O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou por meio de nota no final da tarde desta quinta-feira (17) que “não procede” a informação de que faltam alimentos na residência oficial da Presidência da Casa.
O fornecimento de alimentos para a residência oficial foi interrompido devido à suspensão, há duas semanas, de uma licitação de R$ 98 mil para a compra de gêneros alimentícios, material de cozinha, copa e equipamentos de limpeza.
Pela manhã, a assessoria de imprensa do Senado informou por telefone que, em razão da interrupção, a despensa da residência oficial estava vazia havia uma semana. De acordo com o que tinha informado pela manhã a assessoria, Renan tem feito refeições fora de casa nos últimos dias devido à falta de alimentos na residência oficial. Indagado sobre o assunto pelo G1 no início da tarde, ao deixar o gabinete, o presidente do Senado se limitou a sorrir e não respondeu.
Segundo a nota do Senado, a licitação foi suspensa devido a “impropriedades” em preços e na quantidade de produtos. “Há duas semanas o Senado Federal suspendeu o processo licitatório destinado a adquirir suprimentos para residência oficial após constatar impropriedades em preços e quantidade de produtos.Uma nova licitação já está prevista para ocorrer”, diz a nota.
Os envelopes para a licitação seriam abertos no último dia 2, mas o diretor-geral do Senado, Helder Rebouças, determinou a suspensão do pregão após terem sido constatadas suspeitas de superfaturamento. O documento prevê a compra, por exemplo, de cem quilos de filé mignon, com valor estimado em R$ 4.050.
O edital para o fornecimento de alimentos estabelecia a validade do contrato com a empresa fornecedora pelo prazo de seis meses. Nesse período, também poderiam ser comprados outros 25 quilos de camarões vermelhos grandes, com preço estimado em R$ 2.765,75, e 180 quilos de frango congelado, com estimativa de custo de R$ 3.034, 80.
especializada para o fornecimento parcelado de gêneros alimentícios e materiais de copa, cozinha, limpeza e higienização, para o Senado Federal, à medida que houver necessidade, durante 6 (seis) meses consecutivos”. Segundo a assessoria de Renan, o contrato seria voltado exclusivamente para a residência oficial.



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