Pontífice deixou uma mensagem que vai além das fronteiras americanas: participar da democracia não é apenas um direito, mas também um dever.
Por Jornal Nacional
Leão XIV se tornou o primeiro papa em exercício a votar em uma eleição nacional. Ele registrou o voto nas eleições legislativas americanas.
Leão XIV enviou sua cédula pelo correio para Chicago, nos Estados Unidos, onde os eleitores vão às urnas na terça-feira (3) para renovar o Congresso e escolher autoridades locais. O Vaticano revelou que Robert Prevost sempre exerceu esse direito, inclusive quando morava no Peru.
Bento XVI fez uma escolha diferente. O papa alemão não votou nas eleições de 2005 e 2009. Considerava inadequado participar da política de outro país por ser também soberano do Vaticano. O direito canônico restringe a atuação partidária dos religiosos, mas não proíbe o voto individual.
A relação entre a Igreja e as urnas já foi mais tumultuada. No século 19, a Igreja proibiu os católicos italianos de participar das eleições parlamentares. A restrição caiu em 1919, quando Luigi Sturzo, um padre de grande influência, fundou o Partido Popular Italiano, que mais tarde inspiraria a Democracia Cristã. Durante 50 anos, a Democracia Cristã dominou a política italiana com o apoio dos papas.
Agora, Leão XIV escreve um capítulo diferente dessa história: votou como cidadão, sem revelar a sua escolha, e deixou uma mensagem que vai além das fronteiras americanas: participar da democracia não é apenas um direito, mas também um dever.






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