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Últimas publicações do quadro “Afogados da Ingazeira”

Secretaria de Saúde de Afogados da Ingazeira abandona paciente de Hemodiálise da Zona Rural

A informação chegou ao conhecimento do Blog do Finfa por meio do senhor Roque Lopes da Silva, morador do Sítio Jatobá, na comunidade de Monte Alegre, zona rural de Afogados da Ingazeira. Roque denuncia que a Secretaria Municipal de Saúde comunicou que não irá mais realizar seu transporte até a cidade de Serra Talhada, onde ele realiza tratamento regular de hemodiálise.

O paciente, que se encontra em situação delicada e crônica, depende do tratamento para sobreviver. Segundo ele, a justificativa apresentada foi de que, por residir na zona rural, a prefeitura não buscará mais pacientes em suas casas, colocando em risco direto sua saúde e a continuidade do tratamento.

“Estou aqui com a pressão ainda alta. Fizeram tudo de pior comigo. Querem tirar a todo custo o meu direito. Tenho problema na visão, não tenho como ir até Afogados. Meu pai é idoso e também não pode me levar. Se acovardaram comigo, e eu vou procurar meus direitos na Justiça”, desabafou Roque ao Blog do Finfa.

Diante da gravidade do caso e da falta de alternativas por parte do município, o paciente informou que irá acionar o Ministério Público para garantir seu direito ao transporte e ao tratamento médico, conforme previsto pela Constituição e pelas normas do SUS.

A situação gerou indignação entre familiares e moradores da comunidade, que denunciam abandono e descaso com um paciente em estado vulnerável.

Antônio Mariano aniversariava neste domingo

Neste domingo 15 de Junho de 2025, o maior político que Afogados da Ingazeira, já teve, completaria 77 anos, Antônio Mariano de Brito, o Trovão do Pajeú.

Ex-vereador, ex-prefeito e deputado estadual por quatro mandatos, Antônio Mariano, deixou um grande legado para a região do Pajeú, tenho costume de dizer que em Afogados da Ingazeira, não tem uma família que o Trovão não fez pelo menos um favor, isso não se vê nos tempo de hoje.

Faleceu numa segunda-feira 20 de Agosto de 2018, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) quinta-feira (16) daquele ano e foi sepultado no Cemitério São Judas Tadeu em Afogados da Ingazeira.

Como escreveu o amigo Rinaldo Remígio, Antônio Mariano não só cuidou apenas dos seus correligionários, mas, e também, dos seus adversários políticos, não apenas da sua cidade, mas, esteve preocupado e trabalhou por todo o seu Estado. Construiu um legado que ainda ecoa nas ruas de Afogados da Ingazeira e em todo o Pajeú.

O amigo Ademar Rafael enviou esta estrofe:

O coração de Antônio
Mariano, foi abrigos.
Para seus adversários
E para os seus amigos.
Por ser zeloso no trato
Para ninguém foi ingrato
Nem possuiu inimigos.

Saudades Trovão

O descaso no trânsito de Afogados da Ingazeira

O radialista Celso Brandão, acabou de enviar este vídeo mostrando o descaso do trânsito em Afogados da Ingazeira em pleno sábado dia da feira livre.

“O prefeito do Município de Afogados da Ingazeira, apesar de prometer que vai resolver o problema do caótico trânsito até agora nada resolveu. Automóveis e motocicletas estacionados sobre calçadas é algo comum, o que vemos nas ruas é um verdadeiro descaso com quem dirige, pilota e caminha de maneira correta, o vídeo mostra uma vírgula do desastre que hoje vivemos em Afogados da Ingazeira, disse o radialista.

 

Doutor Aloisio Arruda e Dona Ivone Barros Arruda – O legado em família

Por: Rinaldo Remigio

Quando o fio da vida se estica através do tempo e da memória, ele não se rompe facilmente. Ele se entrelaça, se resgata em lembranças, abraça a história e nos conduz até um ponto que, se não for um ponto final, certamente se parece com um marco. O casal Aloísio Arruda e Ivone de Barros Arruda atravessaram o século XX e adentraram o XXI, plantando raízes profundas na cidade de Afogados da Ingazeira, onde as famílias se misturam e se tornam quase um só ser coletivo. “Em 29 de junho de 2010, como se o tempo quisesse honrar uma trajetória repleta de história e dedicação, “tive a oportunidade de ouvir um depoimento com a voz de Aloísio, sem a câmera a sua frente, mas com a memória viva e intacta, que ele generosamente me permitiu transcrever”, citou Fernando Pires em uma das suas publicações.

Aloísio, nascido em 29 de setembro de 1924 em Cabaceiras, Paraíba, e Ivone, que veio ao mundo em 23 de julho de 1927, em Afogados da Ingazeira, viveram um amor que não se desfez com o passar dos anos. Cada um com sua origem, mas ambos com a mesma paixão pelo sertão, por suas famílias e pela cidade que, no fundo, abraçaram com uma intensidade que só quem viveu aquele tempo poderia compreender. Aloísio, nascido na fazenda Riacho Grande, e Ivone, natural de Afogados, uniram suas vidas em um casamento celebrado em 4 de setembro de 1955, na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios. Ele com 31 anos, ela com 28, ambos repletos de sonhos, esperanças e a certeza de que o destino já havia os escolhido.

Antes de conhecer a jovem Ivone, Aloísio atravessou caminhos não tão fáceis. Seu trajeto, que começou em Cabaceiras, seguiu por Surubim, Limoeiro, Recife, até que ele se apaixonasse, finalmente, por Afogados da Ingazeira. A cidade que conheceu por meio de um amigo do Recife, o Heraldo Reis, mas que ao conhecê-la, logo se tornaria seu porto seguro. Era 1949, ele ainda jovem e com um futuro promissor pela frente, mas o sertão o chamava. Logo, ele montaria o seu consultório odontológico e passaria a tratar não só de dentes, mas de histórias, sorrisos e até de destinos.

Sua dedicação ao trabalho e à cidade era inquestionável. Mas, como toda história de amor que se preze, o seu encontro com Ivone não foi algo previsível. Ali, no calor das festas de final de ano de 1949, as mesas ao lado da igreja e o espírito natalino já indicavam que algo grande estava prestes a acontecer. Ivone, com seu jeito cativante, e Aloísio, com sua simpatia, logo se tornaram inseparáveis.

No caminho deles, nasceram seis filhos: Alexandre, Valéria, Verônica (minha colega no Colégio Normal), Aloísio meu (amigo de infância/adolescência), Isabel e Ana Tereza, formando uma família que seria marcada pela educação e pelo cuidado que ambos sempre dedicaram aos filhos, à cidade e à sociedade. O lar onde viveram, construído por dr. Herbert de Miranda Henriques, médico da cidade, foi o palco de várias histórias e vivências. A casa foi testemunha das tardes de escola, das conversas de família, dos risos e das dificuldades. A cidade também teve papel essencial na construção dessa família. Afogados, com seu jeito tranquilo, mas com uma rica vida cultural, assistiu à educação de tantos jovens através do ensino de Aloísio, que lecionou matemática e participou ativamente de instituições da cidade.

E não é só o consultório e a sala de aula que Dr. Aloísio ocupou, foi meu professor de matemática, diga-se de passagem, um excelente professor. Ele se tornou uma figura de respeito na cidade. Secretário da Prefeitura Municipal de Afogados da Ingazeira, secretário da Escola Normal Rural, diretor do ACAI e fiel da Companhia de Armazéns Gerais do Estado de Pernambuco, Doutor Aloísio soube como poucos assumir responsabilidades com a mesma dedicação que tinha ao cuidado das pessoas. Mas, o que fica na memória dos que o conheceram não é só o homem público. É o homem que amava sua terra, que gostava de um bom papo no bar de Aurélio Pires, com amigos como os médicos Dr. Hermes e Dr. Serpa, e que, nos momentos mais simples, parecia despretensioso, mas sempre com um sorriso que dizia mais do que palavras poderiam expressar.

Agora, após a partida da D. Ivone, que nos deixou em 28 de janeiro de 2018, o Dr. Aloísio seguiu seu caminho sem ela. Dez meses depois, no dia 22 de novembro de 2018, ele partiu também, deixando para trás um legado de amor, trabalho, história e família. Juntos, agora, seus corpos descansam no cemitério São Judas Tadeu, onde o tempo parece se transformar em lembrança e a saudade se torna uma presença constante nas famílias que os conheceram.

A história do Dr. Aloísio e D. Ivone é um retrato não só de um casal, mas da própria cidade de Afogados da Ingazeira. É a história de como, com amor, dedicação e trabalho, duas pessoas podem deixar uma marca indelével em suas famílias e em suas comunidades. Eles não só construíram uma família, mas também ajudaram a construir um pedaço da história de todos os que tiveram o privilégio de compartilhar com eles esse pedacinho de vida.

E é através das histórias contadas, das lições passadas e do amor que se perpetua, que eles continuam a viver, nos corações daqueles que tiveram a felicidade de cruzar seus caminhos.

*Administrador, contador, historiador e professor universitário
Fonte: Fernando Pires, Blog do Finfa e alguns amigos.