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Metalúrgicos anunciam apoio a João Campos, que assina compromissos por mais indústria e emprego em Pernambuco

Carta do SindMetal-PE prevê retomada do polo naval de Suape, qualificação profissional, fortalecimento da cadeia automotiva e expansão da Refinaria Abreu e Lima

João Campos (PSB) recebeu, na manhã desta sexta-feira (18), o apoio do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Pernambuco (SindMetal-PE) à chapa da Frente Popular e assinou uma carta-compromisso com cinco pontos voltados ao fortalecimento da indústria e à geração de empregos no Estado. O encontro aconteceu durante um café da manhã com a categoria, na sede do sindicato, em Santo Amaro, no Recife.

Segundo o presidente do SindMetal-PE, Abinadabe Santos de Lima, a categoria reúne atualmente cerca de 52 mil trabalhadores e trabalhadoras. A carta entregue a João coloca entre as prioridades a geração de empregos de qualidade, a valorização profissional e a retomada de uma política industrial para Pernambuco.

Entre os compromissos estão o fortalecimento do polo naval de Suape, a qualificação profissional, a criação de espaços permanentes de diálogo entre governo, trabalhadores e empresas, o adensamento da cadeia de fornecedores do Polo Automotivo e a consolidação e expansão da Refinaria Abreu e Lima.

João fez questão de dizer que a assinatura não foi apenas um gesto protocolar. “Eu não assino qualquer carta-compromisso. Eu faço questão de ler. Se for preciso, a gente constrói junto, ajusta, adequa termo, porque eu dou muito valor à palavra. Meu pai dizia que o patrimônio do político é a palavra. Então fiz questão de assinar aqui”, afirmou.

A qualificação profissional foi um dos primeiros pontos destacados pelo candidato. João Campos voltou a criticar a ausência de novas escolas técnicas na atual gestão estadual e reafirmou a proposta de dobrar a rede existente. Também defendeu a expansão do Embarque Digital para todo o Estado, com 10 mil vagas gratuitas no ensino superior na área de tecnologia.

“Como é que a gente vai falar de qualificação profissional se Pernambuco não fez uma escola técnica? Por isso eu tenho um compromisso, e vocês vão fazer isso junto com a gente. Nós vamos dobrar a nossa rede de escolas técnicas. E essa rede será construída em cada região, discutindo as vocações de cada lugar”, disse.

Ao falar da atração de investimentos, João lembrou o ciclo de industrialização vivido por Pernambuco durante os governos de Eduardo Campos, em parceria com o Governo Lula. Citou a implantação do Polo Automotivo de Goiana, a Refinaria Abreu e Lima, a Hemobrás e a expansão de Suape. Depois, fez uma cobrança à atual gestão.

“Qual é uma grande indústria que veio para Pernambuco neste atual governo? Nenhuma. Não tem nenhuma grande indústria. Agora, fechou. No Cabo mesmo foram quatro que fecharam. A Gerdau anunciou que vai fechar. Então, o que você tem é fechamento de indústria”, afirmou.

A indústria responde por 22,5% do PIB pernambucano e emprega mais de 364 mil pessoas. Em 2025, no entanto, a produção industrial do Estado recuou 3,8%. Para João Campos, disputar novos investimentos precisa ser uma tarefa direta do governador, com participação dos trabalhadores e diálogo permanente com o setor produtivo.

“Governador não é para estar diagnosticando problema e comentando problema. Quem tem que comentar e cobrar é o povo. Governador tem que ser resolvedor de problema”, afirmou.

Um dos principais compromissos da carta assinada pelo candidato é a criação de mecanismos permanentes de participação de trabalhadores e empresas na formulação da política industrial. O líder da Frente Popular disse que pretende manter conselhos e espaços tripartites funcionando e vinculá-los à formação de mão de obra e à atração de investimentos.

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