Em julho, a Comissão Temporária Interna em Comemoração aos 200 anos da Confederação do Equador, presidida pela senadora Teresa Leitão (PT-PE), encerrará suas atividades celebrando o legado da revolta constitucionalista. Para marcar esse desfecho, o Salão Negro do Congresso Nacional será transformado em um espaço de reflexão histórica e cultural.Na próxima terça-feira, 1º de julho, às 14h, terá início a exposição iconográfica Confederação do Equador: uma história de luta pela cidadania.
Na mesma ocasião será lançada uma coleção de seis publicações especiais, onde historiadores revisitam a experiência revolucionária que em 1824 eclodiu nas províncias de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Piauí.
Às 15h, um seminário reunirá especialistas para aprofundar a abordagem crítica da Confederação. Entre os painelistas estarão George Félix Cabral de Souza, André Heráclio do Rêgo, Josemir Camilo de Melo, Júlio Lima Verde Campos de Oliveira e Marcus Joaquim Maciel de Carvalho, que apresentarão novos olhares sobre as implicações políticas e sociais do levante.
Na sequência, será exibido, com exclusividade, o trailer do segundo episódio da série documental Uma outra independência. Produzida pela TV Senado, a obra percorre os caminhos da insurgência constitucionalista por meio de entrevistas com historiadores, imagens de arquivo restauradas e recriações dramáticas de momentos-chave.
No dia 7 de julho, a Comissão prestará homenagem a autoridades, instituições acadêmicas e organizações culturais que tiveram papel decisivo na preservação e divulgação da história da Confederação do Equador. Finalmente, em 9 de julho, será apresentado ao Senado o relatório conclusivo dos trabalhos.
LEGADO
A Comissão Temporária Interna em Comemoração aos 200 anos da Confederação do Equador, presidida pela senadora Teresa Leitão, teve a missão de discutir e divulgar o movimento de insurgência que teve como um dos mártires o Frei Caneca.
Os trabalhos resultaram no documentário Uma outra independência. O primeiro episódio retratou a mobilização de líderes como Frei Caneca e as articulações que antecederam o confronto. O segundo capítulo mergulha na repercussão nacional do movimento, e as consequências.
Além do documentário, a comissão deixa uma coleção de seis obras que exploram o contexto que motivou a mobilização. A coleção especial é composta pelas seguintes obras:
– Entre o Império e a República: o século XIX na obra de Gilberto Freyre. Autor: André Heráclio do Rêgo
– Visões pernambucanas sobre a Independência e o Império: Joaquim Nabuco, Oliveira Lima, Gilberto Freyre e Evaldo Cabral de Mello. Organizador: André Heráclio do Rêgo
– A Paraíba na Confederação do Equador. Autor: Josemir Camilo de Melo
– A Primeira Revolução Constitucionalista Brasileira: A Confederação Do Equador No Seu Bicentenário. Anais do Seminário Confederação do Equador 200 anos IHGB (setembro/2024). Organizador: André Heráclio do Rêgo
– Os Mártires da Confederação do Equador no Ceará – apontamentos biográficos. Organizador: Júlio Lima Verde Campos de Oliveira
– Confederação do Equador: A luta pela cidadania na construção do Brasil. Organizadores: George Félix Cabral de Souza e Marcus Joaquim Maciel de Carvalho.

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