Press "Enter" to skip to content

Últimas publicações do quadro “Primeira Página”

Troca de celulares e mudança de camas: Maduro busca segurança, diz NYT

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, está trocando com frequência de celular e do local onde dorme desde setembro, a medida que a ameaça dos Estados Unidos sobre uma intervenção militar no país aumenta, segundo o jornal americano TheNew York Times, citando fontes próximas do regime.

Maduro reforçou sua segurança pessoal se apoiando em Cuba, um importante aliado. Segundo o veículo, o ditador aumentou o papel de guarda-costas cubanos na própria segurança e colocou novos oficiais cubanos contraespionagem nas forças armadas venezuelanas.

Citando fontes, o New York Times afirma ainda que círculo íntimo do venezuelano tem sido cada vez mais afetado pelos sentimentos de preocupação e tensão, enquanto o ditador acredita que pode manter o controle da situação.

Em público, Maduro mantém uma postura firme, dizendo que o país “não será derrotado” e pedindo que não haja guerra. Nas redes sociais, ele alimenta uma imagem de descontração, tendo recentemente publicado um vídeo em que dirige e brinca pelas ruas de Caracas, ao lado de um apoiador.

Vereador de Flores Luiz Heleno deixa Breno Araújo e volta apoiar Marconi Santana

Acabei de ser informado, que o vereador de Flores ex-presidente da Câmara de Vereadores, Luiz Heleno, teve uma reunião com o pré-candidato a deputado estadual Marconi Santana nesta manhã.

Segundo a fonte, Luiz Heleno que anteriormente anunciou apoio ao pre- candidato a deputado estadual Breno Araujo, esposa da prefeita de Serra Talhada Márcia Conrado, voltou a sua origem política e volta a apoiar Marconi Santana.

O Coronel do povo: A vida e o legado de Miguel de Campos Góes

Por Rinaldo Remígio*

Há homens cuja grandeza não se mede pelos títulos formais, mas pela postura com que caminharam entre seus semelhantes. Homens que, mesmo sem diploma superior, alcançaram o mais alto grau de sabedoria: o respeito do povo. Assim foi o senhor *Miguel de Campos Góes*, o eterno *Miguelito*, nascido em 1º de novembro de 1907, em Afogados da Ingazeira, coração pulsante do Sertão do Pajeú.

Filho do senhor *Luiz Alves de Góes e Melo*, coronel da Guarda Nacional, e da senhora *Petronila de Siqueira Campos do Amaral Góes*, Miguelito cresceu em meio a uma família numerosa — doze irmãos — todos marcados pela cultura, pelo estudo e por uma rara vocação para servir à sociedade. O ambiente doméstico era um verdadeiro berço de talentos: seu irmão *Oscar de Campos Góes*, renomado pesquisador botânico, chegou a se corresponder simplesmente com *Albert Einstein*; outro irmão, *Padre Luís Gonzaga de Campos Góes*, tornou-se figura influente no Rio de Janeiro, construtor do Santuário São Judas Tadeu (Laranjeiras), celebrante em cerimônias de Juscelino Kubitschek e amigo de *Assis Chateaubriand*, magnata da comunicação brasileira.

Entre tantos nomes ilustres, Miguelito destacou-se não por ostentação, mas por caráter.

Desde jovem, chamava atenção pela coerência nas decisões e pela habilidade nata de solucionar conflitos. Em uma época de escassez de professores, concluiu apenas o curso primário, mas encontrou nos jornais sua principal fonte de formação. Era leitor assíduo, observador atento da vida política e social. Tornou-se autodidata por vocação e líder por natureza.

Em 25 de março de 1941, casou-se com *Maria do Carmo Dantas Campos Goes*, com quem formou uma família respeitada, educada e unida. Tiveram cinco filhos — uma descendência que perpetua, até hoje, os valores de retidão e decência que marcaram sua existência.

Inspirado pelo pai e pelo ambiente de liderança moral em que fora criado, ingressou na política. Em 1959, enfrentou uma disputa acirrada contra Possidônio Gomes dos Santos e saiu eleito prefeito de Afogados da Ingazeira para o período de 1959 a 1963. Seu governo deu continuidade à construção do prédio da Prefeitura Municipal — obra que, embora inaugurada anos depois, recebeu de Miguelito a condução responsável e honesta que caracterizava sua vida pública.

Chamavam-no de *“Coronel Miguelito”*. Ele mesmo explicava, com simplicidade: não herdara a patente militar, mas sim o *respeito do povo*, que continuou a tratá-lo como antes tratara seu pai. Era o título informal da autoridade moral — aquela que não se compra, não se impõe e não se proclama: conquista-se.

Seu papel como mediador, entretanto, foi talvez sua marca mais profunda. Em Afogados da Ingazeira, quem tinha um conflito familiar, uma disputa de terras, uma rixa entre vizinhos procurava Miguelito. E ele resolvia. Não para um lado nem para outro — resolvia pelo equilíbrio. Seu conhecimento instintivo das leis e sua influência respeitosa no poder Judiciário faziam dele um verdadeiro pacificador da cidade.

Como tabelião do Cartório de Notas e Protestos, consolidou ainda mais essa imagem de homem justo, ponderado, íntegro. Era procurado não apenas pelos atos oficiais, mas pelos conselhos, pelos pareceres, pela palavra que serenava ânimos.

Morava com a família na antiga Praça Oscar de Campos Goes — hoje Praça *Prefeito Miguel de Campos Góes. O endereço mudou de nome, mas não de significado: continua sendo lugar de memória, de histórias contadas por quem viveu a época em que Miguelito caminhava entre o povo, cumprimentando de chapéu na mão e opinião sempre equilibrada.

Embora irmão de figuras profundamente religiosas, Miguelito era católico discreto. Sua fé revelava-se mais no trato humano do que nas práticas litúrgicas. Era, sobretudo, homem de valores, de convivência pacífica e de honestidade inegociável.

Afastou-se da política em 1965, preferindo a tranquilidade ao acirramento das disputas públicas. Viveu seus últimos anos já fragilizado pelo cigarro e pela idade, até partir em 21 de junho de 1996, aos 88 anos. Foi sepultado no Cemitério São Judas Tadeu, deixando atrás de si um rastro luminoso de serviços prestados.

Em 2002, quando a praça onde viveu foi rebatizada com seu nome, Afogados da Ingazeira fez mais que uma homenagem: reconheceu oficialmente o legado de um homem que ajudou a construir sua identidade social e política.

Seu Miguelito não deixou monumentos grandiosos, mas deixou algo maior: deixou paz, deixou respeito, deixou exemplo.

Sua grande obra foi a coerência. Seu monumento foi a palavra honrada. Seu legado, a pacificação.

Afogados da Ingazeira, ao recordar Miguelito, recorda também uma época em que liderança era sinônimo de responsabilidade, e política era, antes de tudo, serviço.

Homens como ele não passam pela história.

Permanecem nela.

*Professor universitário aposentado e memorialista!

Fonte de informações: Fernando Pires, Miguel Neto.

Coluna do Finfa

Recife se enfeita e acende mais de 4 milhões de pontos luminosos para celebrar o ciclo natalino

Com temática musical e decoração preparada pela Prefeitura espalha luzes por vários pontos da cidade, do Segundo Jardim e Agamenon Magalhães aos parques das Graças e da Tamarineira, além da Boa Vista, Bom Jesus, Praça do Arsenal, Rua da Guia e do novo Parque República do Líbano

Ruas e praças do Recife estão cheias de luzes, cores e esperança para receber o ano novo. A decoração natalina preparada pela Prefeitura já ilumina diversos pontos da cidade, de Boa Viagem à Tamarineira, das Graças ao Recife Antigo, celebrando tradições, ritmos e canções de uma cidade reconhecida pela Unesco como criativa e musical. Com o tema “Natal dos Sons”, a decoração espalhou mais de 300 mil metros de mangueiras, cordões luminosos e strobos, além de quase dois mil refletores de iluminação paisagística, totalizando mais de 4 milhões de pontos luminosos brilhando pela cidade.

“O Natal dos Sons já está por todo Recife. A decoração deste ano está espalhada por toda a cidade e traz novidades importantes, como a neve de espuma aqui na Rio Branco, feita com produto neutro, que não irrita os olhos e não mancha a roupa. É uma surpresa para as crianças e para as famílias. Tragam todo mundo para viver esse clima, aproveitar as luzes e celebrar juntos o ciclo natalino”, afirmou o prefeito João Campos

Praticamente finalizado, o projeto traz novidades importantes. A grande árvore de Natal, que nos últimos dois anos vinha sendo montada na Agamenon Magalhães, foi instalada neste ciclo no novo Parque República do Líbano, no Pina. Com 37 metros de altura, sua estrutura vazada é contornada por mangueiras e preenchida por cordões luminosos, com elementos que fazem alusão a notas e instrumentos musicais.

Réplicas da árvore, com 18 metros, estão sendo montadas no Segundo Jardim de Boa Viagem, na Avenida Rio Branco e nos parques das Graças e da Tamarineira. A decoração, com luzes, bolas, arcos, sinos, notas musicais, estrelas e partituras, alcança ainda a Agamenon Magalhães, a Rua do Bom Jesus e a Praça do Arsenal, além da Rua da Guia.

Rio Branco

Na via mais natalina da cidade, a decoração será protagonizada pela tradicional vila natalina, com 14 estruturas — 13 casas e um moinho — que serão ocupadas por comerciantes de comidas e artigos natalinos. Toda a extensão da via receberá cordões de luz, iluminação paisagística colorida nas árvores e nas fachadas dos prédios, com faixas de strobos cintilando casas e edifícios históricos.

A Rio Branco também terá presépio, túnel luminoso com notas musicais e uma casa para o Papai Noel, com uma árvore de nove metros no topo. O pórtico luminoso de entrada, na esquina com o Cais do Apolo, vem decorado com dois grandes anjos acompanhados por notas musicais.

A novidade deste ano é o equipamento que produz neve de espuma, funcionando apenas na Rio Branco nos finais de semana. Ele usa cerca de 100 litros de água misturados a um produto neutro e antialérgico — semelhante a detergente suave — que não mancha roupas. O sistema gera aproximadamente 4 mil litros de espuma por dia. O funcionamento será sexta e sábado, das 19h às 21h; e domingo das 18h às 20h

Boa Viagem

O Segundo Jardim recebeu pórtico luminoso de entrada, presépio, elementos decorativos e interativos de chão, iluminação paisagística, guirlanda, caixa natalina e uma réplica da árvore principal de 18 metros.

Agamenon Magalhães

A avenida ganhou elementos decorativos nas margens do canal, iluminação paisagística nas árvores, strobos e ornamentos instalados nos postes, desde o Clube Português até o viaduto da João de Barros.

Parques das Graças e Tamarineira

Os dois parques estão decorados com pórticos e arcos luminosos, presépios, elementos decorativos e caixas luminosas interativas, além das réplicas da árvore principal.

Bom Jesus, Arsenal e Rua da Guia

A Rua do Bom Jesus e a Praça do Arsenal receberam iluminação paisagística. Na praça, a decoração inclui elementos de chão. Pela primeira vez, a Rua da Guia foi iluminada para o ciclo natalino, com cordões e feixes de strobo nas fachadas.

Programação

A música será protagonista das celebrações a partir do dia 13, quando tradições da cultura popular começam a ocupar parques, vias e espaços públicos da cidade.

No dia 14, estreia um cortejo natalino pelas ruas do Bairro do Recife, com pastoris, cavalo-marinho, reisado, blocos líricos, bandinhas, passistas e personagens do Baile do Menino Deus — declarado Patrimônio Cultural Imaterial do Recife em 2024. O cortejo parte às 15h30 do Paço Alfândega, segue pela Marquês de Olinda e Marco Zero e chega à Praça do Arsenal, onde a Orquestra Sinfônica do Recife fará um concerto às 18h.

Do dia 13 ao dia 28, o Recife celebrará o ciclo natalino todos os fins de semana, com mais de 80 atrações nos parques da Tamarineira e das Graças, no Segundo Jardim e na Avenida Rio Branco.