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NÃO HÁ ESPAÇO PARA TERCEIRA VIA EM 2014, AVALIA MERCADANTE

Com as movimentações do governador Eduardo Campos (PSB), de Aécio Neves (PSDB) e de Marina Silva (Rede), o ministro da Educação, Aloizio Mercadante mandou um duplo recado sobre a sucessão presidencial de 2014: o de que não há espaço para uma terceira via, e de que a economia ajudará no projeto de reeleição da presidente Dilma Rousseff. Foi uma resposta às críticas de que a inflação compromete a política econômica do governo petista.

Em entrevista ao Blog de Gerson Camarotti, Mercadante aposta que em 2014 a política brasileira ficará polarizada entre dois projetos: o de Dilma, pelo PT, e do tucano Aécio Neves. “Não me parece que haja espaço para a terceira via. A economia, a sociedade e a política brasileira continuam polarizadas entre dois projetos: um projeto conservador e um projeto progressista. Um é Dilma e o outro é o projeto de centro-direita que é PSDB, DEM e o Aécio”, disse Mercadante.

O ministro petista é cauteloso em relação à candidatura do governador Eduardo Campos (PSB-PE). “Em relação a candidatura ou não de Eduardo Campos, vamos aguardar. Mas, nos últimos anos, o PSB já saiu desse campo para apoiar o Garotinho. Já teve também a candidatura de Ciro Gomes”, disse Mercadante ao lembrar também de políticos que saíram do PT para disputar a Presidência, como Cristovam Buarque, Marina Silva e Heloísa Helena.

Para ele, a economia terá um papel importante em 2014. “Estamos numa posição muito segura para dar continuidade deste projeto”, ressaltou.  Mercadante. Ele rebateu críticas de a inflação deve prejudicar o curso da economia. “Temos um estoque de inflação de 6,5%. Mas o pico foi em outubro do ano passado. Quando a gente olha para frente, a inflação está caindo”, ressaltou.

O ministro da Educação aposta que dois fatores da economia devem ajudar a manter a popularidade de Dilma elevada: emprego e renda. “A economia é sempre um dos fatores mais importantes e uma das razões da força do nosso projeto historicamente. O emprego e a renda ajudam a explicar essa popularidade da presidente, que é a mais alta para esse período de governo.”

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