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Crônica de Ademar Rafael: Entrelaçados

Recentemente um amigo enviou-me uma matéria sobre o escândalo financeiro envolvendo o Banco Master e sua vinculação com  autoridades dos três poderes da república. Na oportunidade eu lhe respondi que se tratava de mais um entre tantos outros e que o entrelaçamento entre milionários delinquentes e gestores públicos é um fenômeno recorrente em nosso país.

 Se mergulharmos no submundo onde ocorreram os fenômenos abaixo apontados em busca dos fatores que os motivaram vamos encontrar de braços dados “a omissão, a conivência e o compadrio”. Os escândalos “Coroa-Brastel, 1985; Banco Econômico, 1995; Banco Bamerindus, 1997; Bancos Marka e Fonte Cindam, 1999; Construtora Encol, 1999; Lojas Americanas, 2023 e Banco Master, 2025” e outros que virão são rotineiros  em função das ligações dos seus autores com autoridades brasileiras. Sem exceção os órgãos fiscalizadores estavam em mãos amigas, os sistemas de controle estavam sob controle dos criminosos, nada é por acaso. Fomos, somos e seremos o país da falcatrua.

 Após os problemas com bancos no final do século passado ouvimos e lemos que tais fatos nunca mais aconteceriam no Brasil. As autoridades diziam que o Sistema de Pagamentos Brasileiro – SPB, colocando em operação nos primeiros anos do século vinte e um seria capaz de “reduzir o risco sistêmico, minimizando a contaminação do sistema financeiros por  problemas em um banco ou instituição financeira;  aumentar a eficiência, com agilização das transações e redução dos custos, melhorar a segurança,  ao proteger dados dos usuários e aproximar-se de padrões internacionais, seguindo as melhores práticas globais.”

 Como podemos detectar com facilidade nada disto aconteceu o Banco Master fez suas estripulias sob o olhar inerte dos órgãos fiscalizadores, a sistema está contaminado por um  vírus criado pela união fraterna e perene “da omissão, da conivência e do compadrio.” Viva a impunidade!

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