
Neste 31 de dezembro de 2025, último dia do ano, completa-se o primeiro ano do segundo mandato do prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira. Passado um ciclo inteiro desta nova gestão, o que se constata é a repetição de uma marca já conhecida: muitas promessas, pouquíssimas entregas e um governo que insiste na mediocridade administrativa.
Os exemplos se acumulam e revelam um padrão preocupante de ineficiência, improviso e desperdício de recursos públicos, como se observa nos casos a seguir.
A Usina Solar: o elefante branco de quase R$ 6 milhões – Outra situação estarrecedora envolve a Usina de Geração de Energia Solar. A Prefeitura contratou uma empresa para construir uma usina destinada ao fornecimento de energia para parte dos prédios públicos. Os recursos utilizados são oriundos de um empréstimo junto à Caixa Econômica Federal.
A obra foi orçada inicialmente em pouco mais de R$ 2,7 milhões, teve início em julho de 2023 e previa conclusão em 12 meses. No entanto, mesmo após o pagamento integral do contrato e de um aditivo, totalizando quase R$ 3 milhões desembolsados, a usina está paralisada, sem gerar um único quilowatt de energia para o município.
Segundo o próprio prefeito, a usina proporcionaria uma economia mensal de cerca de R$ 80 mil aos cofres públicos. O que se vê, porém, é um verdadeiro elefante branco, sem qualquer retorno para a população.
Ao se somar o valor já pago pela obra, os juros do empréstimo bancário e a economia que deixou de ser gerada, o prejuízo ao erário público já ultrapassa R$ 5,5 milhões. Um cenário que ultrapassa a mera incompetência administrativa e se aproxima perigosamente de um escândalo, que merece explicações claras à sociedade e aos órgãos de controle.

O abandono do antigo Açougue Público – No dia 30 de janeiro de 2024, durante o programa Debate das Dez, na Rádio Pajeú, o prefeito foi questionado por este blogueiro sobre o destino do antigo Açougue Público, localizado na Praça Miguel de Campos Góes. À época, Sandrinho Palmeira afirmou que o local seria transformado na nova sede da Secretaria Municipal de Saúde, destacando, inclusive, que a iniciativa geraria economia aos cofres públicos com a extinção do aluguel.
Passado um ano e um dia, absolutamente nada saiu do papel. O prédio segue fechado, deteriorado e em completo abandono, servindo apenas como símbolo do descaso e da incapacidade de execução da gestão municipal.
Municipalização do trânsito: promessa antiga, problema crônico – A municipalização do trânsito em Afogados da Ingazeira se arrasta há quase uma década. Em 22 de agosto de 2017, o então diretor-presidente do Detran-PE, Charles Ribeiro, afirmou, em entrevista a este blogueiro, que o processo estaria concluído “até o final do ano”. Oito anos depois, o trânsito do município continua caótico.
No dia 17 de janeiro de 2025, o Prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, coordenou duas reuniões de monitoramento de gestão no Centro de Logística e foi pautado a implantação efetiva da municipalização do trânsito. Segundo a diretriz do Prefeito repassada para toda a equipe, a municipalização do trânsito deveria ser efetivada como prioridade e ação estratégica das ações a serem executadas em 2025, segundo o Blog do Nill Júnior, e até agora nada, só enchimento de linguiça.
Entretanto, o discurso não se converte em ações concretas. No início de 2025, o prefeito afirmou que o processo estaria concluído até junho. O prazo venceu. Depois, prometeu resolver até dezembro. O ano termina hoje e nada foi entregue. 

No lugar de planejamento, engenharia de tráfego e fiscalização efetiva, o que se vê são cones espalhados pelas vias, improvisação e um trânsito cada vez mais desorganizado — já classificado por muitos como um dos piores do Estado. Um verdadeiro roteiro de promessas vazias, repetido pelo prefeito e pela Secretaria de Transportes.
O emblemático e inacabado Pátio da Feira – Outro retrato fiel do fracasso administrativo é o Pátio da Feira. Em 26 de junho de 2021, primeiro ano do governo Sandrinho Palmeira, o prefeito visitou a obra — iniciada ainda na gestão do ex-prefeito José Patriota (saudosa memória), acompanhado do vice-prefeito Daniel Valadares e do então assessor de convênios, Elias Silva. Na ocasião, prometeram a conclusão do equipamento, mais encontra-se ao relento.
Quatro anos depois, a realidade é constrangedora. A obra apresenta basicamente estacas e coberturas, mas já consumiu milhões de reais dos cofres públicos, acumulando sucessivos aditivos de prazo e de valor.
Mesmo assim, em 14 de agosto de 2025, o secretário Odilio Lopes afirmou, no programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, que o Pátio da Feira estaria “praticamente pronto”, restando apenas a reforma dos galpões.
A população, porém, vê algo bem diferente: uma obra inacabada, cara e sem utilidade, que se arrasta há anos como mais um monumento à ineficiência administrativa, servindo para Auto Escolas darem aulas aos alunos, para realização de festas particulares, entre outras. O que se define é que mais uma enganação à população.

Outro descaso dessa desatrosa gestão, que infelizmente como afogadense lamento, é a compra do imóvel na Rua Julio Câmara, realizada pelo Fundo Municipal de Educação, no valor de R$ 200 mil, conforme Nota de Empenho no dia 19 de dezembro de 2024, hoje completa um ano e doze dias e o imóvel encontra-se da mesmo forma.
Ontem no Debate das Dez da Rádio Pajeú, escutei Danilo Simões, dizer que a Secretaria Municipal de Saúde gastou R$ 510 mil numa empresa de manutenção de veículos chamada Oni Empresarial, na cidade chamada Paramirim, na Bahia, 1.197 KM de distância de Afogados da Ingazeira. “Onde é essa oficina? Onde ela está aqui em Afogados da Ingazeira?”, disse Danilo.
Agora pasmem! O secretário municipal de Saúde, Artur Amorim, recebeu R$ 44 mil de 98 diárias neste ano de 2025.
Por fim, fui procurado por moradores da Rua Maria Isabel dos Santos, no Bairro Borges, que a Prefeitura através da Secretaria de Infraestrutura, realizou mais uma ‘meia sola’. Durante a campanha de 2024, foi iniciada a sua pavimentação, mais somente um pedaço, conforme foto acima que registrei, faltando a parte maior para ser concluída. Qual o motivo de não terminar? perguntou um morador ontem a este blogueiro.
Concluindo, é constantes os relatos que escuto na cidade, inclusive por governistas, de que a partida prematura de José Patriota, deixou a gestão a mercê.
Tenho certeza de que se Patriota estivesse conosco, esta gestão não estaria da forma que se encontra. Abandonada!
“A gestão pública municipal não fracassa por falta de planos, mas por excesso de adiamentos”
FELIZ ANO NOVO QUE 2026 SEJA REPLETO DE SAÚDE, PAZ E REALIZAÇÕES











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