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PREFEITURA DE SERRA TALHADA INAUGURA 2ª PLENÁRIA DO ORÇAMENTO PARTICIPATIVO

A Prefeitura Municipal de Serra Talhada (PMST) inaugura a segunda plenária popular do Orçamento Participativo (OP) , no próximo sábado (18). Dessa vez, o prefeito Luciano Duque (PT) vai ouvir as demandas dos moradores do bairro Mutirão, o de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da cidade. O petista espera que população participe ativamente da iniciativa sugerindo soluções e apontando falhas em áreas que devam ser priorizadas pela administração. “Pois essa é a hora de falar diretamente nos olhos e dizer: ‘prefeito, isso está errado, invista nisso aqui”, exemplifico Duque.
O gestor inaugurou a primeira plenária popular do Orçamento Participativo em abril. Na ocasião, a população do bairro Ipsep deliberou que o governo devesse investir com urgência em infraestrutura. Após as discussões, a prefeitura firmou compromisso em pavimentar e sanear 24 ruas e avenidas, atualmente, de difícil acesso na localidade. As obras contarão com ajuda orçamentária do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM), garantido pelo Governo do Estado aos município no início do ano. Cerca de R$ 1,9 milhão serão aplicados em obras no Ipsep.
Motivados pelo sucesso da primeira plenária, a coordenação do OP serratalhadense vem se preparando para montar o segundo fórum popular no Mutirão. Para isso, designou equipes de técnicos sociais para percorrerem boa parte das casas do bairro e identificar, mediante questionários sócio-econômicos, o perfil e os maiores anseios da comunidade.(ASCOM)

GOVERNADOR VAI RECUPERAR ESTRADA QUE LIGA BELÉM DO SÃO FRANCISCO A PORTO DA BARRA

Em visita ao professor Licínio Lustosa, no município de Belém do São Francisco, na noite de ontem (09), ao lado do deputado Rodrigo Novaes (PSD), o governador Eduardo Campos se sensibilizou com pedido do parlamentar e garantiu a recuperação da estrada que permite acesso ao Porto da Barra.

A rodovia, que já havia sido reivindicada por Novaes através de Indicação na Assembleia Legislativa, é de extrema importância por ser o acesso mais curto entre a Bahia e Pernambuco.

A obra também vai facilitar o acesso de centenas de estudantes que por ela transitam todos os dias para frequentarem a faculdade em Belém do São Francisco.

ÂNGELO FERREIRA ACOMPANHA GOVERNADOR EM VISITA AO INTERIOR

O Deputado estadual Ângelo Ferreira fez parte da comitiva do Governador Eduardo Campos em visita a municípios do interior ontem (09).
O parlamentar esteve em Arcoverde, onde o Governador inaugurou o Laboratório de Reprodução e Melhoramento Genético Animal, localizado na Estação Experimental do Instituto Agronômico (IPA). O investimento estadual para implantação do laboratório foi da ordem de R$ 1,5 milhão.
Em seguida a comitiva que contou com o Secretário estadual de Agricultura Ranilson Ramos seguiu para Ibimirim onde a programação incluiu assinatura de ordens de serviço e convênios, destinados principalmente à construção de obras de infraestrutura hídrica, para ampliação do abastecimento d’água. 

PROJETO SÃO FRANCISCO: INTEGRAÇÃO NACIONAL PUBLICA OS ÚLTIMOS EDITAIS DE LICITAÇÃO DAS OBRAS

O Ministério da Integração Nacional publicou, nesta semana (9 e 10/5), no Diário Oficial da União (DOU), os avisos de licitação das Metas 3 Norte  e 3 Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco. Os editais têm como objetivo a execução das obras complementares de cinco lotes: o Lote 6, em Mauriti (CE); o Lote 7, em São José de Piranhas (PB); o Lote 10 e o Lote 11, em Custódia (PE); e o Lote 12, em Monteiro (PB).

Com a conclusão do processo licitatório da Meta 3N, os trechos do Lote 6, em Mauriti (CE) e no Lote 7, em São José de Piranhas (PB) serão retomados no Eixo Norte.  No Eixo Leste, as atividades dos Lotes 10, 11 e 12 serão reforçadas nos municípios de Custódia e Monteiro (PB).

Para intensificar o ritmo das obras do Projeto São Francisco, o Ministério da Integração Nacional tem reforçado as frentes de trabalho. Nos últimos cinco meses, foram emitidas cinco ordens de serviço, sendo duas para o Eixo Norte e três para supervisão de obra nos dois eixos (Norte e Leste). Desde dezembro do ano passado, o empreendimento já soma mais de mil contratações. Atualmente mais de 5 mil trabalhadores atuam diariamente nas obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco. Além disso, no Eixo Norte, nas obras executadas em São José de Piranhas (PB), Salgueiro e Cabrobó (PE), há trabalhadores atuando 24 horas por dia.

Outro certame licitatório está em fase final: o das Metas 1 Leste e 2 Leste. Com a conclusão deste processo, mais de 1,5 mil pessoas deverão ser contratadas. Até o final de junho, todos os contratos das obras complementares do Projeto São Francisco estarão firmados. Com isso, o número de trabalhadores mobilizados chegará a 6 mil.

O Projeto São Francisco é a maior obra de infraestrutura hídrica já realizada no Brasil e está entre as maiores do mundo. Após analisar várias alternativas, ficou constatado que a integração do rio às bacias do Nordeste Setentrional é o mais eficiente para garantir o fornecimento adequado de água para região.

SERRA TALHADA TERÁ SEMANA CONTRA ABUSO E EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

O Governo de Serra Talhada inaugura, a partir da próxima segunda-feira (13), a Semana Municipal de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O objetivo é debater propostas para fortalecimento da rede de proteção a menores vítimas de assédio sexual na Capital do Xaxado. A iniciativa é da Secretaria de Desenvolvimento Social do município, que vai promover cinco dias de debates sobre o tema em escolas da rede municipal e estadual de ensino. Finalizando com uma passeata em protesto contra os casos de abusos verificados na cidade. O 18 de maio marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de menores.

Entre as novidades, a semana de enfrentamento em Serra Talhada prevê o lançamento do 1º seminário municipal de combate ao assédio a crianças e adolescente, que irá acontecer no auditório do colégio Cônego Torres, das 19h às 21h. Os encontros nas escolas e o seminário serão assessorados pelos especialistas da Gerência de Polícia da Criança e Adolescente (GPCA) Edvaldo Rosa e Caludeny Spnelly. “A violência sexual ainda é uma chaga em nosso município e que deve ser combatida por todos os cidadãos. Nesta semana, iremos discutir saídas de enfrentamento contra esses abusos”, adianta o secretário de Desenvolvimento Social, Josenildo André.(Assessoria de Comunicação)

ESPAÇO DO INTERNAUTA

Um brasileiro na direção da OMC
Roberto Carvalho de Azevêdo, que representa o Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) desde 2008, é considerado o diplomata brasileiro que mais entende de negociações comerciais. Ele não tinha apoio dos Estados Unidos nem da Europa, mas venceu no último dia 7 de maio, a eleição para dirigir, a partir de setembro, a organização que congrega 159 países e há quase duas décadas está com negociações estagnadas.
Destaco que além da forte concentração de esforços do governo pesou a favor de Azevêdo a importância que os países em desenvolvimento parecem estar dando à revitalização da OMC. O reconhecimento dessas nações ao papel que o Brasil representou, na década passada, no G-20 da OMC, à frente do confronto comercial e político entre países em desenvolvimento e desenvolvidos. E a ajuda de boa parte dos eleitores africanos, votos numéricos de peso em relação aos de outros continentes.
Contra ele e as pretensões brasileiras, apoiando o mexicano Herminio Blanco, estiveram os Estados Unidos e a Comunidade Europeia. No contrapeso, somando com países emergentes, a China, motivo constante de protestos de empresas brasileiras por causa da agressividade mercadológica e dos seus preços sem concorrência.
Estados Unidos e Comunidade Européia, além da Inglaterra, prestaram homenagens formais ao novo diretor geral da OMC. Mas se verá, até setembro, quando Azevêdo toma posse, e depois, na tentativa de ressuscitar Doha, se é verdade que os atores principais da globalização querem perseguir um comércio livre, com acordos multilaterais, mesmo contra as pressões e aspirações de suas comunidades nacionais ou de seus governos. A China, segundo nota da agência estatal Xinhua, foi enfática: “A designação de Azevêdo é algo que merece ser celebrado por ser a primeira vez que um candidato dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) alcança o cargo máximo na OMC”. 
O Brasil tem defendido um caminho gradual para derrubar barreiras comerciais e o protagonismo governamental na regulação do comércio e na prática de taxas para proteger setores industriais nacionais é motivo de queixas dos ricos, como os EUA e o Japão, e dos colegas emergentes, como a China, a Coreia do Sul.
Trocando em miúdos, as esperanças mundiais em Azevêdo costuram-se no seu currículo de hábil negociador mas não necessariamente em sua nacionalidade. Em editorial do dia 9 de maio passado, embora festeje a eleição do diplomata brasileiro como uma oportunidade de reavivar o comércio internacional, jornal britânico Finantial Times considera que, à primeira vista, ter um brasileiro no comando da instituição “não parece promissor” porque o Brasil tem adotado medidas no caminho do protecionismo e que, diante disso, ele precisa provar que é “dono de si”.
A escolha de Azevêdo está em linha com a eleição, em 2011, de José Graziano da Silva como diretor-geral da Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO). E é mais do que legítimo e correto ter o Brasil representado no maior número de organizações internacionais. Mas é necessário também que o país se posicione de modo transparente e proativo em questões de comércio de interesse continental. O Mercosul, por exemplo, com mais de vinte anos de vida, patina ainda para se afirmar até como união aduaneira. 
Concebida para estruturar o bloco, a Tarifa Externa Comum é desrespeitada e os estados membros vivem impondo barreiras ao comércio dentro do bloco.
No final de janeiro passado, em concorrida apresentação de sua candidatura a diretor-geral da OMC, em Genebra (Suíça), Azevêdo disse que seu maior desafio seria desbloquear as negociações da Rodada Doha cuja paralisação – especialmente após a crise mundial de 2008 – está afetando o sistema multilateral de comércio. É necessário retomar os esforços para dar vida à negociação global logo após a conferência de ministros de comércio em Bali (Indonésia), em dezembro próximo.
O Brasil, segundo Azevêdo, atribui uma importância altíssima ao sistema multilateral de comércio. Quer um sistema que opere de maneira equilibrada, equitativa e ofereça soluções para todos os países. Este é o momento de provar a tese.
A crise financeira de 2008 desdobrou-se por questões econômicas e políticas com profundas feridas em raízes nacionais que expuseram, por exemplo, as fraturas políticas na Comunidade Européia. Ali, em alguns países, a questão do desemprego desafia até as consistências nacionais. Da mesma forma há conflitos ideológicos e bélicos, além do grande passivo ambiental do planeta, que serão apresentados em quaisquer mesas de negociação sobre o comércio.
A OMC divulgou detalhados estudos revelando que a partir de 2008 cresceram ações de  proteção comercial. Algumas medidas contra a crise afetaram o comércio. E o Brasil não foi exceção. Será difícil concluir a Rodada de Doha. As divergências são muitas. Mas se poderá tentar a simplificação de acordos aduaneiros e o preenchimento de cotas agrícolas, pela eliminação de entraves burocráticos.
Por: Arnaldo Jardim é Deputado Federal PPS-SP