Blog do Magno – A postura do senador Humberto Costa (PT) ao longo da campanha eleitoral, que culminou com a derrota da Frente Popular no domingo passado, vem sendo duramente questionada nos bastidores. É acusado de fazer jogo duplo.
Dizia estar com João Campos (PSB), derrotado no primeiro turno por Raquel (PSD), mas ao mesmo tempo cumpria agendas com aliados da governadora. No final das contas, a Frente Popular, liderada por João, ficou fora do segundo turno por uma diferença de 172 mil votos, enquanto o PT recebeu 199 mil votos de legenda, mesmo sem ter um candidato a governador diretamente associado à sua candidatura.
Um resultado que levanta questionamentos sobre a condução política do PT em Pernambuco e sobre o papel desempenhado por Humberto Costa durante a campanha. O senador acabou sendo o mais votado para o Senado, mas sua votação não pode ser analisada isoladamente. Ele recebeu votos do campo da esquerda e da própria Frente Popular, mas também contou com apoios ligados ao grupo político de Raquel Lyra.
Um exemplo foi o apoio do prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, um dos principais aliados da governadora. A questão central é que Lula agora enfrenta um segundo turno, e o cenário político se tornou mais complexo. Diante disso, uma pergunta precisa ser feita: qual foi o peso da atuação oportunista de Humberto Costa no resultado eleitoral da Frente Popular em Pernambuco?
O senador ajudou a construir uma imagem de proximidade entre Raquel Lyra e Lula, mas agora, no momento decisivo, a governadora disse não ao presidente Lula. Com esse cenário, Humberto, pelo visto, voltará a falar sozinho na oposição enquanto aguarda, se houver espaço, as migalhas que eventualmente lhe forem oferecidas pelo grupo da governadora.




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