Um novo encontro do governador João Lyra Neto (PSB) com a presidente Dilma Rousseff (PT) deverá ocorrer até o final deste mês. O socialista já solicitou ao cerimonial do Palácio do Planalto a primeira audiência com a petista e a previsão é que ocorra entre os dias 28 e 30, dependendo da agenda da presidente. A pauta deverá ser focada no Plano de Ajuste Fiscal (PAF) do Estado, que norteará a gestão sobre os investimentos que poderão ser feitos até o final do ano, quando se encerra o governo de nove meses do socialista.
As metas do PAF do próximo triênio deverão ser anunciadas no final de junho, depois que o Tesouro Nacional analisar os ajustes que serão feitos no plano. Como Lyra tem apenas pouco mais de oito meses de gestão, o governador está concentrado em saber até quanto poderá investir durante o seu governo.
A preocupação da gestão é com os empréstimos que o governo estadual poderá liberar durante o ano, pois eles serão indispensáveis para a aplicação em novos investimentos.
“Com o PAF nós vamos ter condições de liberarmos empréstimos já contratados, financiamentos nacionais e internacionais, para que possamos complementar os recursos para investimentos”, afirmou João Lyra, que ressaltou a importância de dar continuidade ao andamento dos projetos iniciados na gestão do seu antecessor, o ex-governador Eduardo Campos.
O andamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Pernambuco também deverá ser tema do encontro entre Lyra e Dilma. Outra preocupação da gestão é com o andamento do Arco Metropolitano, que teve o processo de licitação suspenso no mês passado. O governador, inclusive, conversou com a presidente sobre o assunto na última segunda-feira (14), quando ela visitou Pernambuco pela primeira vez desde a posse do governador.
“(O Arco) é uma questão técnica. Está sendo feito um ajuste pelo Dnit e pela CPRH. Estamos avançando. Espero que até o final de maio os ajustes sejam feitos”, afirmou Lyra, após participar da cerimônia de envase da cervejaria Petrópolis, em Itapissuma, ontem.
No mês passado, a suspensão da licitação gerou especulações de que o governo federal poderia estar retaliando o Estado. O então governador Eduardo Campos chegou a insinuar possível teor político na decisão. O Dnit e CPRH divergem quanto à área onde o anel viário será construído.
DECRETO
Depois de revogar um decreto assinado por Eduardo, João Lyra explicou que a decisão foi estritamente técnica. Disse que seguiu a orientação da Procuradoria-Geral do Estado, que avaliou que a decisão poderia gerar questionamentos da Justiça Eleitoral. O texto concedia o perdão de dívida a duas termelétricas em Pernambuco.
“Conversamos com Eduardo e resolvemos retirar a lei da apreciação da Assembleia e fazer outro decreto revertendo o que ele tinha assinado, mas foi por prevenção à legislação eleitoral”, resumiu. (Jumariana Oliveira-JC)




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