POPULISMO BARATO
Em uma mensagem que enviei ao titular deste blog, comentando ações de detentores do cargo do executivo no corrente ano eu escrevi: “Caro amigo Finfa apenas a possibilidade reeleição é capaz de transformar o
coração de mármore dos nossos gestores públicos em gelatina.” Isto mesmo, nossos governantes passam três anos esmagando direitos dos seus eleitores e no ano da eleição soltam os “pacotes do bondades”.
Estes fatos são corriqueiros porque nessa republiqueta de nona categoria chamada Brasil inexistem políticas públicas de estado e proliferam programas de governos de plantão. O orçamento da união, estados e municípios não passam de peças de ficção aprovadas após negociatas impublicáveis. São colchas de retalhos apodrecidos no esgoto onde repousa nosso sistema tripartite que sugere separação e independência dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Aqui, seguindo teses petrificadas, o populismo não tem lado. Quando praticado pelo que poderíamos chamar de direita trazem consigo traços de conservadorismo social, nacionalismo, liberalismo, etc. Se o populismo é de esquerda carrega no matulão demandas sociais em favor das minorias, inclusão social, distribuição de renda, etc. De forma destoante com o que prega a literatura sobre o tema quando a situação requer misturam tudo desde que a mistura possa ser traduzida em votos que permitam a perpetuação do governante ou do seu grupo no poder.
O que não falta em nosso país são os tais “líderes populistas” que praticam o populismo ao seu modo com o escasso dinheiro público. Ficam com os cargos e a marca de “bonzinhos” enquanto nós pagamos a conta. Poderia citar perto de dez mas pouparei as leitoras e os leitores do sacrifício de ler referidos nomes. Existe solução? Sim. Acabar com o instituto da reeleição e tornar inelegível o gestor que não cumprir as políticas públicas registradas em programas de governo protocolados juntamente com as candidaturas. Utopias? Talvez não. Faltam coragem e vergonha na cara.

Muito bem, ótima sugestão!
Também gostei muito do emprego de “matulão”, palavra que, como bom filho de nordestinos, conheço muito bem, mas há muito tempo não lia nem ouvia.