Home » Pernambuco » EDUARDO: “NÃO TOLERAMOS VIOLÊNCIA, SEJA DAQUELES QUE QUEREM SE EXPRESSAR, SEJA DE QUALQUER AGENTE PÚBLICO”

EDUARDO: “NÃO TOLERAMOS VIOLÊNCIA, SEJA DAQUELES QUE QUEREM SE EXPRESSAR, SEJA DE QUALQUER AGENTE PÚBLICO”

“Abrimos um procedimento ontem na Corregedoria do Estado para apurar qualquer ato de violência. Fiz isso muito à vontade, porque fui o governador que mais excluiu das polícias policiais arbitrários, que tinham envolvimento com qualquer ato de violência. Temos uma Corregedoria que funciona com profissionais de polícia de reputação, que tem tido atuações muita duras”, acrescentou.

O governador ressaltou ainda que o estado atua para garantir o direito de manifestação da população. “As manifestações são legítimas e devem se dar de maneira tranquila. Devemos combater os atos de violência e vandalismo de gente que não acredita em democracia e que pugna pelo fim da democracia nas redes sociais. Nós, até em defesa dos bons policiais, que cumprem seu dever sem qualquer ato de violência, temos de ser firmes nessas horas. Desde ontem que o procedimento está aberto. E hoje, o nosso pessoal do Pacto pela Vida está discutindo com o pessoal dos direitos humanos o tal protocolo. Vejam que estamos no caminho que acredito ser o certo, que é acreditar no diálogo, na democracia, na capacidade de que nós, com inteligencia, boa vontade, mesmo divergindo sobre pontos objetivos, mas que possamos evoluir para ter um protocolo como nações democráticas no Mundo têm. Talvez por terem mais tempo de democracia do que nós, que estamos vivendo nem 30 anos de democracia”, observou o governador.

Eduardo Campos lembrou das manifestações ocorridas no mês de junho, quando os policiais, mesmo desarmados, garantiram a segurança da população. “Vocês têm acompanhado, o trabalho da polícia tem sido elogiado pela sociedade. Na grande manifestação que fizemos aqui, a Polícia de Pernambuco foi fazer a segurança sem arma. Você não imagine que isso é uma coisa simples de ser feita. Não tivemos nenhum ato de qualquer agressão física até o momento, e eu tenho mais de cinco profissionais de polícia com lesão corporal atestada por médicos no IML, inclusive um sargento sob o risco de perder um olho. Eu tenho de ter o equilíbrio de um lado e do outro. Não há nenhuma recomendação para se agir fora de qualquer comportamento estritamente legal. Vocês viram pessoas que foram detidas e tinham na mochila coquetel molotov, sprays, tinham tocado fogo em ônibus, tinham apedrejado senhoras que estavam em ônibus voltando para casa. É preciso que haja equilíbrio. O equilíbrio é cumprir a lei. Policial tem de ir à rua garantir a segurança dos que se manifestam e dos que não querem se manifestar e estão trabalhando. Tem que ter isso. Não pode agir com nenhum tipo de violência”, declarou o governador.

Quanto ao uso de máscaras pelos manifestantes, Eduardo afirmou que o estado “não permitirá que grupos mascarados possam afrontar a cidadania”. “Porque a regra democrática não permite que ninguém saia de casa com máscara e com coquetel molotov para atirar sobre ônibus ou travar a cidade, numa via que tem cinco hospitais, na qual muitas vezes tem que trafegar carro com sangue para pessoas na mesa de cirurgia nesses hospitais. Esse é o outro lado da moeda que a sociedade também reclama ao governo. O que eu fiz? Fui pesquisar como é lá fora. A qualquer hora do dia pode se parar uma via sem se prevenir? Não é assim lá fora. Chamei o movimento social para fazer o diálogo. Isso faz mais de 20 dias. Quando é no dia 7 de setembro, no Rio de Janeiro, artistas, intelectuais, jornalistas, procuram o secretário de Segurança Pública pedindo para fazer lá exatamente o que estamos querendo construir aqui. Uma regra, onde quem quiser se manifestar se manifesta. Tem que ter até a segurança de nossa polícia. Agora, não pode se manifestar travando a cidade a qualquer hora do dia ou da noite, usando muitas vezes a máscara. Você pode usar a máscara, mas não para fazer atos de violência. Você usa em outras situações”, disse Eduardo Campos.

O governador também condenou a prática de se espalhar, através das redes sociais, inverdades que terminam por atormentar a população. “A gente precisa de muito equilíbrio para fazer valer a democracia e as regras. Vocês viram nas redes sociais as pessoas postando que havia uma pessoa sequestrada, viram muros da cidade falando em sequestro, mas viram essa pessoa? Isso é uma tentativa de politizar, de tentar fazer um fato que a gente viu que precisa de apuração lá no Rio de Janeiro, onde um trabalhador desapareceu e nós nos somamos aos que querem saber onde ele foi parar, porque vivemos, e eu particularmente vivi muito de perto num tempo em que o Brasil não tinha democracia. E a gente não pode levar a sério também uma tentativa desesperada dos que estão perdendo a razão. Esse tipo de ação, na verdade, tirou as pessoas da rua no dia 7 de setembro, e fez com que a sociedade não fosse às ruas no dia 7 como foi no mês de junho. Esses grupos que radicalizam, que ameaçam pessoas, dizem que não têm compromisso com a cidadania, fizeram recuar um movimento belíssimo que foi às ruas buscando melhorar o Brasil, melhorar a política. Botaram de volta para casa um bocado de pessoas que não se sentem à vontade de estarem misturadas a essas práticas. Porque se gente quer melhorar a política no Brasil, não vai melhorar aplaudindo quem usa coquetel molotov e cacetete para bater nas costas das pessoas. Isso é crime”, concluiu o governador.


Subscribe
Notify of

0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments