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Espaço do Internauta

Por: Rinaldo Remígio

Caro Junior, você é lido por muita gente aqui em Petrolina. Vez por outra, alguns me perguntam como você, mesmo estando há tanto tempo distante de sua terra, ainda conhece tantas pessoas e escreve homenageando figuras tão diversas de Afogados da Ingazeira.

A resposta é simples: vivi em Afogados em um tempo singular, quando a cidade preservava uma convivência genuína, marcada pela proximidade humana, onde praticamente todos se conheciam pelo nome, pela história e pelos laços construídos no cotidiano.

Foi uma época em que relações eram mais sólidas, o convívio mais próximo e a memória coletiva mais viva. Talvez por isso, mesmo com o passar dos anos e a distância física, permaneçam intactas as lembranças, o carinho e o reconhecimento por tantos personagens que ajudaram a construir a história de nossa querida Afogados.

Já escrever sobre as pessoas de Petrolina é mais complexo. Vivemos em uma realidade urbana diferente, marcada por muros altos, cercas elétricas e uma rotina cada vez mais reservada. Em muitos casos, mal conhecemos os próprios vizinhos. A dinâmica da cidade grande, embora traga progresso e desenvolvimento, também impõe certo distanciamento humano.

Essa transformação social, infelizmente, reduz a convivência espontânea e enfraquece vínculos que outrora surgiam naturalmente nas calçadas, praças e encontros cotidianos.

Ainda assim, sigo valorizando histórias, trajetórias e personagens, porque preservar memórias continua sendo uma forma de fortalecer identidades e reconhecer aqueles que ajudam a construir o tecido social das cidades onde vivemos.

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