É VERDADE? SIM!
Em recente evento cultural na cidade de Serra Talhada-PE – XIV Festival Vamos Fazer Poesias -, o grande poeta baiano Ticiano Félix leitor assíduo dos textos publicados neste espaço sugeriu que fosse feita uma crônica sobre o “bem” que pode ser extraído de algo “mal”.
Como sou partidário da tese que, de fato, podemos aprender com os eventos desfavoráveis topei a parada. De início gostaria de transcrever uma reflexão do Bruxo do Cosme Velho, nosso Machado de Assis, sobre o tema: “Não há mal que não traga um pouco de bem, e por isso é que o mal é útil, muita vez indispensável”. Ora se um dos maiores escritores do nosso Brasil pensa assim como posso discordar.
Por experiências vivenciadas em vários momentos da minha eu consegui sair mais forte e melhor depois de eventos vistos inicialmente como grandes males. Para tanto tive que buscar forças junto a Deus, aos familiares e aos amigos e, literalmente, fazer limonada do limão. É importante destacar que a limonada não elimina a acidez do limão faz dela algo palatável. É neste ponto que enxergamos o “bem” oriundo do “mal”.
Na perspectiva teológica Santo Agostinho ponderou: “Deus não permitiria o mal se não pudesse tirar desse mal um bem infinitamente maior“. Nesta ponderação podemos ver que a privação temporária do “bem” pode ser revertida com elevação do nosso pensamento ao nível da ação divinal. De certa forma encontra eco no enunciado que prega: “Não há bem que sempre dure nem mal que nunca se acabe”, contraponto da ideia original.
Nos fundamentos filosóficos temos a visão de Ludwig van Beethoven, nesta frase: “Tenho paciência e penso: todo mal traz consigo algum bem”, que nos remete para assumirmos posições que contemplem o aprendizado com situações conflituosas via persistência. Assim sendo assumo o risco de afirmar que é verdadeira a hipótese de garimparmos o “bem” em minas ocupadas pelo “mal”.


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