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Blog do Finfa - A verdade em forma de notícia

Prefeitura de Caruaru promoveu 2ª edição da Estação das Crianças

Evento contou com oficinas gratuitas para alunos da Rede Municipal de Ensino

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Estação Criativa, em parceria com a Secretaria de Captação de Recursos, Fundação de Cultura e Secretaria de Educação e Esportes, realizou, na última quinta-feira (11), a 2ª edição da Estação das Crianças, ação educativa e cultural voltada para estudantes da Rede Municipal de Ensino, com alunos do 3º e 5º ano. A atividade integra o Projeto Cultural Estação Criativa de Caruaru, aprovado via Lei Rouanet, com apoio financeiro do BNDES, patrocínio da Neoenergia, além do Instituto Neoenergia.

A programação contou com oficinas culturais que aconteceram de forma simultânea, conduzidas por artistas e fazedores da cultura popular pernambucana, proporcionando aos participantes uma imersão em linguagens tradicionais. “Eu gostei demais de participar dessa oficina, porque, além de me divertir bastante aqui, também pude aprender, brincar e conhecer um novo espaço da minha cidade”, afirmou a aluna Alice Sousa, estudante do 5º ano.

Na ocasião, foram oferecidas as seguintes oficinas: Gravando a História – Introdução à xilogravura com Valdez Soares; Acordando com Cordel – Oficina de literatura de cordel com Nerisvaldo Alves e Papel Machê: Transformando Papel e Recursos Naturais em Arte Ecológica – com integrantes do Boi Tira Teima.

Com foco na formação cultural e no acesso ampliado à arte, a Estação das Crianças busca aproximar o público infantil das expressões artísticas do Agreste, estimulando a criatividade, o brincar e o contato com saberes tradicionais.

Para a secretária de Captação de Recursos, Mayara Soares, esta é uma excelente iniciativa, que acontece em Caruaru pelo segundo ano. “Com foco na formação cultural e no acesso ampliado à arte, a Estação das Crianças busca aproximar o público infantil das expressões artísticas da nossa cidade, o que estimula a criatividade, o brincar e o contato com saberes tradicionais”, frisou Mayara.

Deputado Diogo Moraes participa do 3º Grande Encontro de Caminhoneiros em Arcoverde


Neste domingo (14), o deputado estadual Diogo Moraes (PSDB) participou do 3º Grande Encontro de Caminhoneiros, realizado no município de Arcoverde. O evento reuniu profissionais da estrada, famílias e lideranças locais, fortalecendo a valorização da categoria. O encontro foi promovido com o apoio do suplente de vereador e liderança política Rosinaldo Veras, conhecido como “Já Morreu”, que tem atuação reconhecida na cidade e na região.

Durante a agenda, o parlamentar esteve acompanhado da ex-prefeita Madalena Brito e de Gilson Duarte, aliados em Arcoverde, reforçando a união de forças em prol do desenvolvimento do município e da valorização dos trabalhadores caminhoneiros.

Diogo Moraes destacou a importância da categoria para a economia do estado e reafirmou seu compromisso com pautas que garantam melhores condições de trabalho, infraestrutura e reconhecimento aos profissionais que movem o Brasil pelas estradas.

“Esse encontro vai muito além da festa: é reconhecimento a homens e mulheres que são essenciais para o desenvolvimento do nosso país, e também uma grande reunião de amigos e famílias, marcado por muita animação e acolhimento. Rever pessoas queridas, sentir o carinho da população e participar de um momento tão especial só reforça o quanto Arcoverde é sempre um lugar especial”, afirmou.

Recife lança Cartão Alimentação para reforçar ações de combate à fome na capital pernambucana

O benefício mensal de R$ 150 atenderá inicialmente 2.500 pessoas, integra a política municipal de segurança alimentar e nutricional, e prevê investimento anual de R$ 4,5 milhões, garantindo autonomia às famílias na aquisição de alimentos

A Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome, lançou, nesta sexta-feira (5), o Cartão Alimentação Recife Sem Fome, novo benefício que vai atender 2.500 pessoas em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar. O programa contará com investimento anual estimado em R$ 4,5 milhões, destinados às recargas mensais de R$ 150 para cada beneficiário.

“O Programa Recife Sem Fome agora conta com um cartão alimentação. Serão 2.500 cartões para famílias em situação de vulnerabilidade acompanhadas pelos CRAS da cidade. Estamos substituindo a cesta básica pelo cartão com R$ 150, garantindo autonomia para que as pessoas escolham seus alimentos, fortalecendo também a economia local. O cartão é exclusivo para alimentação, com acompanhamento da política de segurança alimentar da Prefeitura, assegurando comida na mesa de quem mais precisa”, destacou o prefeito João Campos.

Também presente no anúncio, a secretária de Assistência Social e Combate à Fome, Pâmela Alves, destacou que a iniciativa fortalece a política municipal de segurança alimentar e nutricional, como também amplia a rede de proteção social, garantindo respostas mais rápidas e eficazes às famílias em situação de insegurança alimentar. “O Cartão Alimentação consolida nosso compromisso com uma cidade que cuida. Ampliamos a proteção, garantimos dignidade e asseguramos que as pessoas mais vulneráveis tenham acesso à alimentação de qualidade de forma mais simplificada com direito de autonomia de escolha”, afirmou.

BENEFÍCIO E CRITÉRIOS DE ACESSO – O Cartão Alimentação integra o conjunto de Benefícios Eventuais ofertados pelo Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e a política de segurança alimentar e nutrucional do Recife, garantindo autonomia às famílias para a compra de alimentos, ao mesmo tempo em que fortalece o comércio local. Para ter acesso ao benefício, é necessário residir no Recife, estar inscrito no Cadastro Único, possuir renda familiar per capita de até meio salário mínimo e ser avaliado através de um estudo socioeconômico obrigatório, realizado pelas equipes técnicas da Assistência Social, conforme prevê a Lei Municipal nº 18.958/2022.

A solicitação, análise e acompanhamento das famílias são realizados por toda a rede socioassistencial do município, que inclui os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), os Centros de Acolhimento Temporário, os Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centros Pop), além do Centro de Referência de Segurança Alimentar e Nutricional (CRESAN).

O Cartão Alimentação é ofertado em duas modalidades. A primeira, o Cartão Alimentação Acompanhamento, é destinado às famílias acompanhadas pelos serviços de proteção social, como Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) e o Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI), e que garante recarga mensal de R$ 150 enquanto durar o acompanhamento socioassistencial.

Já o Cartão Alimentação Emergencial é voltado para situações urgentes e imediatas, com recarga única de R$ 150, podendo ser solicitado por qualquer unidade da rede socioassistencial e de segurança alimentar e nutricional do Recife. Após a solicitação, a Divisão de Benefícios Eventuais analisa os pedidos e encaminha para a emissão do cartão.

ENTREGA E FORMA DE USO – Os cartões estão sendo entregues diretamente nas unidades da rede socioassistencial responsáveis pela solicitação e pelo acompanhamento das famílias beneficiadas. No ato da entrega, os usuários recebem orientações sobre o funcionamento do benefício, incluindo o desbloqueio, feito na primeira compra com a criação de uma senha de quatro dígitos.

O uso do Cartão Alimentação é restrito à compra de gêneros alimentícios em estabelecimentos credenciados, como supermercados, mercearias, hortifrutis, açougues e peixarias. É proibida a aquisição de bebidas alcoólicas, cigarros e outros itens que não sejam alimentos. A lista de estabelecimentos credenciados pode ser consultada no aplicativo Link Benefícios (Google Play e App Store), mediante inserção do número do cartão, e também está disponível nos equipamentos públicos de assistência social e no CRESAN.

O sistema da operadora emite automaticamente relatórios sobre o uso dos cartões, o que permite ao município monitorar a execução do benefício, acompanhar o perfil de consumo e avaliar o impacto da política de segurança alimentar na rede de proteção social.

Juntos Pela Educação: governadora Raquel Lyra projeta ampliação das escolas em tempo integral da Rede Estadual de Ensino durante Seminário de Educação de Pernambuco

Evento reuniu gestores e especialistas para alinhar políticas públicas e fortalecer a educação em Pernambuco
A governadora Raquel Lyra liderou, nesta segunda-feira (15), o Seminário de Educação de Pernambuco, reunindo gestores escolares, técnicos, especialistas e parceiros institucionais para discutir os rumos da educação pública estadual e projetar as metas para os próximos anos. Ao destacar a importância do momento, a governadora apresentou os avanços já alcançados pela rede e falou da ampliação da educação integral em todo o Estado.
“Os próximos cinco anos vão desenhar os nossos próximos cinquenta. Temos ciclos de investimento muito importantes acontecendo agora no nosso estado: um regime de colaboração forte com os municípios, a reforma das nossas escolas, contratação de novos profissionais, estamos ampliando as vagas de creche para fortalecer a educação infantil no Estado. Também avançamos para a ampliação da rede de educação integral nos municípios, com o Estado fazendo a sua parte e garantindo o maior investimento da história da educação em Pernambuco”, afirmou a governadora Raquel Lyra.
A programação do seminário incluiu quatro mesas temáticas. Pela manhã, os debates abordaram “Alfabetização e Regime de Colaboração” e “Anos finais e Escola das Adolescências”. À tarde, as discussões giram em torno do “Ensino Médio Integral”, reforçando o protagonismo de Pernambuco nessa modalidade, e da “Educação Profissional”, com foco nas transformações do mundo do trabalho, nas economias do futuro e na inclusão produtiva.
De acordo com o secretário de Educação, Gilson Monteiro, o seminário funciona como um balanço da gestão e, ao mesmo tempo, como um espaço de projeção do futuro e escuta com os municípios. “É importante para que a gente amadureça a condição da educação no Estado e veja o que é que queremos e como desenhamos esse futuro com sustentabilidade. Embora os gestores estejam nas escolas do Estado, elas estão encravadas dentro de cada município. Dentro dessas mesas temáticas, na busca de melhor gestão e de um processo administrativo na rede escolar, a gente consegue ter uma estruturação melhor”, disse o titular da pasta.
A importância do seminário também foi ressaltada por quem vive o dia a dia das escolas. Para a gerente regional de Educação Recife Sul, Viviane Gomes, participar de um encontro como esse é uma oportunidade de renovação. “Nós precisamos o tempo todo estar renovando o nosso consciente crítico com coisas novas, ideias positivas que façam com que a gente incremente o nosso caldeirão de conhecimento, gerando novos projetos e oportunidades para os nossos estudantes”, acrescentou a gestora.
NOVA ESCOLA – Dando continuidade aos avanços na educação, o Governo do Estado anunciou a construção de uma nova Escola em Tempo Integral no Recife, com investimento de R$ 10,7 milhões. A unidade será erguida na Avenida Norte, no bairro de Santo Amaro, região central da Capital, e terá capacidade para atender até 630 estudantes em dois turnos ou 315 em período integral, ampliando a oferta de ensino integral na rede estadual. O edital para contratação da empresa responsável pela obra já foi publicado no Diário Oficial do Estado.

Governadora Raquel Lyra lança Invest Pernambuco e abre nova fase na atração de investimentos do Estado

A governadora Raquel Lyra lança, nesta segunda-feira (15), o programa Invest Pernambuco (Invest PE), nova plataforma de atração de investimentos da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe). A iniciativa será apresentada durante a celebração dos 60 anos da Adepe, no Mercado Eufrásio Barbosa, em Olinda, Região Metropolitana do Recife.
 
O Invest Pernambuco marca um novo ciclo de desenvolvimento econômico no Estado, com foco na sustentabilidade, inovação e competitividade em um cenário pós-reforma tributária. O programa já nasce com ações estruturadas, como a atuação de agentes de inovação e sustentabilidade nas 12 regiões de desenvolvimento e consultoria internacional voltada à atração de investimentos.

Governo Municipal de Itapetim realiza formaturas do ABC da rede municipal

O Governo Municipal de Itapetim, por meio da Secretaria de Educação, realizou nos dias 11, 13 e 14, as cerimônias de formatura do ABC da rede municipal de ensino. As solenidades marcaram a conclusão de mais uma etapa da educação infantil para os alunos do município.

Na última quinta-feira (11), a formatura aconteceu na EMEI Pedro e Maria, localizada no Distrito de Piedade do Ouro. Já no sábado (13), foi a vez dos alunos da Escola Santo Antônio, cuja cerimônia foi realizada no Ginásio de Esportes.

Encerrando a programação, neste domingo (14), ocorreu a formatura das escolas do campo e da Escola Walfredo Siqueira, do Distrito de São Vicente, também no Ginásio de Esportes.

As cerimônias contaram com a presença da prefeita Aline Karina, do esposo Robson, do vice-prefeito Chico, além de equipes gestoras e pedagógicas das escolas, familiares dos formandos, vereadores, secretários e diretores municipais. No sábado, o ex-prefeito Adelmo Moura também participou do evento.

As formaturas do ABC integram o conjunto de várias ações desenvolvidas pelo município na área da educação e representam um momento de celebração para alunos, famílias e comunidade escolar.

Em Itapetim, a educação é prioridade e os investimentos são contínuos para continuar garantindo um ensino de qualidade.

Presidente da CCJ rechaça PL que reduz penas de Bolsonaro

Senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado

O senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, afirmou que o texto do PL da Dosimetria — do jeito que está — “não tem a menor chance de passar na CCJ”.

Em uma semana decisiva para o Congresso Nacional, às vésperas do recesso parlamentar, o senador, ouvido pelo blog, disse que este é um projeto pró-facção, que os parlamentares perderam a cerimônia e chamou de “absurdo” um projeto nesses termos estar sendo discutido.

Alencar ainda disse que, para ele, as pessoas de interesse público que estão apoiando a proposta, não viram, não leram e não estão sabendo do que se trata o texto.

Resultado de um acordão feito na segunda (8) entre Câmara dos Deputados, Senado, setores do Supremo Tribunal Federal (STF) e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, o PL da Dosimetria foi aprovado no plenário da Câmara na última quarta (10) com 291 votos a favor e 148 votos contra.

O texto propõe a aplicação da pena do crime mais grave aumentada até metade. Com isso, por exemplo, a pena do Bolsonaro mudaria de 27 anos e três meses para 24 anos e 10 meses.

Este é um PL apoiado pela ala bolsonarista, que tinha como objetivo inicialaprovar a anistia para Jair Bolsonaro, condenado na trama golpista, e outros envolvidos no 8 de janeiro.

A proposta foi aceita pelos apoiadores do ex-presidente, depois que os líderes do Centrão colocaram na mesa para Flávio Bolsonaro que anistia estava fora de questão e que “era pegar ou largar” a dosimetria. E eles pegaram.

Crônica de Ademar Rafael

FUGA SAUDÁVEL

Em recentes pesquisas que fiz para elaboração de uma apostila sobre doenças do trabalho abordadas em curso ministrado no Programa Jovem Aprendiz do SENAR-PB, módulo “EDUCAÇÃO SOCIOEMOCIONAL, SAÚDE E BEM-ESTAR”, encontrei textos que vinculam muitas dessas doenças aos ambientes e a pessoas tóxicas.

A pergunta a ser respondida é: “Podemos nos livrar de ambientes laborais e pessoas que nos causam mal e provocam doenças psicossomáticas?” Eu afirmo com segurança que pode ser difícil mas não é impossível. Pode ter custo financeiro e social, contudo, a saúde sendo colocada em primeiro plano o caminhos existem.

Entre as diversas histórias de domínio público tem a que nos conta a lenda da águia e do corvo. Em resumo esta lenda nos narra que a “única ave que ousa atacar a águia é o corvo e o faz pousando sobre suas costas de onde bica o pescoço da águia em processo repetitivo e irritante. A água ao ser atacada não revida, não gasta energia para atacar o seu torturador, sua reação é voar mais alto e alcançar alturas nas quais o corvo não consegue voar em função de ser incapaz de suportar grandes altitudes.”

Percebam a principal lição que podemos extrair da ação praticada pela águia é que em lugar de revidar a agressão ela se coloca em um patamar onde seu agressor não sobrevive, isto é, ela se eleva não se rebaixa ao nível do corvo. Assim também podemos agir para fugir de ambientes e de pessoas tóxicas, muitas vezes optamos pelo enfrentamento pela devolução das agressões recebidas. Estas opções além de agravar a situação causam-nos doenças.

O ideal para sairmos de locais tóxicos e não convivermos com pessoas tóxicas é praticarmos a política da não violência elevando os níveis da nossa serenidade, do nosso amor próprio e da nossa sabedoria. A fuga saudável é possível, precisamos colocá-la em prática

Os arautos do mercado no setor elétrico brasileiro

*Por: Heitor Scalambrini Costa
“ Vem, vamos embora, que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”
“Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores”, música de Geraldo Vandré

Uma das lendas que ainda persistem em nosso país é a ideia que o setor privado é naturalmente superior, ou mais eficiente, que o setor público. Para refutar tal colocação é necessário analisar a complexidade e os fatores que levam a esta assertiva. A primeira distinção consiste nos objetivos distintos que movem estes setores.

O setor privado visa primordialmente o lucro e a geração de valor (criação de riqueza) para os acionistas, enquanto o setor público o foco principal é o interesse social, a equidade e o atendimento das necessidades da população. ­­­

Comparar a eficiência de ambos sem considerar esses diferentes fins é, muitas vezes, incompleto e enganoso, e leva a situações em que setores como saúde, educação, saneamento, segurança pública, além de bens essenciais à vida, como água, energia são repassados ao controle privado.

No final da década de 80 do século passado com o objetivo propagandeado de ajudar países latino-americanos a retomarem o caminho do crescimento, um conjunto de ideias econômicas foram propostas para combater a crise da dívida e a hiperinflação na América Latina, como o controle fiscal, a abertura comercial e financeira, e a privatização. Tais recomendações de políticas neoliberais foram baseadas nos ideais do FMI, do Banco Mundial e do Departamento do Tesouro dos EUA.

O que ficou conhecido como o Consenso de Washington, o liberalismo econômico da época, defendia a mínima intervenção estatal na economia, com o mercado se autorregulando pela lei da oferta e da procura. Afirmavam que a liberdade individual e econômica levaria a mais investimentos e empregos, e a melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Na comunidade europeia a política de liberalização do mercado levou a privatizações das empresas de energia elétrica. No entanto, não houve um modelo único e uniforme para todos os países do bloco, coexistindo empresas privatizadas e estatais. Todavia a tendência recente em alguns países tem sido a reestatização. O caso mais emblemático é o da França, que em 2022 o governo anunciou a reestatização da sua maior companhia elétrica, Électricité de France (EDF), justificando a necessidade de garantir a soberania energética do país, e enfrentar a crise energética

As reformas neoliberais da década de 1990 no Brasil estão inseridas no contexto das liberalizações promovidas em virtude do processo de globalização, em que a dinâmica do capitalismo – vinculada à expansão do capital financeiro – levou à redução dos estados nacionais. Nesse sentido, o setor elétrico brasileiro seguiu exemplarmente o processo de privatização, adotado como política de Estado durante as duas gestões do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), planejado levando em consideração apenas questões econômico-financeiras, relegando a segundo plano questões de atendimento à população. O resultado foi problemas para a cidadania e mesmo, dificuldades de abastecimento, além dos valores abusivos das tarifas cobradas, colocando em risco a situação financeira das famílias, principalmente aquelas de baixa renda, a maioria da população.

O liberalismo da política econômica aplicado ao setor elétrico propôs a reestruturação do setor, quebrando monopólios e introduzindo o que chamavam de concorrência, com a separação das atividades de geração, transmissão e distribuição de energia. O objetivo apregoado era de promover a eficiência econômica, à inovação, e como afirmavam os neoliberais, oferecer mais opções e estimular o protagonismo do consumidor. A liberalização, segundo seus defensores, buscava atingir ganhos de eficiência através da competição e do investimento de agentes privados, resultando na modicidade tarifária e na melhoria da qualidade dos serviços prestados.

Passados 30 anos desde o início da privatização, iniciado pelas distribuidoras, o fiasco e a decepção são evidentes e frustrantes para o consumidor. A eficiência, os investimentos prometidos, a concorrência e a inovação, resultando na diminuição de custos, e a redução das tarifas para o consumidor, não aconteceram. Ao contrário, as tarifas aumentaram e os serviços prestados despencaram. E coube ao consumidor simplesmente ser um mero observador, ao mesmo tempo arcar com os aumentos na tarifa bem superior à inflação. Foram enganados, ludibriados.

O processo de privatização resultou na demissão de pessoal das empresas, na queda nos investimentos, e na manutenção do sistema, com as despesas sendo superadas pela busca por lucros a curto prazo. O “desmonte” do setor estatal ocorreu, com decisões que favoreceram interesses privados em detrimento da base técnica. A desnacionalização do setor e a perda do protagonismo estatal provocaram a perda da soberania energética e hídrica do país, especialmente em um contexto de mudanças climáticas, tecnológicas e de desafios no planejamento e na segurança do funcionamento do sistema.

A separação das atividades de geração, transmissão, distribuição e comercialização com diferentes agentes privados e públicos atuando, introduziu um desarranjo no sistema, rompendo com a integração vertical tradicional. E foram verificados problemas de coordenação e governança fragmentada, e pelos interesses específicos de cada atividade. O que levou a problemas frequentes que afetaram diretamente o consumidor, quer pelo rebaixamento da qualidade dos serviços oferecidos, quer pelas escandalosas tarifas cobradas.

Os mensageiros das soluções de mercado no setor elétrico se locupletaram nestes 30 anos pós-privatização. A partir da lógica liberalizante/mercantil, o setor se compromete com o pagamento dos acionistas privados e de seus gerentes, as custas do bem-estar da sociedade brasileira e de nossa soberania. Enquanto a população contribui significativamente para a transferência de renda para as grandes corporações transnacionais, provocando o empobrecimento da população.

Ao longo deste período de mercantilização da energia elétrica, a atuação dos lobbies pulverizados, atuando na esfera do Ministério de Minas e Energia (MME) e no Congresso Nacional (CN) na defesa de vários interesses, muito deles antagônicos, cresceu intensamente, causando um desequilíbrio de poder entre o Estado, as empresas e o mercado. Particularmente pelos inúmeros lobbies atuando tanto no MME, como no CN, buscando benefícios pontuais, e contribuindo para a desorganização do arcabouço regulatório do setor e de sua governança.

A partir de 2025, começa a findar a vigência, estipulada em 30 anos, dos contratos de concessão dos serviços públicos de distribuição de energia elétrica. Entre 2025 e 2031, 20 contratos de distintas concessionárias chegam ao fim. E é prerrogativa do poder concedente, o MME, decidir se prorroga ou não essas concessões.

A decisão tomada pelo governo federal foi pela prorrogação por mais 30 anos, podendo mesmo ser solicitada a prorrogação contratual antecipada. Em 21 de junho de 2024, foi publicado o Decreto no 12.068, que estabeleceu mudanças pontuais, e definiu diretrizes similares às já existentes nos contratos de concessão inicial, que foram violados sistematicamente pelas concessionárias. Sem dúvida com a atual decisão governamental as distribuidoras de energia elétrica continuarão penalizando o povo brasileiro, seguindo como um dos principais algozes do consumidor, e da economia nacional.

Neste sentido é urgente e necessário a reestatização do setor elétrico, iniciando pela distribuição, e assim promover justiça, bem-estar social e o desenvolvimento sustentável. Nada custaria aos cofres do tesouro nacional, pois os contratos estariam finalizados, e não haveria nem prorrogação, nem nova licitação. Os bens reversíveis, envolvendo ativos como imóveis, equipamentos e a infraestrutura seriam devolvidos ao patrimônio do Estado, titular do serviço.

Setor elétrico. Reestatização Já!!!!

*Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco

Avante Pernambuco

Por Waldemar Oliveira

Pernambuco vive um momento importante talvez um dos mais decisivos de sua história recente. Depois de anos desafiadores, o estado começa a experimentar uma retomada consistente do crescimento econômico, com geração de empregos, novos investimentos em infraestrutura e avanços relevantes nas áreas sociais. Essa combinação não é fruto do acaso, mas do esforço conjunto de instituições, lideranças políticas, iniciativa privada e da própria sociedade.

Também temos plena consciência do papel que nos cabe nesse processo. Temos feito a nossa parte. Só através do nosso mandato, mais de R$ 300 milhões em emendas e obras do Governo Federal, as quais foram destinadas para áreas essenciais, levando recursos para obras, equipamentos agrícolas, serviços, assistência à saúde, políticas públicas que fazem diferença direta ou indiretamente na vida das pessoas. Da mesma forma, temos apoiado a governadora e o Governo do Estado em tudo o que é importante para Pernambuco, sempre colocando o interesse coletivo acima de qualquer disputa política.

Temos, inclusive, muito orgulho de integrar a gestão estadual, contribuindo com trabalho, dedicação e compromisso para que o estado avance em cada área onde há necessidade. Servir a Pernambuco é uma honra, mas também é um dever e esse dever não é apenas nosso. É coletivo. É de todos que acreditam no potencial do estado e entendem que o desenvolvimento sustentável só se consolida quando há união, responsabilidade e continuidade.

É assim que o Avante enxerga o futuro de Pernambuco: um futuro que precisa seguir em frente, com mais diálogo, mais cooperação e mais trabalho. Porque Pernambuco só alcançará todo o seu potencial quando cada um fizer a sua parte e quando todos caminharem juntos.