A Coca-Cola focou as mães de juízes de futebol de segunda divisão numa campanha de dia das mães para alcançar as que compravam tubaínas. A Vivo promoveu competições de futebol na periferia de São Paulo e partiu para anúncios em sacos de pão na lojas locais. E as histórias de viajantes iniciantes foram a aposta da TAM para se aproximar de novos clientes.
Estratégias como essas mostram como a publicidade vem se transformando para alcançar um público mais amplo e levar marcas tradicionais à classe C.
“Ninguém gosta mais de uma distribuição de renda do que um publicitário, nenhum sociólogo, ninguém da esquerda, porque amplia a nossa profissão. Não é agradável você trabalhar com algo que pode mexer com todos, mas só pode ser consumido por alguns”, diz Washington Olivetto(foto), diretor-presidente da WMcCann.
Com a ampliação do mercado publicitário potencializada pela “nova classe média”, as marcas tradicionais desenvolvem ações nas periferias e favelas, buscam a linguagem para acessar esse público e modificam embalagens dos produtos para permitir a compra por um público menos abastado.
Para Olivetto, a classe C mexe com a publicidade por ampliar o mercado de venda das empresas e fazer com que as marcas queiram – e tenham que – se comunicar com ela. É o caso da Coca-Cola e a propaganda voltada para mães de baixa renda, representadas pela mãe do juiz de segunda divisão. “Antes dessa onda da classe C, essas pessoas compravam tubaínas, hoje a Coca agrada as mães porque essa turma está louca para e pode comprar Coca”, diz Olivetto.




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