Em funcionamento desde a quinta-feira, espaços reúnem 14 restaurantes na Arena Gastronômica e Central de Serviços, 60 expositores na Central de Artesanato e serviços de proteção e acolhimento às mulheres na Central da Mulher
Entre frevo, samba e muito brilho, a nova disposição dos equipamentos do Carnaval do Recife 2026 já impacta positivamente a experiência do público, com melhorias na circulação. No sábado (14), além dos cortejos e shows que animaram o Bairro do Recife, a movimentação nas imediações da Ponte Giratória confirmou o acerto das mudanças implementadas pela Prefeitura do Recife, tornando a circulação mais fluida e a vivência do público ainda mais confortável.
A Arena Gastronômica e a Central de Serviços passaram a funcionar no Armazém 14, enquanto a Central do Artesanato foi transferida para o Mirante do Paço, ambas próximas ao Polo do Samba, que deixou a Rua da Moeda e passou a funcionar no Parador. A poucos metros dali, a Avenida Rio Branco recebeu reforço na estrutura sanitária, com 46 banheiros femininos e 8 destinados a famílias e/ou pessoas com deficiência. Já na Rua do Bom Jesus, a Central da Mulher no Carnaval fortalece a rede de acolhimento e proteção durante a folia, além de oferecer serviços de beleza e comercialização de adereços carnavalescos.
No Armazém 14, a Arena Gastronômica chama atenção pela estrutura climatizada, distribuída em dois andares, e pela diversidade de serviços reunidos em um só espaço. São 14 restaurantes com cardápios variados e acessíveis. O público também conta com caixa eletrônico 24 horas, tomadas para carregamento de celulares, ponto de achados e perdidos e área infantil com fraldário, espaço para amamentação e recreação gratuita.
A bancária Caroline Machado, 43 anos, que veio com o marido e os três filhos, de 12, 10 e 3 anos, destacou a estrutura do novo espaço. “Eu achei o espaço bem interessante. Eu vim com três filhos e tem atividades para criança pequena aqui. Minha filha de três anos quis logo entrar para brincar. Não precisa pagar nada, só precisa ficar um responsável. Então eles ficaram, brincaram bastante. Enquanto isso, eu pude conversar com os amigos e me alimentar. Tem vários tipos de comida. Cada um comeu o que queria e tudo de muita qualidade”, afirmou.
O recifense Bruno Santos, 38 anos, que atualmente mora em Natal e trouxe um amigo de lá e outro de Goiânia, também elogiou a nova organização. “Eu soube pelo jornal que o polo gastronômico ia ser aqui agora e gostei muito. Amei esse espaço para se alimentar, sentar, acompanhar o show pelo telão, tudo climatizado. É um lugar onde a gente pode descansar um pouco, ir ao banheiro, relaxar e depois voltar para o Marco Zero, para a folia. Também gostei que o polo de samba está bem aqui do lado. Achei bem bacana”, disse.
Ao lado da Arena Gastronômica, a Central de Serviços concentra ações de proteção social durante a festa. O espaço abriga o Espaço Infância Segura PETI, da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome, funcionando como ponto oficial para denúncias de trabalho infantil e exposição indevida de crianças e adolescentes, além de oferecer orientação e atividades lúdicas de conscientização.
No Mirante do Paço, a Central do Artesanato reúne 60 expositores e funciona das 14h às 2h. O espaço oferece fantasias, acessórios, roupas carnavalescas e peças em couro, cerâmica, madeira, crochê, pintura, macramê e bordado. Além da comercialização, o público encontra serviços como customização de abadás, pequenos consertos e o Espaço Beleza, com maquiagem carnavalesca e penteados.
A piauiense Jessica Leal, 35 anos, aprovou a iniciativa e destacou o caráter inclusivo da feira. “Eu acho o espaço muito importante e democrático, porque quem é de fora acaba levando um pouquinho da cultura de Pernambuco. Gostei da feira porque tem de tudo: bloco de anotação, roupa, fantasia, bolsa, quadros… tem muita coisa. Acaba valorizando os artistas daqui”, afirmou.
Na Rua do Bom Jesus, 147, a Central da Mulher no Carnaval funciona das 16h às 2h, oferecendo escuta qualificada, orientação e encaminhamentos para mulheres. O espaço conta ainda com área de apoio para amamentação, além de serviços como maquiagem e cabelo. No local, artesãs e empreendedoras da Rede de Artesãs da Secretaria da Mulher comercializam adereços e acessórios carnavalescos, fortalecendo a geração de renda durante o período festivo.
A artesã Valéria Rodrigues, 55 anos, participa pela primeira vez e comemora a oportunidade de expor seus produtos. “Pra mim foi ótimo, porque eu estava sem lugar para expor meus produtos, e aqui deram essa oportunidade pra gente sem cobrar nada. Já estou há quatro dias e estou vendo que está vendendo bem. Essa renda vai ser muito importante pra mim”, afirmou. Segundo ela, o movimento tem sido positivo desde o início da programação. Valéria trouxe sombrinhas, leques, roupas, fantasias, diademas e tiaras e destacou que “o que mais está saindo são os diademas, as máscaras, as sombrinhas e o leque. O leque já está quase acabando”, comemorou. FOTOS: Felipe Souto Maior/PCR.