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ESPAÇO DO INTERNAUTA

 

O CORETO DA PRACINHA.

Vejo como uma maldade, / Desleixo ou pouca visão / Fazerem a demolição / Do coreto da cidade / A saudade nos invade / Ao lembrarmos hoje em dia / E vendo a praça vazia / Principalmente à tardinha / Sem coreto na pracinha / Para nos dar alegria.

Era ali que os saudosistas / Tomavam as suas bicadas / Invadindo as madrugadas / Na presença de sambistas / Bernardo era um dos artistas / Que por lá aparecia / Guachinim também fazia /Companhia vez em quando / Junto a seu Dino tocando / Até ver raiar o dia.

Prá sua demolição / Eu que não fui dos devotos / Quando vejo as suas fotos / Dói a alma e o coração / Porque brutos sem razão / Usaram de grosseria / Coisa que eu nunca faria / Para agradar branco ou preto / Destruir nosso coreto / Recanto da boemia.

Danizete Siqueira de Lima
Recife-PE., 01 de fevereiro de 2013.

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