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JOSÉ DIRCEU CONSEGUE R$ 100 MIL DE VAQUINHA EM SITE DE AMIGOS PETISTAS

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu arrecadou quase R$ 100 mil no primeiro dia de funcionamento do site lançado por amigos petistas e parentes para ajudá-lo a pagar a multa de R$ 971 mil, decorrente da condenação no julgamento do mensalão. O valor foi angariado até as 19h de ontem, segundo o coordenador jurídico do PT, Marco Aurélio Carvalho. Ele acredita que a quantia total será levantada em poucos dias. “Pelo que ele representa para a militância do PT e para a população brasileira, não temos dúvida de que conseguirá até mais de R$ 1 milhão”, disse.

O site Apoio Zé Dirceu mostrava, ontem à noite, o valor arrecadado de R$ 96.686. “No site, só aparecem as doações feitas no horário bancário, até as 16h”, explicou Carvalho, para quem o primeiro dia de arrecadação foi positivo. “Se levarmos em conta os sites criados para Delúbio Soares (ex-tesoureiro do PT) e José Genoino (ex-deputado pelo PT-SP), o valor inicial de Dirceu está na média, já chega a 10% da multa”, destacou.

Genoino e Delúbio já pagaram suas respectivas multas. O ex-parlamentar, que cumpre prisão domiciliar, conseguiu mais de R$ 700 mil para quitar a infração de R$ 667 mil. Delúbio, por sua vez, recebeu R$ 1 milhão em doações. Com a quantia, pagou a multa de R$ 466 mil e doou a sobra para o ex-deputado João Paulo Cunha (PT-SP), preso na semana passada, que deve fazer o pagamento de R$ 372 mil na próxima segunda-feira.

Recursos
Se, de um lado, parte dos condenados da Ação Penal 470 busca arrecadar dinheiro para pagar as multas, de outro, réus viram mais uma vez seus recursos serem rejeitados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na sessão de ontem, os ministros negaram o pedido de quatro condenados que pleiteavam o direito a um novo julgamento. Por maioria, o Supremo reiterou que os embargos infringentes são cabíveis somente nos casos em que o réu tenha recebido pelo menos quatro votos pela absolvição.

O STF firmou também o entendimento de que não cabem infringentes em relação ao placar da dosimetria, que é o calculo do tamanho da pena. A decisão foi tomada durante a análise de recursos apresentados pelos ex-dirigentes do Banco Rural José Roberto Salgado e Vinicius Samarane, pelo publicitário Ramon Hollerbach e pelo advogado Rogério Tolentino, ex-sócio do empresário Marcos Valério. Todos estão presos, os três primeiros em Minas Gerais, e o último no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.


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