Visando sensibilizar a Presidente Dilma para o quadro de “penúria” financeira das cidades, gerada pela redução sucessiva dos recursos do (FPM), provocada pelas renovadas isenções do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os automóveis e produtos da linha branca ao longo de 2012, a Amupe tentou liderar um movimento de fechamento das Prefeituras do Estado. Aqui no Pajeu prefeituras como Afogados da Ingazeira, Carnaiba, Quixaba, Flores, Tabira, Ingazeira, Breginho, Itapetim, São Jose do Egito, Solidão, Santa Terezinha e outras funcionaram normalmente. Oficialmente só se tem noticia da adesão do prefeito Carlos Evandro de Serra Talhada que decidiu fechar a prefeitura até a próxima sexta-feira dia 16. A rebeldia contra a ideia da entidade se dá porque os prefeitos estão insatisfeitos contra a Amupe que parece ter o fechamento das prefeituras como único ato contra o governo Dilma e assim não lidera mais nada. (Anchieta Santos)
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José de Sá Maranhão Júnior (Júnior Finfa), nasceu em Afogados da Ingazeira-PE, trabalhou no Blog do Magno, sendo o fotógrafo oficial, cobrindo as eleições de 2008 e 2010. No Blog do Sertão, atuou como repórter e fotógrafo, realizando um trabalho de inovação, sendo bastante elogiado nos meios de comunicações.
Em entrevista que deu à jornalista Dora Kramer, o senador Aécio Neves admitiu pela primeira vez que pode ter cometido um erro político ao disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2010 após duas passagens pelo governo de Minas. “Às vezes penso que talvez tivesse sido melhor não ter ido para o Senado, onde a oposição não tem destaque e o ambiente é de subserviência absoluta”, disse o político tucano repetindo declarações feitas no Recife pelo senador Jarbas Vasconcelos.
É quase uma constatação de que o Senado não é o lugar ideal para quem aspira à presidência da República. A Casa costuma abrigar políticos em final de carreira, como é o caso do próprio Jarbas que anteriormente tinha sido deputado estadual, deputado federal, prefeito do Recife e governador. Além de um grande número de suplentes sem nenhuma expressão política ou eleitoral. A essa mesma conclusão Eduardo Campos chegou antes de Aécio. Até porque tem exemplo em casa.
Seu avô, Miguel Arraes, nunca quis disputar mandato de senador. Dizia sempre que entre o Senado e a Câmara ficaria com esta última, como de fato ficou, por ser a Casa de representação do povo, enquanto a outra representa os estados. Sendo assim, a vaga que será aberta em 2014 não será disputada pelo governador. Mas ele ainda terá três opções: concluir o governo e continuar apenas como presidente nacional do PSB, disputar a presidência da República ou uma vaga na Câmara Federal.
Por Inaldo Sampaio
O governador em exercício, João Lyra Neto, prestigiou ontem (12) a inauguração da fábrica da Nissin Ajinomoto. A unidade é primeira indústria de grande porte instalada no município de Glória do Goitá, na Mata Norte pernambucana, a 58,8 km da capital. A planta possui 22 mil m2 e vai gerar, no mínimo, 200 oportunidades de empregos diretos para os moradores da região. Os investimentos na fábrica foram da ordem de R$ 46 milhões.
Após o corte da fita de inauguração, João Lyra ressaltou que a conquista da fábrica foi fruto do compromisso do Governo do Estado em levar a industrialização para fora da Região Metropolitana do Recife. “Glória do Goitá recebe uma multinacional que vai dar muita força e visibilidade à sua economia, fazendo com que os seus habitantes tenham oportunidade de emprego e, principalmente, mais qualidade de vida”. A cerimônia contou ainda com o plantio de quatro mudas de baobás.
Coube ao secretário de Desenvolvimento Econômico, Márcio Stefanni, lembrar que, além da Nissin, Glória do Goitá também receberá, no começo de 2013, a empresa WHB – especializada em blocos de motor para o setor automotivo. “Essa região está crescendo muito. Fora a Nissin e a WHB, estamos com três protocolos de intenções em processo final para a instalação de outras plantas fabris no município”, observou.
A fábrica da Nissin é a primeira da empresa no Nordeste, instalada basicamente para atender aos mercados da região e também do Norte do Brasil “Esse projeto vai estar por 40, 50, 60 anos ao lado dos pernambucanos. Vamos crescer juntos”, garantiu em discurso, o CEO da Nissin Foods Holdings, atribuindo a escolha de Pernambuco como sede da nova fábrica “por ser a locomotiva que está impulsionando o Nordeste”, bem como “à colaboração disponibilizada pelo Governo do Estado”.
Antes da cerimônia de inauguração, João Lyra visitou a linha de produção da nova fábrica e pôde acompanhar todas as nove fases de confecção do macarrão instantâneo. Por minuto, 600 pacotes de Nissin ficam prontos de uma só vez. A princípio, a fábrica de Pernambuco vai produzir as linhas Nosso Sabor e Turma da Mônica. Hoje, o Brasil consome cerca de dois bilhões de pacotes do produto. A marca Nissin Miojo é a líder do segmento.
Também participaram da inauguração da Nissin, o diretor geral da Ajinomoto para a América Latina, Etsuhiro Takato, O cônsul do Japão no Recife, Akira Suzuki, o secretário do Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo, Antônio Carlos Maranhão, além do prefeito de Glória do Goitá, Djalma Paes.
SOBRE A NISSIN- O primeiro macarrão instantâneo foi feito em 1948, na cozinha artesanal do Sr. Momofuku Andore. Essa receita ganhou o mundo e hoje está presente em 11 países. A Nissin Ajinomoto surge no Brasil como uma joint-venture, resultado da fusão da Nissin Foods Produtcts Co. Ltd. e Ajinomoto CO. Inc.. Atualmente, o portifólio da Nissin Ajinomoto tem 11 tipos de macarrão instantâneos.(Fotos Aluisio MoreiraSEI)
As penas aplicadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) ao ex-ministro José Dirceu, ao ex-presidente do PT José Genoino e ao ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares somadas chegam a 26 anos e 8 meses pelos crimes cometidos no mensalão. Eles também terão que pagar multas que somam R$1,5 milhão.
Dirceu e Delúbio devem cumprir a punição em regime inicialmente fechado. Genoino deverá ficar no início no regime semiaberto, podendo deixar a cadeia para trabalhar.
Os três compõem o chamado núcleo político do esquema e foram condenados por formação de quadrilha e corrupção ativa pela compra de parlamentares no início do governo Lula (2003-2010).
Ao longo de três meses, o Supremo definiu que Dirceu, homem forte do governo Lula, comandou uma quadrilha que desviou recursos públicos que, misturados a empréstimos fictícios, foram usados para o pagamento de parlamentares da base aliada.
Para Dirceu, os ministros definiram 10 anos e 10 meses de prisão, além de R$ 670 mil em multa. Com isso, ele terá que cumprir inicialmente a pena na cadeia.
A lei estabelece que penas acima de 8 anos devem ser cumpridas inicialmente em regime fechado.
Por formação de quadrilha, Dirceu foi condenado a 2 anos e 11 meses de prisão. Pela corrupção ativa pela compra de apoio político no início do governo Lula (2003-2011), ele pegou 7 anos e 11 meses de cadeia. Segundo criminalistas, ele terá que enfrentar pelo menos 1 ano e 9 meses na prisão antes de mudar de regime, passando para o semiaberto.
A maioria dos ministros seguiu a pena sugerida pelo relator, Joaquim Barbosa, que levou em consideração o cargo de Dirceu para definir o tamanho da punição. “Foi um crime de lesão gravíssima à democracia, que se caracteriza pelo diálogo e opiniões divergentes dos representantes eleitos pelo povo. Foi esse diálogo que o réu quis suprimir pelo pagamento de vultosas quantias em espécie a líderes e presidentes de partidos”. (FOLHA.COM)
O secretário de Saúde de Afogados da Ingazeira (PE) Dr. Gilberto Massashi, está reunindo funcionários desde a última terça-feira (6) com vistas a encontrar uma solução para o drama que atinge a pasta: uma dívida de mais de R$ 290 mil.
De acordo com as primeiras informações, até agora, a única saída encontrada pela secretaria é de que todos os funcionários recebam seus vencimentos relativos aos meses de novembro e dezembro, além do 13º salário, com um corte de 50%. Para isso, a carga horária de todos os funcionários estaria sendo cortada pelo mesmo percentual.
Na última sexta-feira (9), durante uma reunião, alguns médicos manifestaram a insatisfação e recusaram a proposta da Secretaria. Entre os indignados estava Dr. Edmilson Policarpo (foto), que afirmou que não aceitaria a sugestão e pediu exoneração do cargo de clínico geral dos PSFs.
Uma das categorias que também não concordaram com o corte salarial é a dos agentes de endemias, que deverão ser demitidos nesta segunda-feira (12). Ao assinar a sua exoneração, o médico avisou. “Vou falar com o prefeito eleito José Patriota, sei que ele não está de acordo com essas medidas, pelo contrário. Para ele, o funcionário que trabalhou tem que receber, como também ele não deve aceitar receber a secretaria com esse débito fantasma”, disse.
A Secretaria de Saúde de Afogados da Ingazeira já tinha recebido do Tribunal de Contas do Estado (TCE) uma penalidade, determinando que a mesma restituísse ao erário municipal o valor de R$ 268.011. (Fonte: PE Notícias)
O Santa Cruz de Ninô de Afogados da Ingazeira no ano de 1972, da esquerda para direita: Ninô, Marinho, Neneca, Oliveira, Miranda, Quinca, Lequinho (in memorian), Davi de Vidinho, Deinha (in memorian) e Branco de Otavio (in memorian); Agachados: Zumbinha, Dida Moura, Goguinho, Edson Pilão, Marcos Porroia (in memorian), Nena Cana (in memorian) e Boiba. Se você possui uma foto antigo, envie para finfa@blogdofinfa.com.br
Condenados no julgamento do mensalão, Simone Vasconcelos e Jacinto Lamas entregaram seus passaportes nesta segunda-feira ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Até agora, sete réus deixaram os documentos atendendo a determinação do relator do caso, Joaquim Barbosa, para evitar a fuga dos 25 réus que foram considerados culpados. O pedido de apreensão dos documentos foi solicitado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
O prazo para a entrega do passaporte termina amanhã para todos os réus. Os condenados também foram incluídos, a pedido de Barbosa, na lista de “procurados e impedidos” da Polícia Federal nos postos de fronteira, já que só podem sair do país com autorização do Supremo.
Além de Simone e Lamas, também deixaram por meio de advogados os passaportes o ex–ministro José Dirceu; ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE); o advogado Rogério Tolentino, ligado ao empresário Marcos Valério; e João Claudio Genu, ex-assessor do PP. Marcos Valério, operador do mensalão, já não está com seu documento desde 2005, quando o enviou ao Supremo.
Ao longo dos últimos três meses, os 25 dos 37 réus do mensalão foram condenados pelo STF pela participação no mensalão.
Uma paciente do Centro de Oncologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no Recife, morreu à espera de atendimento, dentro de um táxi, na manhã desta segunda-feira (12). De acordo com parentes da empregada doméstica Tânia Maria Gomes, de 58 anos, ela faleceu após ficar sem acesso à unidade de saúde durante 20 minutos – não havia médicos nem maqueiros para lavar a paciente para dentro do hospital.
O diagnóstico do câncer de fígado de Tânia foi dado há três meses, quando começou o tratamento no Huoc, que é administrado pela Universidade de Pernambuco (UPE). De acordo com o genro da paciente, Sérgio Paulino, há cerca de 20 dias Tânia tinha voltado para casa no bairro de Areias, Zona Oeste do Recife. “Quando ela saiu, falaram que assim que ela passasse mal, pelo quadro em que se encontrava, tinha que vir para o hospital direto. E foi o que a gente fez”, contou.
O táxi que trazia Tânia chegou ao Huoc às 6h, de acordo com a família. Depois de 20 minutos de espera, foi verificado pelos parentes que ela havia perdido os sinais vitais. A partir daí, foram quase duas horas até chegar um médico para confirmar a morte e retirar do corpo do táxi. “A gente fica correndo o hospital, fui ao setor de plantão, mas não conseguia médicos. Quando uma médica chegou, ela disse que quem tinha que ver a situação era o médico dela. Só uma médica que estava estacionando o carro veio e confirmou o óbito, às 8h15”, comentou o genro da vítima.
A polícia foi acionada e chegou ao local por volta das 8h20, ajudando nos procedimentos de retirada do corpo, que seguiu para o necrotério do Oswaldo Cruz. “O tempo em que ela estava dentro do hospital, em tratamento, foi bom. Quanto foi no setor de emergência, foi uma tragédia. Foi uma falta de respeito quando ela faleceu. Vamos entrar na Justiça, pela memória dela”, concluiu Sérgio Paulino.
Em nota oficial, o Hospital Universitário Oswaldo Cruz informou que a direção tomou conhecimento do fato através da imprensa, mas adiantou que vai apurar os fatos com todo rigor para identificar e punir os culpados.
O secretário de Ciência e Tecnologia do Estado, Marcelino Granja, informou, na manhã desta segunda-feira (12), que vai conversar com o Tribunal de Contas do Estado (TCE) para viabilizar, em caráter de urgência e como exceção, a volta dos plantões extras no Hospital Universitário Oswaldo Cruz, em Santo Amaro, área central do Recife. Na manhã desta segunda, médicos e enfermeiros do Hospital saíram em passeata pelas ruas da cidade para pedir melhorias no HUOC.
A volta dos plantões extras seria uma solução temporária enquanto não é feita uma seleção para ocupar os cargps pendentes. A seleção simplificada iria contratar 265 profissionais de sáude, entre níveis superior e médio. Além dessa seleção, haverá um concurso para a contratação de 95 médicos.
Granja informou que uma será montada uma consultoria no Oswaldo Cruz para elaborar um plano de reforma para os prédios do hospital. A estimativa é que a reforma dos 15 prédios custe aproximadamente R$ 21,5 milhões.
Mergulhados em problemas distintos, mas de causas semelhantes – histórica falta de recursos, gerenciamento pouco moderno e estreita política de pessoal –, os quatro hospitais universitários públicos de Pernambuco estão diante de momento crucial: mudar o modelo de gestão e se impor como referência em assistência e formação para brigar por orçamentos maiores que restituam a função de cuidar dos doentes mais graves.
Ao abrir o seminário Novos Desafios – um olhar moderno na gestão das cidades, o presidente do PTB de Pernambuco, senador Armando Monteiro, alertou que os prefeitos eleitos ou reeleitos têm a missão de “fazer mais com menos”, a partir de 1º de janeiro de 2013. Para isto, enfatiza, precisarão se apoiar em ferramentas modernas de gestão, “que podem ajudar extraordinariamente os municípios, sobretudo neste contexto de dificuldades”.
Na presença de mais de 150 gestores do PTB e de partidos aliados, entre prefeitos, vices e secretários municipais, Armando Monteiro também apoiou os movimentos de mobilização realizados para reclamar da União algum tipo de compensação pelas perdas da arrecadação de receita, ocasionados pelas medidas econômicas do Governo Federal. Ele também defendeu a redefinição do Pacto Federativo – tema que vem merecendo a preocupação do governador Eduardo Campos – e elogiou o modelo de gestão adotado pelo Governo de Pernambuco, que tem promovido transformações estruturais, o que permitirá ao Estado “um salto maior nas próximas décadas”.
Leia abaixo trechos do discurso de Armando Monteiro na abertura do seminário:
“Pernambuco vive um momento extraordinário”
Armando Monteiro – “A visão do PTB não deve e não poderia ser isolada. O PTB se situa dentro de um conjunto de forças políticas, portanto, nós estaremos bem na medida em que possamos oferecer uma contribuição ao fortalecimento desse conjunto. E o balanço das eleições evidencia de forma clara que o povo de Pernambuco se alinha com esse projeto político-administrativo que está em curso em Pernambuco e que tem proporcionado tantos resultados, com resultados muito expressivos do ponto de vista socioeconômico. Pernambuco vive um momento extraordinário, um momento de dinamismo, um momento em que é palco de um processo de transformações, inclusive transformações estruturais porque o Estado está, sem nenhuma dúvida, se preparando para dar um salto ainda maior nas próximas décadas. Pernambuco relança de forma muito expressiva a sua economia industrial e veja que isso ocorre num momento em que o Brasil, de certo modo, perde posição relativa na indústria, alguns falam inclusive num processo de desindustrialização e, na contramão dessa tendência do Brasil, Pernambuco, pelo contrário, relaça a sua indústria, e por isso mesmo nós vamos, nos próximo anos, experimentar um processo de crescente participação da indústria no conjunto da economia de Pernambuco, que vai representar uma força muito importante no sentido de podermos promover mudanças estruturais”.
“Prefeituras enfrentam dificuldades”
Armando Monteiro – “É neste contexto que nós então vamos hoje conversar sobre gestão. Eu sei que neste momento os municípios se debatem com grandes dificuldades. No Brasil, infelizmente, a maioria dos municípios não têm receitas próprias expressivas. Em grande medida, sobretudo no Nordeste, vivem ainda de repasses de transferências federais, o que significa dizer que agora, quando nós temos uma queda desses repasses, as prefeituras enfrentam dificuldades extraordinárias. Mas é evidente que tudo o que vem acontecendo em Pernambuco nos aponta a perspectiva de que o Estado possa promover uma interiorização do desenvolvimento. Nós estamos criando novos polos de desenvolvimento no interior de Pernambuco, e o efeito disto vai ser efetivamente a ampliação da base econômica de Pernambuco, o que seguramente trará impactos muito positivos para a vida de nossos municípios”.
“Precisamos redefinir o pacto federativo”
Armando Monteiro – “Então, eu diria que este quadro de dificuldades também aponta a necessidade de que os prefeitos, como vem acontecendo, se mobilizem, para reclamar da União algum tipo de compensação, sobretudo a curto prazo, por esta perda de arrecadação, que tem sido realmente muito severa neste último ano. Mas é preciso também que consideremos que nós temos um desafio muito grande, que é aquele que se coloca para os próprios gestores. Há algo que a política, e no plano mais amplo da reivindicação e da mobilização pode produzir, que é esta redefinição do Pacto Federativo. O governador Eduardo Campos tem manifestado uma preocupação muito grande com este tema. O Brasil tem uma federação extremamente desequilibrada. Há uma hipertrofia, uma concentração de recursos que a União detém, sobretudo a partir do momento em que criaram uma série de formas tributação de recursos que não são partilhados com os outros entes de Federação. Só para citar um exemplo, o PIS e a Cofins, que são contribuições que não estão na cesta dos tais impostos partilhados, representam já um número muito expressivo no conjunto da arrecadação. E o PIS e a Cofins ficam apenas na esfera da União. Portanto nós precisamos redefinir o Pacto Federativo, na perspectiva de construirmos uma federação mais equilibrada”.
“Fazer mais com menos”
Armando Monteiro – “Mas é evidente que esse movimento de desconcentração vai exigir cada vez mais um melhor padrão de gestão dos municípios e nós estamos aqui hoje para falar disso, a necessidade de buscarmos mais eficiência na gestão, o que significa fazer mais com menos, multiplicar os recursos, através de uma ação que não é apenas zelosa e austera, como seria obrigação de todos os gestores, mas sobretudo uma gestão apoiada em ferramentas modernas, que estão aí disponíveis hoje e cada vez mais nós temos uma tecnologia gerencial que está sendo colocada à disposição dos gestores e que podem ajudar extraordinariamente os municípios, sobretudo nesse contexto de dificuldades. É isso o que nós pretendemos com este seminário. Queremos oferecer uma contribuição no sentido de sensibilizá-los, e eu conheço os nossos companheiros que foram eleitos, sei que todos têm uma preocupação muito grande com esse tema, vários já estão tomando iniciativas no sentido de buscar esse suporte externo, inclusive, para apoiar a sua gestão, mas o PTB procura com este seminário oferecer informações de forma mais ampla que possam, de alguma maneira, representar uma contribuição a essa gestão que vai se inaugurar no início do próximo ano. Então eu quero desejar a todos que possam aproveitar esse seminário, estaremos juntos aqui durante toda a manhã”. (foto: Alexandre Albuquerque)









