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Morre Rita de Cássia, compositora de ‘Meu Vaqueiro, Meu Peão’ e ‘Saga de um Vaqueiro’

Por g1 CE

A cantora e compositora de forró Rita de Cássia morreu nesta terça-feira (3) em Fortaleza. Rita foi internada no mesmo dia em um hospital particular da capital cearense. Conforme o empresário da artista, Fernando Ivo, ela faleceu em decorrência de uma fibrose cística.

Rita de Cássia é conhecida como uma das principais compositoras do forró, tendo suas músicas gravadas por bandas e artistas como Mastruz com Leite, Amelinha, Aviões do Forró e Frank Aguiar. É dele composições como “Meu Vaqueiro, Meu Peão”, “Saga de um Vaqueiro” e “Jeito de Amar”.

Por meio das redes sociais, artistas como a cantora Taty Girl lamentaram a morte de Rita de Cássia. “Não consigo acreditar. #ForródeLuto. Descanse minha poeta”, postou.

A atriz e cantora Lucy Alves gravou um vídeo comentando sobre Rita de Cássia. “Queria externar a minha saudade. Acho que Rita de Cássia vai deixar muita saudade pra todos nós. Uma inspiração, uma referência feminina, compositora das grandes. (…) Rita partiu, mas deixou um legado muito bonito e importante pra gente. Viva Rita de Cássia”.

Xand Avião também mostrou os sentimentos sobre a morte da cantora. “Quando chega a noite vento bate no meu rosto, saudade vem! Minha poetisa Rita de Cássia, o forró está de luto. Você será eterna em nossos corações”.

A banda Mastruz com Leite, que gravou vários sucessos de Rita de Cássia, prestou homenagem nas redes sociais. “Pra viver eternamente! Suas palavras, suas músicas, sua voz doce, seu sorriso aberto. Tudo isso faz parte da nossa história e serão lembrados por nós todos os dias. Obrigado por tanto, obrigado por tudo. Seu legado será eterno Rita de Cássia”.

O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), também lamentou. “O Ceará e o Brasil se despedem hoje da cantora e compositora cearense Rita de Cássia, uma das maiores referências do nosso forró. (…) Que Deus conforte o coração dos familiares, amigos, e fãs por todo o país”, disse.

PF faz varredura em gabinete presidencial de Lula no Palácio do Planalto

Por Agência O Globo

A Polícia Federal iniciou na segunda-feira (2) uma varredura no Palácio do Planalto para receber o presidente Luiz Inácio Lula da Silvas (PT). A verificação começou pelo gabinete presidencial e está sendo feita por etapas, para checar a existência de grampos, eventuais explosivos ou outros materiais suspeitos.

Até que o procedimento e outras adaptações sejam concluídas, Lula tem despachado de um hotel na área central de Brasília. Na segunda-feira, Lula passou o dia no Itamaraty em conversas bilaterais com autoridades estrangeiras.

A varredura será feita em outros setores do Planalto conforme demanda dos novos ministros palacianos. Gradativamente, todo prédio passará pelo procedimento, que não tem previsão de conclusão, segundo policiais envolvidos no trabalho. Embora seja uma verificação padrão, a varredura é feita por desconfianças do atual governo em relação às equipes do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O mesmo procedimento será feito nos próximos dias no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República. A varredura no Alvorada iniciará após a área logística liberar o palácio, que está passando por adaptações e troca de móveis e mobília. Só após essas mudanças, a PF fará a varredura no Alvorada.

A varredura por locais em que o presidente da república circula é procedimento padrão. Pela equipe de segurança de Lula, foi adotado durante toda a campanha a campanha por locais onde petista circulou e durante a transição, tanto no hotel quando no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), sede da equipe em Brasília até o momento da posse. (Foto: Evaristo Sa/ AFP)

Lula vai velório de Pelé em seu primeiro compromisso oficial fora de Brasília

Por g1 Santos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estava, na manhã desta terça-feira (3), na cidade de Santos, no litoral de São Paulo, para o velório de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. O velório ocorre desde às 10h de segunda-feira (2) na Vila Belmiro.

Um esquema bastante diferente do utilizado por outras autoridades foi montado para a chegada do presidente com o auxílio do Santos Futebol Clube. Para evitar uma grande mobilização em sua chegada, o presidente da república desceu em Ulrico Mursa, estádio da Portuguesa Santista, que fica a cerca de 500 metros da Vila Belmiro, por volta das 9h. Depois, ele seguiu de carro, em um trajeto de dois minutos, até o estádio do Peixe.

Por ser um grande fã de Pelé, a presença de Lula era dada como certa pela equipe do cerimonial do Santos. A expectativa, inclusive, é que ele aparecesse no primeiro dia de velório, o que foi descartado após a divulgação de uma agenda de conversas com autoridades de vários Países.

Na tarde de segunda-feira, Lula já havia enviado uma coroa de flores para homenagear o Rei do Futebol. “Nossa sincera homenagem ao grande brasileiro, nosso rei Pelé. Presidente Lula e Janja Lula da Silva”, dizia a faixa colocada no arranjo.

Homenagens de Lula
Antes da cerimônia de posse de Lula como presidente, no último domingo (1), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), pediu um minuto de silêncio como forma de homenagear todo o legado construído pelo Rei do Futebol.

Lula é um grande entusiasta do futebol de Pelé. Por conta da morte, ele o homenageou nas redes sociais. “Eu tive o privilégio que os brasileiros mais jovens não tiveram: eu vi o Pelé jogar, ao vivo, no Pacaembu e no Morumbi. Jogar, não. Eu vi o Pelé dar show. Porque quando pegava na bola ele sempre fazia algo especial, que mutias vezes acabava em gol”, disse.

“Pelé nos deixou hoje. Foi fazer tabelinha no céu com Coutinho, seu grande parceiro no Santos. Tem agora a companhia de tantos craques eternos: Didi, Garrincha, Nilton Santos, Sócrates, Maradona… Deixou uma certeza: nunca houve um camisa 10 como ele. Obrigado, Pelé”, completou.

Lula manda revogar processos de privatização de oito estatais iniciados por Bolsonaro

Por Guilherme Mazui, g1 — Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou a revogação de processos de privatização de oito estatais, entre as quais Petrobras e Correios, iniciados durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O despacho com a determinação foi assinado no domingo (1º), logo após a posse de Lula, e publicado nesta segunda-feira (2) no “Diário Oficial da União”. Ele determinou a retirada dos planos de privatizações as seguintes estatais:

  • Petrobras
  • Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. – Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA)
  • Correios
  • Empresa Brasil de Comunicação (EBC)
  • Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev)
  • Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (Nuclep)
  • Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro)
  • Armazéns e os imóveis de domínio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)

Lula justificou no despacho a necessidade “de assegurar uma análise rigorosa dos impactos da privatização sobre o serviço público ou sobre o mercado”.

No despacho, presidente ordenou que os seguintes ministros revoguem os atos que qualificaram as estatais no Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República (PPI) ou que as incluíram no Programa Nacional de Desestatização (PND).

  • Casa Civil, Rui Costa (PT)
  • Fazenda, Fernando Haddad (PT)
  • Agricultura, Carlos Fávaro (PSD)
  • Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD-MG)
  • Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil)
  • Previdência, Carlos Lupi (PDT)
  • Secretaria de Comunicação, Paulo Pimenta (PT-RS)
  • O governo de Jair Bolsonaro (PL), encerrado no sábado (31), tinha entre as suas diretrizes avançar nas vendas e concessões de ativos públicos.

Em maio, o então ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, entregou o pedido para fossem realizados os estudos para a privatização da Petrobras e da PPSA, a estatal do pré-sal.

O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) recomendou a Bolsonaro a inclusão da Petrobras na lista de estudos para uma possível privatização.

Durante a campanha e após a vitória na eleição, Lula criticou as privatizações e disse que seu governo não venderá estatais.

Lula toma posse diante de centenas de milhares, recebe a faixa de representantes do povo e defende a democracia

Por g1 — Brasília

Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse neste domingo (1º) como o 39º presidente da história do país. A celebração do início do mandato levou centenas de milhares de apoiadores à Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Em um dos momentos mais marcantes, Lula recebeu a faixa presidencial de pessoas comuns, representantes do povo brasileiro.

Em discursos, o presidente ressaltou a defesa da democracia e o foco no combate à pobreza e à fome. Ao falar de fome, no parlatório do Palácio do Planalto, de frente para a multidão, Lula chegou a chorar.

Ele também fez críticas ao governo anterior, sem citar o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Discurso no Congresso
Lula foi oficialmente empossado no Congresso, em cerimônia diante de parlamentares e do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Em uma fala de 31 minutos, o presidente exaltou a “democracia para sempre”.

“Sob os ventos da redemocratização, dizíamos ‘ditadura nunca mais’. Hoje, depois do terrível desafio que superamos, devemos dizer ‘democracia para sempre'”, afirmou.

Lula disse ainda que seu governo vai ser de esperança, união do país e sem revanchismo.

“Hoje, nossa mensagem ao Brasil é de esperança e reconstrução. O grande edifício de direitos, de soberania e de desenvolvimento que essa nação levantou a partir de 1988, vinha sendo sistematicamente demolido nos anos recentes. É para reerguer esse edifício de direitos e valores nacionais que vamos dirigir todos os nossos esforços”, disse Lula.

Sem citar o nome de Bolsonaro, afirmou que irregularidades na pandemia devem ser investigadas.

“Em nenhum outro país, a quantidade de vítimas fatais foi tão alta proporcionalmente à população quanto no Brasil, um dos países mais preparados para enfrentar as emergências sanitárias”, argumentou.

“Este paradoxo só se explica pela atitude criminosa de um governo negacionista, obscurantista e insensível à vida. As responsabilidades por este genocídio hão de ser apuradas e não devem ficar impunes”, acrescentou Lula.

Faixa presidencial
Ao sair do Congresso, Lula foi para o Palácio do Planalto e subiu a rampa.

Em uma das cenas mais históricas da posse, ele subiu acompanhado de Janja, cidadão comuns (saiba quem são) e a cachorrinha do casal, chamada de Resistência, em referência ao período em que Lula passou preso.

No alto da rampa, a faixa passou pelas mãos dos representantes do povo e foi finalmente entregue a Lula por Aline Sousa, uma mulher de 33 anos, catadora desde os 14.

Choro ao falar sobre fome
Já com a faixa no peito, Lula se dirigiu ao parlatório do palácio, para falar à multidão que o aguardava na Praça dos Três Poderes.

Foi nesse discurso que, ao falar da fome no país, Lula chorou.

“Há muito tempo, não víamos tamanho abandono e desalento nas ruas. Mães garimpando lixo em busca de alimento para seus filhos. Famílias inteiras dormindo ao relento, enfrentando o frio, a chuva e o medo. Crianças vendendo bala ou pedindo esmola, quando deveriam estar na escola vivendo plenamente a infância a que têm direito”, disse.

“Trabalhadores e trabalhadoras desempregados, exibindo nos semáforos cartazes de papelão com a frase que nos envergonha a todos: ‘por favor, me ajuda'”, continuou, perdendo a voz em razão do choro.

Líderes estrangeiros e posse de ministros

A próxima etapa no dia de Lula foi, dentro do Palácio do Planalto, receber cumprimentos de líderes estrangeiros. Entre eles, estavam 17 chefes de Estado.

Primeiros atos
Ainda no Palácio do Planalto, Lula assinou os primeiros atos administrativos de seu mandato. Um deles foi a medida provisória que garante o pagamento de R$ 600 do Bolsa Família.

Lula também assinou decreto que altera a política de Bolsonaro de flexibilização de acesso às armas.

Outro ato do presidente prevê reavaliar sigilos impostos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em documentos