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Na tribuna da Alepe, Diogo Moraes alerta sobre acordo comercial que vai prejudicar economia do Polo de Confecções do Agreste

O deputado apresentou dados da própria Secretaria de Comércio Exterior, que fez uma projeção dos impactos em 2040 causados pelos acordos de comércio bilateral

Representante do Polo de Confecções do Agreste na Assembleia Legislativa de Pernambuco, o deputado estadual Diogo Moraes (PSB) subiu à tribuna da Casa Joaquim Nabuco, na tarde desta terça-feira (07), para alertar a população sobre os impactos que o possível acordo entre o Brasil e países asiáticos poderá causar ao setor da confecção, que hoje representa 14% do Produto Interno Bruto no Estado.

O parlamentar falou sobre a negociação feita entre o Governo Federal e a Coreia do Sul, Vietnã e Indonésia, que prevê a redução das tarifas de importação em várias áreas, como as de vestuário e têxtil, o que poderia dificultar a concorrência com os produtos produzidos no Polo de Confecções do Agreste. De acordo com a proposta que está sendo negociada, o setor agrícola seria o principal beneficiado com o acordo bilateral.

O deputado apresentou dados da própria Secretaria de Comércio Exterior, que fez uma projeção dos impactos em 2040 causados pelos acordos de comércio bilateral com esses três países, com base nos números atuais. Segundo esse levantamento, a expectativa é que daqui a 19 anos a Indonésia tenha um incremento de 1010% nas exportações para o Brasil no setor do vestuário, um aumento de 216% nas exportações do setor têxtil, ao mesmo tempo em que o setor de couro e calçados teria 736% de aumento.

Já o Vietnã vai exportar para o Brasil 702% a mais no setor do vestuário, 250% no setor têxtil e 407% do comércio de couro e calçado. Por fim, a Coreia do Sul vai ter um incremento de 684% na exportação de vestuário, 250% no têxtil e 510% no de couro e calçado.

Enquanto isso, o aumento das exportações brasileiras nos mesmos setores seria mais tímido. O estudo prevê, inclusive, que a produção desses setores no Brasil sofreria uma retração de até 8,6%, como seria o exemplo da produção de couro e calçado, além de uma retração de até 1,42% na produção de vestuário e 0,8% no têxtil.

“Não só Pernambuco, mas Rio Grande do Sul, Ceará e São Paulo serão duramente atacados, a medida que as tarifas de importação vão gradativamente regredindo até chegar a zero em 2030.  Na hora em que zerarmos as barreiras tarifárias para esses países asiáticos, com a projeção das importações crescerem até 1000%, não teremos como concorrer. Novamente o governo Bolsonaro vem para beneficiar um único setor (agronegócio) em detrimento a vários setores da economia brasileira, principalmente aqui no Nordeste”, frisou o parlamentar.

Diogo destacou que é preciso aprofundar esse debate na Assembleia Legislativa de Pernambuco, através das Comissões de Comércio Exterior e Negócios Municipais, e articular junto à bancada federal e aos três senadores a negociação da pauta junto ao Ministério da Economia. “Não podemos assistir ao Governo Federal fazer essa atrocidade com o ramo têxtil e de vestuário do Brasil”, finalizou.


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