Press "Enter" to skip to content

Últimas publicações do quadro “Brasil”

Procedimento pelo qual Lula vai passar permite caminhar de andador horas depois em 70% dos casos; veja detalhes

Por Delis Ortiz, TV Globo — Brasília

A cirurgia a qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se submeter no fim da semana é uma artroplastia (colocação de prótese) no quadril.

De acordo com um dos médicos da equipe responsável pela cirurgia do presidente, se trata de um procedimento nas superfícies articulares da cabeça femoral e do acetábulo, partes que formam o quadril.

O quadril do presidente está com a cartilagem gasta, o que compromete a articulação e provoca as fortes dores e alterações funcionais que Lula vem sentindo.

Por isso, essa região do quadril será substituída pela prótese, que imita uma articulação sadia.

A incisão será feita na face lateral direita da coxa do presidente: um corte aproximado de 15 centímetros.

O médico chega à articulação comprometida, prepara o local removendo os tecidos doentes e os substitui por uma prótese.

A prótese tem dois componentes:

componente femoral: onde é encaixada a cabeça do fêmur
componente acetabular, que pode ser de titânio trabecular (poroso para permitir o crescimento ósseo).

Segundo esse médico, a anestesia será dada em várias pequenas doses. Uma pequena dose da raquianestesia (ou peridural) e pequenas doses de bloqueios em torno da articulação. Lula será intubado.

Embora o procedimento deva durar aproximadamente duas horas, essa é uma cirurgia de grande porte.

Mais cedo, em evento no Palácio do Itamaraty, Lula estava usando uma máscara. Segundo ele, a medida foi indicação médica para evitar pegar gripe às vésperas da cirurgia.

Silvio Costa Filho e Flávio Dino discutem criação de plano nacional de segurança para portos e aeroportos

Os portos e aeroportos brasileiros terão os sistemas de segurança reforçados pelo novo Governo Federal. Em reunião, nesta segunda-feira (25), os ministros de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, começaram a debater a criação e execução de um plano nacional de segurança nos aeródromos e unidades portuárias em todo o Brasil.

O intuito é intensificar o combate ao tráfico e inibir outras práticas ilícitas. Foram designados representantes dos dois ministérios para construir o esboço do plano, que deve ser apresentado até a próxima quinta-feira, dia 5.

“Iniciamos o diálogo para que, de maneira coletiva, com a Polícia Federal e outros agentes institucionais possamos construir um novo plano para combater o tráfico de drogas e também o tráfico de armas que está aumentando a criminalidade”, disse Costa Filho.

Para o ministro Flávio Dino, o drama da violência nas cidades que o Brasil vive há anos está diretamente ligado ao que se passa em portos e aeroportos no Brasil. “Vamos focar na expansão dessa ação conjunta envolvendo Marinha, Receita Federal e todas as demais agências. Em breve vamos fazer o anúncio dos passos concretos que vamos dar em relação aos portos e aeroportos brasileiros”, disse.

Aeroportos+Seguros
Em junho, o novo Governo Federal lançou o programa “Aeroportos+Seguros”, para aumentar a proteção de passageiros e bagagens nos principais terminais aeroportuários brasileiros. O programa começou a ser implementado no Aeroporto Internacional de Guarulhos, com um investimento inicial do MPor de R$ 40 milhões.

Entre as medidas da primeira etapa da iniciativa, estão o aumento do número de câmeras de segurança, identificação com chave de acesso individualizada aos sistemas de bagagens no Terminal 3 (internacional), restrição ao acesso de celulares e tablets em locais estratégicos e entrada centralizada ao terminal de cargas, além de acesso biométrico de funcionários às áreas restritas.

Outras ações estão previstas ao longo dos próximos 18 meses do programa, como um sistema de detecção automatizada de explosivos e melhorias no sistema de transporte de bagagem.

Recursos
Os ministros também discutiram o uso de fundos de segurança para a implantação de VTMIS nos portos que ainda não contam com a tecnologia. Trata-se de um sistema de auxílio eletrônico à navegação, com capacidade para prover a monitoração ativa do tráfego aquaviário. Atualmente, apenas dois portos no país têm sistemas de VTMIS e VTS em funcionamento, credenciados pela Marinha: o Porto de Vitória (ES) e o Porto do Açu (RJ).

“Além da área portuária, o sistema traz vantagens para todo o entorno, já que o funciona 24 horas/dia, todos os dias do ano e proporciona a troca de informações com as autoridades públicas como Polícia Federal, Receita Federal, Polícia Militar, as guardas municipais e outros órgãos de segurança”, explica o ministro Costa Filho.

Após mais de 40 mortes na Bahia, governo federal quer ação para conter fuzis

O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), disse ao blog que o governo Lula (PT) pretende criar uma política conjunta entre Forças Armadas e Polícia Federal para combater a presença de fuzis e outras armas pesadas no Brasil.

A declaração foi feita em meio à onda de violência na Bahia – estado governado por Costa de 2015 a 2022 – que, em agosto, levou o governo federal a firmar um acordo com o estadual para combater o crime organizado.

Apenas até setembro de 2023, as forças de segurança apreenderam 48 fuzis no estado, mais que o dobro dos 22 registrados em todo o ano de 2022, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado.

Até 23 de setembro, ao menos 46 pessoas morreram em confrontos com as forças de segurança – uma delas, o policial federal Lucas Caribé –, a maioria delas em bairros periféricos da Bahia

Padilha diz que pagamento adicional ao FPE e FPM deve ser feito até começo de novembro

Portal Terra

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT), afirmou neste sábado, 23, que a expectativa do governo federal é de que os repasses da União para cobrir perdas reais do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Fundo de Participação dos Estados (FPE) sejam feitos até o começo de novembro, após a sanção do projeto de lei que foi aprovado na Câmara e ainda precisa ser analisado no Senado.

“Dissemos a todos os prefeitos que o presidente do Senado Rodrigo Pacheco já se comprometeu a votar o mais rápido possível o que aprovamos na Câmara (…) A expectativa do governo federal é que o projeto de lei seja sancionado em outubro e que no fim de outubro e começo de novembro a gente já possa fazer essa parcela adicional do FPM e FPE”, disse Padilha aos jornalistas durante agenda na região do Centro-Oeste paulista.

Em meados de setembro, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que trata do acordo feito pela União com os Estados para compensar perdas com a arrecadação do ICMS no ano passado. Além do pagamento antecipado dessas perdas, o texto prevê ainda uma cobertura de perdas reais do FPM em julho, agosto e setembro deste ano, no valor de R$ 2,3 bilhões.

No caso do FPE, o valor da recomposição será de R$ 1,6 bilhão para mitigar perdas de receita dos entes federativos nos meses de julho e agosto deste ano, após negociação feita de última hora pelo relator, deputado Zeca Dirceu (PT-PR), com líderes partidários da Câmara.

Relator no TSE vota para manter Bolsonaro inelegível

O ministro Benedito Gonçalves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou nesta sexta-feira (22) para rejeitar o recurso da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra a decisão que o tornou inelegível por oito anos, por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

O caso volta à pauta da Corte Eleitoral – desta vez, em julgamento virtual – mais de dois meses depois da decisão dos ministros pela condenação do político do PL.

Será analisado no plenário virtual, formato de deliberação em que os ministros apresentam seus votos na página eletrônica da Corte Eleitoral. O julgamento termina às 23h59 do dia 28 de setembro.

A defesa de Bolsonaro tenta reverter a determinação que, na prática, vai impedir o ex-presidente de se candidatar nos próximos pleitos.

O ministro Benedito Gonçalves analisou ponto a ponto do recurso e concluiu que não houve cerceamento de defesa no caso. Além disso, rejeitou todos os argumentos processuais dos advogados do político do PL.

Para o ministro, o recurso tem argumentos que buscam minimizar a gravidade do ato de Bolsonaro.

“Os demais argumentos dos embargos, conforme visto, denotam o esforço de minimizar a gravidade da conduta do então Presidente da República, pré-candidato à reeleição, na reunião oficial com Chefes das Missões Diplomáticas em 18/07/2022, transmitida por emissora pública e pelas redes sociais, quando divulgou informações falsas sobre fraudes eleitorais inexistentes, supostamente envolvendo grotesca adulteração de votos na urna eletrônica, desencorajou o envio de missões de observação internacional ao argumento de que serviriam para encobrir uma ‘farsa’ e, por fim, insinuou haver legitimidade das Forças Armadas para impedir o êxito de uma imaginária conspiração do TSE contra sua candidatura, associada, a todo tempo, à eventual vitória do adversário que, já naquela época, estava à frente nas pesquisas”, afirmou.

No entendimento do relator, há a comprovação de que Bolsonaro praticou irregularidades e, por isso, ele deve ser responsabilizado.

“A responsabilidade pessoal do embargante foi fixada com base nos atos que comprovadamente praticou ao se valer das prerrogativas de Presidente da República e de bens e serviços públicos, em grave violação a deveres funcionais, com o objetivo de esgarçar a confiabilidade do sistema de votação e da própria instituição que tem a atribuição constitucional de organizar eleições. Portanto, o persistente empenho do embargante em tratar a minuta de decreto de estado de defesa como elemento decisivo para a declaração de inelegibilidade não encontra lastro no julgamento”, ponderou.

Para Benedito Gonçalves, a minuta do golpe encontrada com Anderson Torres – com planos para uma tomada de poder inconstitucional – foi devidamente levada em conta no julgamento de junho.

“Na hipótese dos autos, comprovou-se que o ex-Ministro da Justiça do governo do embargante tinha em seu poder, sem maior preocupação, uma minuta que propunha, como reação a uma fraude eleitoral inexistente, decretar estado de defesa no âmbito do TSE. Esse fato foi sopesado por cada Ministro e Ministra que participou do julgamento. No específico do voto de relatoria, destacou-se que a minuta evocava como justificativa o mesmo tipo de desinformação difundida obstinadamente pelo ex-Presidente da República na reunião de 18/07/2022. As reflexões trazidas, com vistas à desnaturalização do golpismo, atendem à finalidade pedagógica deste julgamento”, completou.