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Obras do ProMorar Recife comprovam funcionamento de soluções em áreas vulneráveis na cidade

Parque alagável e urbanização da Vila do Papel responderam ao grande volume de chuvas registradas no intervalo de 12 horas, que chegou a mais de 93 mm, e reduziram impactos e transtornos na cidade

As chuvas intensas registradas nas últimas horas no Recife colocaram à prova intervenções de infraestrutura recentemente entregues pela Prefeitura e evidenciaram, na prática, o funcionamento dessas soluções de resiliência urbana em áreas historicamente afetadas pelo acúmulo de água. Em localidades que receberam obras estruturadoras, o escoamento da água ocorreu de forma mais eficiente, com redução de pontos de acúmulo e melhor resposta do sistema de drenagem diante do volume registrado. Entre os destaques está o Parque Alagável Campo do Barro, implantado como parte das ações de macrodrenagem na bacia do Rio Tejipió e entregue no início deste ano. De acordo com o Centro de Operações do Recife (COP), foram registrados 93,8 mm de chuva em 12 horas, volume equivalente a 43% da média histórica de todo o mês de abril.

Durante as chuvas, o Parque Alagável Campo do Barro cumpriu a função para a qual foi projetado: reter temporariamente parte do volume de água, evitando que ele escoasse diretamente para o rio e contribuindo para conter a elevação do nível e aliviar a pressão sobre o sistema de drenagem da região. Com investimento de R$ 3,4 milhões, o espaço ocupa mais de 23 mil metros quadrados e tem capacidade para armazenar cerca de 1.510 metros cúbicos de água.

Nos períodos de estiagem, segue sendo utilizado normalmente pela comunidade como campo de futebol e área de convivência, garantindo a dupla função do equipamento. A intervenção integra um conjunto mais amplo de ações na bacia do Rio Tejipió, que inclui o alargamento de trechos do rio e a implantação de parques lineares com função hidráulica, ampliando de forma integrada a capacidade de absorção das águas das chuvas.

Na Vila do Papel, no bairro de São José, as obras de urbanização integrada também demonstraram efeito direto durante as chuvas. A comunidade, que historicamente enfrentava dificuldades com escoamento e alagamentos recorrentes, apresentou melhora no comportamento da água após a implantação de infraestrutura completa.

Foram mais de R$ 65 milhões investidos em saneamento, drenagem, pavimentação, abastecimento de água e requalificação de espaços públicos, alcançando 46 vias e beneficiando cerca de 600 domicílios e aproximadamente 1,4 mil moradores. Com a nova estrutura, entregue em março deste ano, a água passou a escoar com mais rapidez, reduzindo pontos críticos de acúmulo.

PROMORAR RECIFE – As intervenções fazem parte do ProMorar Recife, programa estruturador financiado com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que articula habitação, urbanização e drenagem em áreas de maior vulnerabilidade socioambiental. A proposta é atuar de forma integrada em territórios historicamente negligenciados, enfrentando causas estruturais dos alagamentos e não apenas seus efeitos.

“São intervenções planejadas justamente para momentos como este, quando a cidade é submetida a volumes elevados de chuva em curto período. O que estamos vendo é o funcionamento dessas soluções na prática, ampliando a capacidade de resposta do Recife e reduzindo impactos, especialmente nas áreas mais vulneráveis”, afirmou a secretária de Projetos Especiais do Recife, Marília Dantas.

REQUALIFICAÇÃO E RESILIÊNCIA URBANA – Criado a partir da necessidade de ampliar a resiliência da cidade após as chuvas de 2022, o ProMorar Recife tem como foco qualificar territórios inteiros, combinando obras de macrodrenagem, melhorias habitacionais e reordenamento urbano para reduzir riscos e garantir melhores condições de vida para a população.

As ações se somam à Ação Inverno 2026, que reúne investimento recorde de R$ 381,8 milhões em serviços e obras de prevenção, como limpeza de canais, micro e macrodrenagem e contenção de encostas, reforçando a estratégia da Prefeitura de preparar o Recife para eventos climáticos cada vez mais intensos.

FOTOS: Divulgação/PCR

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