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A BORDO DO TITANIC

O sacolejo nacional em torno da possível candidatura presidencial de Eduardo Campos tem reverberado entre os deputados estaduais, que já projetam, em conversas reservadas, o que mudará no chapão da Frente Popular, em 2014. Aos olhos de parlamentares, o projeto nacional do governador já ganha contornos definitivos. No plenário, em papos informais, tem se ventilado a nova composição da chapa proporcional que dará suporte ao candidato à sucessão de Eduardo. Calculam os deputados que, no fim das contas, só devem se manter unidos, no mesmo barco, o PSB, o PR, o PTB e o PDT. E essa coligação virtual já começou a ser tachada ironicamente de “chapa Titanic”, em referência ao transatlântico que naufragou, em 1912, durante sua viagem inaugural. Tem deputado já preocupado em garantir um colete salva vidas. Em outras palavras, com Eduardo candidato à presidência, algumas siglas vão desembarcar daquele chapão formatado em 2010, a começar pelo PT. Com menos cauda, a dificuldade de se eleger para quem se mantiver no “chapão” será maior. Contabiliza-se o risco de deputados com 45 mil votos não conquistarem uma vaga. Na última eleição, o derradeiro do chapão governista a ser eleito foi Francismar Pontes, que obteve, na faixa de 30 mil votos.

Por: Renata Bezerra – Folha de Pernambuco

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