CAMINHOS A PERCORRER
O dramaturgo e roteirista Robert Fisher ao escrever o livro “O cavaleiro preso na armadura” aponta por meio da fábula os caminhos a serem percorridos por quem busca e verdade e após esse mágico encontro deseja livrar-se de prisões inadvertidamente criadas.
Na sequência apontada na obra o escritor sugere “Caminho da verdade, do silêncio, do conhecimento, da vontade e da ousadia”. Percebam que são rotas que muitas vezes fugimos por medo das dificuldades nelas existentes, vamos refletir sobre tais caminhos em nosso diálogo de hoje.
Quanto desejamos sair da zona de conforto, mudar o sentido e a forma convencional das nossas atitudes somos chamados a percorrer caminhos novos. Essa sequência sugerida por Fisher tem uma lógica. O primeiro passo e buscarmos novas verdades sobre fatos e atos a serem identificados e praticados. O caminho do silêncio pode ser traduzido como a fase que procuramos em nosso interior os motivos para mudar. A rota do conhecimento torna-se necessária para angariarmos novos argumentos e novas teses para agirmos de forma diferente e neste momento a vontade é a energia que nos leva a ousar, a atuar sem medo de algum resultado adverso. Aqui o conhecimento serve como base para materialização dos novos direcionamentos almejados.
Conjugar esses fatores na ordem e hora adequadas é o dilema a ser decodificado corretamente, as dúvidas naturais nos processos de mudança são eliminadas quando o grau de confiança adquirido na fase da busca do conhecimento impulsiona a vontade na dose certa para gerar ambiente onde a ousadia possa frutificar e gerar o novo horizonte.
Em minha vida profissional e pessoal tive que trilhar novos caminhos, parte do que está sugerido no livro acima destacado foi utilizado sem o ordenamento proposto, a coragem e a capacidade de adaptação foram fatores decisivos. Uma coisa é certa, para mudar temos que correr riscos.

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