No último dia da participação do Governo de Pernambuco na Conferência das Nações Unidas sobre as mudanças do clima (COP25), o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, José Bertotti, reforçou, nesta quinta (12), o compromisso do Estado com a agenda climática e apresentou os trabalhos e desafios enfrentados pela gestão no enfrentamento ao maior crime ambiental já ocorrido na costa brasileira: o derramamento de Petróleo. Em Pernambuco, as manchas de óleo chegaram a atingir 48 praias e 8 rios, em 13 municípios. Mais de 1.600 toneladas de resíduo foram retiradas do litoral e em caminhada para um centro de tratamento.
Bertotti – que representa o governador Paulo Câmara no evento – abordou o assunto durante o painel “CBMC: lições aprendidas e os próximos passos”, ocorrida no IFEMA. “Denunciamos o fato de Governo Federal ter demorado a agir no caso do derramamento de petróleo. Em Pernambuco, foi o Governo do Estado que agiu de maneira decisiva para fazer a contenção e a retirada do material que chegou ao nosso litoral, com o apoio e a mobilização da sociedade civil”, disse o gestor, lembrando que o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Águas (PNC) define a União como responsável por ações desse tipo.
O secretário ainda expôs a preocupação do Estado com os pescadores, uma vez que a medida provisória editada pelo Governo Federal não contempla todos os afetados pelo desastre. “Temos clareza que a tardia medida provisória feita pelo Governo Federal não atende aos 11 mil pescadores de Pernambuco. O documento demorou 90 dias para ser publicado e só contempla cerca de 4,5 mil dos mais de 11 mil profissionais atingidos. O Governo de Pernambuco já solicitou a ampliação desses benefício e há emendas de parlamentares nesse sentido. Fizemos essa denúncia na COP-25 porque a crise do petróleo continua no sentido de que há uma crise social afetando quem vive da pesca artesanal”, frisou.
CBMC – A Conferência Brasileira de Mudança do Clima (CBMC) também foi pauta da exposição feita pelo gestor da pasta ambiental. Realizada de 6 a 8 de novembro, a CBMC reuniu organizações não governamentais, movimentos sociais, governos, comunidade científica e o setor privado e público em mais de 50 painéis, em nove espaços diferentes, no bairro do Recife. O evento teve entre os correalizadores o Governo de Pernambuco, Centro Brasil no Clima, WWF, Instituto Ethos, Iclei e Prefeitura do Recife. Na ocasião, foram apresentadas propostas e experiências, negócios, tecnologias e políticas brasileiras que contribuem para frear o aquecimento global.
“Estivemos presentes em várias mesas de debate divulgando o trabalho da Conferência Brasileira do Clima e falando fortemente sobre a atuação dos estados, a influência das mudanças climáticas no Estado e as ações de enfrentamento capitaneadas pelo governador Paulo Câmara. No debate de hoje, tivemos a oportunidade de encontrar entidades parceiras da conferência e ratificar nosso apoio para a próxima edição do evento em 2020”, concluiu Bertotti.
Fotos: Divulgação/ Semas-PE



Seja o primeiro a comentar