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Últimas publicações do quadro “Afogados da Ingazeira”

Dom Limacêdo encerra festa do Senhor Bom Jesus dos Remédios, em Afogados

Na noite da última quarta-feira (1), Afogados da Ingazeira celebrou com fé e emoção o encerramento da tradicional Festa do Senhor Bom Jesus dos Remédios, padroeiro da cidade.

A procissão reuniu uma multidão pelas ruas do centro, conduzindo a imagem do Bom Jesus dos Remédios com devoção. Ao retornar à Catedral, a celebração foi marcada por uma missa presidida por dom Limacêdo Antonio da Silva, que destacou a importância de iniciar o ano com um coração renovado e cheio de amor:
“Não tem sentido iniciar o ano novo com o coração velho… Que Deus troque o nosso coração de pedra por um coração de carne.”

O momento também foi de emoção com as palavras do pároco Pe. Gilvam Bezerra, que relembrou sua chegada à paróquia e expressou gratidão à comunidade.

A noite se encerrou com o juramento e a profissão de fé dos estagiários Cícero André, Lucas Emmanuel e Washington Luiz, que se preparam para a ordenação diaconal no próximo dia 27 de fevereiro.

Diocese de Afogados da Ingazeira abre Ano Jubilar com celebrações na Catedral e Concatedral

A Diocese de Afogados da Ingazeira deu início ao Ano Jubilar da Esperança com uma celebração marcada por momentos de profunda fé e unidade entre as paróquias e comunidades. O evento ocorreu na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, em Afogados da Ingazeira, e contou com a presidência de Dom Limacêdo Antônio, bispo diocesano.

Durante a homilia, Dom Limacêdo destacou a conexão diocesana com a Concatedral de Serra Talhada, onde também foi aberto o Ano Jubilar  pelo bispo emérito, Dom Egídio Bisol. O bispo reforçou a mensagem de que, para cumprir a missão que Deus confia a cada fiel, é essencial “amar, cuidar, acolher e zelar”.

A celebração reuniu padres das paróquias e áreas pastorais das cidades que compõem os Zonais Centro, Alto e Médio Pajeú, além de reitores dos seminários, diáconos e seminaristas. Fieis de várias cidades da região, como Afogados da Ingazeira, Iguaracy, Solidão, Tabira, São José do Egito, Carnaíba, e muitas outras, participaram em grande número, criando um ambiente vibrante e acolhedor.

O evento também marcou as festividades do padroeiro Senhor Bom Jesus dos Remédios, cuja programação segue atraindo fiéis e devotos. Neste dia especial, a juventude assumiu o protagonismo como noiteiros, representando a vitalidade e o entusiasmo da Igreja local.

O Ano Jubilar da Esperança, em comunhão com o Jubileu instituído pelo Papa Francisco, oferece aos fiéis um convite ao perdão, à reconciliação com Deus e à renovação espiritual. A celebração nas catedrais e concatedrais permite que todos os católicos vivam o Jubileu, mesmo à distância de Roma, fortalecendo o espírito de unidade e missão.

Professores prestadores de serviço reclamam total desvalorização da gestão Sandrinho

Professores do município de Afogados da Ingazeira, que se encontram na condição de prestadores de serviço fizeram uma carta aberta questionando a gestão Sandrinho Palmeira e a Secretária de Educação Wiviane Fonseca.

A denúncia é de desvalorização e negativa de direitos como na pele a 13º salário, um terço de férias e o salário de janeiro. Pra completar, não terão direito ao rateio anunciado na pela Secretaria de Educação.

Em contato com o blog, profissionais reforçaram as denúncias e cobraram um posicionamento da gestão. São profissionais que recebem apenas R$ 1.345,00 há mais de quatro anos.

Leia a carta aberta na íntegra:

Os professores do município de Afogados da Ingazeira – PE, que se encontram na condição de PRESTADORES DE SERVIÇOS sentem na pele a falta de valorização e reconhecimento por parte da gestão do município.

Como se não bastasse receber um salário de R$ 1.345,00 reais há mais de 4 anos, SEM DIREITO ao 13º salário, terço de férias e ao SALÁRIO DO MÊS DE JANEIRO, também não terão direito ao rateio, que foi anunciado na última sexta-feira pela Secretária de Educação, com previsão de pagamento até o último dia do ano.

De acordo com o que foi apurado, o rateio deve ser repartido com todos os profissionais da educação que estão ativos.

No comunicado de esclarecimento que foi enviado para as escolas, a secretária de educação alega que os prestadores de serviço não podem receber porque fazem parte da folha de pagamento Fundeb dos 30% e não dos 70%.

O mais curioso ainda é que de acordo com a lei, não pode ser pago funcionário com a folha dos 30%, tendo em vista que a mesma é para manutenção e não pagamento de funcionários.

No tocante aos resultados divulgados recentemente, premiações e homenagens recebidas pelos índices alcançados pelo município, nas AVALIAÇÕES EXTERNAS: IDEB, SAEPE E IDEPE, há valiosa contribuição dos PROFESSORES PRESTADORES NA REDE, que hoje são maioria e infelizmente não têm seu trabalho respeitado e valorizado.

A pergunta que fica é: “Senhora Secretária de Educação”, foi justa essa forma de dividir o rateio? É justo não se preocupar e nem buscar uma forma de melhorar o salário dos professores prestadores que fazem o mesmo trabalho dos efetivos e contratados?” É justo senhor prefeito, continuar com esse sistema de PRESTADOR DE SERVIÇO? É justo passarmos 60 dias sem salários?

Nós contribuímos efetivamente pelos prêmios que o município vem recebendo ao longo dos anos. Nós zelamos pela QUALIDADE DA EDUCAÇÃO do nosso município.
Olhem por nós!
Esse sistema adotado pelo município é imoral! É injusto! É desumano!

Afogados precisa urgentemente respeitar e valorizar TODOS os profissionais da educação!

Artigo de opinião – Deus e usinas nucleares

Por: Heitor Scalambrini 

O título pode até parecer bizarro, todavia súplicas religiosas, pedidos às divindades, entraram na discussão sobre o programa nuclear brasileiro, mais precisamente sobre a usina Angra 3.

Em recente pronunciamento, na véspera da reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 10/12/2024, onde se decidiria pela conclusão, ou não, de Angra 3, o deputado federal Julio Lopes  (RJ) evocou a população a rezar para que fosse aprovada a retomada da usina. O deputado é o mesmo que sofre uma ação que está em julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), envolvendo a apuração de crimes comuns de corrupção ativa e passiva, lavagem de ativos e falsificação, ou alteração de documentos públicos para fins eleitorais.

Nada mais nos surpreende quanto aos argumentos usados pelos nucleopatas, cuja intenção é a nuclearização do país. Mas apelar à religiosidade do povo brasileiro, através de rezas, para intervir nas decisões dos membros do CNPE sobre o uso de uma tecnologia mais conhecida pela destruição, morte e desastres causados pela radiação, é, no mínimo, estapafúrdio. Está fora do contexto econômico, científico, ambiental, ético e social, que a discussão exige.

Filiado ao Partido Progressista (PP) e atual presidente da Frente Parlamentar Mista da Tecnologia e Atividades Nucleares, o nobre deputado não parou por aí. Chegou a audácia de afirmar que “o país perderia bilhões e um conhecimento estratégico, caso não fosse aprovada a continuidade do empreendimento”. Frases ao léu, sem bases comprobatórias. O que o país perderia, conforme o deputado, seria um ganho para o país que ficaria livre do perigo iminente que representa tal tecnologia. O conhecimento é conquistado em estudos científicos, pesquisas nas universidades, em reatores de pesquisa, e não em uma usina industrial.

O tom alarmista que os defensores da tecnologia nuclear utilizam não condiz com a verdade dos fatos. Declaram que a falta de novas usinas nucleoelétricas coloca em risco a segurança energética do país, gerando instabilidade no sistema elétrico, além da descabida afirmação que a nuclear é uma fonte limpa, que contribui para enfrentar o aquecimento global.

É bom lembrar que esta usina nuclear foi iniciada na década de 80 do século passado, resultado do acordo nuclear promovido pela ditadura militar com a Alemanha, que previa a construção de 8 usinas no país. Felizmente para o povo brasileiro somente uma foi concluída, Angra 2. A própria Alemanha recentemente abandonou a construção de novas usinas, fechando as já existentes em seu território.

O que não é dito é que a maior parte dos componentes eletromecânicos desta usina foram adquiridos no século passado, e pelo tempo que estão armazenados são antigos e obsoletos em relação à evolução tecnológica ocorrida após os desastres catastróficos em Chernobyl (1986) e Fukushima (2011). Angra 3 é um projeto ultrapassado, que não cumpre vários requisitos atuais de segurança. Seus equipamentos estão passando por um polêmico, nada confiável, “upgrade”. A continuidade da obra é uma verdadeira irresponsabilidade, aumentando muito a probabilidade de desastres acontecerem, caso esses equipamentos venham a ser utilizados.

Outro aspecto é o uso e abuso de uma terminologia equivocada, e sem respaldo na ciência. A mentira que a eletricidade nuclear é uma fonte limpa, salta aos olhos, mesmo dos mais desavisados. Como limpa? Qualquer fonte de energia quando transformada produz algum tipo de impacto ao ser humano e à natureza. A obtenção da eletricidade nuclear consiste de vários processos industriais, desde a mineração do urânio até seu uso final nos reatores, como combustível. Em todas estas atividades a produção de emissões de gases de efeito estufa ocorre. Outra questão a ser considerada é a produção de resíduos, conhecidos como “lixo atômico”. Sem dúvida, um dos maiores problemas, pois deixa para as gerações futuras rejeitos com alta radioatividade, cujos elementos químicos emitirá radiação nos próximos milhares de anos, para os quais a ciência ainda não sabe como armazenar com segurança.

No afã de defender uma fonte de energia cujo interesse é somente “fazer negócios”, o interesse público é deixado de lado, pois a eletricidade nuclear é cara, bem mais cara que as fontes renováveis de energia, como a solar, eólica e hidráulica, que hoje contribuem com mais de 85% na matriz elétrica brasileira. Segundo estudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ainda serão necessários mais 23 bilhões de reais para finalizar a construção de Angra 3. Caso isto aconteça, haverá aumento nas contas de luz para todos os consumidores.

Apesar do deputado ser um dos coassinantes de uma PEC, intitulada “Soberania e do Equilíbrio Fiscal”, propondo cortes de gastos severos nos benefícios sociais, é um defensor de primeira linha dos supersalários dos gestores do setor nuclear. Uma contradição, que deixa claro que defende interesses privados em detrimento dos interesses públicos.

Sugiro que as rezas sejam dirigidas para que os espíritos malignos, concentrados no Congresso Nacional, não sejam mais eleitos, pois não agem a serviço da imensa população que convive com tarifas de energia elétrica exorbitantes e com o serviço de má qualidade das distribuidoras. Assim, o interesse público é deixado de lado. O que importa para as almas sebosas existentes nos poderes da República, são apenas meros interesses econômicos e de poder. O que também deixa claro que nunca, na história deste país, tivemos um Congresso tão ruim para o povo brasileiro como este que aí está.

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  * Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco, graduado em Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP/SP), mestrado em Ciências e Tecnologias Nucleares na Universidade Federal de Pernambuco (DEN/UFPE) e doutorado em Energética, na Universidade de Marselha/Aix, associado ao Centro de Estudos de Cadarache/Comissariado de Energia Atômica (CEA)-França. Integrante da Articulação Antinuclear Brasileira.