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João Campos propõe criação de departamento de combate aos crimes cibernéticos em Pernambuco

Candidato ao Governo do Estado se reuniu com delegados e delegadas na ADEPPE nesta segunda-feira (14) e apresentou propostas para fortalecer a Polícia Civil, ampliar investimentos em tecnologia e preparar a segurança pública para enfrentar as novas formas de criminalidade

O candidato ao Governo de Pernambuco e líder da Frente Popular, João Campos (PSB), propôs a criação de um departamento de combate aos crimes cibernéticos em Pernambuco, com investimentos em tecnologia e estrutura especializada para enfrentar o crescimento dos crimes digitais. A proposta foi apresentada nesta segunda-feira (14), durante reunião com integrantes da Associação dos Delegados e Delegadas de Polícia de Pernambuco (ADEPPE), que discutiu os desafios da segurança pública, o fortalecimento da Polícia Civil e as demandas da categoria. Também participaram o presidente da ADEPPE, delegado Diogo Victor; a vice-presidente, delegada Claudia Molinna; o segundo vice-presidente, delegado Guilherme Kerth; e o candidato a vice-governador, Carlos Costa.

“A gente vai implantar um programa de segurança que vai trazer investimento em tecnologia, que é uma demanda deles, e ter departamento de combate aos crimes cibernéticos que nós criaremos”, afirmou João.

O candidato destacou que a estrutura será necessária diante do crescimento de crimes como golpes de Pix, fraudes bancárias, clonagem de WhatsApp, furtos de celulares e falsos call centers, que atingem principalmente pessoas de baixa renda e idosos. “Não adianta ter uma delegacia em Pernambuco para isso tudo. A gente vai criar um departamento para fortalecer e fazer com que o Estado de Pernambuco esteja pronto para combater todas as formas de crime, inclusive os crimes digitais, que são muito crescentes”, acrescentou.

João também propôs a criação de uma estrutura administrativa específica para cuidar das demandas operacionais da Polícia Civil, permitindo que os profissionais da instituição tenham melhores condições para se dedicar ao trabalho de investigação e combate à criminalidade. “A gente tem que criar uma estrutura específica para gerenciar o administrativo. A gente precisa vencer as coisas básicas de infraestrutura de delegacia, de computador, de papel, de material de expediente, do funcionamento de escala, de combustível de carro, de manutenção”, afirmou.

A proposta prevê que profissionais do próprio quadro da Polícia Civil possam atuar na área administrativa, com remuneração adicional pela função. “Fazer essa seleção dos administrativos para cuidarem da parte organizacional e a gente garantir uma remuneração extra para isso é algo que eu faria. E, prioritariamente, por pessoas do quadro da Polícia Civil”, disse.

Para reforçar o enfrentamento à criminalidade, João também propôs a criação de um departamento e de uma força integrada de combate ao crime organizado, com participação estratégica da Secretaria da Fazenda no rastreamento de recursos ilícitos e no combate à lavagem de dinheiro e às grandes facções. “O que é que o crime precisa saber? É que aqui no estado de Pernambuco vai ter uma integração de tal forma que o dinheiro do crime vai ser rastreado e que a gente tem que ser um ambiente hostil à presença financeira do crime organizado”, declarou.

O candidato também defendeu o fortalecimento da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e afirmou que não haverá tolerância com agentes públicos e políticos que atuem de forma conivente com organizações criminosas. “Não podemos ver organizações criminosas entrando na política e fazendo com que o nosso território seja espaço para o crime. Então, comigo, não terá vida fácil”, afirmou.

Na proteção às mulheres, João reafirmou o compromisso de ampliar a rede de Delegacias da Mulher para municípios com mais de 60 mil habitantes, garantindo funcionamento 24 horas e equipes femininas preparadas para o acolhimento das vítimas. “A gente já tem um compromisso em todos os municípios com mais de 60 mil habitantes: fazer a abertura, garantir o funcionamento de 24 horas, garantir um corpo feminino de trabalho nas delegacias para a gente poder ter o cuidado mais rigoroso possível”, afirmou.

João também defendeu o monitoramento de medidas protetivas por meio de tornozeleiras eletrônicas e destacou que a falta de recursos não pode impedir a proteção das mulheres. “Não dá para você ter 18 mil medidas não monitoradas só no papel”, disse.

A atenção aos profissionais de segurança também esteve entre os temas discutidos. João propôs a criação de um Centro de Cuidado com a Saúde Mental dos Trabalhadores da Segurança Pública de Pernambuco, com atendimento especializado para policiais civis e militares. “A gente tem que ter o Centro de Cuidado com a Saúde Mental dos Trabalhadores da Segurança de Pernambuco. O meu compromisso é que a gente tem que começar pelas forças de segurança, pela Polícia Civil e Militar”, afirmou.

Ao tratar da relação com as instituições, João defendeu a autonomia da Polícia Civil e o diálogo permanente com os profissionais de segurança. “Governador nenhum tem que interferir na Polícia Civil pelos seus interesses. Polícia Civil tem que ser preservada, respeitada”, afirmou.

João ainda defendeu a construção de um novo modelo de segurança pública para Pernambuco, baseado em critérios técnicos, investimentos, inovação e participação das categorias. “Não tem como um governo ter resultado se ele não dialoga com quem trabalha para o Estado e pelo Estado”, concluiu.

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