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CRÔNICA DE ADEMAR RAFAEL

Jabitacá merece respeito
Uma das coisas mais gratificantes para um poeta é poder anunciar o sentimento de inconformidade dos seus pares em seus escritos, nesta condição esta crônica foi produzida.
Que fique claro e cristalino que não tenho nada contra Iguaraci e seu povo. Naquela cidade tive o privilégio de fazer o exame de admissão e estudar o primeiro ano do segundo grau. Isto, contudo, não me impede de ser leal na missão recebida.
Quincas Rafael, no poema JABITACÁ anuncia, entre outras verdades. ”As Varas pode viver sem precisar de ninguém”. Sei que o mundo cooperativo conspira em favor do bem estar, assim como sei que o mundo que segrega depõe contra a equidade. O povo combativo de Jabitacá jamais se conformará com injustiça isto seria o mesmo que ignorar as memórias de Seu Pereira, de Zé Teixeira, de Manoel Rafael, de Paulo Rato e de tantos outros que lutaram em favor deste pedaço do sertão.
As pessoas simples de Jabitacá não querem migalhas, cargos ou favores dos governantes. Os moradores humildes de Jabitacá querem respeito, dignidade e tratamento igual. Uma transferência de um servidor, uma pequena obra embargada pela burocracia ou um entulho não retirado em tempo hábil fere de morte direitos que deveriam ser defendidos pelas autoridades constituídas.
Em um país onde ter a posse e todos os direitos sobre um ser humano, na época da escravidão, ter suas finanças confiscadas, no governo Collor, dizer que está agindo na forma da LEI pode até ser legal. Indaga-se, no entanto, se o ato é moralmente defensável.
Quando Jabitacá luta contra tudo e todos pela sua emancipação, não o faz contra Iguaraci, procede em favor de ideais que jamais podem ser esmagados. O povo de Jabitacá, guiado pela luz da padroeira Nossa Senhora dos Remédios, com a lucidez de Padre Antônio, seu guia espiritual por tantos anos e conduzindo o pensamento solidário e libertário de Quincas Rafael espera, com altivez, receber o tratamento previsto na Constituição Federal dos governantes do Município, do Estado e da União.

Por: Ademar Rafael


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