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Afogados da Ingazeira perde Ceiça de Iracema

Faleceu neste 1º de novembro de infarto, Maria da Conceição Salvador da Silva (Ceiça de Dona Iracema), aos 80 anos, no Hospital da cidade de Flores.

O velório vai acontecer na Câmara dos Vereadores neste sábado e o sepultamento será neste domingo (02), às 09 horas no Cemitério São Judas Tadeu em Afogados da Ingazeira

Que desenvolvimento queremos para Afogados da Ingazeira?

*Heitor Scalambrini Costa

A oitava edição da feira de empreendedorismo do município de Afogados da Ingazeira, evento que acontece desde 2015, tem suscitado um debate muito importante na cidade no que se refere às consequências econômicas, e sobre a mobilidade devido à localização do evento no centro da cidade, na praça da bela e majestosa Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios.

No entorno da praça existe um comércio variado que se sentiu prejudicado pela interdição das ruas, e pela ocupação dos estandes (estimado em 152) que começaram a ser montados 3 semanas antes do início do evento, que neste ano será nos dias 6,7 e 8 de novembro. É reconhecido que neste período do ano existe um aquecimento das vendas, que segundo os comerciantes do local serão prejudicadas. Além da interdição de circulação de carros neste entorno, provocando um real transtorno para a população de maneira geral.

No debate das 10, na Rádio Pajeú (FM 99,3) da última quarta-feira 29/10, estiveram presentes comerciantes e representantes da atual gestão municipal, discutindo e debatendo, em particular a localização do evento que tem nos últimos anos crescido exponencialmente. Não houve questionamentos sobre a própria realização do evento em si.

A gestão defendendo que a escolha do local foi mais por inércia, pois, outras edições já tinham acontecido ali, e enfatizando a importância da feira para o crescimento econômico da cidade, com a geração de renda e emprego, e não se furtando a apontar outros locais para as futuras edições. E os comerciantes presentes defendendo seus interesses legítimos, pois se sentem prejudicados. Mesmo outros locais apontados ao longo do debate foram rechaçados pelo público que participou pelo telefone, e por mensagens, defendendo o evento, mas não o querem em seus “quintais”.

O secretário municipal de Administração, Desenvolvimento Econômico e Turismo esteve presente e fez uma defesa enfática da feira, por razões econômicas e de visibilidade regional. Incomodado pelas críticas, em dado momento do debate fez uma indagação que considero fundamental para uma ampla discussão sobre o futuro da cidade, “que desenvolvimento queremos para Afogados da Ingazeira?”.

Creio que para responder a esta questão necessitamos de alguns esclarecimentos nos conceitos que são utilizados de crescimento e desenvolvimento.

Atualmente, o termo desenvolvimento é usado como um sinônimo para crescimento. Mas afinal o que é crescimento? O que é desenvolvimento?

Crescimento e desenvolvimento não é a mesma coisa. Crescer significa “aumentar naturalmente em tamanho pela adição de material através de assimilação ou acréscimo”. Desenvolver-se significa “expandir ou realizar os potenciais de; trazer gradualmente a um estado mais completo, maior ou melhor”. Quando algo cresce fica maior. Quando algo se desenvolve torna-se diferente.

O objetivo prioritário da economia dominante é o crescimento econômico, cujo critério de avaliação da medida do crescimento é o PIB (Produto Interno Bruto). Quanto mais produzir, quanto mais vender, melhor está sua economia. Crescimento tornou-se sinônimo de aumento da riqueza. Dizem que precisamos ter crescimento para sermos ricos o bastante para diminuirmos a pobreza.

A “teoria do bolo”, popularizada no Brasil durante a ditadura cívico-militar (1964-1985), dizia que o pais deveria fazer crescer o bolo para depois dividi-lo. Uma metáfora econômica cuja ideia era de que a riqueza deveria primeiro ser concentrada para impulsionar o crescimento econômico, para depois ser distribuída de forma mais equitativa. Pura balela, pois a desigualdade social só aumentou drasticamente.

Mas o crescimento não é suficiente. Nos Estados Unidos há evidência de que o crescimento atual os torna mais pobres, aumentando os custos mais rapidamente do que aumentando os benefícios.

Não devemos nos iludir na crença de que o crescimento é ainda possível se apenas o rotularmos de “sustentável” ou o colorirmos de “verde”. Apenas retardamos a transição inevitável e a tornaremos mais dolorosa. Crescimento, para que constitua base de um desenvolvimento sustentável, tem de ser socialmente regulado, com o controle da população e com a redistribuição da riqueza.

Já o conceito de desenvolvimento sustentável propõe uma maior igualdade com justiça social e econômica, e com preservação ambiental. Espera-se que a progressiva busca da igualdade force a ruptura do atual padrão de consumo e produção capitalista, visto que a perpetuação deste modelo contemporâneo não é sustentável. Pois, se caso o padrão de consumo dos países ricos fosse difundido para toda a humanidade, seria materialmente insustentável e impossível. Este padrão de consumo para existir, alcançado e propagandeado pela economia capitalista contemporânea, requer a exclusão e a profunda desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres.

O progresso desejado não é fazer obras em detrimento de comunidades e ecossistemas. Há que mudar o paradigma do lucro para a qualidade de vida da população. Enquanto isso não ocorrer, nossas cidades continuarão a serem entupidas de carros, pois a indústria automotora paga substancial tributo ao governo, sem que seja oferecido à população transporte coletivo de qualidade.

Logo, a estratégia escolhida ao buscarmos o desenvolvimento mais humano, precisa responder às necessidades sociais de alimentação, habitação, vestuário, trabalho, saúde, educação, transporte, cultura, lazer, segurança. Não basta fazer coleta seletiva de lixo, evitar o desperdício de água, substituir os carros a gasolina por carros elétricos. Na verdade, o que é preciso mudar, para interromper a destruição, é o tipo de desenvolvimento. Também o que não se pode perder de vista são os limites da natureza e a nossa responsabilidade em preservá-la para as gerações futuras.

Não se pode aderir ao conceito de crescimento econômico a qualquer preço, confundindo-o com desenvolvimento e tornando refém de um paradigma ultrapassado de análise da economia. Iludem a população com o discurso de geração de emprego e renda, de uma vida melhor. Falham no planejamento e agem irresponsavelmente ao não respeitar o meio ambiente, com consequências drásticas para as gerações presentes e futuras. Consideram-no um entrave à realização de negócios, daí sua destruição. Persistem em um modelo que mantém as desigualdades, a exclusão social e as injustiças socioambientais. Afinal, a quem beneficia esse “desenvolvimento”?

*Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco

Prefeito Fredson comemora realização de mutirão de mamografia e encerra Outubro Rosa com 300 exames realizados

A Prefeitura de São José do Egito, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, encerrou o Outubro Rosa com um grande mutirão de mamografia que beneficiou centenas de mulheres egipcienses. Durante três dias de ação, foram realizados 300 exames, reforçando o compromisso da gestão com a prevenção e o cuidado com a saúde da mulher.

O secretário de Saúde, Dr. Hugo Leonardo, destacou a importância da iniciativa: “Esse mutirão foi uma demonstração do quanto nossa equipe está comprometida em garantir acesso à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de mama. Conseguimos oferecer 300 mamografias em três dias, o que representa um avanço enorme para a saúde das mulheres do nosso município.”

O prefeito Fredson Brito comemorou o resultado e agradeceu o empenho dos profissionais: “Encerramos o Outubro Rosa com sentimento de dever cumprido. Essa ação mostra o quanto estamos empenhados em cuidar das pessoas, especialmente das mulheres egipcienses. Prevenir é o melhor caminho, e com esse trabalho garantimos mais saúde, dignidade e vida para nossa população.”

Com o sucesso do mutirão, a gestão municipal reafirma seu compromisso em fortalecer a rede de atenção à saúde e ampliar o acesso a serviços essenciais.

Prefeitura de Santa Cruz da Baixa Verde resgata a tradicional Festa de Jatiúca

A Prefeitura de Santa Cruz da Baixa Verde vai promover o resgate da tradicional Festa de Jatiúca, uma das celebrações mais queridas da comunidade e que faz parte da história e da identidade cultural do município. O evento será realizado nos dias 14 e 15 de novembro, no distrito de Jatiúca, e promete movimentar a região com muita música, alegria e reencontros.

A Festa de Jatiúca — antiga Festa do Sagrado Coração de Jesus — volta ao calendário cultural com o objetivo de valorizar as tradições locais e movimentar o distrito de Jatiúca.

“Estamos promovendo o retorno dessa festa tão especial, que faz parte da memória afetiva do nosso povo. É um momento de reencontro com nossas origens, de celebração da cultura e da alegria que marcam Santa Cruz da Baixa Verde”, destacou a gestão municipal.

A programação oficial ainda será divulgada, mas a expectativa é de duas noites de muita animação, com shows e atrações que prometem reviver o clima das festas no distrito.

Coluna do Finfa

Presidente da Asserpe avalia primeiro dia do encontro – O Presidente da Associação de Empresas de Rádio e Televisão de Pernambuco (Asserpe), Nill Júnior, em entrevista na tarde de ontem a este blogueiro, avaliou o primeiro dia do encontro da entidade. Hoje teremos um programação extensa e o encerramento.

Participou representando a governadora – O Secretário Estadual de Comunicação (SECOM), Rodolfo Costa Pinto, esteve participando da abertura do Encontro da Asserpe 2025, ontem no Recife Expor Center. Representando a governadora Raquel Lyra, Rodolfo deu uma entrevista exclusiva ao blog, enalteceu o evento e afirmou que o Governo do Estado é parceiro do evento.