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Posts published by “Junior Finfa”

José de Sá Maranhão Júnior (Júnior Finfa), nasceu em Afogados da Ingazeira-PE, trabalhou no Blog do Magno, sendo o fotógrafo oficial, cobrindo as eleições de 2008 e 2010. No Blog do Sertão, atuou como repórter e fotógrafo, realizando um trabalho de inovação, sendo bastante elogiado nos meios de comunicações.

Financiamentos do Banco do Nordeste em Pernambuco crescem 73% em quatro anos

O Banco do Nordeste (BNB) encerrou o ano 2025 com a contratação total de R$ 7,83 bilhões em crédito para projetos em Pernambuco. O volume representa um crescimento de 73% em relação a 2022. Na comparação do ano passado com 2024, a alta foi de 24,9%. Os valores são oriundos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e recursos próprios. Somente com FNE, foram R$ 5,6 bilhões.

De acordo com o superintendente do BNB no estado, Hugo Luiz de Queiroz, a atividade econômica vem apresentando forte crescimento, o que se reflete em demanda de crédito. “Todos os setores estão aquecidos e alguns deles puxam outros investimentos em cadeia, a exemplo da indústria que contratou 25% a mais ano passado, a infraestrutura com alta de 171% e a agricultura, que cresceu 41% “, detalha.

As micro e pequenas empresas (MPE) também apresentaram alta nas contratações. Foram mais de R$ 1 bilhão – alta de cerca de 10%. “Estamos vendo muita confiança do empresário. Quase 75% de todo o crédito que liberamos em 2025 para as MPE foram para investimento”, explica Hugo Queiroz.

Microcrédito
Os programas de microcrédito orientado do Banco do Nordeste também apresentaram crescimento em 2025, em Pernambuco. O Crediamigo, voltado para o empreendedor urbano, desembolsou R$ 1,04 bilhão – alta de 24,4% na comparação com 2024.

Já o Agroamigo, voltado para o meio rural, registrou alta de 54% com a contratação de R$ 1,03 bilhão.

Mais recursos do FNE
Principal fonte de recursos do Banco do Nordeste, o FNE programa a contratação de R$ 6,27 bilhões no estado em 2026. O valor previsto representa um aumento de 12,1% do que foi contratado pelo Fundo em 2025.

Segundo Hugo Queiroz, o FNE já vem apresentando aumento nas contratações nos últimos anos. De 2024 para 2025, a alta foi de 60%. O Fundo é o principal estímulo a setores como infraestrutura, agricultura, pecuária, indústria e turismo.

Coluna do Finfa

Prefeito Fredson recebe mais três ônibus escolares e São José do Egito chega a 11 veículos conquistados junto a gestão Raquel Lyra

O prefeito Fredson Brito recebeu, nesta quarta-feira, 15 de abril, em Recife, mais três novos ônibus escolares destinados à rede municipal de ensino de São José do Egito. Com a nova entrega, o município passa a contar com 11 ônibus conquistados durante a atual gestão, fruto da parceria com o Governo de Pernambuco.

A aquisição dos veículos ocorre por meio do apoio da governadora Raquel Lyra e da articulação do deputado estadual Gustavo Gouveia, que tem atuado em favor do fortalecimento da educação no município.

A agenda contou ainda com a presença da secretária municipal de Educação, Acidália Pessoa, e da diretora de Ensino, Claudete Siqueira, que acompanharam o prefeito no recebimento dos novos veículos.

Os ônibus vão reforçar o transporte escolar, garantindo mais segurança, conforto e qualidade no deslocamento dos estudantes, especialmente da zona rural até as unidades de ensino.

Para o prefeito Fredson, a chegada dos veículos representa mais um avanço importante para a educação do município.

“Estamos ampliando e renovando a nossa frota com veículos novos, oferecendo mais dignidade aos nossos alunos. Esse é um investimento que impacta diretamente no acesso à educação e na qualidade do ensino.”

A conquista reforça o compromisso da gestão municipal em investir na educação e assegurar melhores condições para estudantes e profissionais da rede pública de ensino.

Sisar Sertão Central e Araripe redefine atuação e passa a abranger apenas a região central

Após cisão, Araripe ganhará nova unidade de gestão do saneamento rural e Sisar da região entra em processo de criação

Representantes das associações filiadas e entidades participantes do Sisar Sertão Central – Araripe decidiram, em assembleia geral extraordinária, pela redefinição da área de atuação da organização, que passa a abranger apenas a região do Sertão Central. Segundo o gerente técnico do Sisar Pernambuco, Alexandre Santana, a medida representa um redimensionamento estratégico da atuação da entidade já existente. “A redefinição foi aprovada, o estatuto foi alterado e agora o Sisar Sertão Central e Araripe passa a ser apenas Sisar Sertão Central. Com a transformação, o Sisar Sertão Central continua com o mesmo CNPJ, porém muda a área de atuação, que agora passa a ser só Sertão Central. E, naturalmente, o nome muda também. Então, é uma alteração estatutária e um redimensionamento da área de atuação do Sisar existente, que agora passa a atuar apenas no Sertão Central”, explicou.

Alexandre Santana destacou ainda que a mudança permitirá maior eficiência operacional. “A unidade do Sertão Central – Araripe estava sediada em Salgueiro, que fica no Sertão Central. O território, reunindo as duas regiões, era muito grande, impondo dificuldades de acompanhamento e produtividade para um único Sisar”, afirmou. A assembleia também analisou e aprovou a reforma do estatuto social, além de tratar da recomposição do Conselho de Administração (CONAD), e da eleição e posse do Conselho Fiscal (CONFIS) para o período de abril de 2026 a março de 2028.

Quanto à atuação do Sisar na região do Araripe, o gerente técnico informou que o processo de estruturação de uma nova unidade será retomado. “No ano passado, iniciamos o movimento para fundar o Sisar Araripe. Concluída esta etapa da cisão, vamos retomar o processo de fundação do Sisar Araripe, cumprindo todos os passos necessários para a criação de um novo Sisar”, acrescentou.

Sobre o Sisar – O Sistema Integrado de Saneamento Rural (Sisar) é uma política pública de gestão participativa de sistemas de abastecimento de água em áreas rurais, funcionando em modelo associativo. Sua estrutura gestora é formada por um conselho administrativo, constituído de seis representantes das regiões rurais, e cinco coparticipes, sendo quatro representantes do poder público e uma instituição de controle social, além de um conselho fiscal. Além de um órgão executivo formado por profissionais contratados.

A iniciativa contribui para ampliar a continuidade da distribuição de água em localidades onde os sistemas urbanos convencionais não conseguem chegar. Atualmente, Pernambuco conta com cinco unidades em funcionamento: Sisar Moxotó, Sisar Pajeú, Sisar Sertão Central, Sisar Agreste Central e Sisar Sertão do São Francisco. Também está em processo de formação o Sisar Matas. Com a futura consolidação do Sisar Araripe e do Sisar Matas, o Estado passará a contar com sete unidades, a meta é cobrir todas as regiões rurais pernambucanas.

Adagro e Prefeitura de Jatobá alinham estratégias para fortalecer a aquicultura na região

Representantes da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro) e da Secretaria de Desenvolvimento Rural de Jatobá realizaram uma reunião, com o objetivo de reforçar o compromisso conjunto com o fortalecimento da atividade aquícola no município, que tem um importante potencial para o setor.

O encontro teve como principal pauta o alinhamento de estratégias voltadas à ampliação e atualização dos cadastros de estabelecimentos de aquicultura locais., agendada para iniciar em maio. “Essa é uma iniciativa considerada fundamental para promover maior organização da produção, facilitar o acesso dos produtores a políticas públicas e garantir a segurança sanitária da atividade” , avalia a coordenadora do Molubis da Adagro e suplente do Programa Estadual de Sanidade dos Animais Aquáticos – PESAAq, Adrielle Trevisan.

A ação destaca a importância da integração entre os órgãos públicos na construção de soluções que impactem diretamente o setor produtivo, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da aquicultura na região.

Participaram da reunião, além da coordenadora da Adagro, Adrielle Trevisan, a secretária de Desenvolvimento Rural de Jatobá, Paula Alencar; a engenheira de pesca da Secretaria, Maiara Sá; a diretora do Departamento de Meio Ambiente, Danielle Ferreira; o fiscal estadual e coordenador do PESE, Gustavo Simões; além do assistente Kenedy Freire.

Vereadora de Condado, professora Fátima tem eleição validada em definitivo no TRE-PE

A vereadora professora Fátima (PP), atual presidente da Câmara Municipal de Condado, obteve uma importante vitória nesta quarta-feira (15), após o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco manter, por unanimidade, a sentença de primeiro grau que julgou improcedente a Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (AIME) movida contra sua eleição.

 O caso começou na Justiça eleitoral da cidade, onde a ação que questionava o resultado foi rejeitada. Mesmo após recurso, o tribunal manteve o mesmo entendimento, afirmando que não há provas de qualquer ilícito no processo eleitoral, as acusações eram absolutamente infundadas.

 O relator do caso, desembargador Paulo Machado, destacou que não foram encontrados elementos que comprometesse a eleição ou o mandato da vereadora. Durante o julgamento, o advogado Tito Moraes defendeu a legalidade da campanha da Professora Fátima (PP).

 Com a decisão, a Justiça Eleitoral reafirma a validade da eleição e do mandato da vereadora professora Fátima.

O legado de Joaquim Nazário

Por Rinaldo Remígio*

Ao longo de alguns meses, tenho me dedicado juntamente com os amigos Fernando Pires, Magno Martins, Milton Oliveira, Ademar Rafael, Reginaldo Remigio e o jornalista Junior Finfa, editor deste Blog a registrar histórias de homens e mulheres que ajudaram a moldar a identidade de Afogados da Ingazeira e de toda a região do Pajeú. São trajetórias que nem sempre estão nos livros, mas permanecem vivas na memória de quem as testemunhou. Desta vez, escrevo movido por emoção especial, após ler do amigo Milton Oliveira, detalhes comoventes da caminhada de seu pai, o Sr. Joaquim Nazário de Oliveira — um homem simples, trabalhador incansável e, acima de tudo, um exemplo de superação.

Segundo Milton, Joaquim Nazário nasceu em 27 de setembro de 1924, no Sítio Riacho da Onça, a cerca de 12 quilômetros de Afogados da Ingazeira. Filho de agricultores, cresceu em meio às dificuldades do sertão. Sua infância foi marcada pela simplicidade, mas também por um amadurecimento precoce diante das adversidades. Não era incomum que as brincadeiras infantis fossem interrompidas pelo trabalho no roçado ou pela necessidade de ajudar no sustento da família.

Aos 17 anos, tomou uma decisão que mudaria sua vida: aprender o ofício de alfaiate. O objetivo era claro — deixar o sítio, conquistar uma profissão e, no futuro, dar aos irmãos a oportunidade que ele próprio não tivera. Saiu a pé até a cidade e procurou o único alfaiate da localidade. O mestre aceitou ensiná-lo, mas não havia onde dormir nem como garantir alimentação.

Foi sua mãe quem orientou o sacrifício: vir à cidade às segundas-feiras e retornar às quartas; voltar na quinta e regressar no sábado à noite. Sempre a pé, com uma pequena vasilha de comida, dormindo no próprio ambiente da alfaiataria. A comida era pouca: o que levava dava apenas para um dia. Muitas vezes, da terça para a quarta e da sexta para o sábado, ele passava fome. Certa vez, chegou em casa tão debilitado que desmaiou no colo da mãe. O episódio marcou profundamente a família — e revela a dimensão da sua determinação.

Depois de formado alfaiate, abriu sua própria alfaiataria. Foi ali que começou a construir a vida que sempre sonhara. Com trabalho honesto e disciplinado, conseguiu trazer os irmãos para a cidade. Mais tarde, alguns deles concluíram cursos superiores em Direito, Odontologia e Medicina — prova de que o esforço de um pode iluminar o destino de muitos.

Em 14 de outubro de 1945, casou-se com Alaíde Batista da Silva, que passou a se chamar Alaíde Batista de Oliveira. O casal teve quatro filhos: Hilton (engenheiro e bancário aposentado), Ailton (médico), Uilton (engenheiro) e Milton (advogado e escritor). Segundo Milton, o pai sempre foi um homem de disciplina rígida, de poucas palavras, mas de atitudes firmes. Nunca foi de demonstrações fáceis de emoção, mas seus gestos sempre revelavam um profundo senso de responsabilidade e amor pela família.

Milton relembra que o pai era conhecido pela integridade e pela seriedade nos negócios. Na alfaiataria, tinha fama de perfeccionista. Entregava roupas impecáveis, e sua clientela cresceu justamente por confiar na palavra dele. “Meu pai não fazia propaganda. Sua propaganda era o serviço bem feito”, conta o filho.

Com o passar dos anos, o comércio de roupas prontas reduziu o movimento da alfaiataria. Foi então que Joaquim tomou uma decisão difícil: vendeu o negócio, comprou um caminhão e se mudou com a família para o Recife. Recomeçou como caminhoneiro, transportando cargas por longas distâncias. Era conhecido pela responsabilidade, pela pontualidade e pela coragem. Trabalhava quase sem descanso, dormia pouco e, muitas vezes, fazia refeições rápidas nas estradas.

Milton relata que, certa vez, após comprar um caminhão Mercedes novo, o pai decidiu descansar alguns dias e contratou um motorista para fazer uma viagem. Fez recomendações claras: “não parar em farras e jamais deixar o caminhão estacionado como o primeiro da fila”. Infelizmente, o motorista desobedeceu. Parou exatamente num meretrício, deixou o caminhão numa descida, como o primeiro da fila, e o veículo foi roubado. Ao retornar, o caminhão já havia desaparecido.

Inconformado, Joaquim não desistiu. Viajou pelo Brasil, foi até a Argentina e ao Uruguai em busca do caminhão. Não conseguiu recuperá-lo. O golpe foi duro. O prejuízo abalou profundamente o seu espírito e marcou um período difícil em sua vida.

Mesmo assim, continuou lutando. Mais tarde, enfrentou um câncer de pele e, com tratamento, conseguiu vencer a doença. Mas, posteriormente, o mal voltou de forma mais agressiva, atingindo o colédoco. Buscou tratamento em Recife e em São Paulo, mas não obteve êxito.

Joaquim Nazário de Oliveira faleceu em 23 de junho de 1993, às 17h30, em sua residência, em Afogados da Ingazeira, e foi sepultado no Cemitério São Judas Tadeu.

Ao ler a narrativa desta história por seu filho Milton, fica claro que o Senhor Joaquim Nazário não foi apenas um homem que trabalhou para sobreviver. Foi um homem que transformou a própria dor em força, que converteu limitações em oportunidades e que deixou um legado que ultrapassa gerações. A maior herança que deixou não foi material, mas moral: o exemplo de dignidade, perseverança e amor à família.

Reflexão final aos leitores
Ao relembrar a vida do Senhor Joaquim Nazário de Oliveira, não há como ignorar um episódio que, embora doloroso, traz uma lição poderosa. Ele confiou, orientou, preveniu e alertou. Fez a parte que lhe cabia com responsabilidade e prudência. Porém, o motorista contratado, contrariando todas as recomendações, tomou decisões equivocadas que resultaram na perda do caminhão — um golpe duro para quem havia conquistado cada bem com suor e honestidade.

Esse episódio não é apenas um registro biográfico; é um espelho da vida. Muitas vezes, fazemos o que é certo, agimos com zelo e transparência, mas ainda assim sofremos as consequências de escolhas alheias. E é justamente nesses momentos que o caráter se revela. Joaquim Nazário não se deixou consumir pelo ressentimento; enfrentou a adversidade com dignidade e seguiu adiante, mesmo ferido pelas perdas.

Fica, portanto, uma lição aos que leem: a honestidade nem sempre evita a dor, mas sempre preserva a consciência. E, no fim, é o caráter — não as circunstâncias — que define a grandeza de um homem.

*Professor universitário aposentado, administrador, contador, historiador e mestre em economia!
** Fontes de informações e imagem: Milton Oliveira e Fernando Pires

Banco do Nordeste supera R$ 2 bilhões em fundos de previdência de servidores públicos

O Banco do Nordeste (BNB) superou, em 2026, a marca de R$ 2 bilhões de fundos de previdência de servidores públicos sob gestão. Os recursos pertencem a Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), que são sistemas de previdência exclusivos para servidores públicos efetivos da União, estados, Distrito Federal e municípios.

De acordo com o diretor de Ativos de Terceiros do BNB, Antônio Jorge Guimarães Júnior, o Banco do Nordeste vem demonstrando solidez e conquistando cada vez mais confiança no mercado. “As entidades previdenciárias estão vendo segurança e capacidade de entrega da nossa instituição. Por isso, confiam a nós a gestão de parte dos recursos que irão se converter em tranquilidade na aposentadoria dos milhares de servidores”, afirma.

Entre os maiores saldos, destacam-se os sistemas do Ceará, com depósitos de R$ 542,4 milhões, Pernambuco com R$ 523,6 milhões, Paraíba com R$ 229,4 milhões e Piauí com R$ 170,7 milhões.

O Banco do Nordeste também vem se tornando opção para investimentos de entidades públicas. Somente o Fundo BNB Setor Público registrou, no último ano, crescimento de 56% no seu Patrimônio Líquido, impulsionado pelas captações originadas via Transferegov. Atualmente, o valor supera R$ 57 milhões. “O avanço evidencia a capacidade do Banco de conectar fluxos e instrumentos do setor público a soluções de aplicação e gestão, transformando oportunidades operacionais em resultados sustentáveis”, avalia o superintendente de Clientes Governo, Hailton Fortes.

Governo de Pernambuco autoriza construção de 25 casas com tecnologia sustentável em Fernando de Noronha

Residências serão construídas com recursos da União para as unidades habitacionais, enquanto o Estado investe em infraestrutura e garante a logística necessária para execução em Fernando de Noronha

A governadora Raquel Lyra assinou, nesta terça-feira (14), a ordem de serviço para a construção de 25 casas em Fernando de Noronha. As obras serão realizadas em parceria com a União, por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida, que financia as unidades habitacionais. Já o Estado assegura a execução com investimentos em infraestrutura, como água, esgoto, drenagem e pavimentação, além da logística necessária para intervenções na ilha. O valor total da obra é de R$ 12,9 milhões, sendo R$ 9,7 milhões referentes à contrapartida do Governo de Pernambuco. O prazo de execução é de 12 meses, e os recursos estaduais já estão garantidos por meio do programa Morar Bem. As moradias serão erguidas com tecnologia de concreto leve, que combina cimento e isopor, facilitando o transporte dos blocos e garantindo mais agilidade na construção.

“Estamos assinando uma ordem de serviço para a construção de 25 casas em Fernando de Noronha, esse paraíso natural que é um tesouro pernambucano e que, por tanto tempo, foi esquecido. São mais de R$ 12 milhões investidos no projeto, e o prazo de entrega é de 12 meses. Nós vamos garantir o direito de morar em uma casa digna às pessoas que vivem na Ilha”, declarou a governadora Raquel Lyra.

Cada casa terá 46,52 m² e atende ao critério Sub50, modalidade do Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, voltada a municípios com até 50 mil habitantes. As novas moradias da ilha, destinadas a famílias com renda mensal de até R$ 2.850,00, serão erguidas na localidade de Três Paus, bairro residencial de Fernando de Noronha. Elas terão varanda, sala, dois quartos, cozinha, área de serviço e banheiro.

“É uma felicidade enorme estar anunciando a construção dessas 25 casas populares para Fernando de Noronha, através do programa Morar Bem. A gente sabe da necessidade de investir na habitação do nosso arquipélago. A gestão estadual está tendo um olhar diferenciado, com investimentos que não víamos há muito tempo, seja na área da saúde, infraestrutura, transição energética e entre outros investimentos que estão mudando a história do Arquipélago de Fernando de Noronha”, declarou Virgílio Oliveira, administrador do Arquipélago.

A modalidade Sub50 é mantida com recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS), em parceria com a Caixa Econômica Federal, e atende à tipologia “casa unifamiliar térrea”. As 25 unidades de Fernando de Noronha estão previstas em portaria ministerial de 2024, que selecionou as propostas enviadas pelos estados brasileiros, incluindo Pernambuco. As intervenções urbanas para a construção das 25 casas na localidade de Três Paus incluem serviços de terraplenagem, rede de energia elétrica, iluminação pública, rede de abastecimento de água potável, sistema de drenagem pluvial e vias de acesso com pavimentação e acessibilidade.

O secretário executivo de Habitação de Pernambuco, Adriano Freitas, considera que a obra vem se somar às intervenções que a gestão estadual está fazendo em Fernando de Noronha com foco em infraestrutura, como o aeroporto, e desenvolvimento sustentável, como o investimento em fontes de energia renováveis “Agora, em mais uma frente de trabalho na ilha, serão 25 casas utilizando uma metodologia construtiva inovadora e que vão levar mais dignidade à população local”, afirmou.

A tecnologia de concreto leve é considerada uma solução técnica adequada para Fernando de Noronha não apenas por facilitar o transporte do material, mas também porque o desperdício e a geração de entulho são menores, uma vez que os blocos são de encaixe. Outras características da tecnologia escolhida apontadas como mais adequadas para programas habitacionais de habitação de interesse social como o MCMV Sub50 são a redução do tempo da obra, conforto térmico, acústico, durabilidade, resistência e padronização.

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