O líder do Governo, Waldemar Borges, usou a tribuna da Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (28.02) para rebater a cobrança feita pela oposição sobre a situação das Escolas Técnicas Estaduais – ETEs. O deputado detalhou a situação das 62 ETEs que estarão em funcionamento até 2014. “Quando o atual governo assumiu o estado, em 2007, apenas cinco ETEs estavam funcionando precariamente. Até 2011 foram implantadas nove escolas técnicas, 13 estão em construção ou adequação, 14 estão em licitação, uma já teve a licitação homologada e uma terá o edital lançado ainda este ano. Outras 19 ETEs estão com seus processos em tramitação no MEC. Isso dá um total de 62 Escolas Técnicas, duas unidades a mais do que a meta estabelecida pelo Governo de Pernambuco”, detalhou.
Borges disse ainda que em 2012 houve um aumento de 1.206% na oferta de vagas para educação profissional em relação ao quantitativo disponível em 2006. “Quando assumimos o governo apenas 1.037 estudantes estavam matriculados em escolas técnicas. Hoje são mais de 13.500 alunos se profissionalizando”, relatou.
O líder do Governo ressaltou que um tema como educação precisa ser tratado de forma integral. Ele lembrou que, para que seja ofertada uma educação de qualidade à população, é necessário o esforço de todos os entes federados e cobrou uma participação maior dos municípios, citando o caso de Jaboatão dos Guararapes. “O governo de Jaboatão prometeu construir 25 escolas. Até agora só construiu três e comprou outras nove, algumas delas com funcionamento precário. Se não temos um ensino fundamental razoável, como essas crianças vão chegar no ensino técnico?”, questionou.
A crítica incomodou a bancada de oposição que reagiu tentando tolher o debate e segmentar a discussão de maneira que só seja vista a questão estadual, em detrimento à municipal. “A oposição pode fazer suas críticas, mas quando a gente rebate, eles reagem de forma primária ao debate”, afirmou. Em resposta às críticas feitas pela deputada Teresinha Nunes de que o governo investia pouco em Jaboatão, Waldemar Borges se comprometeu em fazer um levantamento mostrando que a afirmação não reflete a realidade.



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