra decreta situação de emergência em 27 municípios atingidos pelas chuvas

A governadora Raquel Lyra decretou, neste sábado (2), situação de emergência em 27 municípios afetados pelas fortes chuvas. O documento está publicado em edição extra do Diário Oficial, com prazo de 180 dias. O decreto é importante para acelerar a execução de ações emergenciais e solicitação de apoio e investimentos ao governo federal. O anúncio também foi feito aos prefeitos dos municípios atingidos durante reunião virtual na tarde deste sábado. No encontro, com a participação do diretor do Departamento de Restabelecimento e Reconstrução da Defesa Civil Nacional, Paulo Falcão, também foram apresentadas pela governadora as ações estaduais na assistência às famílias impactadas. Participaram da reunião prefeitos da Região Metropolitana do Recife e Zona da Mata Norte.

“Conversamos com os prefeitos e prefeitas de cidades afetadas, o Estado está decretando situação de emergência para poder a gente continuar apoiando os municípios no restabelecimento da normalidade e buscar junto ao governo federal investimentos para as ações. Também debatemos com os prefeitos o passo seguinte. Primeiro era o resgate e salvamento das pessoas que estavam afetadas pelas chuvas, foram mais de 800 resgates feitos pelo Corpo de Bombeiros junto com a Defesa Civil e os municípios. Agora ajuda humanitária acontecendo, distribuição de colchões, mantimentos, apoio, abertura de escolas para colocar os desabrigados”, declarou a governadora Raquel Lyra.

O decreto de situação de emergência também considera que os habitantes dos municípios afetados não têm condições satisfatórias de superar os danos e prejuízos provocados pelas inundações. Outros municípios ainda podem ter estado de emergência reconhecido pelo Governo do Estado após novas avaliações.

Na reunião, também foram levantados pelos prefeitos alguns danos causados pelas chuvas em suas cidades para poder receberem apoios nas ações de reconstrução. “Gostaria de agradecer ao apoio do governo estadual a Timbaúba, incluindo envio de um helicóptero para resgatar pessoas isoladas na zona rural que precisaram de atendimento. Nossa maior preocupação agora é a zona rural e os distritos sem acesso à cidade”, contou o prefeito de Timbaúba, Marinaldo Rosendo.

Até o momento, o Corpo de Bombeiros já realizou o resgate de 807 pessoas. A Defesa Civil do Estado já registrou 1601 pessoas desabrigadas e 1389 pessoas desalojadas. O Governo do Estado, por meio da Defesa Civil, já destinou a municípios afetados 1354 colchões, 2158 lençóis, 504 kits de limpeza e 404 kits de higiene.

Confira a lista dos municípios em situação de emergência:

1 – Abreu e Lima
2 – Aliança
3 – Araçoiaba
4 – Buenos Aires
5 – Camaragibe
6 – Goiana
7 – Glória do Goitá
8 – Igarassu
9 – Ilha de Itamaracá
10 – Ipojuca
11 – Itambé
12 – Itapissuma
13 – Jaboatão dos Guararapes
14 – Limoeiro
15 – Moreno
16 – Nazaré da Mata
17 – Olinda
18 – Passira
19 – Paudalho
20 – Paulista
21 – Pombos
22 – Recife
23 – São Lourenço da Mata
24 – São Vicente Férrer
25 – Timbaúba
26 – Vicência
27 – Vitória de Santo Antão

Mãe denuncia escola improvisada em garagem na zona rural de Serra Talhada

Por: Farol de Notícias

Na última quinta-feira (30), uma mãe, moradora da comunidade de São João dos Gaias, na zona rural de Serra Talhada, procurou a reportagem do Farol de Notícias para fazer uma denúncia em relação a precariedade na estrutura de ensino ofertada a crianças da educação infantil.

Segundo relatos da responsável, que pediu para ter sua identidade preservada, alunos do Pré-1 e Pré-2 estão tendo aulas em uma garagem improvisada, localizada nas proximidades da escola, sem condições adequadas de funcionamento. Ela também afirma que o problema se arrasta desde o ano passado, quando foi anunciada a construção de duas novas salas de aula na unidade escolar.

A PROMESSA DO GOVERNO
A promessa, segundo a mãe, era de que as obras fossem realizadas durante o período de férias, evitando prejuízos ao calendário letivo. No entanto, o ano letivo começou e a realidade encontrada pelas crianças foi outra.

Sem a ampliação da estrutura, as turmas foram deslocadas para um espaço improvisado. Ainda segundo a denunciante, o local é pequeno, quente e não dispõe sequer de ventilação adequada, o que tem dificultado o aprendizado e o bem-estar dos alunos.

A situação fica ainda pior em momentos como a merenda escolar, já que as crianças precisam se deslocar até o prédio principal da escola para se alimentar. A mãe afirma ainda que embora já tenham buscado a gestão escolar e a Secretaria de Educação, até o momento, nenhuma solução efetiva foi apresentada. Diante disso, os responsáveis cobram providências urgentes e o cumprimento da promessa de construção das salas, garantindo um ambiente digno para o ensino.

Leia o relato na íntegra:
“Desde o ano passado, ou até do ano retrasado, que a prefeita [Márcia Conrado] prometeu fazer duas salas na escola do São João dos Gaias. Disse que ia fazer no final do ano, quando a gente estivesse de férias, mas os meninos começaram a estudar e nada dessas salas saírem. O que acontece é que os alunos estão estudando na garagem de uma casa que fica perto da escola. A garagem é muito pequena, faz muito calor e não tem nem ventilador para as crianças. É turma de pré-1 e pré-2, crianças pequenas. Mal os alunos e a professora conseguem ficar ali dentro, se movimentar. As bancas praticamente ficam uma em cima da outra, mal cabem no espaço.

Minha gente, eles são seres humanos, são crianças. E criança não sabe dizer o que é bom ou ruim. Desde o final do ano passado que a prefeita também tinha prometido resolver essa situação, e até agora nada. Para merendar, eles precisam ir até a escola para lanchar. E ficam nessa situação, sem uma sala adequada. Eu estou falando porque eu vou lá, eu tenho crianças que estudam nessa sala do pré e vi de perto a situação.